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Índice de Artigos |
O maior
milagre de Jesus: Uma vida mudada!
A Bíblia fala sobre Jesus como sendo Messias ou
Salvador. Você normalmente pensa em
“Salvador” como alguém que perdoa nossos
pecados e nos leva para o Céu. Mas ter Jesus como Salvador
é muito mais que isso! Ele quer não só
salvar nossas almas e nos levar ao Céu, mas
também nos libertar da escravidão desta terra.
Eu estava pensando em vários milagres
que Jesus fez quando esteve fisicamente por aqui (Ele AINDA quer fazer
milagres para nós, Ele é o mesmo hoje e sempre).
O primeiro milagre em que pensei foi quando Jesus ressuscitou
Lázaro dos mortos. Eu pensei: “Esse é
um milagre maravilhoso. Mas será que é o maior
milagre de Jesus?” Imagine pegar um corpo que está
morto igual a uma pedra fria, de onde toda a vida se foi, e logo depois
fazê-lo voltar a ter vida—isso é um
grande milagre! Talvez este seja o maior milagre, ressuscitar uma
pessoa da morte. Mas pode ser que haja um milagre que Jesus faz que
é ainda maior. Eu pensei nas pessoas que eram cegas e Jesus
lhes deu a habilidade para ver novamente. Um homem nasceu cego,
não podia ver e ele começou a ver. Jesus ainda
quer fazer milagres tão maravilhosos como esse. Considere
isto: viver em escuridão total e depois começar a
ver cor e textura, e ver as pessoas que você ama.
É este o maior milagre que Jesus faz, dar visão
para as pessoas cegas? Jesus também deu
audição para pessoas que não podiam
ouvir. Seus mundos eram totalmente silenciosos. Elas não
podiam ouvir as pessoas que amavam. Elas não podiam ouvir os
pássaros e nem podiam ouvir música.
Não podiam ouvir um bebê dar risadas. E Jesus lhes
deu ouvidos que podiam ouvir. É esse um grande milagre?
Nosso Jesus ainda quer fazer coisas como essas. É Jesus que
dá visão, audição e
ressuscita os mortos e nós nunca vamos parar de acreditar
Nele. Outras pessoas que Jesus curou eram pessoas que tinham
lepra—uma doença de pele. Elas sentiam muita dor e
agonia, tinham que ficar longe das pessoas que amavam para que estas
não pegassem a doença. Jesus tocava nestas
pessoas que tinham a doença de pele e a pele delas se
tornava novinha em folha, como a pele de um pequeno bebê.
Este nosso Jesus faz milagres maravilhosos!! Mas são esses
os maiores milagres que Jesus fez?
Eu quero que você
pense em outros milagres que Jesus também faz. Ele
é nosso Salvador e nosso Libertador. Ele pode nos livrar do
pecado. Ele pode curar nossa cegueira ou nossa surdez. Ele pode
resolver nossa doença de pele e nossa dor. Mas
também como Salvador e como Libertador, Ele faz outro tipo
de milagre que é maior que todos esses. Pense nisto comigo:
se um homem estivesse morto e Jesus o ressuscitasse dos mortos, mas
quando o homem acordasse e se lembrasse que toda a sua
família o odiava e que todos os seus vizinhos fofocavam
sobre ele e o chamavam de nomes feios, como ele se sentiria? Esse homem
talvez iria preferir ainda estar morto! Se um homem nascesse surdo e
então fosse curado dos ouvidos por um milagre de Jesus, e
agora ele ouvisse tudo, mas descobrisse que todos na sua
família estavam gritando, eram bravos, falavam mal e
fofocavam, isso quebraria o seu coração. Ele iria
preferir não ouvir estas coisas. E se ele fosse cego de
nascença e Jesus o curasse? Ele agora abre seus olhos e pode
ver o amanhecer e os pássaros nas
árvores… mas a sua família e vizinhos
têm pornografia, quadros terríveis e fazem coisas
terríveis ao seu redor. Eu acho que ele desejaria nunca mais
ver.
Então, o que estou dizendo é
o seguinte: o maior milagre que Jesus pode fazer não
é ressuscitar alguém dos mortos, porque se um
homem voltasse à vida e o seu mundo fosse um mundo ruim,
então ele não precisaria viver. O maior milagre
que Jesus pode fazer não é restaurar a vista ou a
audição, porque se vemos e ouvimos
ódio, maldade e pecado, então não
queremos ver, nem queremos ouvir. O maior milagre que Jesus quer fazer
é mudar nossas vidas. Ele quer tirar ódio e
colocar paz e amor. Ele quer tirar raiva e egoísmo e colocar
bondade e amor pelo outro. Os maiores milagres de Jesus acontecem
quando Ele muda quem nós somos… porque se
é somente o mau que iremos ver, não precisamos
ver; nem precisamos ouvir se só vamos ouvir ódio,
raiva e fofoca. O maior presente e o maior milagre de Jesus
É que Ele quer nos salvar para ser como Ele é.
As coisas que a natureza humana produz são bem
conhecidas. Ela produz: imoralidade, impureza
ações indecentes, adoração
de ídolos, feitiçarias; inimizades brigas,
ciumeiras, acesos de raiva, ambição
egoísta desunião, paixão
partidária, invejas, bebedeiras, farras e outras coisas
parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem
essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o
Espírito produz amor, alegria, paz, paciência,
delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio
próprio. E contra essas coisas não há
lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a sua
própria natureza humana junto com todas as suas
paixões e desejos. Que o Espírito, que nos deu a
vida, controlo também a nossa vida. Não devemos
ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter
ciúmes uns dos outros. (Gálatas 5:19-26)
Porque Deus revelou a sua
graça para dar a salvação a todos.
Essa graça nos ensina a abandonar a vida descrente e as
paixões mundanas, para vivermos neste mundo uma vida
controlada, correta e dedicada a Deus. Ela também nos ensina
a viver esperando o dia feliz, em que aparecerá a
glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele se
deu a si mesmo por nós para nos livrar de toda maldade e
fazer de nós um povo puro, que pertence somente a ele e que
se dedica a fazer o bem. (Tito 2:11-14)
Houve tempo em que
nós também éramos insensatos,
desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda
espécie de paixões e prazeres.
Vivíamos na maldade e na inveja, sendo
detestáveis e odiando uns aos outros. Mas quando, da parte
de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos
homens, não por causa de atos de justiça por
nós praticados, mas devido à sua
misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e
renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre
nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.
Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos
tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna.
(Tito 3:3-7)
Muitas das coisas que Deus nos
diz nas escrituras apontam vez após vez para o maravilhoso
milagre de vidas mudadas. Mas você provavelmente nota quando
se vê no espelho, ou quando você realmente fica
conhecendo outras pessoas que seguem Jesus, que este maior milagre de
todos, de vidas mudadas, leva algum tempo e trabalho árduo.
Se você olhar para si mesmo no espelho, provavelmente
verá muitas coisas que ainda não são
como Jesus é.
Jesus quer fazer um milagre em
sua vida. Ele quer substituir sua raiva por carinho e paz. Ele quer
substituir seu egoísmo e seu orgulho pelo amor Dele. Ele
quer tirar seu mau humor e transformá-lo numa pessoa gentil
e amável. Ele quer esmagar sua fofoca e interesses
próprios e trazer flores ao seu
coração. Ele quer o maior milagre de todos, para
que cada um de nós possa tornar-se como Ele em
personalidade. Mas nós temos uma parte importante
nisto…
A
Importância da Igreja no Milagre de
Transformação
Há uma forte e
maravilhosa ilustração nas escrituras sobre a
importância da Igreja e de outros crentes. Jesus disse:
“Eu edificarei Minha Igreja para que as portas do inferno
não possam prevalecer”. Ele deseja se unir
às nossas vidas de forma que os milagres possam acontecer em
cada um de nós. Para esse milagre acontecer, Ele nos fez
para que precisássemos um do outro, muito.
Ninguém descobre esse maior milagre sozinho. Ele quer nos
mudar ao ajudarmos uns aos outros a ser como Ele é. Por
isso, é importante que você tenha relacionamentos
profundos, um com o outro, DIARIAMENTE.
Ele nos chamou para sermos
sacerdotes e fazer o trabalho de Deus. Assim teremos que usar os olhos
que Ele nos deixou para ver as coisas que não são
como Ele, em nós mesmos e nos outros—portanto
temos que escolher ajudar! Ele nos deu o milagre de poder ouvir para
então podermos escutar quando outros falam conosco sobre
nossas vidas. Se estivermos dispostos a escutar, dispostos a ser
sensíveis e abertos e se todos estiverem dispostos a fazer a
sua parte de ter coragem para falar uns com os outros sobre coisas nas
suas vidas—então Jesus fará este
milagre maravilhoso em cada uma de nossas vidas. É um
milagre melhor do que ressuscitar alguém dos mortos ou dar
visão a cegos. Ele pode tomar nossos
corações teimosos, egoístas, e nos
fazer como Ele é. Mas temos que usar nossos ouvidos para
ouvir e ser abertos quando as pessoas falam conosco. Temos que ter a
coragem para falar com os outros e trabalhar juntos para fazer este
milagre acontecer.
