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Índice de Artigos
O maior milagre de Jesus: Uma vida mudada!


     A Bíblia fala sobre Jesus como sendo Messias ou Salvador. Você normalmente pensa em “Salvador” como alguém que perdoa nossos pecados e nos leva para o Céu. Mas ter Jesus como Salvador é muito mais que isso! Ele quer não só salvar nossas almas e nos levar ao Céu, mas também nos libertar da escravidão desta terra.
     Eu estava pensando em vários milagres que Jesus fez quando esteve fisicamente por aqui (Ele AINDA quer fazer milagres para nós, Ele é o mesmo hoje e sempre). O primeiro milagre em que pensei foi quando Jesus ressuscitou Lázaro dos mortos. Eu pensei: “Esse é um milagre maravilhoso. Mas será que é o maior milagre de Jesus?” Imagine pegar um corpo que está morto igual a uma pedra fria, de onde toda a vida se foi, e logo depois fazê-lo voltar a ter vida—isso é um grande milagre! Talvez este seja o maior milagre, ressuscitar uma pessoa da morte. Mas pode ser que haja um milagre que Jesus faz que é ainda maior. Eu pensei nas pessoas que eram cegas e Jesus lhes deu a habilidade para ver novamente. Um homem nasceu cego, não podia ver e ele começou a ver. Jesus ainda quer fazer milagres tão maravilhosos como esse. Considere isto: viver em escuridão total e depois começar a ver cor e textura, e ver as pessoas que você ama. É este o maior milagre que Jesus faz, dar visão para as pessoas cegas? Jesus também deu audição para pessoas que não podiam ouvir. Seus mundos eram totalmente silenciosos. Elas não podiam ouvir as pessoas que amavam. Elas não podiam ouvir os pássaros e nem podiam ouvir música. Não podiam ouvir um bebê dar risadas. E Jesus lhes deu ouvidos que podiam ouvir. É esse um grande milagre? Nosso Jesus ainda quer fazer coisas como essas. É Jesus que dá visão, audição e ressuscita os mortos e nós nunca vamos parar de acreditar Nele. Outras pessoas que Jesus curou eram pessoas que tinham lepra—uma doença de pele. Elas sentiam muita dor e agonia, tinham que ficar longe das pessoas que amavam para que estas não pegassem a doença. Jesus tocava nestas pessoas que tinham a doença de pele e a pele delas se tornava novinha em folha, como a pele de um pequeno bebê. Este nosso Jesus faz milagres maravilhosos!! Mas são esses os maiores milagres que Jesus fez?
     Eu quero que você pense em outros milagres que Jesus também faz. Ele é nosso Salvador e nosso Libertador. Ele pode nos livrar do pecado. Ele pode curar nossa cegueira ou nossa surdez. Ele pode resolver nossa doença de pele e nossa dor. Mas também como Salvador e como Libertador, Ele faz outro tipo de milagre que é maior que todos esses. Pense nisto comigo: se um homem estivesse morto e Jesus o ressuscitasse dos mortos, mas quando o homem acordasse e se lembrasse que toda a sua família o odiava e que todos os seus vizinhos fofocavam sobre ele e o chamavam de nomes feios, como ele se sentiria? Esse homem talvez iria preferir ainda estar morto! Se um homem nascesse surdo e então fosse curado dos ouvidos por um milagre de Jesus, e agora ele ouvisse tudo, mas descobrisse que todos na sua família estavam gritando, eram bravos, falavam mal e fofocavam, isso quebraria o seu coração. Ele iria preferir não ouvir estas coisas. E se ele fosse cego de nascença e Jesus o curasse? Ele agora abre seus olhos e pode ver o amanhecer e os pássaros nas árvores… mas a sua família e vizinhos têm pornografia, quadros terríveis e fazem coisas terríveis ao seu redor. Eu acho que ele desejaria nunca mais ver.
     Então, o que estou dizendo é o seguinte: o maior milagre que Jesus pode fazer não é ressuscitar alguém dos mortos, porque se um homem voltasse à vida e o seu mundo fosse um mundo ruim, então ele não precisaria viver. O maior milagre que Jesus pode fazer não é restaurar a vista ou a audição, porque se vemos e ouvimos ódio, maldade e pecado, então não queremos ver, nem queremos ouvir. O maior milagre que Jesus quer fazer é mudar nossas vidas. Ele quer tirar ódio e colocar paz e amor. Ele quer tirar raiva e egoísmo e colocar bondade e amor pelo outro. Os maiores milagres de Jesus acontecem quando Ele muda quem nós somos… porque se é somente o mau que iremos ver, não precisamos ver; nem precisamos ouvir se só vamos ouvir ódio, raiva e fofoca. O maior presente e o maior milagre de Jesus É que Ele quer nos salvar para ser como Ele é.
    As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Ela produz: imoralidade, impureza ações indecentes, adoração de ídolos, feitiçarias; inimizades brigas, ciumeiras, acesos de raiva, ambição egoísta desunião, paixão partidária, invejas, bebedeiras, farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o Espírito produz amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. E contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a sua própria natureza humana junto com todas as suas paixões e desejos. Que o Espírito, que nos deu a vida, controlo também a nossa vida. Não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter ciúmes uns dos outros. (Gálatas 5:19-26)
     Porque Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonar a vida descrente e as paixões mundanas, para vivermos neste mundo uma vida controlada, correta e dedicada a Deus. Ela também nos ensina a viver esperando o dia feliz, em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele se deu a si mesmo por nós para nos livrar de toda maldade e fazer de nós um povo puro, que pertence somente a ele e que se dedica a fazer o bem. (Tito 2:11-14)
     Houve tempo em que nós também éramos insensatos, desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo detestáveis e odiando uns aos outros. Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna. (Tito 3:3-7)
     Muitas das coisas que Deus nos diz nas escrituras apontam vez após vez para o maravilhoso milagre de vidas mudadas. Mas você provavelmente nota quando se vê no espelho, ou quando você realmente fica conhecendo outras pessoas que seguem Jesus, que este maior milagre de todos, de vidas mudadas, leva algum tempo e trabalho árduo. Se você olhar para si mesmo no espelho, provavelmente verá muitas coisas que ainda não são como Jesus é.
     Jesus quer fazer um milagre em sua vida. Ele quer substituir sua raiva por carinho e paz. Ele quer substituir seu egoísmo e seu orgulho pelo amor Dele. Ele quer tirar seu mau humor e transformá-lo numa pessoa gentil e amável. Ele quer esmagar sua fofoca e interesses próprios e trazer flores ao seu coração. Ele quer o maior milagre de todos, para que cada um de nós possa tornar-se como Ele em personalidade. Mas nós temos uma parte importante nisto…

A Importância da Igreja no Milagre de Transformação

     Há uma forte e maravilhosa ilustração nas escrituras sobre a importância da Igreja e de outros crentes. Jesus disse: “Eu edificarei Minha Igreja para que as portas do inferno não possam prevalecer”. Ele deseja se unir às nossas vidas de forma que os milagres possam acontecer em cada um de nós. Para esse milagre acontecer, Ele nos fez para que precisássemos um do outro, muito. Ninguém descobre esse maior milagre sozinho. Ele quer nos mudar ao ajudarmos uns aos outros a ser como Ele é. Por isso, é importante que você tenha relacionamentos profundos, um com o outro, DIARIAMENTE.
     Ele nos chamou para sermos sacerdotes e fazer o trabalho de Deus. Assim teremos que usar os olhos que Ele nos deixou para ver as coisas que não são como Ele, em nós mesmos e nos outros—portanto temos que escolher ajudar! Ele nos deu o milagre de poder ouvir para então podermos escutar quando outros falam conosco sobre nossas vidas. Se estivermos dispostos a escutar, dispostos a ser sensíveis e abertos e se todos estiverem dispostos a fazer a sua parte de ter coragem para falar uns com os outros sobre coisas nas suas vidas—então Jesus fará este milagre maravilhoso em cada uma de nossas vidas. É um milagre melhor do que ressuscitar alguém dos mortos ou dar visão a cegos. Ele pode tomar nossos corações teimosos, egoístas, e nos fazer como Ele é. Mas temos que usar nossos ouvidos para ouvir e ser abertos quando as pessoas falam conosco. Temos que ter a coragem para falar com os outros e trabalhar juntos para fazer este milagre acontecer.
     Eu também deveria dizer que a definição de um Cristão, um seguidor de Jesus, é alguém que se tornou um escravo de Jesus. Jesus disse: “A menos que você tome sua cruz e negue sua própria vida, você não pode ser Meu discípulo”. Em Atos 3, as escrituras dizem que todo aquele que não escutar Jesus será eliminado do meio do seu povo. É muito importante entendermos que não somos donos de nós mesmos, fomos comprados por um preço. Um verdadeiro Cristão é alguém que já entregou todos seus direitos ao Rei. Verdadeiros Cristãos confiam no Rei para prover, cuidar e conduzir as suas vidas. Eles não têm que ser grandes, fortes e inteligentes. Eles podem ser abertos e deixar Jesus decidir por eles. “O que Deus desejar para mim é o melhor”. Nós jamais precisamos ter medo.
     “Ninguém pode servir a dois mestres. Você odiará um e amará o outro”. Você não pode servir a si mesmo, seus próprios desejos e também a Jesus. Jesus nos fala que nós O odiamos quando escolhemos servir nossos próprios desejos. Mas se nós servimos aos Seus desejos ao invés dos nossos, então demonstramos que O amamos mais que a nós mesmos. Jesus continua a dizer que não precisamos ter mais medo:
     Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Vocês não têm muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: “O que vamos comer?” Ou: “que vamos beber?” Ou: “que vamos vestir?” Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. (Mateus 6:28-32)
     Jesus começou dizendo que você não pode servir dois mestres. E depois Ele continuou dizendo que correr atrás de coisas para se proteger e cuidar é o que os pagãos fazem. Isso mostra que você não confia em seu Pai. Nosso Pai diz que se confiar totalmente Nele, tomar todas as suas decisões para Ele e buscar primeiro o Reino Dele, se sua vida é sobre o Reino de Deus e não sobre você mesmo, o próprio Pai cuidará para que todas as suas necessidades sejam supridas. Pouquíssimas pessoas confiaram nessas palavras de Jesus. Pouquíssimas pessoas puseram essas palavras em prática. Nós queremos encorajar você a confiar no Pai porque Ele deseja o nosso bem. Nós não precisamos ter medo. Não precisamos ser egoístas para poder nos proteger. Não precisamos ficar bravos. Podemos confiar em nosso Pai. Ele é um Pai muito bom. E, se buscarmos o Seu Reino primeira e principalmente, se buscarmos o Seu Interesse, Ele tomará conta de nós. Mas se nós buscarmos os “nossos interesses” e tentarmos acrescentar Ele a isso, se tentarmos adicionar Deus às nossas próprias vidas… Nós O faremos muito infeliz, quebraremos o Seu Coração e nunca iremos conseguir ver Seus milagres. Nós queremos encorajá-lo a confiar em Deus para ver os Seus milagres, buscar principal e primeiramente o Seu Reino e se envolver na vida dos outros para ser capaz de ver seu caráter mudado até ser igual ao de Jesus. E veremos muitos milagres maravilhosos nos dias por vir.