Eu também deveria
dizer que a definição de um Cristão,
um seguidor de Jesus, é alguém que se tornou um
escravo de Jesus. Jesus disse: “A menos que você
tome sua cruz e negue sua própria vida, você
não pode ser Meu discípulo”. Em Atos 3,
as escrituras dizem que todo aquele que não escutar Jesus
será eliminado do meio do seu povo. É muito
importante entendermos que não somos donos de nós
mesmos, fomos comprados por um preço. Um verdadeiro
Cristão é alguém que já
entregou todos seus direitos ao Rei. Verdadeiros Cristãos
confiam no Rei para prover, cuidar e conduzir as suas vidas. Eles
não têm que ser grandes, fortes e inteligentes.
Eles podem ser abertos e deixar Jesus decidir por eles. “O
que Deus desejar para mim é o melhor”.
Nós jamais precisamos ter medo.
“Ninguém
pode servir a dois mestres. Você odiará um e
amará o outro”. Você não pode
servir a si mesmo, seus próprios desejos e também
a Jesus. Jesus nos fala que nós O odiamos quando escolhemos
servir nossos próprios desejos. Mas se nós
servimos aos Seus desejos ao invés dos nossos,
então demonstramos que O amamos mais que a nós
mesmos. Jesus continua a dizer que não precisamos ter mais
medo:
Portanto eu lhes digo:
não se preocupem com suas próprias vidas, quanto
ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto
ao que vestir. Não é a vida mais importante do
que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as
aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam
em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Vocês
não têm muito mais valor do que elas? Quem de
vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora
que seja à sua vida? Por que vocês se preocupam
com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles
não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem
Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.
Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e
amanhã é lançada ao fogo,
não vestirá muito mais a vocês, homens
de pequena fé? Portanto, não se preocupem,
dizendo: “O que vamos comer?” Ou: “que
vamos beber?” Ou: “que vamos vestir?”
Pois os pagãos é que correm atrás
dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam
delas. (Mateus 6:28-32)
Jesus começou
dizendo que você não pode servir dois mestres. E
depois Ele continuou dizendo que correr atrás de coisas para
se proteger e cuidar é o que os pagãos fazem.
Isso mostra que você não confia em seu Pai. Nosso
Pai diz que se confiar totalmente Nele, tomar todas as suas
decisões para Ele e buscar primeiro o Reino Dele, se sua
vida é sobre o Reino de Deus e não sobre
você mesmo, o próprio Pai cuidará para
que todas as suas necessidades sejam supridas. Pouquíssimas
pessoas confiaram nessas palavras de Jesus. Pouquíssimas
pessoas puseram essas palavras em prática. Nós
queremos encorajar você a confiar no Pai porque Ele deseja o
nosso bem. Nós não precisamos ter medo.
Não precisamos ser egoístas para poder nos
proteger. Não precisamos ficar bravos. Podemos confiar em
nosso Pai. Ele é um Pai muito bom. E, se buscarmos o Seu
Reino primeira e principalmente, se buscarmos o Seu Interesse, Ele
tomará conta de nós. Mas se nós
buscarmos os “nossos interesses” e tentarmos
acrescentar Ele a isso, se tentarmos adicionar Deus às
nossas próprias vidas… Nós O faremos
muito infeliz, quebraremos o Seu Coração e nunca
iremos conseguir ver Seus milagres. Nós queremos
encorajá-lo a confiar em Deus para ver os Seus milagres,
buscar principal e primeiramente o Seu Reino e se envolver na vida dos
outros para ser capaz de ver seu caráter mudado
até ser igual ao de Jesus. E veremos muitos milagres
maravilhosos nos dias por vir.
As Promessas
de Jesus para os que Viverem dessa Maneira
Embora soe difícil,
e certamente é muito diferente do modo como a maioria das
pessoas está acostumada a viver, Jesus fez uma promessa: em
Mateus 7, Jesus falou sobre construir uma casa. Ele disse que
tempestades virão contra a casa, mas para aqueles que
construíram a casa sabiamente, ela irá permanecer
apesar da tempestade. Ele disse que o que faz uma casa forte, de forma
que ela possa resistir às tempestades, é
ajudarmos um ao outro a colocar em prática a Sua Palavra.
Há muitas pessoas que não conhecem Sua Palavra;
que não sabem os princípios de Jesus e Seus
ensinamentos. Porém outras conhecem ensinamentos Dele, mas
não os colocam em prática. Em ambos os casos, as
tempestades destruirão a casa (Mt 7:13-27; 2Ts 1:5-8; Lc
12:47-49). Mas a promessa de Jesus é verdadeira para
nós, se ajudarmos um ao outro a colocar em
prática a Sua Palavra. Quando as tempestades vêm,
e elas virão, a casa resistirá contra a
tempestade. Nós precisamos ajudar um ao outro a por em
prática a Sua Palavra. Se eu estou sendo orgulhoso ou
egoísta, talvez eu não consiga ver isso por mim
mesmo. Mas quando VOCÊ vê isso em mim e
você quer me ajudar, você não
está me ferindo, mas me ajudando a vencer a tempestade.
Assim, eu não terei medo se alguém vier a mim e
disser: “Eu acho que você tem este problema ou
aquele problema”. Por que não? Porque sei que as
tempestades hão de vir e eu quero pôr em
prática a Sua Palavra, e eu preciso de outros para me ajudar
a colocá-la em prática! Estas coisas
não são ruins, elas são muito boas. As
tempestades virão e isso nos ajudará a superar a
tempestade.
Outra promessa que Jesus fez
é que se entregarmos nossas vidas uns aos outros, se
entregarmos tudo para Jesus e não guardarmos direito algum
para nós mesmos, então Ele nos dará
cem mães, irmãos, irmãs. Ele nos
dará cem casas, terras e posses. Se entregarmos nossa vida
completamente a Ele, Ele nos abençoará cem vezes
nesta vida e na vida vindoura e nos dará vida eterna. Se eu
tivesse um único Real e precisasse alimentar minha
família com aquele Real, seria muito difícil
dá-lo. Mas se Jesus me prometeu que se eu entregar aquele 1
Real a Ele, Ele me daria 100, então é mais
fácil dar aquele 1. Quando nós somos
egoístas, medrosos e orgulhosos, quando temos pecado em
nossa vida e não queremos que ninguém converse
com a gente sobre isso, quando vemos pecado na vida de outros e
não queremos falar com eles (talvez por medo que fiquem
bravos ou fiquem de mal) e fazemos escolhas erradas sobre essas coisas,
perdemos todas as grandes e preciosas promessas de Jesus. Isso seria
como segurar aquele “1 Real” mesmo quando Ele nos
prometeu que se dermos, Ele nos daria 100. Viver dessa maneira para
Jesus é um investimento muito seguro porque as tempestades
IRÃO vir nas nossas vidas. E se tentamos viver sozinhos, com
pecados em nossas vidas, então as tempestades
derrubarão nossa casa. Mas se nós, juntos,
ajudamos um ao outro a obedecer Deus e se estamos dispostos a ver e
também a ouvir, então a casa ficará
firme e Jesus fará milagres. É difícil
dar aquele um, porém é maravilhoso receber cem em
retorno.
Importar X
Controlar
Isso NÃO tem a ver
com “controle”. Jesus disse que ter raiva e
ódio é igual a homicídio, correto?
Então, se um de seus irmãos tomasse uma
decisão e dissesse: “vou matar duas ou
três pessoas”—você pensaria que
seria “controle” se lhe dissesse:
“Não, Não! Por favor, não
faça isso!”?? Isso não é
controle. Isso é a vida de Jesus. Se um irmão ou
irmã não quer perdoar alguém ou tem
orgulho no coração, é exatamente o
mesmo. Nós dizemos: “Por favor, não
fique com rancor ou orgulho no seu
coração”. “Por favor,
não mate alguém; por favor, não tenha
ódio nem raiva”. É a mesma coisa.
Nenhuma dessas situações é controle.
É a vida de Jesus.
Um exemplo de alguém
que eu conheço na Califórnia—ele mora
bem longe de nós. É editor de uma revista
“Cristã” e esta revista chega
até muitos lugares. Várias vezes ele mencionou
exatamente a quantidade de pessoas e países que recebem a
sua revista. Ele me contou isso, primeiro quando eu o conheci, repetiu
após algumas semanas, e depois, novamente, algumas semanas
depois disso. Agora, como isso soa aos ouvidos espirituais? Se eu o amo
e quero que a sua casa permaneça de pé quando as
tempestades vierem, eu vou atentar para coisas que podem ferir o
coração de Deus e prejudicar o seu andar com Ele.
Você se lembra quando Davi fez um censo no Velho Testamento?
Ele quis contar todas as pessoas que estavam debaixo dele.
Você se lembra como Deus ficou irado com isso? Deus trouxe
julgamento sobre Davi e sobre muitas pessoas debaixo dele por causa do
seu orgulho. Davi teve orgulho quando quis saber sobre quantas pessoas
ele tinha autoridade. Este amigo meu na Califórnia quis
manter uma conta de quantos países e quantas pessoas a sua
revista alcançava. Muitas coisas que ele escreve nessa
revista são importantes e muito boas. Eu quero que ele sirva
Deus muito bem. Mas a Bíblia diz que Deus Se opõe
ao orgulhoso e dá graça para o humilde. E a
Bíblia também diz que uma das armadilhas do diabo
é o orgulho. Então, se eu o amo, vou falar com
ele e tentar ajudá-lo a colocar em prática a
Palavra de Deus sobre orgulho. E é possível saber
quantos foram acrescentados ao número deles num certo dia,
ou quantos peixes estão na rede. Deus registrou tais coisas,
em certas ocasiões. Não é
impossível, se o motivo for Certo—SOMENTE para
encorajar o Povo de Deus—nunca para nossa própria
glória ou para chamar atenção para
meros homens, ao invés de Jesus.
Eu não estou
controlando ele quando imploro: “Por favor, não
tenha orgulho”. Estou dizendo: “Por favor,
há muitas coisas boas que Deus deseja para sua vida.
Não deixe o diabo arruiná-las. Esqueça
a quantidade de países que sua revista alcança.
Esqueça quantas pessoas podem recebê-la.
Não faça um censo. Só sirva Deus de
todo coração.” Não
há nenhum controle nisso. Estou implorando de
coração para o seu bem e para Jesus.
Nós podemos implorar sobre matar ou assassinar; e podemos
também implorar com alguém sobre orgulho ou
egoísmo. Eu disse a ele: “Talvez não
haja nenhum orgulho nestas palavras, mas, por favor, tenha
cuidado”. Eu não estou julgando ele, porque eu
não sei se há orgulho ou não, mas eu
sei que é território muito perigoso e que ele
deveria ter muito cuidado com estas coisas. A única coisa
que Davi fez foi um censo. Talvez para você isso
não soe tão ruim. Mas Deus ficou muito
descontente com isso. E se algumas pessoas confiáveis que
amavam Yahweh tivessem ido a Davi (a sós primeiramente e
depois juntos, se ele não desse ouvidos) quando ele teve
aquela idéia e dissessem: “Davi, por favor, pense.
Tem certeza que não há nenhum orgulho em seu
coração?” E se um bom amigo tivesse ido
a Davi e dito: “Se houver orgulho aqui, por favor, nem pense
nisso”. Se um bom amigo tivesse lhe ajudado a pôr
em prática a Palavra de Deus, 70.000 vidas teriam sido
salvas. Essa é a quantidade de pessoas que foram mortas,
70.000. É um número muito grande. Mas se um amigo
tivesse tentado ajudar ele a se desviar do orgulho por meio de
perguntas e implorasse a ele, talvez pudesse ter salvo 70.000 vidas. Eu
espero que você consiga ver a diferença entre
implorar, amar e se preocupar versus controlar. Em ambos os casos,
você fala sobre o que você vê, mas o
coração é diferente.
Aplicando
Isso JUNTOS…quando há imaturidade
Digamos que alguém
realmente venha até você e tente te ajudar a ver
algo em sua vida. Talvez aquela pessoa seja imatura. Talvez o assunto
se torne nebuloso. Quando alguém é imaturo,
às vezes pode haver mistura. E nestes casos o que devemos
fazer? Há duas ou três coisas que eu quero dizer
sobre isso. Em primeiro lugar, Jesus honra o fato de que estamos
fazendo isso juntos. Assim, até mesmo se há
imaturidade, Ele disse: “se dois ou três vierem
juntos discutir um problema, lá eu estarei”. Ele
não disse que todo mundo deve estar perfeitamente
amadurecido ou ter perfeito conhecimento. Ele disse que viria se
nós fizéssemos isso do MODO DELE. Se fizermos
isso do JEITO DELE, Ele disse que estaria em nosso meio. Em Mateus 18,
Ele disse: “se vocês vierem juntos para resolver um
problema, eu também estarei lá”, e Ele
não diz que as pessoas precisam ser maduras ou que elas
deveriam ter um título de ancião, pastor ou
qualquer coisa do tipo. Eu entendo o dilema perfeitamente…
Problemas surgem quando há imaturidade ou mistura. Mas
é importante honrarmos algo maior que nós mesmos.
Ver algo maior que nós mesmos, exige fé.
Há pessoas que eu
levei a Jesus e as ajudei a achá-Lo que eram muito imaturas.
Essas pessoas já vieram a mim em várias
ocasiões e me falaram sobre coisas na minha vida.
Às vezes elas tinham razão. Às vezes
elas estavam totalmente sem razão. Às vezes era
uma mistura (coisas certas misturadas com coisas
erradas)—isso é o que acontece normalmente. Mas
é muito importante, mesmo se eu as levei a Jesus, que eu
honre algo maior do que mim mesmo e que eu humildemente as escute.
Jesus disse que se alguém vem ter comigo sobre uma coisa que
a pessoa acha ser pecado, e se não pudermos resolver isto
entre nós dois, então devemos chamar dois ou
três outros. Isso é o que a Bíblia diz.
E se ainda não pudermos resolver aquilo, falamos isso para a
Igreja inteira. O que é bonito sobre isso é que,
mesmo se houver imaturidade, boas coisas ainda podem acontecer. Se elas
vêm a mim e dizem algo que penso não ser
verdadeiro, eu lhes peço que tragam dois ou três
outros para falarem comigo de acordo com as palavras de Jesus, porque
algo realmente bom acontecerá se fizermos isso. Jesus
prometeu que vai participar se fizermos isso. E
então… ou eu vou ver aquilo que não
conseguia ver antes, ou eles vão perceber sua imaturidade se
descobrirem que estavam errados.
Mas, de qualquer modo, eu
jamais devo fazê-las se sentirem mal por terem vindo a mim.
Eu não devo desencorajá-las ao serem sacerdotes.
Eu devo agradecer porque elas tiveram coragem para tentar; talvez eu
aprenda com seu esforço. Ou talvez elas vão
enxergar sua imaturidade. Mas de qualquer modo, se todos forem
humildes, então Deus receberá a
glória. Se eu quiser que alguém deixe de ser
imaturo, então eu não devo
desencorajá-lo ao fazer o trabalho de Deus. É
assim que ele vai ficar maduro—ele tenta fazer o trabalho de
Deus, até mesmo se cometer erros. Então,
às vezes vai ser difícil quando houver mistura,
mas Deus faz isso redundar até mesmo para o bem,
então está tudo certo.
Se alguém vem a mim
e diz: “Eu realmente penso que você deveria fazer
isto ao invés daquilo”—eu poderia pensar
que eles estão totalmente errados, mas eu não
devo fazer eles se sentirem mal por tentar. Ao invés disso,
o que eu deveria fazer é trazer outros para ajudar a
conversar sobre o assunto também. Há exemplos
disso na Bíblia. Quando Paulo estava longe de Corinto, houve
desavenças entre as pessoas em Corinto. Estavam levando um
ao outro para o tribunal e não acreditavam na
ressurreição. Coisas tolas estavam acontecendo
lá e eles não estavam conseguindo resolver os
problemas. Por isso pediram ajuda de fora. Em outra ocasião,
Paulo estava com algumas pessoas que acreditavam na
circuncisão e elas não puderam resolver o
problema. Paulo pensou que a circuncisão não era
essencial. Outras pessoas pensaram que tinham que se tornarem judeus
primeiro e depois Cristãos. Elas não puderam
resolver o problema. Ambos os grupos pensaram que tinham
razão. Então, o que fizeram? Em Atos 15 diz que
foram a Jerusalém para conversar com outras pessoas.
Poderiam ter ficado bravos e se separado uns dos outros. Mas ao
invés disso, eles trouxeram mais ajuda. Assim, quando
tivermos essa mistura ou imaturidade, devemos trazer mais ajuda, ainda
que de fora, de outra parte da cidade ou de outra parte do
país ou, até mesmo, de outro país.
Trazemos cada vez mais ajuda ao invés de nos separarmos um
do outro. Este é o padrão bíblico de
como superar a mistura e de como achar e ouvir Deus.
Ao término de Atos
15, depois que eles trouxeram mais pessoas para ajudar a clarear esse
assunto, Tiago disse: “Parece bom a nós e para o
Espírito Santo e aqui está a
solução…” Então
houve uma batalha de opiniões diferentes. Houve imaturidade.