As Promessas de Jesus para os que Viverem dessa Maneira

     Embora soe difícil, e certamente é muito diferente do modo como a maioria das pessoas está acostumada a viver, Jesus fez uma promessa: em Mateus 7, Jesus falou sobre construir uma casa. Ele disse que tempestades virão contra a casa, mas para aqueles que construíram a casa sabiamente, ela irá permanecer apesar da tempestade. Ele disse que o que faz uma casa forte, de forma que ela possa resistir às tempestades, é ajudarmos um ao outro a colocar em prática a Sua Palavra. Há muitas pessoas que não conhecem Sua Palavra; que não sabem os princípios de Jesus e Seus ensinamentos. Porém outras conhecem ensinamentos Dele, mas não os colocam em prática. Em ambos os casos, as tempestades destruirão a casa (Mt 7:13-27; 2Ts 1:5-8; Lc 12:47-49). Mas a promessa de Jesus é verdadeira para nós, se ajudarmos um ao outro a colocar em prática a Sua Palavra. Quando as tempestades vêm, e elas virão, a casa resistirá contra a tempestade. Nós precisamos ajudar um ao outro a por em prática a Sua Palavra. Se eu estou sendo orgulhoso ou egoísta, talvez eu não consiga ver isso por mim mesmo. Mas quando VOCÊ vê isso em mim e você quer me ajudar, você não está me ferindo, mas me ajudando a vencer a tempestade. Assim, eu não terei medo se alguém vier a mim e disser: “Eu acho que você tem este problema ou aquele problema”. Por que não? Porque sei que as tempestades hão de vir e eu quero pôr em prática a Sua Palavra, e eu preciso de outros para me ajudar a colocá-la em prática! Estas coisas não são ruins, elas são muito boas. As tempestades virão e isso nos ajudará a superar a tempestade.
     Outra promessa que Jesus fez é que se entregarmos nossas vidas uns aos outros, se entregarmos tudo para Jesus e não guardarmos direito algum para nós mesmos, então Ele nos dará cem mães, irmãos, irmãs. Ele nos dará cem casas, terras e posses. Se entregarmos nossa vida completamente a Ele, Ele nos abençoará cem vezes nesta vida e na vida vindoura e nos dará vida eterna. Se eu tivesse um único Real e precisasse alimentar minha família com aquele Real, seria muito difícil dá-lo. Mas se Jesus me prometeu que se eu entregar aquele 1 Real a Ele, Ele me daria 100, então é mais fácil dar aquele 1. Quando nós somos egoístas, medrosos e orgulhosos, quando temos pecado em nossa vida e não queremos que ninguém converse com a gente sobre isso, quando vemos pecado na vida de outros e não queremos falar com eles (talvez por medo que fiquem bravos ou fiquem de mal) e fazemos escolhas erradas sobre essas coisas, perdemos todas as grandes e preciosas promessas de Jesus. Isso seria como segurar aquele “1 Real” mesmo quando Ele nos prometeu que se dermos, Ele nos daria 100. Viver dessa maneira para Jesus é um investimento muito seguro porque as tempestades IRÃO vir nas nossas vidas. E se tentamos viver sozinhos, com pecados em nossas vidas, então as tempestades derrubarão nossa casa. Mas se nós, juntos, ajudamos um ao outro a obedecer Deus e se estamos dispostos a ver e também a ouvir, então a casa ficará firme e Jesus fará milagres. É difícil dar aquele um, porém é maravilhoso receber cem em retorno.

Importar X Controlar

     Isso NÃO tem a ver com “controle”. Jesus disse que ter raiva e ódio é igual a homicídio, correto? Então, se um de seus irmãos tomasse uma decisão e dissesse: “vou matar duas ou três pessoas”—você pensaria que seria “controle” se lhe dissesse: “Não, Não! Por favor, não faça isso!”?? Isso não é controle. Isso é a vida de Jesus. Se um irmão ou irmã não quer perdoar alguém ou tem orgulho no coração, é exatamente o mesmo. Nós dizemos: “Por favor, não fique com rancor ou orgulho no seu coração”. “Por favor, não mate alguém; por favor, não tenha ódio nem raiva”. É a mesma coisa. Nenhuma dessas situações é controle. É a vida de Jesus.
     Um exemplo de alguém que eu conheço na Califórnia—ele mora bem longe de nós. É editor de uma revista “Cristã” e esta revista chega até muitos lugares. Várias vezes ele mencionou exatamente a quantidade de pessoas e países que recebem a sua revista. Ele me contou isso, primeiro quando eu o conheci, repetiu após algumas semanas, e depois, novamente, algumas semanas depois disso. Agora, como isso soa aos ouvidos espirituais? Se eu o amo e quero que a sua casa permaneça de pé quando as tempestades vierem, eu vou atentar para coisas que podem ferir o coração de Deus e prejudicar o seu andar com Ele. Você se lembra quando Davi fez um censo no Velho Testamento? Ele quis contar todas as pessoas que estavam debaixo dele. Você se lembra como Deus ficou irado com isso? Deus trouxe julgamento sobre Davi e sobre muitas pessoas debaixo dele por causa do seu orgulho. Davi teve orgulho quando quis saber sobre quantas pessoas ele tinha autoridade. Este amigo meu na Califórnia quis manter uma conta de quantos países e quantas pessoas a sua revista alcançava. Muitas coisas que ele escreve nessa revista são importantes e muito boas. Eu quero que ele sirva Deus muito bem. Mas a Bíblia diz que Deus Se opõe ao orgulhoso e dá graça para o humilde. E a Bíblia também diz que uma das armadilhas do diabo é o orgulho. Então, se eu o amo, vou falar com ele e tentar ajudá-lo a colocar em prática a Palavra de Deus sobre orgulho. E é possível saber quantos foram acrescentados ao número deles num certo dia, ou quantos peixes estão na rede. Deus registrou tais coisas, em certas ocasiões. Não é impossível, se o motivo for Certo—SOMENTE para encorajar o Povo de Deus—nunca para nossa própria glória ou para chamar atenção para meros homens, ao invés de Jesus.
     Eu não estou controlando ele quando imploro: “Por favor, não tenha orgulho”. Estou dizendo: “Por favor, há muitas coisas boas que Deus deseja para sua vida. Não deixe o diabo arruiná-las. Esqueça a quantidade de países que sua revista alcança. Esqueça quantas pessoas podem recebê-la. Não faça um censo. Só sirva Deus de todo coração.” Não há nenhum controle nisso. Estou implorando de coração para o seu bem e para Jesus. Nós podemos implorar sobre matar ou assassinar; e podemos também implorar com alguém sobre orgulho ou egoísmo. Eu disse a ele: “Talvez não haja nenhum orgulho nestas palavras, mas, por favor, tenha cuidado”. Eu não estou julgando ele, porque eu não sei se há orgulho ou não, mas eu sei que é território muito perigoso e que ele deveria ter muito cuidado com estas coisas. A única coisa que Davi fez foi um censo. Talvez para você isso não soe tão ruim. Mas Deus ficou muito descontente com isso. E se algumas pessoas confiáveis que amavam Yahweh tivessem ido a Davi (a sós primeiramente e depois juntos, se ele não desse ouvidos) quando ele teve aquela idéia e dissessem: “Davi, por favor, pense. Tem certeza que não há nenhum orgulho em seu coração?” E se um bom amigo tivesse ido a Davi e dito: “Se houver orgulho aqui, por favor, nem pense nisso”. Se um bom amigo tivesse lhe ajudado a pôr em prática a Palavra de Deus, 70.000 vidas teriam sido salvas. Essa é a quantidade de pessoas que foram mortas, 70.000. É um número muito grande. Mas se um amigo tivesse tentado ajudar ele a se desviar do orgulho por meio de perguntas e implorasse a ele, talvez pudesse ter salvo 70.000 vidas. Eu espero que você consiga ver a diferença entre implorar, amar e se preocupar versus controlar. Em ambos os casos, você fala sobre o que você vê, mas o coração é diferente.

Aplicando Isso JUNTOS…quando há imaturidade

     Digamos que alguém realmente venha até você e tente te ajudar a ver algo em sua vida. Talvez aquela pessoa seja imatura. Talvez o assunto se torne nebuloso. Quando alguém é imaturo, às vezes pode haver mistura. E nestes casos o que devemos fazer? Há duas ou três coisas que eu quero dizer sobre isso. Em primeiro lugar, Jesus honra o fato de que estamos fazendo isso juntos. Assim, até mesmo se há imaturidade, Ele disse: “se dois ou três vierem juntos discutir um problema, lá eu estarei”. Ele não disse que todo mundo deve estar perfeitamente amadurecido ou ter perfeito conhecimento. Ele disse que viria se nós fizéssemos isso do MODO DELE. Se fizermos isso do JEITO DELE, Ele disse que estaria em nosso meio. Em Mateus 18, Ele disse: “se vocês vierem juntos para resolver um problema, eu também estarei lá”, e Ele não diz que as pessoas precisam ser maduras ou que elas deveriam ter um título de ancião, pastor ou qualquer coisa do tipo. Eu entendo o dilema perfeitamente… Problemas surgem quando há imaturidade ou mistura. Mas é importante honrarmos algo maior que nós mesmos. Ver algo maior que nós mesmos, exige fé.
     Há pessoas que eu levei a Jesus e as ajudei a achá-Lo que eram muito imaturas. Essas pessoas já vieram a mim em várias ocasiões e me falaram sobre coisas na minha vida. Às vezes elas tinham razão. Às vezes elas estavam totalmente sem razão. Às vezes era uma mistura (coisas certas misturadas com coisas erradas)—isso é o que acontece normalmente. Mas é muito importante, mesmo se eu as levei a Jesus, que eu honre algo maior do que mim mesmo e que eu humildemente as escute. Jesus disse que se alguém vem ter comigo sobre uma coisa que a pessoa acha ser pecado, e se não pudermos resolver isto entre nós dois, então devemos chamar dois ou três outros. Isso é o que a Bíblia diz. E se ainda não pudermos resolver aquilo, falamos isso para a Igreja inteira. O que é bonito sobre isso é que, mesmo se houver imaturidade, boas coisas ainda podem acontecer. Se elas vêm a mim e dizem algo que penso não ser verdadeiro, eu lhes peço que tragam dois ou três outros para falarem comigo de acordo com as palavras de Jesus, porque algo realmente bom acontecerá se fizermos isso. Jesus prometeu que vai participar se fizermos isso. E então… ou eu vou ver aquilo que não conseguia ver antes, ou eles vão perceber sua imaturidade se descobrirem que estavam errados.
     Mas, de qualquer modo, eu jamais devo fazê-las se sentirem mal por terem vindo a mim. Eu não devo desencorajá-las ao serem sacerdotes. Eu devo agradecer porque elas tiveram coragem para tentar; talvez eu aprenda com seu esforço. Ou talvez elas vão enxergar sua imaturidade. Mas de qualquer modo, se todos forem humildes, então Deus receberá a glória. Se eu quiser que alguém deixe de ser imaturo, então eu não devo desencorajá-lo ao fazer o trabalho de Deus. É assim que ele vai ficar maduro—ele tenta fazer o trabalho de Deus, até mesmo se cometer erros. Então, às vezes vai ser difícil quando houver mistura, mas Deus faz isso redundar até mesmo para o bem, então está tudo certo.
     Se alguém vem a mim e diz: “Eu realmente penso que você deveria fazer isto ao invés daquilo”—eu poderia pensar que eles estão totalmente errados, mas eu não devo fazer eles se sentirem mal por tentar. Ao invés disso, o que eu deveria fazer é trazer outros para ajudar a conversar sobre o assunto também. Há exemplos disso na Bíblia. Quando Paulo estava longe de Corinto, houve desavenças entre as pessoas em Corinto. Estavam levando um ao outro para o tribunal e não acreditavam na ressurreição. Coisas tolas estavam acontecendo lá e eles não estavam conseguindo resolver os problemas. Por isso pediram ajuda de fora. Em outra ocasião, Paulo estava com algumas pessoas que acreditavam na circuncisão e elas não puderam resolver o problema. Paulo pensou que a circuncisão não era essencial. Outras pessoas pensaram que tinham que se tornarem judeus primeiro e depois Cristãos. Elas não puderam resolver o problema. Ambos os grupos pensaram que tinham razão. Então, o que fizeram? Em Atos 15 diz que foram a Jerusalém para conversar com outras pessoas. Poderiam ter ficado bravos e se separado uns dos outros. Mas ao invés disso, eles trouxeram mais ajuda. Assim, quando tivermos essa mistura ou imaturidade, devemos trazer mais ajuda, ainda que de fora, de outra parte da cidade ou de outra parte do país ou, até mesmo, de outro país. Trazemos cada vez mais ajuda ao invés de nos separarmos um do outro. Este é o padrão bíblico de como superar a mistura e de como achar e ouvir Deus.
     Ao término de Atos 15, depois que eles trouxeram mais pessoas para ajudar a clarear esse assunto, Tiago disse: “Parece bom a nós e para o Espírito Santo e aqui está a solução…” Então houve uma batalha de opiniões diferentes. Houve imaturidade. Jesus disse que se nós tivermos problemas, devemos trazer mais ajuda. Temos feito isto onde nós vivemos durante mais de quinze anos e agora está cada dia melhor sem todos estes problemas. Nós até temos muitas pessoas que foram “pastores” ou líderes e pensavam que sabiam tudo. Mas quando todos aprendem a ser humildes, podemos trabalhar juntos para construir a Casa. E até mesmo todos os sujeitos inteligentes ficam humildes e como pequenas crianças ajudamos um ao outro porque sabemos que precisamos de ajuda, e queremos que outras pessoas olhem para dentro de nossas vidas.
     Esta Verdade se aplica até mesmo em relacionamentos de marido e esposa. Pode haver discordância sobre uma coisa ou outra, mas se o assunto tem a ver com coisas espirituais, se é sobre Verdade—então tudo isso se aplica. Um exemplo: se seu marido não gosta de brócolis e realmente não quer que você sirva no almoço, e você realmente gosta de brócolis… isso não deve criar problemas. Então não precisa servir brócolis no almoço. Mas se você vai para casa de outra pessoa e lá eles servirem brócolis e ele vem para casa se queixando disso e fica transtornado e bravo por causa disso… ISSO é um assunto espiritual. Uma preferência pessoal tem seu lugar, mas quando o pecado entrar, isso já não tem mais lugar.