Jesus disse que se nós tivermos problemas, devemos trazer
mais ajuda. Temos feito isto onde nós vivemos durante mais
de quinze anos e agora está cada dia melhor sem todos estes
problemas. Nós até temos muitas pessoas que foram
“pastores” ou líderes e pensavam que
sabiam tudo. Mas quando todos aprendem a ser humildes, podemos
trabalhar juntos para construir a Casa. E até mesmo todos os
sujeitos inteligentes ficam humildes e como pequenas
crianças ajudamos um ao outro porque sabemos que precisamos
de ajuda, e queremos que outras pessoas olhem para dentro de nossas
vidas.
Esta Verdade se aplica
até mesmo em relacionamentos de marido e esposa. Pode haver
discordância sobre uma coisa ou outra, mas se o assunto tem a
ver com coisas espirituais, se é sobre
Verdade—então tudo isso se aplica. Um exemplo: se
seu marido não gosta de brócolis e realmente
não quer que você sirva no almoço, e
você realmente gosta de brócolis… isso
não deve criar problemas. Então não
precisa servir brócolis no almoço. Mas se
você vai para casa de outra pessoa e lá eles
servirem brócolis e ele vem para casa se queixando disso e
fica transtornado e bravo por causa disso… ISSO é
um assunto espiritual. Uma preferência pessoal tem seu lugar,
mas quando o pecado entrar, isso já não tem mais
lugar.
Aplicando
isso com aqueles que não conhece tão bem
E quando você
não conhece alguém muito bem? Como tudo isso se
aplica? E se você não tem muito relacionamento com
uma pessoa, contudo você vê uma maneira para
ajudá-la? Parte disso é simplesmente
fé. Entendendo que Jesus comprou toda uma família
com o seu sangue e que Jesus vive dentro dessas pessoas, falar com
elas, então, é seguro mesmo não as
conhecendo muito bem. De certa forma pode ser mais difícil,
mas ainda é muito certo se abrir. Haverá momentos
em que você talvez esteja com pessoas que não
conhece muito bem e você vê algo que não
parece ser como Jesus é. Embora você possa
não ter visto aquilo corretamente, ainda é
importante, na maioria dos casos, que você tente falar sobre
isso.
Deus pode nos dar
visão profética para ver coisas mesmo quando
não conhecemos bem uma pessoa, mesmo quando
alguém é de uma cidade diferente, um estado
diferente, um país diferente. Porque isso é
verdade, também é verdade que as pessoas que
nós não conhecemos muito bem podem ver
profeticamente em nossas vidas e podem nos ajudar. E porque acreditamos
em Jesus e no Espírito de Jesus, decidimos nos abrir embora
possamos não conhecer muito bem um ao outro. E é
muito importante que aprendamos a fazer assim e que aprendamos a
confiar em Jesus para nos ajudar por meio disso. Se esperarmos
até conhecer alguém profundamente antes de nos
abrirmos, nunca vamos conhecer ninguém profundamente!!
“Eu
sinto raiva dentro de mim quando eles falam
comigo…”
O que acontece quando
alguém vem a você, tentando ajudar, e
vários sentimentos começam a surgir dentro de
você? Às vezes esses sentimentos não
são bons. Paulo disse que não somos ignorantes
das armadilhas de satanás. Em outras palavras,
satanás tem truques que ele joga que são
previsíveis. Ao crescermos em direção
a ser mais como Jesus, ficamos mais cientes dos truques de
satanás. Aprendemos a lutar contra os truques de
satanás ao ficarmos mais sábios e mais maduros.
Quando nos pegamos ficando irados, deveríamos parar e dizer:
“Por que estou tão chateado?” Uma pessoa
com falta de conhecimento ou imatura reage com: “Eu estou
bravo. Não é justo. Você não
entende.” Mas ao nos tornarmos mais como Jesus, dizemos:
“Pera aí! Meu coração
está disparando… e tenho um nó na
garganta. Eu estou bravo e isso não é um fruto do
Espírito. Se isto não é um fruto do
Espírito, então é um fruto de que?
Deve ser um fruto do pecado. Então é melhor parar
e descobrir por que eu estou chateado antes de ir adiante”.
E ao nos tornarmos mais
sábios e amadurecidos, podemos pensar e falar sobre isto em
paz e dizer: “Você tinha razão nestes
três pontos. Eu não estou certo se concordo
completamente neste próximo ponto, mas podemos falar e orar
mais sobre isto. Talvez possamos trazer algumas outras pessoas para nos
ajudar a falar sobre isso”. Isso seria um modo
sábio e maduro para reagir a coisas que nos transtornam. Ao
invés de ficar frustrado, bravo e criar barreiras, ao
invés de levantar os punhos e ficar chateado, revidar e
dizer: “Bem, e você?!” Em vez disso,
podemos dizer: “Vamos falar mais sobre isso, orar sobre isso.
Talvez você tenha razão”. Isso
é como Jesus e traz muito fruto. Mas isso não
é o nosso hábito… não
é mesmo? Precisamos criar hábitos melhores.
Ajudando Um
ao Outro com o Passar do Tempo
No que diz respeito a todos os
relacionamentos, até mesmo entre marido e esposa,
há muitas coisas reais e difíceis que acontecem.
O que é maravilhoso no Corpo de Cristo sobre estas coisas
que falamos é que ao você começar a
abrir sua vida com as irmãs e irmãos, estas
irmãs e irmãos vão ajudar. Os
irmãos, com o passar do tempo, vão conversar com
o marido e dirão: “Você precisa ser mais
atencioso, mais prestativo”. Os irmãos
ajudarão mostrar as maneiras para fazer isso. As
irmãs dirão à esposa:
“Você precisa ser mais paciente, mais
amável”. É isso que uma auxiliadora ou
costela é: para ajudar, não ficar transtornada.
Assim os irmãos e irmãs ajudarão, e
todos juntos, em doze meses, dezoito meses, estarão
totalmente diferentes.
Qualidade de
Vida Traz Confiança
Há outra coisa que
pode ajudar você na aplicação dessas
coisas (de aceitar e ouvir pessoas que você talvez
não conheça muito bem). Não
é o simples fato de conhecer alguém muito bem que
implica que você é capaz de dar ouvidos a eles. A
razão de ouvir alguém deve ser por que
você conhece a qualidade da vida da qual a pessoa faz parte.
E, se essa pessoa sabe do tipo de vida que você faz parte,
lhe dará a mesma liberdade de receber o que você
diz embora não te conheça muito bem. Isso
é uma verdade muito poderosa, se a Igreja realmente
é a Igreja! Se eu viesse viver aqui e existissem 500 de
nós, talvez eu não o conhecesse pessoalmente
muito bem, mas você, ainda assim, poderia ouvir
entusiasticamente as coisas que eu digo, sem ficar ofendido (e
vice-versa), se a qualidade de vida—o
Alicerce—está correto na Igreja inteira. A hora em
que isso se torna um problema é quando a igreja realmente
não é uma Igreja. As pessoas na
“igreja” vivem de qualquer jeito, como elas querem
viver. As pessoas ficam cada uma na sua. Isso é MUITO
antibíblico, mas 98% de todos os lugares chamados
“igreja” em todos os países, vive assim.
Deus disse que se as pessoas estão dispersas desta maneira
então “suas reuniões prejudicam mais do
que ajudam!” Em tal ambiente não
Bíblico, de pessoas dispersas (até mesmo se o
“cantar” e “orar” parecem
“Bíblicos”), muito da Vontade de Deus
não pode ser realizada nas vidas.
Por exemplo, imagine um
ambiente onde você realmente não conhece
ninguém muito bem e alguém vem e diz:
“Você precisa parar de fazer isto ou
aquilo”. Você provavelmente diria (ou pensaria ou
fofocaria): “Eu não conheço a sua vida.
Eu não sei se sua vida é boa. Eu não
sei se você me ama, não sei se você ama
qualquer pessoa. O que você está dizendo pode ser
verdade, mas eu realmente não gosto muito.” Isso
é o que acontece quando a igreja está toda
dispersa, onde cada um está fazendo o que quer.
Então, realmente, isso não é uma
Igreja da maneira como a Bíblia define uma Igreja. Claro que
provavelmente haverá muitos cristãos
lá, mas de acordo com Jesus isso não constitui
uma Igreja.
Agora pense num lugar onde
há 500 pessoas que são totalmente dedicadas a
Jesus—e você sabe que elas
são—e todas as 500 pessoas estão dando
as suas vidas diariamente umas pelas outras. Existe uma qualidade de
Vida diária nesse lugar e, “do menor
até o maior, TODOS O conhecem”.
“Cuidado, irmãos, para que NENHUM de
vocês tenha coração pecaminoso e
incrédulo.” “Admoestem, encorajem,
advirtam, sejam chamados um ao lado do outro DIARIAMENTE, de forma que
NENHUM fique endurecido e enganado pelo pecado.”