Aplicando isso com aqueles que não conhece tão bem

     E quando você não conhece alguém muito bem? Como tudo isso se aplica? E se você não tem muito relacionamento com uma pessoa, contudo você vê uma maneira para ajudá-la? Parte disso é simplesmente fé. Entendendo que Jesus comprou toda uma família com o seu sangue e que Jesus vive dentro dessas pessoas, falar com elas, então, é seguro mesmo não as conhecendo muito bem. De certa forma pode ser mais difícil, mas ainda é muito certo se abrir. Haverá momentos em que você talvez esteja com pessoas que não conhece muito bem e você vê algo que não parece ser como Jesus é. Embora você possa não ter visto aquilo corretamente, ainda é importante, na maioria dos casos, que você tente falar sobre isso.
     Deus pode nos dar visão profética para ver coisas mesmo quando não conhecemos bem uma pessoa, mesmo quando alguém é de uma cidade diferente, um estado diferente, um país diferente. Porque isso é verdade, também é verdade que as pessoas que nós não conhecemos muito bem podem ver profeticamente em nossas vidas e podem nos ajudar. E porque acreditamos em Jesus e no Espírito de Jesus, decidimos nos abrir embora possamos não conhecer muito bem um ao outro. E é muito importante que aprendamos a fazer assim e que aprendamos a confiar em Jesus para nos ajudar por meio disso. Se esperarmos até conhecer alguém profundamente antes de nos abrirmos, nunca vamos conhecer ninguém profundamente!!

     “Eu sinto raiva dentro de mim quando eles falam comigo…”

     O que acontece quando alguém vem a você, tentando ajudar, e vários sentimentos começam a surgir dentro de você? Às vezes esses sentimentos não são bons. Paulo disse que não somos ignorantes das armadilhas de satanás. Em outras palavras, satanás tem truques que ele joga que são previsíveis. Ao crescermos em direção a ser mais como Jesus, ficamos mais cientes dos truques de satanás. Aprendemos a lutar contra os truques de satanás ao ficarmos mais sábios e mais maduros. Quando nos pegamos ficando irados, deveríamos parar e dizer: “Por que estou tão chateado?” Uma pessoa com falta de conhecimento ou imatura reage com: “Eu estou bravo. Não é justo. Você não entende.” Mas ao nos tornarmos mais como Jesus, dizemos: “Pera aí! Meu coração está disparando… e tenho um nó na garganta. Eu estou bravo e isso não é um fruto do Espírito. Se isto não é um fruto do Espírito, então é um fruto de que? Deve ser um fruto do pecado. Então é melhor parar e descobrir por que eu estou chateado antes de ir adiante”.
     E ao nos tornarmos mais sábios e amadurecidos, podemos pensar e falar sobre isto em paz e dizer: “Você tinha razão nestes três pontos. Eu não estou certo se concordo completamente neste próximo ponto, mas podemos falar e orar mais sobre isto. Talvez possamos trazer algumas outras pessoas para nos ajudar a falar sobre isso”. Isso seria um modo sábio e maduro para reagir a coisas que nos transtornam. Ao invés de ficar frustrado, bravo e criar barreiras, ao invés de levantar os punhos e ficar chateado, revidar e dizer: “Bem, e você?!” Em vez disso, podemos dizer: “Vamos falar mais sobre isso, orar sobre isso. Talvez você tenha razão”. Isso é como Jesus e traz muito fruto. Mas isso não é o nosso hábito… não é mesmo? Precisamos criar hábitos melhores.

Ajudando Um ao Outro com o Passar do Tempo

     No que diz respeito a todos os relacionamentos, até mesmo entre marido e esposa, há muitas coisas reais e difíceis que acontecem. O que é maravilhoso no Corpo de Cristo sobre estas coisas que falamos é que ao você começar a abrir sua vida com as irmãs e irmãos, estas irmãs e irmãos vão ajudar. Os irmãos, com o passar do tempo, vão conversar com o marido e dirão: “Você precisa ser mais atencioso, mais prestativo”. Os irmãos ajudarão mostrar as maneiras para fazer isso. As irmãs dirão à esposa: “Você precisa ser mais paciente, mais amável”. É isso que uma auxiliadora ou costela é: para ajudar, não ficar transtornada. Assim os irmãos e irmãs ajudarão, e todos juntos, em doze meses, dezoito meses, estarão totalmente diferentes.

Qualidade de Vida Traz Confiança

     Há outra coisa que pode ajudar você na aplicação dessas coisas (de aceitar e ouvir pessoas que você talvez não conheça muito bem). Não é o simples fato de conhecer alguém muito bem que implica que você é capaz de dar ouvidos a eles. A razão de ouvir alguém deve ser por que você conhece a qualidade da vida da qual a pessoa faz parte. E, se essa pessoa sabe do tipo de vida que você faz parte, lhe dará a mesma liberdade de receber o que você diz embora não te conheça muito bem. Isso é uma verdade muito poderosa, se a Igreja realmente é a Igreja! Se eu viesse viver aqui e existissem 500 de nós, talvez eu não o conhecesse pessoalmente muito bem, mas você, ainda assim, poderia ouvir entusiasticamente as coisas que eu digo, sem ficar ofendido (e vice-versa), se a qualidade de vida—o Alicerce—está correto na Igreja inteira. A hora em que isso se torna um problema é quando a igreja realmente não é uma Igreja. As pessoas na “igreja” vivem de qualquer jeito, como elas querem viver. As pessoas ficam cada uma na sua. Isso é MUITO antibíblico, mas 98% de todos os lugares chamados “igreja” em todos os países, vive assim. Deus disse que se as pessoas estão dispersas desta maneira então “suas reuniões prejudicam mais do que ajudam!” Em tal ambiente não Bíblico, de pessoas dispersas (até mesmo se o “cantar” e “orar” parecem “Bíblicos”), muito da Vontade de Deus não pode ser realizada nas vidas.
     Por exemplo, imagine um ambiente onde você realmente não conhece ninguém muito bem e alguém vem e diz: “Você precisa parar de fazer isto ou aquilo”. Você provavelmente diria (ou pensaria ou fofocaria): “Eu não conheço a sua vida. Eu não sei se sua vida é boa. Eu não sei se você me ama, não sei se você ama qualquer pessoa. O que você está dizendo pode ser verdade, mas eu realmente não gosto muito.” Isso é o que acontece quando a igreja está toda dispersa, onde cada um está fazendo o que quer. Então, realmente, isso não é uma Igreja da maneira como a Bíblia define uma Igreja. Claro que provavelmente haverá muitos cristãos lá, mas de acordo com Jesus isso não constitui uma Igreja.
     Agora pense num lugar onde há 500 pessoas que são totalmente dedicadas a Jesus—e você sabe que elas são—e todas as 500 pessoas estão dando as suas vidas diariamente umas pelas outras. Existe uma qualidade de Vida diária nesse lugar e, “do menor até o maior, TODOS O conhecem”. “Cuidado, irmãos, para que NENHUM de vocês tenha coração pecaminoso e incrédulo.” “Admoestem, encorajem, advirtam, sejam chamados um ao lado do outro DIARIAMENTE, de forma que NENHUM fique endurecido e enganado pelo pecado.” “Levem os fardos pesados uns dos outros e assim cumpram a Lei de Cristo.” “Confessem seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para que vocês possam ser curados!” Se ESSA for a qualidade de Vida que vê, então, até quando não conhece alguém muito bem, e eles dizem algo… você pode dar ouvidos. Você quer ouvir aquilo. A qualidade de vida, o Alicerce, faz toda a diferença em como é fácil ouvir. Não é só se eles me conhecem muito bem ou não. É que eu confio que eles conhecem Jesus muito bem.
     Quando a Igreja realmente for a Igreja e algo está difícil de resolver, você pode trazer outras pessoas em quem confia. HÁ uma maneira para resolver a situação. As coisas não ficam soltas no ar. Se a pessoa que vem a você for imatura e você não a conhece muito bem e não entende o que ela está dizendo totalmente—bem, você sabe que ela está comprometida com outras pessoas que conhece e em quem você confia… então, você pode incluí-la. Você sempre pode trazer outras pessoas maduras para ajudar a esclarecer. Se souber que elas são comprometidas com pessoas e com Deus, e a vida delas está ligada à de outros, então é fácil trazer outras pessoas confiáveis para resolver qualquer situação. Entretanto, se todos estão fazendo tudo o que querem e ninguém realmente está dando a sua vida um pelo outro… então é só um monte de palavras vazias e você realmente não sabe o que fazer com tudo isso. Você nem mesmo vai saber quem incluir para conversar sobre isso. Quem você traria? Eles não se conhecem. Você não os conhece. E tudo fica como um grande jogo de adivinhar. Então tudo é suspeito e material hipotético e você acaba sendo como uma boneca jogada para todo lado. Mas, se você conhece alguém que está comprometido na vida diária e você também está… e escuta alguém dizer algo imaturo (ou pelo menos você pensa que é), é muito fácil trazer outras pessoas que você sabe que são pessoas sólidas, para ajudar a esclarecer tudo. Então todo mundo volta para casa “novos e melhores”.
     Em uma assembléia religiosa comum, nas centenas de milhares de assembléias religiosas no mundo inteiro, a maioria das pessoas pode fazer parte daquilo durante vinte anos e nunca realmente mudar muito. É uma situação muito triste. As coisas são assim porque elas estão construindo erroneamente. Alguém está dando uma palestra ou sermão no domingo. Talvez tenham uma classe bíblica aqui ou acolá e uma outra reunião religiosa com um clero de segundo escalão em uma, casa nas sextas-feiras à noite, uma vez por mês, mas não durante o verão, nas férias familiares, e nem no dia do campeonato de futebol. Eles não têm vidas entrelaçadas “unidas como um corpo”, sendo um Sacerdócio de Crentes. Assim a maioria das pessoas não muda, até mesmo depois de vinte anos. Isso é muito triste. Mas se nós usarmos a planta de Deus—os ensinos de Jesus—então todos nós podemos mudar para ser como Ele. Se nós formos humildes e trabalharmos juntos como sacerdotes, o maior milagre de todos pode acontecer—nós podemos mudar.

O Fedor de Morte, o Aroma de Vida

     O Caminho da Vida, a Vida de Jesus, é bem diferente. O mundo e o sistema religioso vêem isto como sendo bem diferente. Lembra de quando Hitler assumiu o sistema religioso na Alemanha? Dietrich Bonhoeffer teve coragem de dizer: “Isso não é Jesus”. Ele pisou fora do sistema religioso e, como resultado, foi morto numa prisão. Há muitas histórias de pessoas que não cooperaram com o sistema maior. Muitos de nossos “heróis”, cujos livros são bem conhecidos, seriam totalmente rejeitados se vivessem hoje como viveram em seus dias. “Nós construímos monumentos aos Profetas com as pedras com que nós os apedrejamos”.
     Embora esses homens e mulheres de Deus se recusaram a cooperar, eles tampouco saíram maltratando os outros, não os julgavam (embora EXISTA uma maneira certa para “julgar” aqueles que se chamam cristãos—1Co 5:12) nem os insultavam mas, ao contrário, queriam amá-los. Jesus disse: “Jerusalém, Jerusalém, eu os teria juntado como uma galinha junta seus pintinhos, mas você não quis”. Jesus não fazia parte do sistema, mas Ele tentou fazer o seu melhor para os amar, cuidar, e mudar. Ele NÃO fez vista grossa. Ele simplesmente teve Esperança que mudassem. Muitos não mudaram, então no fim das contas Ele tirou o Reino deles e deu a pessoas melhores. Resumindo, não é uma questão de insultar outros, mas de viver como Jesus e tentar ajudar todo mundo a viver como Jesus também.
     Na cidade onde nós moramos, há 1.500 prédios de várias denominações. Nós já visitamos muitas centenas delas. Visitamos 1.200 ou mais destes locais e demos coisas para eles lerem. Temos visitado Crentes de todo tipo de passado em quase todos os estados e todos os continentes. Eu menciono isso de forma que você possa saber que ninguém que eu conheço quer se isolar dos outros a menos que não desejem amar e obedecer a Jesus, e não “amem a Luz”. Nós tentamos conhecer as pessoas e amá-las e queremos ajudá-las a conhecer Jesus com as pessoas que elas conhecem e se preocupam. Como profetizou Jesus, nem todo mundo deseja conhecê-LO. “Muitos dirão a mim naquele dia…”. Algumas pessoas só querem ir e escutar uma palestra, fazer orações e então voltar para as “suas vidas”. Mas há muitas, muitas pessoas boas lá fora que amam Jesus e querem conhecê-LO. Assim nós tentamos ir para as sinagogas e reuniões religiosas para tentar conhecer essas pessoas. Alguns falarão mal de você, mas alguns te amarão muito. Paulo disse que as Boas Notícias de Jesus são fedor de morte para alguns e o aroma de vida para outros. Assim tentamos fazer o melhor que podemos.
     Quando Martinho Lutero pisou fora da norma esperada de vida religiosa, não muitos o admiraram por isso. Alguns sim, mas a maioria o odiou por isto. Eles lhe disseram: “Você tem que se retratar”. E ele disse: “Eu não posso. Isto é o que as Escrituras dizem. Eu tenho que fazer o que Deus quer.” Nós estamos na mesma situação hoje. Deus tem mostrado coisas que a Sua Escritura diz e nós temos que colocá-la em prática. Independentemente daquilo que é popular, não podemos nos “retratar” exceto se o que você vem me trazer é visto como sendo de Deus, e não simplesmente uma tradição humana e acomodação da carne do homem.
     Como você sabe, o trabalho que Martinho Lutero fez afetou milhares de pessoas. Hoje, há pessoas em muitos, muitos países que estão começando a entender estas coisas que nós estamos conversando esta noite, e está crescendo muito depressa. Pode parecer que você está só, mas você não está nada só.
     Quando olhamos para as nossas crianças físicas, não raro nós queremos simplesmente fazer as coisas difíceis desaparecerem. Eu sei que é dessa forma que Jesus Se sente sobre nós. Ele gostaria de fazer todas as coisas difíceis irem embora para nós. Entretanto, nós não cresceríamos. Estas coisas difíceis são melhores do que não crescer no Seu Amor e à Sua Semelhança.





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O que é um cristão?

     No nascer do novo milênio, conhecidos líderes do mundo Protestante, Evangélico—incluindo Jack Hayford, Tony Evans, Crawford Loritts, Henry Blackaby, Anne Graham Lotz, Kay Arthur e Bill McCartney—produziram um vídeo que foi distribuído a 300.000 organizações religiosas nos Estados Unidos. Foi um claro testemunho do perigoso declínio moral e espiritual da igreja e uma necessidade desesperada de um renascimento. Aqui estão algumas citações do vídeo1:

• "A América é um reflexo das condições das pessoas de Deus, as igrejas."

• "Em uma pesquisa recente, de 66 categorias de estilos de vida, os Cristãos não são notadamente diferentes de não-Cristãos em QUAISQUER das 66 categorias."

• "Os Cristãos não têm uma voz moral de confiança nesta nação."

• "Deus olha em nossas igrejas e vê tantos divórcios nas pessoas de Deus quando vê no mundo. Deus olha em nossas igrejas e vê tantos abortos nas pessoas de Deus quando vê no mundo. Deus olha em nossas igrejas e vê tantos jogos de azar nas pessoas de Deus quando vê no mundo. E as pesquisas dizem que mal se percebe diferenças entre as igrejas e as pessoas do mundo."

• "Pela primeira vez na história, aqui no mundo ocidental, o índice de divórcio na igreja é maior… MAIOR… do que entre os que não freqüentam a igreja."

• "80% dos jovens criados na igreja, fielmente freqüentando a igreja… 80% deles já deixaram a igreja quando saem de casa."

• "Nós substituímos orações por programas, a liderança do Espírito por atividades agendadas e a obediência pela ortodoxia e pastores por presidentes."

• "Estamos numa encruzilhada e temos que fazer sérias mudanças nas igrejas. Estamos no momento crítico de julgamento ou reavivamento. Temos que decidir se vamos obedecer."

• "Estamos em um momento decisivo. Deus tem que fazer algo novo em Sua Igreja."

• "Nós envolvemos nossas vidas de tal forma nas questões do mundo e fizemos do Cristianismo um espetáculo".

     Claramente, os problemas são tão maciços que exigirão mudanças igualmente maciças. Nós, que cremos em Jesus, temos que estar dispostos a dar uma nova examinada em questões fundamentais à luz da Palavra de Deus, com oração e jejum, para determinar o que está errado e o que precisamos fazer para mudar.
     Essas idéias têm a intenção de iniciar o reexame de uma questão fundamental: O que é um Cristão? O que esse termo significa, Biblicamente? Se eles não tiverem uma compreensão clara da perspectiva de Deus, as pessoas de Deus permanecerão misturadas com o mundo, sem um padrão claro para discernir a diferença e sem como ajudar aqueles que mantêm uma falsa sensação de segurança. Podemos examinar juntos esta questão, da forma mais corajosa e humilde que pudermos, com Deus como nosso auxiliar? Vamos examinar, na Palavra de Deus, o que não é e o que é um Cristão.

Nascer em um país “Cristão” não assegura que uma pessoa seja Cristã.
     Um argumento óbvio? Talvez. Mas mesmo nos dias de hoje, em que o respeito pela diversidade é tido como a mais alta virtude, muitas pessoas tendem a associar certa nação com uma religião em particular. Os Estados Unidos, diriam muitos, é uma nação “Cristã”. E assim também a Inglaterra, Alemanha e Austrália. A Índia, pro outro lado, é uma nação Hindu, enquanto a Arábia Saudita é Muçulmana e a Tailândia é Budista. Desse ponto de vista, um cidadão adquire a religião de seu país quase por omissão, como uma espécie de herança cultural. “Cristão? Bem, eu nasci nos Estados Unidos—então acho que sou.” Aparentemente esse tipo de presunção explica os resultados de pesquisas de opinião onde 81% dos americanos se identificam como Cristãos2.
     Mas ouçam o que diz o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo: “De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.” (Atos 17:26-27). De acordo com Deus, o fato de que você nasceu em determinada época ou local nada mais faz do que lhe dar a oportunidade de encontrá-Lo. Você ainda tem a responsabilidade de “procurar e encontrá-Lo.” O local de nascimento ou cidadania, por si só, não significa nada. Ter nascido em um país dito “Cristão” não assegura que um homem ou mulher seja Cristão ou Cristã.

Ter nascido de pais Cristãos não significa que uma pessoa seja Cristã.

     Muitas pessoas consideram sua religião como uma espécie de tradição familiar. “Claro que sou Cristão. Meus pais são Cristãos. Eles nos levavam aos cultos, nos batizaram e nos liam histórias da Bíblia. Sim, sou Cristão. Sempre saberei disso”.
     Mas esse tipo de pensamento revela um grave mal-entendido. Deus diz que as circunstâncias do nascimento de uma pessoa não têm nada a ver com o fato de ela ser Cristã ou não! Ouçam ao próprio Jesus: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.” (João 3:5-6). De acordo com Jesus, a única vida que os pais são capazes de passar para os filhos diretamente é a vida natural e humana. Os filhos não podem herdar de seus pais um relacionamento com Deus. Cada um de nós tem que receber Dele uma fé e uma vida que são radicalmente novas—e 100% nossas.
     João escreveu: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.” (João 1:12-13). As decisões dos pais obviamente têm muito a ver com as circunstâncias de nosso nascimento natural—mas não com renascimento espiritual. Meus pais podiam ser crentes fervorosos, cheios da vida eterna que vem de Deus, mas isso não garantiria nada para mim. Alguém poderia herdar a cor da pele do pai e os olhos da mãe—mas o Cristianismo não é transmitido nos genes. Um filho pode mesmo adquirir a aptidão de seu pai para matemática e a paixão de sua mãe por baseball—mas ser Cristão não é assim. Não é absorvido por osmose! Os genes e a cultura advinda de seu nascimento natural tem algo a ver com a produção do ser físico. Mas somente um segundo nascimento tem qualquer chance de produzir um ser espiritual. Ter pais maravilhosos e crentes não significa que você seja Cristão, assim como ter pais pagãos não garante que você será sempre um pagão—graças a Deus!

Pertencer a uma congregação e comparecer regularmente aos cultos não garante que uma pessoa seja Cristã.

     Alguns presumem que “um membro fiel da igreja”—alguém que sempre vai aos cultos, apóia os programas e sempre contribui para a coleta—deve com certeza ser um Cristão. Infelizmente, muitos podem testemunhar que sua experiência prova o contrário.
     Um de meus amigos é um exemplo. Como marido de uma nova convertida, ele freqüentava os cultos e grupos de estudo da Bíblia várias vezes por semana. Logo ele publicamente aceitou Cristo e foi batizado. Ele participava dos grupos masculinos de discipulado com homens a quem “prestava contas”. Um bem sucedido homem de negócios, ele era um dos principais colaboradores financeiros da congregação. Mas ele nem mesmo era salvo. Mais tarde ele me contou que, no momento em que foi batizado, ele tinha 95% de certeza de que Deus nem mesmo existia! Mas para agradar sua esposa (ele pensava) e para juntar-se à turma em voga no seu novo círculo de amizades—e porque talvez tudo isso seja verdade—ele “mergulhou de cabeça”. Por alguns anos ele foi considerado um “membro fiel”, mas no seu coração ele sabia que ele não cria. Finalmente ele cansou da hipocrisia. Ele criou coragem para bater na porta de alguém e confessar: “Eu não conheço Deus”. Ele começou a abrir seu coração—e o fruto disso é algo pelo qual ele será eternamente grato.
     Mas aqui está uma pergunta instigante: Quantos mais devem existir por aí como o meu amigo, sentados em bancos de igreja, trabalhando em comitês ou até mesmo ascendendo a postos de liderança, que realmente não acreditam no evangelho de Jesus no fundo de seus corações e que não realmente têm o verdadeiro Espírito Eterno, na pessoa de Jesus Cristo “vivendo poderosamente” dentro deles, que não estejam apenas fingindo? Uma pesquisa recente fornece uma pista perturbadora. A grande maioria daqueles que se identifica como “Cristãos” nos Estados Unidos nem mesmo alegam estar espiritualmente renascidos. E em qualquer domingo, 41% das pessoas que realmente freqüentam os cultos com regularidade e sentam nos bancos de igreja não professam ser renascidas. A pesquisa acrescenta: “A maioria dessas pessoas vem freqüentando igrejas Cristãs durante anos sem realmente entender os fundamentos da fé Cristã e suas implicações pessoais.”3 E você pensa—quantos desses 41% pensam que estão bem em razão de sua freqüência regular? Você também tem que se perguntar—quantos dos demais 59% sequer sabem o que realmente significa a expressão “nascer de novo”?
     Uma coisa é certa. Como Keith Green costumava dizer: “Ir à igreja não o torna Cristão assim como ir ao McDonalds não o torna um hambúrguer!” E ficar arrepiado durante a “adoração” não significa que uma pessoa esteja vivendo no poder do Espírito Santo! Não devemos usar padrões de freqüência ou afiliações religiosas como indicador de que uma pessoa é verdadeiramente Cristã.

A crença de que Deus existe e que Jesus é Seu Filho não assegura que uma pessoa é Cristã.
     