“Levem os fardos pesados uns dos outros e assim cumpram a Lei
de Cristo.” “Confessem seus pecados uns aos outros
e orem uns pelos outros para que vocês possam ser
curados!” Se ESSA for a qualidade de Vida que vê,
então, até quando não conhece
alguém muito bem, e eles dizem algo…
você pode dar ouvidos. Você quer ouvir aquilo. A
qualidade de vida, o Alicerce, faz toda a diferença em como
é fácil ouvir. Não é
só se eles me conhecem muito bem ou não.
É que eu confio que eles conhecem Jesus muito bem.
Quando a Igreja realmente for a
Igreja e algo está difícil de resolver,
você pode trazer outras pessoas em quem confia. HÁ
uma maneira para resolver a situação. As coisas
não ficam soltas no ar. Se a pessoa que vem a você
for imatura e você não a conhece muito bem e
não entende o que ela está dizendo
totalmente—bem, você sabe que ela está
comprometida com outras pessoas que conhece e em quem você
confia… então, você pode
incluí-la. Você sempre pode trazer outras pessoas
maduras para ajudar a esclarecer. Se souber que elas são
comprometidas com pessoas e com Deus, e a vida delas está
ligada à de outros, então é
fácil trazer outras pessoas confiáveis para
resolver qualquer situação. Entretanto, se todos
estão fazendo tudo o que querem e ninguém
realmente está dando a sua vida um pelo outro…
então é só um monte de palavras vazias
e você realmente não sabe o que fazer com tudo
isso. Você nem mesmo vai saber quem incluir para conversar
sobre isso. Quem você traria? Eles não se
conhecem. Você não os conhece. E tudo fica como um
grande jogo de adivinhar. Então tudo é suspeito e
material hipotético e você acaba sendo como uma
boneca jogada para todo lado. Mas, se você conhece
alguém que está comprometido na vida
diária e você também
está… e escuta alguém dizer algo
imaturo (ou pelo menos você pensa que é),
é muito fácil trazer outras pessoas que
você sabe que são pessoas sólidas, para
ajudar a esclarecer tudo. Então todo mundo volta para casa
“novos e melhores”.
Em uma assembléia
religiosa comum, nas centenas de milhares de assembléias
religiosas no mundo inteiro, a maioria das pessoas pode fazer parte
daquilo durante vinte anos e nunca realmente mudar muito. É
uma situação muito triste. As coisas
são assim porque elas estão construindo
erroneamente. Alguém está dando uma palestra ou
sermão no domingo. Talvez tenham uma classe
bíblica aqui ou acolá e uma outra
reunião religiosa com um clero de segundo escalão
em uma, casa nas sextas-feiras à noite, uma vez por
mês, mas não durante o verão, nas
férias familiares, e nem no dia do campeonato de futebol.
Eles não têm vidas entrelaçadas
“unidas como um corpo”, sendo um
Sacerdócio de Crentes. Assim a maioria das pessoas
não muda, até mesmo depois de vinte anos. Isso
é muito triste. Mas se nós usarmos a planta de
Deus—os ensinos de Jesus—então todos
nós podemos mudar para ser como Ele. Se nós
formos humildes e trabalharmos juntos como sacerdotes, o maior milagre
de todos pode acontecer—nós podemos mudar.
O Fedor de
Morte, o Aroma de Vida
O Caminho da Vida, a Vida de
Jesus, é bem diferente. O mundo e o sistema religioso
vêem isto como sendo bem diferente. Lembra de quando Hitler
assumiu o sistema religioso na Alemanha? Dietrich Bonhoeffer teve
coragem de dizer: “Isso não é
Jesus”. Ele pisou fora do sistema religioso e, como
resultado, foi morto numa prisão. Há muitas
histórias de pessoas que não cooperaram com o
sistema maior. Muitos de nossos
“heróis”, cujos livros são
bem conhecidos, seriam totalmente rejeitados se vivessem hoje como
viveram em seus dias. “Nós construímos
monumentos aos Profetas com as pedras com que nós os
apedrejamos”.
Embora esses homens e mulheres
de Deus se recusaram a cooperar, eles tampouco saíram
maltratando os outros, não os julgavam (embora EXISTA uma
maneira certa para “julgar” aqueles que se chamam
cristãos—1Co 5:12) nem os insultavam mas, ao
contrário, queriam amá-los. Jesus disse:
“Jerusalém, Jerusalém, eu os teria
juntado como uma galinha junta seus pintinhos, mas você
não quis”. Jesus não fazia parte do
sistema, mas Ele tentou fazer o seu melhor para os amar, cuidar, e
mudar. Ele NÃO fez vista grossa. Ele simplesmente teve
Esperança que mudassem. Muitos não mudaram,
então no fim das contas Ele tirou o Reino deles e deu a
pessoas melhores. Resumindo, não é uma
questão de insultar outros, mas de viver como Jesus e tentar
ajudar todo mundo a viver como Jesus também.
Na cidade onde nós
moramos, há 1.500 prédios de várias
denominações. Nós já
visitamos muitas centenas delas. Visitamos 1.200 ou mais destes locais
e demos coisas para eles lerem. Temos visitado Crentes de todo tipo de
passado em quase todos os estados e todos os continentes. Eu menciono
isso de forma que você possa saber que ninguém que
eu conheço quer se isolar dos outros a menos que
não desejem amar e obedecer a Jesus, e não
“amem a Luz”. Nós tentamos conhecer as
pessoas e amá-las e queremos ajudá-las a conhecer
Jesus com as pessoas que elas conhecem e se preocupam. Como profetizou
Jesus, nem todo mundo deseja conhecê-LO. “Muitos
dirão a mim naquele dia…”. Algumas
pessoas só querem ir e escutar uma palestra, fazer
orações e então voltar para as
“suas vidas”. Mas há muitas, muitas
pessoas boas lá fora que amam Jesus e querem
conhecê-LO. Assim nós tentamos ir para as
sinagogas e reuniões religiosas para tentar conhecer essas
pessoas. Alguns falarão mal de você, mas alguns te
amarão muito. Paulo disse que as Boas Notícias de
Jesus são fedor de morte para alguns e o aroma de vida para
outros. Assim tentamos fazer o melhor que podemos.
Quando Martinho Lutero pisou
fora da norma esperada de vida religiosa, não muitos o
admiraram por isso. Alguns sim, mas a maioria o odiou por isto. Eles
lhe disseram: “Você tem que se retratar”.
E ele disse: “Eu não posso. Isto é o
que as Escrituras dizem. Eu tenho que fazer o que Deus quer.”
Nós estamos na mesma situação hoje.
Deus tem mostrado coisas que a Sua Escritura diz e nós temos
que colocá-la em prática. Independentemente
daquilo que é popular, não podemos nos
“retratar” exceto se o que você vem me
trazer é visto como sendo de Deus, e não
simplesmente uma tradição humana e
acomodação da carne do homem.
Como você sabe, o
trabalho que Martinho Lutero fez afetou milhares de pessoas. Hoje,
há pessoas em muitos, muitos países que
estão começando a entender estas coisas que
nós estamos conversando esta noite, e está
crescendo muito depressa. Pode parecer que você
está só, mas você não
está nada só.
Quando olhamos para as nossas
crianças físicas, não raro
nós queremos simplesmente fazer as coisas
difíceis desaparecerem. Eu sei que é dessa forma
que Jesus Se sente sobre nós. Ele gostaria de fazer todas as
coisas difíceis irem embora para nós. Entretanto,
nós não cresceríamos. Estas coisas
difíceis são melhores do que não
crescer no Seu Amor e à Sua Semelhança.
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Índice de Artigos |
O que
é um cristão?
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No nascer do novo milênio, conhecidos
líderes do mundo Protestante,
Evangélico—incluindo Jack Hayford, Tony Evans,
Crawford Loritts, Henry Blackaby, Anne Graham Lotz, Kay Arthur e Bill
McCartney—produziram um vídeo que foi
distribuído a 300.000 organizações
religiosas nos Estados Unidos. Foi um claro testemunho do perigoso
declínio moral e espiritual da igreja e uma necessidade
desesperada de um renascimento. Aqui estão algumas
citações do vídeo1:
•
"A América é um reflexo das
condições das pessoas de Deus, as igrejas."
•
"Em uma pesquisa recente, de 66 categorias de estilos de vida, os
Cristãos não são notadamente
diferentes de não-Cristãos em QUAISQUER das 66
categorias."
•
"Os Cristãos não têm uma voz moral de
confiança nesta nação."
•
"Deus olha em nossas igrejas e vê tantos divórcios
nas pessoas de Deus quando vê no mundo. Deus olha em nossas
igrejas e vê tantos abortos nas pessoas de Deus quando
vê no mundo. Deus olha em nossas igrejas e vê
tantos jogos de azar nas pessoas de Deus quando vê no mundo.
E as pesquisas dizem que mal se percebe diferenças entre as
igrejas e as pessoas do mundo."
•
"Pela primeira vez na história, aqui no mundo ocidental, o
índice de divórcio na igreja é
maior… MAIOR… do que entre os que não
freqüentam a igreja."