     À primeira vista esse argumento pode parecer óbvio. Mas considere por um momento se uma pessoa é automaticamente Cristã se estiver totalmente convencida de que (1) o Deus da Bíblia existe e (2) Jesus de Nazaré é Seu Filho, o Santo do Céu. A resposta, Biblicamente, é um claro não.
     Os próprios demônios possuem uma crença inequívoca de que Deus existe. “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!” (Tiago 2:19) E a primeira pessoa a reconhecer em voz alta que Jesus era o Santo enviado por Deus não foi Pedro—foi um demônio (Marcos 1:23-26).
     O que é possível para um demônio é possível também para um ser humano—mesmo um religioso. (Esse, afinal, era o argumento de Tiago na carta que acabamos de citar!) Quando a Bíblia fala de uma fé salvadora, isso não significa aceitação intelectual—ou uma profunda convicção—dos fatos básicos de que Deus é nosso Criador ou de que Jesus morreu na cruz para salvar as pessoas de seus pecados. Enquanto todos os Cristãos acreditam nesses fatos, nem todos os que acreditam nesses fatos são Cristãos. Basta perguntar aos demônios—não há ateus no inferno.

Chamar a Jesus de “Senhor” e realizar sinais e maravilhas em Seu Nome não demonstra que alguém é Cristão.

     Atualmente, sinais e maravilhas são muitas vezes aceitos como prova infalível de que Deus está realmente entre nós. Aqueles que conseguem realizá-los (ou parecer realizá-los no estágio religioso) não são apenas presumidos Cristãos, mas vistos como altamente espirituais, na “linha de frente” de Deus.
     Jesus não vê as coisas dessa forma. Sinais e maravilhas podem ser uma confirmação da proclamação da Palavra de Deus (Marcos 16:15-18, II Coríntios 12:12; Hebreus 2:1-4). No entanto, eles podem igualmente servir para confirmar um falso evangelho. Nos últimos dias, falsos sinais e maravilhas irão ocorrer de forma que pareçam ser tão válidos, tão precisos, que até mesmo os eleitos de Deus podem ser enganados—mas esses milagres virão de falsos messias e profetas (Mateus 24:24). O próprio anticristo e seus asseclas realizam sinais e maravilhas (II Tessalonicenses 2:9-20; Apocalipse 13:3, 11-5). Um verdadeiro profeta não é reconhecido por seus milagres, mas pelo fruto de sua vida (Mateus 7:15-20).
     Vamos permitir que o impacto total dessas verdades seja absorvido. Elas têm um efeito poderoso na questão de quem é Cristão. O Próprio Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal” (Mateus 7:21-23).
     Aqui Jesus não estava falando no anticristo, ou mesmo em lobos em pele de cordeiro, já que esses não terão surpresas no último dia. Eles são falsificações vivendo uma trajetória de poder e sabem disso. As pessoas a quem Ele se referia realmente pensam ser Cristãs. Elas não estão tentando enganar a outras quanto a si mesmas—e convencendo os ingênuos com sua sinceridade. Jesus mostra essas pessoas como chocadas no último dia. Elas chamam a Jesus de “Senhor” no seu discurso. E elas “mostram serviço”. O que elas prevêem que vai acontecer às vezes acontece mesmo. As pessoas possuídas ou obcecadas pelo demônio podem ser libertadas por sua palavra. Algumas pessoas às vezes são curadas, enxergam-se visões e dão-se conselhos. E tudo em nome de Jesus. Mas o Próprio Jesus as desconhece. Não importa o que elas pensem, elas não são Cristãs. E, no entanto, Deus “deu a cada um de nós uma saída” e continuará a convidar a qualquer um com um “coração bom e honesto” para o Real Milagre da Transformação. Teremos interesse e humildade suficientes para buscar a isso sozinhos? Existe realmente uma verdadeira, sobrenatural e milagrosa invasão do Céu preenchendo nossas vidas? Ou somos produto de cultura, sentimento e consciência?

Uma avaliação honesta

     Juntando tudo, então: uma pessoa pode nascer em um país “Cristão” de pais cristãos, acreditar de todo o coração que Deus existe e que Jesus é Seu Filho, ter grande envolvimento no trabalho e no culto de adoração de uma congregação local e profetizar e executar sinais e maravilhas em nome do Senhor Jesus—e não ser Cristão. Um Cristão poderia fazer todas essas coisas, mas um não-Cristão também poderia, se a Bíblia for o nosso padrão para decidir essas coisas. Essas questões de pedigree, profissão e execução são irrelevantes para discernir o estado da relação de alguém com Deus. Simplesmente não são a questão. Precisamos de uma definição diferente do que é um Cristão.

O que é um Cristão

     Ao definir o que é um Cristão, não estamos tentando responder à pergunta de como ser salvo. Em vez disso, estamos tentando dizer como podemos reconhecer quem é uma pessoa salva. Em outras palavras, não estamos tentando dizer como nascer, mas sim esperando aprender das Escrituras como diferenciar uma pessoa viva da que ainda está morta em seus pecados.
     Uma descrição completa do que seja um Cristão está além do que estamos tentando atingir aqui. Também não estamos tentando delinear o crescimento de um Cristão de um estágio de infância espiritual para o de ser “conforme a imagem do Filho de Deus” (Romanos 8:29). Estamos apenas tentando definir a palavra “Cristão” das Escrituras de forma que possamos despojá-la de alguma bagagem cultural e história e usá-la na maneira de Deus usar. Assim, espera-se, conseguiremos ver o nosso próprio ambiente espiritual com mais clareza, através dos olhos Dele.
     Parte do problema é que a palavra “Cristão” é usada somente três vezes em toda a Bíblia!4 Duas dessas ocorrências são importantes, sem dúvida, mas não ajudam muito na definição. Quando Paulo fez sua defesa diante do Rei Agripa, o Rei perguntou: “Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?” Paulo respondeu: “Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas” (Atos 26:28-29). Essa passagem não nos diz exatamente o que é um Cristão, mas com certeza que Paulo era um deles! Então, na carta de Pedro às igrejas na Ásia menor, ele escreveu: “Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.” (I Pedro 4:16). Historicamente, parece que o nome “Cristão” surgiu como um termo depreciativo que o mundo hostil atribuiu aos crentes. Pedro nos desafia a suportar a perseguição e o insulto com dignidade e coragem. Ainda assim, Pedro não nos ajuda muito na definição de quem é Cristão.
     No entanto, o outro uso da palavra “Cristão” na Bíblia é bastante esclarecedor. Em Atos 11, vemos como teve origem a igreja em Antioquia. O escritor, Lucas, insere este comentário: “Em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados Cristãos.” Portanto um Cristão é um discípulo. As palavras “Cristão” e “discípulo” são sinônimas—elas significam exatamente a mesma coisa. O termo “Cristão”, aparentemente, foi inventado por descrentes de Antioquia como um rótulo para os discípulos. Essa passagem contradiz uma crença popular em muitos círculos religiosos de que um “discípulo” é um nível mais alto do crescimento Cristão, uma versão mais comprometida de um Cristão. De acordo com a Palavra de Deus, a única pessoa que pode ser corretamente chamada de Cristã é um discípulo. E se a palavra de Deus contradiz nossas suposições, você não diria que somos nós que temos que mudar?
     Então vamos fazer um trato de que vamos usar a palavra “Cristão” da forma que Deus usa—mesmo que isso vire o nosso mundo do avesso! Olhando na definição escritural da palavra “discípulo”, estaremos ao mesmo tempo definindo o termo “Cristão”. E isso torna as coisas mais fáceis, já que o Novo Testamento usa o termo “discípulo” quase 300 vezes!

Um Cristão é um discípulo de Jesus

     Se quisermos ter uma imagem de como é um discípulo de Jesus, basta olhar os evangelhos. Lemos a respeito de homens e mulheres que desejam arriscar carreiras, relacionamentos familiares e situação social se ao menos puderem seguir Jesus. Juntas, elas sentam com Ele na montanha ou caminham com Ele no mercado, atentas a cada uma de Suas palavras, escutando com uma obstinada determinação de obedecê-Lo, não importando o custo. Vejam como obedecem Jesus como seu Mestre Vivo e Professor! Vejam como caem de cara no chão e sempre levantam de novo porque estão determinados a ser os “construtores sábios” que colocam em prática as palavras de Jesus. Vejam como buscam o Reino de Deus e Sua Justiça como sua principal busca e objetivo na vida, não importa qual seja a atividade atual. Eles comparecem a casamentos e banquetes. Compram comida. Selam jumentos. Eles caminham juntos através de campos, juntando grãos e comendo-os enquanto ouvem. Eles são decididamente não-religiosos. Mas estão sempre marcados por seu sólido e determinado desejo de estar com Jesus e uns com os outros de forma que juntos possam aprender a obedecê-Lo. Isso é um discípulo. E isso é também um Cristão. As frases acima não são uma reconstrução bonita e romântica do discipulado. São o padrão que o Próprio Jesus estipulou. E é Ele quem decide, certo?
     Cada profecia do Velho Testamento e da Nova Aliança e cada ensinamento de Jesus confirma que “obedecer a Seus comandos e decretos” é a marca do Seu Espírito dentro de alguém, evidenciando conversão e regeneração. Alguém com esse estilo de vida, com essas prioridades, esse hábito de escutar e obedecer em um nível intensamente prático, é um Cristão. Pessoas que não estejam vivendo dessa forma não são Cristãs, pela definição de Deus.
     Vamos só olhar mais algumas vezes onde Deus estabeleceu a definição básica de quem é um discípulo. Novamente, não estamos vendo como ser salvos. Estamos vendo como identificar se uma pessoa realmente entrou em um relacionamento de obediência, obsessão, amor profundo, habitação e por conseguinte um relacionamento salvador com Jesus Cristo.
     Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” (Mateus 16:24-26)
     As palavras “se alguém quiser acompanhar-me…” significam que essa é uma exigência universal—sem exceções. Todos os discípulos em potencial de Jesus devem decidir que irão:

• negar a si mesmos—não mais viver para agradar a si mesmos;

• tomar sobre si a sua cruz—suportar perda pessoal, seja por oposição ou desapontamento ou dor ou simplesmente dizer não a si mesmos; e

• seguir—conformar-se à vida e aos ensinamentos de Jesus na vida prática diária.

     Não precisa de muita explicação, não é mesmo? Jesus foi muito claro. Mas o que deve ser enfatizado é que uma pessoa tem que se enquadrar nessa descrição ou ela não é um discípulo de Jesus e, por conseguinte não é Cristã. E Jesus foi muito consistente em Seu ensinamento. Ouçamo-Lo novamente:
     Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo… Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:25-27, 33).
     Três vezes disse Jesus “Se alguém não ________ não pode ser Meu discípulo”. Ele preencheu o espaço com três descrições absolutas, obrigatórias e 100% precisas de um discípulo. Todos os discípulos colocam Jesus acima dos desejos e demandas da família e de si mesmos. Todos os discípulos escolhem morrer por seus próprios direitos. E todos os discípulos entregam tudo o que possuem, cada recurso—seja tempo, relacionamentos, preferências, dinheiro, posses ou objetivos—a Jesus. Ele dá as ordens nessas áreas. Qualquer um que tente apenas acrescentar Jesus à vida que já tem, enquanto mantém o controle dela, não é um discípulo e, por conseguinte não é Cristão. Claro que há questões de maturidade na execução dessas coisas, mas não é uma decisão de “fazer ou não” para um verdadeiro Cristão. Eles podem precisar de ajudas de outros para ver e ajudar a executar—mas a decisão já havia sido tomada. Cristãos legítimos, “não seus próprios, mas comprados por um alto preço”, já decidiram abandonar a tudo. Não é uma nova decisão a cada vez.
     Jesus está ensinando a salvação por trabalho e esforço humano aqui? De modo algum! Os discípulos foram salvos pela fé Nele, ponto. Mas salvos de quê? Do pecado, de si mesmos e da “vã maneira de viver que por tradição receberam dos seus pais” (I Pedro 1:18). As pessoas que são libertadas dessa morte serão reconhecidas pela diferença em suas vidas, se de fato são salvas. E salvas pelo quê? Pela providência (graça) de Deus através de sua absoluta crença em Jesus (fé). As pessoas que crêem Jesus farão o que Ele diz. Quando elas falharem, se arrependerão e voltarão a crer Nele. “Se você (realmente) Me ama, você irá Me obedecer.”
     Resumindo, os termos “Cristão” e “discípulo” são duas formas de dizer a mesma coisa. Uma pessoa genuinamente salva, um Cristão autêntico, terá as características de um discípulo que Jesus ensinou e Seus primeiros seguidores demonstraram.

E agora?

     Talvez as coisas escritas até aqui foram óbvias para você. Talvez você mesmo poderia tê-las dito (melhor, sem dúvida!). Ou talvez essas coisas pareçam estranhas ou causem perplexidade e você não tem certeza se concorda. De qualquer forma, nós lhe pedimos—por Jesus e Seu Reino—que faça quatro coisas:

1) Vá a Jesus com o que você leu aqui. É nesta direção que sempre devemos levar as coisas—verticalmente, para Ele. Com oração e jejum, por favor, implore a Deus por sabedoria sobre essas questões e o que fazer a respeito delas (Tiago 1:5). Pela misericórdia que Ele tem de nós, apresente sua vida, pensamentos e opiniões no altar para que o caminho seja claro para discernir a vontade Dele (Romanos 12:1-2). Por favor, vá ás escrituras a que fizemos referência para ver se os ensinamentos aqui são verdadeiros (Atos 17:11), mas, por favor, não os “misture” com compreensão e experiência humana—confie Nele (Pv 3:5-6). Embora como escritores desses pensamentos nós assumamos a responsabilidade pelo conteúdo e teremos prazer em discuti-los com você, não estamos pedindo que responda em primeiro lugar a nós. Jesus é nosso Mestre e Professor.

2) Vamos começar a aplicar isso em nossas vidas. Os ensinamentos da Palavra de Deus são ferramentas poderosas para mudar vidas (II Tim. 3:16), mas as vidas que elas mudam devem começar pela nossa! Esses pensamentos não são “munição” para que alguém com atitude e ressentimento possa atacar o outro. Eles servem para nos proporcionar uma forma de buscarmos nossos próprios corações. Nossas próprias mentes e vidas devem ser colocadas em conformidade com Deus se quisermos ter algo a oferecer às pessoas a nosso redor. Precisamos de arrependimento pessoal, não uma série de novos programas e “ministérios” que alcancem os elementos externos mas não mudem o coração. Precisamos de uma Comunhão com o Deus Vivo que nos transforma!

3) Vamos dar uma olhada com honestidade nos membros de nossa família, amigos e a pessoa ao nosso lado no banco da igreja (ou no sofá, para os que se reúnem em casas). Depois de lidar com nossos próprios problemas, nós realmente devemos ter o propósito de ajudar também aos outros. E isso não é julgando de acordo com Jesus (Mateus 7:5). Ele nos ordena a ser “embaixadores, como se Deus estivesse fazendo o Seu apelo através de nós”, “como os próprios oráculos de Deus”. O único verdadeiro ato de amor a fazer é ver as outras pessoas da forma que Deus vê, e tentar ajudá-las com um coração redentor. Sentimentalismo, tradições familiares e zonas de conforto pessoal devem ser pregados à cruz de Jesus se queremos ter esperanças de viver de uma forma digna Dele (Mateus 10:37-38). Sermões e aulas sobre o tópico do discipulado não conseguirão nem uma fração do bem que pode ser feito pegando no ombro de um parente ou conhecido dizendo: “Podemos ler algumas escrituras juntos e aplicá-las às nossas vidas?” Se for haver qualquer mudança real na situação descrita pelos líderes religiosos citados no começo desses pensamentos, tem que ser intensamente prática e pessoal, até mesmo intrusiva. Esta é a forma da Bíblia (Hebreus 3:13).

4) Vamos combinar que iremos manter este padrão. Se estas páginas refletirem o que é dito nas passagens que citam, vamos juntos combinar de manter esse padrão, independente do que os outros possam dizer, não importando o quão “desanimadoras” as coisas pareçam, tenhamos ou não todas as respostas. Façamos um acordo com Jesus de que nunca permitiremos nenhuma circunstância ou falha nem temor aos homens nos convencer a ser desleais à Palavra Dele. Em vez disso, aproveitemos cada oportunidade para aumentar o Seu Padrão de forma que outros possam ter uma chance de ouvir a Sua Palavra e obedecer—e experimentar o poder que muda toda uma vida de Sua graça e Espírito de Vida fluindo de dentro.

     Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: “Eu te seguirei por onde quer que fores”. Jesus respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. A outro disse: “Siga-me”. Mas o homem respondeu: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai”. Jesus lhe disse: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus”. Ainda outro disse: “Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família”. Jesus respondeu: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” (Lucas 9:57-62).
     Vamos cada um, pessoalmente, reconhecer a Justiça do que Jesus Cristo disse aqui, clamar ao Libertador por Sua Vida e Misericórdia e Graça pela Obsessão a que Ele nos convida, e esperar confiantemente que o Seu Espírito Santo nos sature e dê poder à medida que nos aproximamos de Sua Plena Suficiência vindos de nossa pobreza. Ele deseja PROFUNDAMENTE isso para mim e para você—a Realidade do “assim na terra como no Céu”—descrevendo-nos individualmente e a cada Igreja verdadeira!


1. Citação: Citadas em True Hope for a New Millennium, Lordin Publishing, P.O. Box 68230, Indianapolis, IN 46268

2. Citação: The Gallup Organization, Princeton, NJ, 13/04/2001

3. Citação: “State of The Church Report”, Barna Research Group, conforme relatado em Maranatha Newswatch, nº 184, 12 de março de 2001.

4. Obs: Naturalmente a Tradução Nova Vida e algumas outras versões utilizam a palavra “Cristão” dúzias de vezes, mas eles decidiram usá-la em substituição ao que está realmente no texto. A palavra “irmãos” foi freqüentemente traduzida como “amigos Cristãos”, por exemplo. Podemos gostar de ler a versão Nova Vida, mas tenhamos em mente que os tradutores muitas vezes substituíram a terminologia bíblica por um linguajar moderno. Se você consultar uma tradução grega interlinear—ou outro tradução tipo revista e atualizada ou NVI—Descobrirá que a palavra Cristão aparece apenas três vezes. Não precisa confiar na nossa palavra—confere!)




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Quem é Jesus?

     A vida de Jesus aqui na terra estava chegando ao fim. Durante três anos, Ele havia gastado quase todas as suas horas aproveitáveis com um pequeno grupo de homens e mulheres. Juntos eles tinham experimentado tanto: milagres de tirar o fôlego, ensinamentos penetrantes, oposição vingativa. Mas agora era óbvio que Jesus tinha algo pesando em Sua mente. Então Ele se deslocou dos vilarejos da Galiléia, deixando para trás as multidões e os críticos, em direção à cidade na costa do Mediterrâneo, Cesaréia de Filipe. Ele ajuntou os seus amigos ao Seu redor, fitou Seus olhos neles, respirou fundo e fez uma pergunta: “Quem as pessoas dizem que Sou?”
     Seus amigos, provavelmente reagindo com orgulho que o Seu Mestre tinha inspirado tanto interesse, e entretido que o pensamento popular tinha saído fora do padrão—repetiram os últimos boatos. Jesus era um profeta, talvez até um dos velhos profetas dos séculos passados que voltou ao mundo! Ou talvez uma reencarnação do mártir recente João Batista!
     Jesus esperou o papo desvanecer e a última risada a silenciar-se. Ele segurou os Seus discípulos com Seu olhar por mais um momento, e então lhes propôs a pergunta mais importante que eles já tinham ouvido: “Mais e vocês?” Ele perguntou. “Quem vocês dizem que eu Sou?”
     Ele conhecia como pensamos e reagimos. Ele sabia que pessoas como você e eu poderíamos vê-lo sem realmente perceber quem Ele era, ouvi-lo sem realmente escutar o que estaria dizendo e gastar tempo com Ele, sem realmente conhecê-Lo. Por isso Jesus desafiou todo pressuposto, não aceitando como resposta as primeiras palavras: “Bem, todo mundo sabe que…” e perguntou a questão chave: “Quem você diz que eu Sou?”
     Na nossa cultura Ocidental, todos nós já tivemos contato com a figura de Jesus Cristo inúmeras vezes desde a nossa infância. Feriados religiosos, programas na TV, Semana Santa, adesivos em carros, slogans, crucifixos, “Marcha para Jesus” e até piadas. Nós também, de maneira consciente ou subconsciente, temos formado a nossa própria opinião sobre esse Jesus. Temos as nossas próprias teses sobre quem Ele era e por que veio. Temos as nossas idéias sobre como Ele se relaciona (ou não) com as nossas vidas hoje.
     Então, por favor, puxe o arquivo rotulado “Jesus Cristo”, e vamos examinar o seu conteúdo. Vamos dar a Jesus uma resposta justa para sua pergunta honesta. Quem dizemos ser Ele? Um grande tutor de moralidade? Uma ficção da imaginação criativa de alguém? Uma tradição “legal”, tipo Papai Noel e o coelhinho da Páscoa? Um ícone religioso? Uma figura irrelevante da história? Ou será que Ele é muito mais? Qual seria a sua resposta como um indivíduo? No seu próprio coração, o que você tem feito com Jesus?
     Vamos tirar alguns minutos juntos para examinar a nossa pilha de suposições, colocando cada uma delas à luz da opinião das pessoas que conheciam Jesus melhor e ver o que eles tinham a dizer sobre ele (pois muitos deles estavam presentes naquele dia em Cesaréia de Filipe). As opiniões destas pessoas merecem o nosso respeito, pois os homens e mulheres cujas convicções estão gravadas no que chamamos de Novo Testamento, foram até a morte sem vacilar nas suas convicções nem por um só momento—e geralmente viveram sofrendo uma oposição vingativa e tiveram mortes violentas.
     Estas poucas páginas nunca poderiam tratar de uma maneira justa esta questão da identidade e o significado de Jesus. Mas vamos considerar honestamente algumas declarações de seus amigos sobre Ele. Ao lermos, vamos, perguntar a nós mesmos: “Se eu for acreditar isso, quais seriam as implicações para a minha vida?”

Jesus é Deus

     Tente imaginar um Ser que desafia a imaginação. Uma pessoa sem começo ou fim, cuja existência abrange infinitamente os dois lados da eternidade. Um Ser tão vasto que se você pudesse quebrar toda a lei da Física e chegar ao limite das galáxias do nosso universo expansivo, Ele já estaria lá, esperando por você—não importa para que lado você tentasse ir. Uma Vontade tão poderosa que nem sequer uma decisão pode ser contrariada por um instante, mesmo se toda a criação se opor. Uma Mente tão infinita que nem um elétron girando em torno de um átomo, no canto mais obscuro do cosmos, pode escapar à Sua atenção. Esta Pessoa que estamos tentando (com pouco sucesso!) imaginar, é Deus. E esta Pessoa tem um nome…

Jesus.

     Aqueles que vieram a conhecer o mestre de Nazaré proclamaram isso sem receio. Eles falavam de um Jesus: “O qual, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:6). De alguma maneira, forçado para dentro deste pacote completamente humano, estava a natureza infinita de Deus com todas as Suas atribuições magníficas. Diante dos seus olhos, estava algo que nunca fora visto antes: “Ele é a imagem do Deus invisível…Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude” (Colossenses 1:15,19). Este homem era precisamente igual a Deus. Ele era tão inseparável de Deus quanto a luz irradiando do sol é inseparável do seu brilho: “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser” (Hebreus 1:2).
     O amigo mais próximo de Jesus durante aqueles poucos anos no holofote, resumiu as suas convicções sobre Jesus em três curtas frases. “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” (João 1:1). Jesus não somente ensinou sobre Deus, ou tentou mostrar um exemplo de Deus, ou prometeu levar alguém a Deus. Jesus era Deus. Palavras chocantes! Mas estas foram exatamente às palavras que Ele usou.
     E o homem da Galiléia? O que foi que Ele disse sobre si mesmo? Ele fez uma declaração simples e clara: “Quem me vê, vê ao Pai” (João 14:9). Nenhum mestre, meramente humano, tem declarado estas palavras—e nem poderia, sem ele ou ela estar perigosamente louco. Mas Jesus declarou: “Olhe a Mim, e você pode sair dizendo que tem visto Deus”.