•
"80% dos jovens criados na igreja, fielmente freqüentando a
igreja… 80% deles já deixaram a igreja quando
saem de casa."
•
"Nós substituímos orações
por programas, a liderança do Espírito por
atividades agendadas e a obediência pela ortodoxia e pastores
por presidentes."
•
"Estamos numa encruzilhada e temos que fazer sérias
mudanças nas igrejas. Estamos no momento crítico
de julgamento ou reavivamento. Temos que decidir se vamos obedecer."
•
"Estamos em um momento decisivo. Deus tem que fazer algo novo em Sua
Igreja."
•
"Nós envolvemos nossas vidas de tal forma nas
questões do mundo e fizemos do Cristianismo um
espetáculo".
Claramente, os problemas
são tão maciços que
exigirão mudanças igualmente maciças.
Nós, que cremos em Jesus, temos que estar dispostos a dar
uma nova examinada em questões fundamentais à luz
da Palavra de Deus, com oração e jejum, para
determinar o que está errado e o que precisamos fazer para
mudar.
Essas idéias
têm a intenção de iniciar o reexame de
uma questão fundamental: O que é um
Cristão? O que esse termo significa, Biblicamente? Se eles
não tiverem uma compreensão clara da perspectiva
de Deus, as pessoas de Deus permanecerão misturadas com o
mundo, sem um padrão claro para discernir a
diferença e sem como ajudar aqueles que mantêm uma
falsa sensação de segurança. Podemos
examinar juntos esta questão, da forma mais corajosa e
humilde que pudermos, com Deus como nosso auxiliar? Vamos examinar, na
Palavra de Deus, o que não é e o que é
um Cristão.
Nascer em um país
“Cristão” não assegura que
uma pessoa seja Cristã.
Um argumento óbvio?
Talvez. Mas mesmo nos dias de hoje, em que o respeito pela diversidade
é tido como a mais alta virtude, muitas pessoas tendem a
associar certa nação com uma religião
em particular. Os Estados Unidos, diriam muitos, é uma
nação “Cristã”. E
assim também a Inglaterra, Alemanha e Austrália.
A Índia, pro outro lado, é uma
nação Hindu, enquanto a Arábia Saudita
é Muçulmana e a Tailândia é
Budista. Desse ponto de vista, um cidadão adquire a
religião de seu país quase por
omissão, como uma espécie de herança
cultural. “Cristão? Bem, eu nasci nos Estados
Unidos—então acho que sou.”
Aparentemente esse tipo de presunção explica os
resultados de pesquisas de opinião onde 81% dos americanos
se identificam como Cristãos2.
Mas ouçam o que diz
o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo:
“De um só fez ele todos os povos, para que
povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente
estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez
isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem
encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um
de nós.” (Atos 17:26-27). De acordo com Deus, o
fato de que você nasceu em determinada época ou
local nada mais faz do que lhe dar a oportunidade de
encontrá-Lo. Você ainda tem a responsabilidade de
“procurar e encontrá-Lo.” O local de
nascimento ou cidadania, por si só, não significa
nada. Ter nascido em um país dito
“Cristão” não assegura que um
homem ou mulher seja Cristão ou Cristã.
Ter nascido de pais
Cristãos não significa que uma pessoa seja
Cristã.
Muitas pessoas consideram sua
religião como uma espécie de
tradição familiar. “Claro que sou
Cristão. Meus pais são Cristãos. Eles
nos levavam aos cultos, nos batizaram e nos liam histórias
da Bíblia. Sim, sou Cristão. Sempre saberei
disso”.
Mas esse tipo de pensamento
revela um grave mal-entendido. Deus diz que as circunstâncias
do nascimento de uma pessoa não têm nada a ver com
o fato de ela ser Cristã ou não! Ouçam
ao próprio Jesus: “Digo-lhe a verdade:
Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não
nascer da água e do Espírito. O que nasce da
carne é carne, mas o que nasce do Espírito
é espírito.” (João 3:5-6).
De acordo com Jesus, a única vida que os pais são
capazes de passar para os filhos diretamente é a vida
natural e humana. Os filhos não podem herdar de seus pais um
relacionamento com Deus. Cada um de nós tem que receber Dele
uma fé e uma vida que são radicalmente
novas—e 100% nossas.
João escreveu:
“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome,
deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais
não nasceram por descendência natural, nem pela
vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de
Deus.” (João 1:12-13). As decisões dos
pais obviamente têm muito a ver com as
circunstâncias de nosso nascimento natural—mas
não com renascimento espiritual. Meus pais podiam ser
crentes fervorosos, cheios da vida eterna que vem de Deus, mas isso
não garantiria nada para mim. Alguém poderia
herdar a cor da pele do pai e os olhos da mãe—mas
o Cristianismo não é transmitido nos genes. Um
filho pode mesmo adquirir a aptidão de seu pai para
matemática e a paixão de sua mãe por
baseball—mas ser Cristão não
é assim. Não é absorvido por osmose!
Os genes e a cultura advinda de seu nascimento natural tem algo a ver
com a produção do ser físico. Mas
somente um segundo nascimento tem qualquer chance de produzir um ser
espiritual. Ter pais maravilhosos e crentes não significa
que você seja Cristão, assim como ter pais
pagãos não garante que você
será sempre um pagão—graças
a Deus!
Pertencer a uma
congregação e comparecer regularmente aos cultos
não garante que uma pessoa seja Cristã.
Alguns presumem que
“um membro fiel da
igreja”—alguém que sempre vai aos
cultos, apóia os programas e sempre contribui para a
coleta—deve com certeza ser um Cristão.
Infelizmente, muitos podem testemunhar que sua experiência
prova o contrário.
Um de meus amigos é
um exemplo. Como marido de uma nova convertida, ele
freqüentava os cultos e grupos de estudo da Bíblia
várias vezes por semana. Logo ele publicamente aceitou
Cristo e foi batizado. Ele participava dos grupos masculinos de
discipulado com homens a quem “prestava contas”. Um
bem sucedido homem de negócios, ele era um dos principais
colaboradores financeiros da congregação. Mas ele
nem mesmo era salvo. Mais tarde ele me contou que, no momento em que
foi batizado, ele tinha 95% de certeza de que Deus nem mesmo existia!
Mas para agradar sua esposa (ele pensava) e para juntar-se à
turma em voga no seu novo círculo de amizades—e
porque talvez tudo isso seja verdade—ele “mergulhou
de cabeça”. Por alguns anos ele foi considerado um
“membro fiel”, mas no seu
coração ele sabia que ele não cria.
Finalmente ele cansou da hipocrisia. Ele criou coragem para bater na
porta de alguém e confessar: “Eu não
conheço Deus”. Ele começou a abrir seu
coração—e o fruto disso é
algo pelo qual ele será eternamente grato.
Mas aqui está uma
pergunta instigante: Quantos mais devem existir por aí como
o meu amigo, sentados em bancos de igreja, trabalhando em
comitês ou até mesmo ascendendo a postos de
liderança, que realmente não acreditam no
evangelho de Jesus no fundo de seus corações e
que não realmente têm o verdadeiro
Espírito Eterno, na pessoa de Jesus Cristo
“vivendo poderosamente” dentro deles, que
não estejam apenas fingindo? Uma pesquisa recente fornece
uma pista perturbadora. A grande maioria daqueles que se identifica
como “Cristãos” nos Estados Unidos nem
mesmo alegam estar espiritualmente renascidos. E em qualquer domingo,
41% das pessoas que realmente freqüentam os cultos com
regularidade e sentam nos bancos de igreja não professam ser
renascidas. A pesquisa acrescenta: “A maioria dessas pessoas
vem freqüentando igrejas Cristãs durante anos sem
realmente entender os fundamentos da fé Cristã e
suas implicações pessoais.”3 E
você pensa—quantos desses 41% pensam que
estão bem em razão de sua
freqüência regular? Você também
tem que se perguntar—quantos dos demais 59% sequer sabem o
que realmente significa a expressão “nascer de
novo”?
Uma coisa é certa.
Como Keith Green costumava dizer: “Ir à igreja
não o torna Cristão assim como ir ao McDonalds
não o torna um hambúrguer!” E ficar
arrepiado durante a
“adoração” não
significa que uma pessoa esteja vivendo no poder do Espírito
Santo! Não devemos usar padrões de
freqüência ou afiliações
religiosas como indicador de que uma pessoa é
verdadeiramente Cristã.
A crença de que Deus
existe e que Jesus é Seu Filho não assegura que
uma pessoa é Cristã.
À primeira vista
esse argumento pode parecer óbvio. Mas considere por um
momento se uma pessoa é automaticamente Cristã se
estiver totalmente convencida de que (1) o Deus da Bíblia
existe e (2) Jesus de Nazaré é Seu Filho, o Santo
do Céu. A resposta, Biblicamente, é um claro
não.