Jesus é nosso Criador

     Cientistas modernos, esforçando-se para ouvir os ecos e sussurros da origem do universo, têm descoberto um tempo quando nada existia. Nada. O universo era menos do que espaço vazio. Não existia espaço para ser vazio! Tudo que existia era um ponto singular sem dimensão ou tamanho. De repente um cosmos saltou para a existência, pulsando com energia e massa. Forças enormes de alguma maneira formaram aquele caos em beleza, propósito, e ordem em toda direção que podemos olhar. De algum jeito, um nada se tornou algo, e aquele algo se tornou a voz de uma pessoa amada ou o sorriso de um nenê.
     Os amigos de Jesus não acreditavam que tudo isso aconteceu por acaso. Eles acreditavam que foi Ele quem fez. Eles testificaram que ao Seu mandar, mundos vieram a existir e que a Sua sabedoria infundiu criação com significado e direção. Eles ensinaram que nós, pessoalmente, devemos nossa existência a Ele.
     “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias nos falou por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo” (Hebreus 1:1). A pessoa que conhecemos como Jesus, é o nosso Criador. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1:3).
     Por que eu existo? Aqueles que conheceram Jesus melhor iriam responder: Porque Ele te fez para Ele mesmo! “Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele” (Colossenses 1:16). Difícil acreditar que alguém pode olhar para um mestre humano e ver tudo isso! Mas os amigos de Jesus declaram: Ele é o nosso Criador.

Jesus mantém o universo em ordem

     Alguns têm imaginado um Criador impessoal e distante, que colocou o universo rodando como peão, e logo se distanciou para um local de observação, aguardando-o a perder sua força, cambalear e tombar. Aqueles que conhecem Jesus melhor iriam contestar!
     Quais eram as convicções deles? Eles acreditaram que Jesus é Deus, que o cosmos veio a existir por Suas palavras. Mas Ele ainda está muito envolvido. Aliás, a continuidade da existência do nosso universo depende do Seu sustento. “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1:3). Sem Jesus, tudo iria ficar aos pedaços: “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Colossenses 1:17).
     De acordo com os amigos de Jesus, não importa o quanto agimos auto-suficientes ou o quão independentes sentimos, nosso próximo fôlego e bater do coração dependem dele.

Jesus tem a Supremacia

     Por causa do testemunho dos Seus amigos, o lado “visível” da carreira de Jesus tem se tornado bem conhecido. Ele viveu, amou, ensinou, e curou durante três anos. Líderes religiosos ambiciosos e invejosos aproveitaram da paranóia das autoridades civis para matarem Jesus. Eles O executaram como um criminoso comum, torturando-o cruelmente. No terceiro dia, entretanto, Seus amigos descobriram um túmulo vazio. Durante um período de seis semanas, Jesus começou a visitá-los individualmente e em grupos—mais ou menos 500 pessoas O viram, comeram com Ele, e conversaram com Ele olho a olho durante aqueles dias.
     Até então, estes fatos são bem conhecidos. Filmes e vídeos têm repetido essa “maior história de todos os tempos” tantas vezes que a maioria das pessoas no mundo ocidental está bem familiarizada com estes fatos básicos.
     Mas tem muito mais. Os amigos de Jesus também nos proclamaram o que aconteceu depois da ressurreição. “Ele humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2:8,9). De acordo com o testemunho deles, Jesus, neste exato momento, ocupa o lugar mais alto no mundo visível e invisível. Seu nome carrega o maior peso, honra e autoridade do que qualquer outro. Nenhum pensador, mestre ou líder deste mundo, nenhum anjo ou demônio ou força no mundo espiritual, pode desafiar a supremacia de Jesus Cristo—hoje e para sempre.
     Deus exerceu grande poder para ressuscitar Jesus dos mortos. Mas esse poder não parou de trabalhar quando Jesus voltou a viver! Continuou a exaltá-lo, mais e mais alto, até Ele chegar ao lugar de autoridade incontestável. “Esse poder é conforme a atuação da sua poderosa força, que Ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à Sua direita, nas regiões celestiais, muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir” (Efésios 1:19-21).
     A elevação de Jesus para o lugar mais alto, talvez não seja tão bem conhecida em nossos dias como a Sua morte na cruz ou ressurreição do túmulo, mas aqueles primeiros testemunhos oculares eram inexoráveis sobre isso. “Depois de ter realizado a purificação dos pecados, Ele se assentou à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). “Ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia” (Colossenses 1:18).
     Estes homens e mulheres nos confrontam com uma proclamação com implicações estupendas. O que vamos fazer com este Jesus?

Todo joelho se dobrará a Jesus

     Um resumo das proclamações dos testemunhos oculares:

• Jesus era Deus, é Deus, e sempre será Deus.

• Ele criou o universo e continuamente a sustém, bem como a existência de toda criatura que nela está—incluindo você e eu.

• Mesmo que Ele relegou a posição e os privilégios da igualdade com Deus por um tempo para poder se tornar um de nós, Seu Pai recompensou a Sua obediência e sacrifício elevando-o ao lugar supremo do universo.

• Então, o que Jesus está fazendo agora?

Reinando!

     “Em Cristo todos serão vivificados… Então virá o fim, quando Ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Pois é necessário que Ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés” (ICoríntios 15:22-25). Pelo restante da história, a autoridade de Jesus sobre toda a criação—anjos e demônios, forças e potestades, e você e eu—irá expandir. Eventualmente toda força, incluindo a morte, irá se submeter a Sua autoridade. Ele então ressuscitará todos que voluntariamente se submetem a Ele e entregará este reino de amigos ao Seu Pai.
     E depois todos serão ressuscitados. Confrontados com a Supremacia incontestável de Jesus, todos serão humilhados! Os ditadores mais poderosos e os governantes mais orgulhosos da terra humildemente cairão de joelhos e reconhecerão que Jesus é Senhor. Um inimigo declarado que depois se tornou um amigo devotado, colocou desta maneira: “Por isso Deus O exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:9-11).
     Se iremos crer no testemunho dos primeiros seguidores de Jesus, o meu joelho irá eventualmente se curvar a Jesus, e a minha língua confessará a Sua autoridade. E…se eles estão certos…os seus também! Então, a decisão de fazer estas coisas por amor hoje ou esperar até que seja tarde demais, é de máxima importância!

Porque Ele era tão exclusivo?

     Temos focado no que os seguidores de Jesus disseram sobre Ele. Mas toda evidência disponível mostra que a Sua própria perspectiva era completamente de acordo com a deles. Ouça algumas declarações radicais vindas dele. Se já as ouvira antes, faça de conta que ainda não. Deixe-as ter o impacto profundo sobre você, pois foi essa a intenção.
     “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim” (João 14:6). Uau! Jesus realmente declarou que Ele era o único meio a Deus! E não era só um jogo de palavras, porque Ele continuou a falar isso mais vezes: “Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de Mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por Mim será salvo” (João 10:7-9).
     Jesus realmente está dizendo que nenhum outro líder religioso tem a habilidade para revelar Deus? “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).
     Talvez essas declarações soam ofensivas. Mas vamos colocá-las no contexto do testemunho que acabamos de ouvir. Se Jesus realmente é a imagem exata de Deus, Ele é capaz de revelar Deus como nenhum outro seria. Se toda a plenitude de Deus vive dento dele, Suas palavras teriam que conter essa plenitude também. E se realmente Ele foi exaltado ao lugar mais alto, com um nome acima de todos os outros nomes, a opinião de mais ninguém, e nem suas questões ou filosofias, realmente têm algum valor.
     Jesus não somente declarava verdade. Ele disse que era a verdade. Ele não prometeu mostrar o caminho. Ele disse ser o caminho. E se Ele é Deus, então estas afirmações não são arrogantes e nem insensatas. São simplesmente verdadeiras!

Mas não são todas as religiões, ao final das contas, a mesma coisa?

     Essa idéia, de que todas as Religiões são realmente iguais, é muito comum. Todas ensinam os mesmos princípios morais. Todas falam sobre o mesmo Deus. De acordo com essa perspectiva, você tem o direito de escolher sua religião, assim como uma pessoa escolhe o seu almoço num restaurante por kilo—baseado em suas preferências pessoais ou à qual adapta melhor culturalmente. Mas, de acordo com as Suas próprias palavras, Jesus não vai consentir de ser mais uma opção entre várias outras. Em realidade, é Ele Quem deve ser o banquete!
     Todas as religiões não são na verdade, a mesma. As religiões orientais são bem diversas, mas em geral ensinam que Deus é uma força, sem nome e sem personalidade, existindo em todas as coisas. O alvo é render a sua identidade e amalgamar-se a esta coisa sem personalidade. Religiões tribais, em contraste, tendem a crer em deuses pessoais—geralmente um monte deles. Os deuses mais importantes são os próprios ancestrais de uma pessoa, a quem ele ou ela deve apaziguar com os rituais e presentes apropriados. Religiões do oeste (incluindo algumas que usam o rótulo de Cristãs) enfatizam principalmente o fazer de boas obras para merecer recompensas eternas de um Deus relutante. Nós que somos do oeste, temos a tendência de sermos individualistas e orientados a resultados, até na nossa religião.
     Mas sabe de uma coisa? Os amigos de Jesus oferecem este ponto de vista: O Deus Criador decidiu se tornar um de nós. Ele quis providenciar um meio para conhecê-lo, tornando-se o Caminho. Ele está reinando agora, sua autoridade expandindo-se a cada momento. Seus amigos nos pedem para dobrarmos o nosso joelho a Ele agora. Vir a amá-lo e conhecê-lo. Seu reino logo ficará completo. Faça do centro de sua vida uma devoção de amor a esta Pessoa, e não será necessário ingressar-se na brincadeira de religião, nem um pouco. E se Jesus estava falando a verdade, não tem como sair ganhando nesta brincadeira.

O que você vai fazer com Jesus?

     Vamos voltar para aquela cidade à beira mar, onde Jesus tem ajuntado os Seus amigos. O desafio da Sua pergunta—“E você? Quem você diz que sou?” está ecoando em seus ouvidos. Um homem responde com convicção: “Você é o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. Agora toda pessoa daquele grupo deve considerar o impacto daquela pergunta. Como vimos, eles unanimemente chegaram à mesma conclusão. Jesus é o Cristo—uma palavra que simplesmente quer dizer o ungido Rei ou Governante. E Ele é o Filho do Deus Vivo—o que quer dizer que Ele é o próprio Deus.
     Jesus aprovou esta resposta! “Você é abençoado, pois isso não foi revelado a você por carne e sangue, mas pelo Meu Pai que está no céu.” As vidas das pessoas naquele círculo, que abraçaram esta resposta, nunca foram às mesmas depois daquilo.
     E agora, atravessando quilômetros e séculos, Jesus, levantando do Seu grupo de amigos, vira Sua face para nos olhar bem nos olhos, de rosto cheio. Ele nos pondera silenciosamente por um momento, e logo então nos coloca aquela mesma pergunta que nos altera para sempre: “Quem você diz que Eu sou?”

Qual é a sua resposta?

     Você irá agir baseado na sua resposta? Se você quer ser seu próprio Rei, então terá que salvar a sua própria alma do inferno eterno que Jesus falou freqüentemente. Não há muita possibilidade para você dar um jeitinho. Aliás, vai ser impossível. Então, terá que viver e morrer com a sua decisão… E aceitar as conseqüências da sua rebelião declarada diante de Deus.
     Se, ao contrário, você responder dizendo: “Jesus é Rei! Ele é Mestre! Ele é Criador e digno de ser louvado e obedecido em tudo”—então você irá viver como se realmente crê?
     Curve o seu joelho a Ele agora. Não dê importância para quem estiver olhando. São meros mortais, alguns quilos de carbono e água num saco de pele. Não dê crédito às suas opiniões; nada podem fazer para salvar a sua alma e nem podem te prejudicar. Mas se Jesus Cristo, Senhor do céu e da terra, está te chamando… Então, de joelhos!
     Agora, busque outros que não são meros freqüentadores de prédios religiosos nos domingos, mas ao invés disso, procure aquelas igrejas e pessoas que estão vivendo essa realidade todos os dias, e nem aceite menos. Realmente vale a pena. Vamos!




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Se eu morrer antes de acordar

Quer realidade?