Os próprios
demônios possuem uma crença inequívoca
de que Deus existe. “Você crê que existe
um só Deus? Muito bem! Até mesmo os
demônios crêem — e tremem!”
(Tiago 2:19) E a primeira pessoa a reconhecer em voz alta que Jesus era
o Santo enviado por Deus não foi Pedro—foi um
demônio (Marcos 1:23-26).
O que é
possível para um demônio é
possível também para um ser
humano—mesmo um religioso. (Esse, afinal, era o argumento de
Tiago na carta que acabamos de citar!) Quando a Bíblia fala
de uma fé salvadora, isso não significa
aceitação intelectual—ou uma profunda
convicção—dos fatos básicos
de que Deus é nosso Criador ou de que Jesus morreu na cruz
para salvar as pessoas de seus pecados. Enquanto todos os
Cristãos acreditam nesses fatos, nem todos os que acreditam
nesses fatos são Cristãos. Basta perguntar aos
demônios—não há ateus no
inferno.
Chamar a Jesus de
“Senhor” e realizar sinais e maravilhas em Seu Nome
não demonstra que alguém é
Cristão.
Atualmente, sinais e maravilhas
são muitas vezes aceitos como prova infalível de
que Deus está realmente entre nós. Aqueles que
conseguem realizá-los (ou parecer realizá-los no
estágio religioso) não são apenas
presumidos Cristãos, mas vistos como altamente espirituais,
na “linha de frente” de Deus.
Jesus não
vê as coisas dessa forma. Sinais e maravilhas podem ser uma
confirmação da proclamação
da Palavra de Deus (Marcos 16:15-18, II Coríntios 12:12;
Hebreus 2:1-4). No entanto, eles podem igualmente servir para confirmar
um falso evangelho. Nos últimos dias, falsos sinais e
maravilhas irão ocorrer de forma que pareçam ser
tão válidos, tão precisos, que
até mesmo os eleitos de Deus podem ser
enganados—mas esses milagres virão de falsos
messias e profetas (Mateus 24:24). O próprio anticristo e
seus asseclas realizam sinais e maravilhas (II Tessalonicenses 2:9-20;
Apocalipse 13:3, 11-5). Um verdadeiro profeta não
é reconhecido por seus milagres, mas pelo fruto de sua vida
(Mateus 7:15-20).
Vamos permitir que o impacto
total dessas verdades seja absorvido. Elas têm um efeito
poderoso na questão de quem é Cristão.
O Próprio Jesus disse: “Nem todo aquele que me
diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino
dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que
está nos céus. Muitos me dirão naquele
dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu
nome? Em teu nome não expulsamos demônios e
não realizamos muitos milagres? Então eu lhes
direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês,
que praticam o mal” (Mateus 7:21-23).
Aqui Jesus não
estava falando no anticristo, ou mesmo em lobos em pele de cordeiro,
já que esses não terão surpresas no
último dia. Eles são
falsificações vivendo uma trajetória
de poder e sabem disso. As pessoas a quem Ele se referia realmente
pensam ser Cristãs. Elas não estão
tentando enganar a outras quanto a si mesmas—e convencendo os
ingênuos com sua sinceridade. Jesus mostra essas pessoas como
chocadas no último dia. Elas chamam a Jesus de
“Senhor” no seu discurso. E elas “mostram
serviço”. O que elas prevêem que vai
acontecer às vezes acontece mesmo. As pessoas
possuídas ou obcecadas pelo demônio podem ser
libertadas por sua palavra. Algumas pessoas às vezes
são curadas, enxergam-se visões e
dão-se conselhos. E tudo em nome de Jesus. Mas o
Próprio Jesus as desconhece. Não importa o que
elas pensem, elas não são Cristãs. E,
no entanto, Deus “deu a cada um de nós uma
saída” e continuará a convidar a
qualquer um com um “coração bom e
honesto” para o Real Milagre da
Transformação. Teremos interesse e humildade
suficientes para buscar a isso sozinhos? Existe realmente uma
verdadeira, sobrenatural e milagrosa invasão do
Céu preenchendo nossas vidas? Ou somos produto de cultura,
sentimento e consciência?
Uma
avaliação honesta
Juntando tudo,
então: uma pessoa pode nascer em um país
“Cristão” de pais cristãos,
acreditar de todo o coração que Deus existe e que
Jesus é Seu Filho, ter grande envolvimento no trabalho e no
culto de adoração de uma
congregação local e profetizar e executar sinais
e maravilhas em nome do Senhor Jesus—e não ser
Cristão. Um Cristão poderia fazer todas essas
coisas, mas um não-Cristão também
poderia, se a Bíblia for o nosso padrão para
decidir essas coisas. Essas questões de pedigree,
profissão e execução são
irrelevantes para discernir o estado da relação
de alguém com Deus. Simplesmente não
são a questão. Precisamos de uma
definição diferente do que é um
Cristão.
O que
é um Cristão
Ao definir o que é
um Cristão, não estamos tentando responder
à pergunta de como ser salvo. Em vez disso, estamos tentando
dizer como podemos reconhecer quem é uma pessoa salva. Em
outras palavras, não estamos tentando dizer como nascer, mas
sim esperando aprender das Escrituras como diferenciar uma pessoa viva
da que ainda está morta em seus pecados.
Uma
descrição completa do que seja um
Cristão está além do que estamos
tentando atingir aqui. Também não estamos
tentando delinear o crescimento de um Cristão de um
estágio de infância espiritual para o de ser
“conforme a imagem do Filho de Deus” (Romanos
8:29). Estamos apenas tentando definir a palavra
“Cristão” das Escrituras de forma que
possamos despojá-la de alguma bagagem cultural e
história e usá-la na maneira de Deus usar. Assim,
espera-se, conseguiremos ver o nosso próprio ambiente
espiritual com mais clareza, através dos olhos Dele.
Parte do problema é
que a palavra “Cristão” é
usada somente três vezes em toda a Bíblia!4 Duas
dessas ocorrências são importantes, sem
dúvida, mas não ajudam muito na
definição. Quando Paulo fez sua defesa diante do
Rei Agripa, o Rei perguntou: “Você acha que em
tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me
cristão?” Paulo respondeu: “Em pouco ou
em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu,
mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem
estas algemas” (Atos 26:28-29). Essa passagem não
nos diz exatamente o que é um Cristão, mas com
certeza que Paulo era um deles! Então, na carta de Pedro
às igrejas na Ásia menor, ele escreveu:
“Contudo, se sofre como cristão, não se
envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.” (I
Pedro 4:16). Historicamente, parece que o nome
“Cristão” surgiu como um termo
depreciativo que o mundo hostil atribuiu aos crentes. Pedro nos desafia
a suportar a perseguição e o insulto com
dignidade e coragem. Ainda assim, Pedro não nos ajuda muito
na definição de quem é
Cristão.
No entanto, o outro uso da
palavra “Cristão” na Bíblia
é bastante esclarecedor. Em Atos 11, vemos como teve origem
a igreja em Antioquia. O escritor, Lucas, insere este
comentário: “Em Antioquia foram os
discípulos, pela primeira vez, chamados
Cristãos.” Portanto um Cristão
é um discípulo. As palavras
“Cristão” e
“discípulo” são
sinônimas—elas significam exatamente a mesma coisa.
O termo “Cristão”, aparentemente, foi
inventado por descrentes de Antioquia como um rótulo para os
discípulos. Essa passagem contradiz uma crença
popular em muitos círculos religiosos de que um
“discípulo” é um
nível mais alto do crescimento Cristão, uma
versão mais comprometida de um Cristão. De acordo
com a Palavra de Deus, a única pessoa que pode ser
corretamente chamada de Cristã é um
discípulo. E se a palavra de Deus contradiz nossas
suposições, você não diria
que somos nós que temos que mudar?
Então vamos fazer um
trato de que vamos usar a palavra
“Cristão” da forma que Deus
usa—mesmo que isso vire o nosso mundo do avesso! Olhando na
definição escritural da palavra
“discípulo”, estaremos ao mesmo tempo
definindo o termo “Cristão”. E isso
torna as coisas mais fáceis, já que o Novo
Testamento usa o termo “discípulo” quase
300 vezes!
Um
Cristão é um discípulo de Jesus
Se quisermos ter uma imagem de
como é um discípulo de Jesus, basta olhar os
evangelhos. Lemos a respeito de homens e mulheres que desejam arriscar
carreiras, relacionamentos familiares e situação
social se ao menos puderem seguir Jesus. Juntas, elas sentam com Ele na
montanha ou caminham com Ele no mercado, atentas a cada uma de Suas
palavras, escutando com uma obstinada
determinação de obedecê-Lo,
não importando o custo. Vejam como obedecem Jesus como seu
Mestre Vivo e Professor! Vejam como caem de cara no chão e
sempre levantam de novo porque estão determinados a ser os
“construtores sábios” que colocam em
prática as palavras de Jesus. Vejam como buscam o Reino de
Deus e Sua Justiça como sua principal busca e objetivo na
vida, não importa qual seja a atividade atual. Eles
comparecem a casamentos e banquetes. Compram comida. Selam jumentos.
Eles caminham juntos através de campos, juntando
grãos e comendo-os enquanto ouvem. Eles são
decididamente não-religiosos. Mas estão sempre
marcados por seu sólido e determinado desejo de estar com
Jesus e uns com os outros de forma que juntos possam aprender a
obedecê-Lo. Isso é um discípulo. E isso
é também um Cristão. As frases acima
não são uma reconstrução
bonita e romântica do discipulado. São o
padrão que o Próprio Jesus estipulou. E
é Ele quem decide, certo?
Cada profecia do Velho
Testamento e da Nova Aliança e cada ensinamento de Jesus
confirma que “obedecer a Seus comandos e decretos”
é a marca do Seu Espírito dentro de
alguém, evidenciando conversão e
regeneração. Alguém com esse estilo de
vida, com essas prioridades, esse hábito de escutar e
obedecer em um nível intensamente prático,
é um Cristão. Pessoas que não estejam
vivendo dessa forma não são Cristãs,
pela definição de Deus.
Vamos só olhar mais
algumas vezes onde Deus estabeleceu a definição
básica de quem é um discípulo.
Novamente, não estamos vendo como ser salvos. Estamos vendo
como identificar se uma pessoa realmente entrou em um relacionamento de
obediência, obsessão, amor profundo,
habitação e por conseguinte um relacionamento
salvador com Jesus Cristo.
Então Jesus disse
aos seus discípulos: “Se alguém quiser
acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois
quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a
sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que
adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua
alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua
alma?” (Mateus 16:24-26)
As palavras “se
alguém quiser acompanhar-me…”
significam que essa é uma exigência
universal—sem exceções. Todos os
discípulos em potencial de Jesus devem decidir que
irão:
•
negar a si mesmos—não mais viver para agradar a si
mesmos;
•
tomar sobre si a sua cruz—suportar perda pessoal, seja por
oposição ou desapontamento ou dor ou simplesmente
dizer não a si mesmos; e
•
seguir—conformar-se à vida e aos ensinamentos de
Jesus na vida prática diária.
Não precisa de muita
explicação, não é mesmo?
Jesus foi muito claro. Mas o que deve ser enfatizado é que
uma pessoa tem que se enquadrar nessa descrição
ou ela não é um discípulo de Jesus e,
por conseguinte não é Cristã. E Jesus
foi muito consistente em Seu ensinamento. Ouçamo-Lo
novamente:
Uma grande multidão
ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: “Se
alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua
mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e
até sua própria vida mais do que a mim,
não pode ser meu discípulo. E aquele que
não carrega sua cruz e não me segue
não pode ser meu discípulo… Da mesma
forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo
o que possui não pode ser meu
discípulo.” (Lucas 14:25-27, 33).
Três vezes disse
Jesus “Se alguém não ________
não pode ser Meu discípulo”. Ele
preencheu o espaço com três
descrições absolutas, obrigatórias e
100% precisas de um discípulo. Todos os
discípulos colocam Jesus acima dos desejos e demandas da
família e de si mesmos. Todos os discípulos
escolhem morrer por seus próprios direitos. E todos os
discípulos entregam tudo o que possuem, cada
recurso—seja tempo, relacionamentos, preferências,
dinheiro, posses ou objetivos—a Jesus. Ele dá as
ordens nessas áreas. Qualquer um que tente apenas
acrescentar Jesus à vida que já tem, enquanto
mantém o controle dela, não é um
discípulo e, por conseguinte não é
Cristão. Claro que há questões de
maturidade na execução dessas coisas, mas
não é uma decisão de “fazer
ou não” para um verdadeiro Cristão.
Eles podem precisar de ajudas de outros para ver e ajudar a
executar—mas a decisão já havia sido
tomada. Cristãos legítimos,
“não seus próprios, mas comprados por
um alto preço”, já decidiram abandonar
a tudo. Não é uma nova decisão a cada
vez.
Jesus está ensinando
a salvação por trabalho e esforço
humano aqui? De modo algum! Os discípulos foram salvos pela
fé Nele, ponto. Mas salvos de quê? Do pecado, de
si mesmos e da “vã maneira de viver que por
tradição receberam dos seus pais” (I
Pedro 1:18). As pessoas que são libertadas dessa morte
serão reconhecidas pela diferença em suas vidas,
se de fato são salvas. E salvas pelo quê? Pela
providência (graça) de Deus através de
sua absoluta crença em Jesus (fé). As pessoas que
crêem Jesus farão o que Ele diz. Quando elas
falharem, se arrependerão e voltarão a crer Nele.
“Se você (realmente) Me ama, você
irá Me obedecer.”
Resumindo, os termos
“Cristão” e
“discípulo” são duas formas
de dizer a mesma coisa. Uma pessoa genuinamente salva, um
Cristão autêntico, terá as
características de um discípulo que Jesus ensinou
e Seus primeiros seguidores demonstraram.
E agora?
Talvez as coisas escritas
até aqui foram óbvias para você. Talvez
você mesmo poderia tê-las dito (melhor, sem
dúvida!). Ou talvez essas coisas pareçam
estranhas ou causem perplexidade e você não tem
certeza se concorda. De qualquer forma, nós lhe
pedimos—por Jesus e Seu Reino—que faça
quatro coisas:
1)
Vá a Jesus com o que você leu aqui. É
nesta direção que sempre devemos levar as
coisas—verticalmente, para Ele. Com
oração e jejum, por favor, implore a Deus por
sabedoria sobre essas questões e o que fazer a respeito
delas (Tiago 1:5). Pela misericórdia que Ele tem de
nós, apresente sua vida, pensamentos e opiniões
no altar para que o caminho seja claro para discernir a vontade Dele
(Romanos 12:1-2). Por favor, vá ás escrituras a
que fizemos referência para ver se os ensinamentos aqui
são verdadeiros (Atos 17:11), mas, por favor, não
os “misture” com compreensão e
experiência humana—confie Nele (Pv 3:5-6). Embora
como escritores desses pensamentos nós assumamos a
responsabilidade pelo conteúdo e teremos prazer em
discuti-los com você, não estamos pedindo que
responda em primeiro lugar a nós. Jesus é nosso
Mestre e Professor.
2)
Vamos começar a aplicar isso em nossas vidas. Os
ensinamentos da Palavra de Deus são ferramentas poderosas
para mudar vidas (II Tim. 3:16), mas as vidas que elas mudam devem
começar pela nossa! Esses pensamentos não
são “munição” para
que alguém com atitude e ressentimento possa atacar o outro.
Eles servem para nos proporcionar uma forma de buscarmos nossos
próprios corações. Nossas
próprias mentes e vidas devem ser colocadas em conformidade
com Deus se quisermos ter algo a oferecer às pessoas a nosso
redor. Precisamos de arrependimento pessoal, não uma
série de novos programas e
“ministérios” que alcancem os elementos
externos mas não mudem o coração.
Precisamos de uma Comunhão com o Deus Vivo que nos
transforma!
3)
Vamos dar uma olhada com honestidade nos membros de nossa
família, amigos e a pessoa ao nosso lado no banco da igreja
(ou no sofá, para os que se reúnem em casas).
Depois de lidar com nossos próprios problemas,
nós realmente devemos ter o propósito de ajudar
também aos outros. E isso não é
julgando de acordo com Jesus (Mateus 7:5). Ele nos ordena a ser
“embaixadores, como se Deus estivesse fazendo o Seu apelo
através de nós”, “como os
próprios oráculos de Deus”. O
único verdadeiro ato de amor a fazer é ver as
outras pessoas da forma que Deus vê, e tentar
ajudá-las com um coração redentor.
Sentimentalismo, tradições familiares e zonas de
conforto pessoal devem ser pregados à cruz de Jesus se
queremos ter esperanças de viver de uma forma digna Dele
(Mateus 10:37-38). Sermões e aulas sobre o tópico
do discipulado não conseguirão nem uma
fração do bem que pode ser feito pegando no ombro
de um parente ou conhecido dizendo: “Podemos ler algumas
escrituras juntos e aplicá-las às nossas
vidas?” Se for haver qualquer mudança real na
situação descrita pelos líderes
religiosos citados no começo desses pensamentos, tem que ser
intensamente prática e pessoal, até mesmo
intrusiva. Esta é a forma da Bíblia (Hebreus
3:13).
4)
Vamos combinar que iremos manter este padrão. Se estas
páginas refletirem o que é dito nas passagens que
citam, vamos juntos combinar de manter esse padrão,
independente do que os outros possam dizer, não importando o
quão “desanimadoras” as coisas
pareçam, tenhamos ou não todas as respostas.
Façamos um acordo com Jesus de que nunca permitiremos
nenhuma circunstância ou falha nem temor aos homens nos
convenc | | | |