     Parece-me que o pensamento moderno nos tem levado a crer que o Inferno não é tão quente como 50 anos atrás. Preferimos não acreditar no Inferno, então escolhemos exercer a opção de simplesmente pensar que não existe. Gostamos de acreditar no Céu, é claro, mas não no Inferno. Você já ouviu alguém dizer: “O Deus que eu vejo é maior do que isso. Meu Deus é um Deus de amor… meu Deus nunca iria mandar alguém para o Inferno”. E, é claro, que estas pessoas continuam com um raciocínio que diz Deus certamente não tem nenhum padrão de vida para nossas vidas, porque “meu Deus é maior do que isso… meu Deus quer que eu seja feliz”. Mas a verdade é que o deus dessas pessoas é muito menor do que o VERDADEIRO DEUS porque essas pessoas criam deus à sua própria imagem (ao invés do inverso)!
     Não é interessante encarar as coisas dessa maneira. Não é inteligente… porque as coisas não mudam só porque eu acho que deveriam. Acreditar que algo é de uma determinada maneira não muda a realidade. Acreditar que o mundo é plano não faz com que o mundo fique plano. Existe toda uma realidade envolvida. Deus não precisa de uma autorização da sua parte. A realidade do Céu e do Inferno não é decidida por voto. Na verdade, pouco interessa o que nós pensamos. O nosso trabalho é o de buscar a verdade diligentemente e esconder as nossas vidas em verdade e realidade.
     Você tem o caráter e a coragem de examinar seu próprio coração e largar mão de tudo que iria inibir você de realmente crer na verdade sobre o Céu e o Inferno, sobre quem Jesus é e quem Deus é? Sobre as leis de Deus e andar com Deus? Você tem o caráter de ESQUECER as coisas que você sempre pensou e DESCOBRIR o que ELE diz ser a verdade? Talvez descobriremos ao olharmos algumas coisas muito práticas e relevantes…

Poucos acharão

     “Depois Jesus foi pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo em direção a Jerusalém. Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, serão poucos os salvos?’ Ele lhes disse: ‘Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: “Senhor, abre-nos a porta”. Ele, porém, responderá: “Não os conheço, nem sei de onde são vocês.’” (Lucas 13:22-25)
     “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram.” (Mateus 7:13,14).
     Destas duas afirmações feitas por Jesus e relatadas na Bíblia, fica claro que não haverá nem uma pessoa que chegará ao Céu por mera coincidência ou só porque quis que fosse assim. Na verdade, haverá muitas pessoas que estão tentando chegar ao Céu e o Filho de Deus (e certamente Ele sabe o que está dizendo) disse que não conseguirão!
     Digo isso para chacoalhar você um pouco ao considerar esse fato pelo resto deste escrito porque se esse ponto não estiver claro, o restante disso será uma perda de tempo. Você precisa levar estas coisas a sério e aplicá-las ao seu coração pessoalmente. Não para uma terceira pessoa. Se não, Deus não vai falar a você através disso e seu coração será endurecido. E se seu coração ficar endurecido, então terá pouca chance para Deus ser capaz de penetrar seu coração e te trazer de volta. Será muito mais difícil. Considere com muito cuidado o que vou dizer, tanto de maneira prática como pessoalmente.

Abrace a Verdade

     “Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos…” (Romanos 1:18-23)
     Este versículo da Bíblia nos mostra claramente que Deus julga se “suprimimos a verdade” que Ele nos mostra e vivemos vidas perversas, centralizadas em nós mesmos ou se abraçamos Sua Verdade. Temos dado de nós mesmos para descobrirmos quais são os caminhos de Deus? Ou somos preguiçosos e apáticos?
     O nosso propósito de vida, de acordo com a Bíblia, é “amar a verdade que nos poderia salvar”. A pessoa que procura, acha. É isso que todos nós devemos estar fazendo independente de qual nível estamos em nossa busca da Verdade. Deus responde as orações daqueles que O buscam de todo coração, mas não daqueles satisfeitos com as coisas como estão (olhando para o passado pensando que algumas coisas boas são suficientes).

Sem desculpas

     E no caso da nossa situação ser um contexto que nos cegou de alguma maneira? Talvez pensamos que crescemos num meio perverso ou muito materialista e ficamos obscuros sobre a verdade de Deus. Todas essas coisas foram incutidas na gente ano após ano ou por causa de situações familiares ruins ou por algo terrível que aconteceu em nossa vida. E nestes casos?
     Mesmo que alguns gostariam de pensar que estas razões são desculpas para ignorar Deus e Sua verdade, a Bíblia diz que Deus tem deixado a Sua verdade bem clara. E Deus sabe o que está fazendo. Diz que todos os homens “estão sem desculpa”. Não importa qual foi seu passado. Não importam quais são suas limitações físicas ou suas limitações sociológicas. Estas coisas não influenciam em nada. Todos os homens estão sem desculpa porque Deus tem feito o Seu projeto de nos mostrar verdade suficiente para descobrir se vamos insistir em achar a verdade ou se vamos dar as costas a ela. Ele tem nos mostrado verdade suficiente para revelar a inclinação do nosso coração.
     João 16 diz que o Espírito Santo foi dado para convencer o mundo da culpa do pecado. O “mundo”… em outras palavras, todo mundo. Todos estão sem desculpa, porque Deus tem mostrado a todos verdade suficiente para ver se irão se inclinar a ela ou se vão deixá-la à beira do caminho e passar de lado. Com isso em mente, dá para entender, quando Deus tem essa coisa chamada “Céu” e essa coisa chamada “Inferno”, que Ele não está sendo injusto. Ele tem tornado a escolha clara para nós e estamos todos sem desculpa.
     “É justo da parte de Deus retribuir com tribulação aos que lhes causam tribulação, e dar alívio a vocês, que estão sendo atribulados, e a nós também. Isso acontecerá quando o Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder. Isso acontecerá no dia em que ele vier para ser glorificado em seus santos e admirado em todos os que creram, inclusive vocês que creram em nosso testemunho.” (2Tessalonicenses 1:6-10)
     Há punição em espera para aqueles que não conhecem a Deus e para aqueles que não obedecem ao evangelho do Senhor Jesus. Quando Ele voltar com fogo ardente e centenas de milhares de anjos encherem o céu, haverá alívio para o povo de Deus. Mas diz que para aqueles que não conhecem a Deus e que não obedecem ao evangelho do Senhor Jesus, a pena de destruição eterna os espera. Serão separados da presença gloriosa de Deus Todo Poderoso.

O que é o Inferno?

     O que, exatamente, é o Inferno? É o lugar onde Deus decide que vai usar um chicote para nos açoitar porque não fizemos o que Ele queria que fizéssemos? A resposta é NÃO. Inferno na verdade é ser separado da presença gloriosa de Deus.
     Quando olhamos da nossa janela, não tem como a gente não ver a Glória de Deus. É isso que a Bíblia diz em Romanos no capítulo 1. A Sua criação é uma demonstração da Sua majestade e da Sua glória e do Seu amor. Considere! Vemos árvores crescendo da terra—veja só! Como isso pode ser? Os raios do sol, o céu azul, as aves no ar, o oxigênio que respiramos, o frescor do entardecer, a lua, as estrelas—a criação é linda. Isso faz parte da natureza de Deus. Ele nos deu todas essas coisas porque Ele nos ama. Não importa qual seja a sua situação na vida (se estiver andando em rebelião total contra Deus ou em comunhão completa com Deus), nessa altura você ainda está se beneficiando das glórias das coisas celestiais. Por enquanto estamos compartilhando da bondade de Deus e tendo comunhão com a Sua criação.
     Mas virá o dia em que os elementos derreterão pelo fogo abrasador e os céus e a terra serão desfeitos. Naquele dia, de repente, uma linha será traçada entre a luz e as trevas que agora existem no mesmo espaço. Obviamente há escuridão, pecado e corrupção na terra. Não há dúvida sobre isso. Luz e trevas estão misturadas e a todos é dada uma oportunidade clara para ver suficiente luz para ir atrás dessa luz e deixar as trevas para trás. Mas, haverá um momento, quando esta linha será claramente feita e todos que andam em rebeldia contra Deus serão cortados da presença de Deus. Não haverá mais Deus em nada.
     Você pode imaginar em sua mente isso se considerar o que aconteceria amanhã se o sol não nascesse. Só esse pequeno detalhe—algo pequeno da criação de Deus. Se o sol não raiasse e os ventos começassem a soprar e as árvores e os animais começassem a morrer e logo a neve iria chegar, sufocando a vida. A terra logo se tornaria um lugar miserável e feio e vida seria destruída.
     É isso que aconteceria se Deus tirasse o sol… só esse pequeno pedaço da Sua bondade. Se você consegue imaginar Deus, instantaneamente, tirando tudo que é bom, completo e lindo—todo o amor, toda a bondade, toda a beleza—e deixando nada a não ser escuridão, feiúra, ódio e aversão… é exatamente isso que sobrará. Não haverá nada de Deus sobrando no Inferno. Inferno é isso. Não é algum tipo de julgamento que Deus lança sobre pessoas que não fazem as coisas como Ele quer. Aqueles que escolheram ter comunhão com Deus aqui na terra andarão em comunhão plena quando o virem face a face, e aqueles que escolheram agradar as suas naturezas pecaminosas e servir o pai da mentira verão Deus tirando a comunhão que Ele tem compartilhado com eles até então. Simplesmente dizendo, é isso. O que resta é mais terrível que as palavras podem descrever—é o que chamamos de Inferno. Ele compartilhará Sua comunhão com aqueles que tiveram comunhão com Ele aqui e irá retirar esta comunhão por completo e absolutamente daqueles que escolheram não ter comunhão com Ele aqui. Inferno é isso.

Então, quem está em perigo dos laços do Inferno?

     O verso a seguir está no livro de Gálatas na Bíblia:
     “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza (que aparentemente é algo diferente de imoralidade sexual) e libertinagem; idolatria (colocando alguma coisa, qualquer coisa, acima de Deus… seja dinheiro, seu tempo, ou seus pensamentos) e feitiçaria (isso pode incluir ler o horóscopo ou procurar uma benzedeira); ódio, discórdia, ciúmes (algo simples como ciúmes está na lista junto com feitiçaria e imoralidade sexual), ira (ficar enfurecido… Como está indo nesse aspecto? Com aqueles que moram com você, seus colegas de trabalho, no trânsito, com as crianças, pais, esposa?), egoísmo, dissensões, facções e inveja (olhando para as coisas dos outros e desejando que você pudesse tê-las), embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.”
     Não se engane. Se qualquer uma destas coisas descreve seu estilo de vida, sua maneira de viver, não pense que herdará o Reino de Deus. Você pode “ir para igreja” todos os dias e isso não vai mudar o que está escrito aqui. Temos a tendência de esquecer de lidar com as nossas próprias vidas e pensar que alguma forma de piedade vai salvar as nossas almas. Mas isso simplesmente não é verdade. Não é isso que diz aqui. A Palavra de Deus diz: “Não pense que alguém que vive dessa maneira pode ir ao Céu”. Isso é verdade porque existe algo chamado pecado e o salário do pecado é sempre a morte. Isso faz parte da natureza do universo. E só existe UM Homem, JESUS, que pode nos livrar!

O Inferno existe

     Vamos voltar e conversar um pouco mais sobre essa ilusão dos dias de hoje que diz: “O Inferno não existe”. Há um velho ditado que diz: “O homem que tenta provar que o Inferno não existe, geralmente tem um motivo pessoal que o leva a fazer isso”. O fato é que o Inferno realmente existe. Sendo isso verdade, Deus, que tem um esmero pela Sua Criação, certamente quer que essa informação seja disponível a nós! Ele quer que tenhamos consciência de que o Inferno é muito real. Não é algo que podemos eliminar só porque é desagradável. Ignorar o Inferno não fará com que vá embora, assim como ignorar a morte não fará com que ela vá embora. Inferno é real e precisamos entender que é real assim como o Céu é real.

Não é brincadeira

     Já ouvi algumas pessoas tratar Inferno levianamente. Dizem: “Bem, ao final das contas, é lá que todos os meus amigos vão estar, então, vai ser legal. Pelo menos vou ter amigos para fazer companhia lá comigo. Vai ser a maior festa!” Quero que você saiba que isso é uma maneira muito perigosa de pensar. Logo de cara, é ser ignorante das Escrituras—também é distorcido, não é Bíblico e é suicida. Inferno não vai ser uma brincadeira! Será um lugar de total escuridão. Será um lugar de choro e ranger de dentes. É difícil ter um tempo legal com seus amigos quando está em total escuridão e agonia. Deus é luz e Deus não vai estar presente lá. Você nem vai conseguir enxergar seu dedo na frente da sua cara. Não haverá luz nem o conforto de companheirismo lá.
     Em Apocalipse 14:11 diz: “e a fumaça do tormento de tais pessoas sobe para todo o sempre”. Apocalipse 20:10 diz: “Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre”. Não há divertimento ou diversão lá. E continua, e continua, e continua… Nada de tempos legais—só solidão patética e um clamor profundo por algo ou ALGUÉM que não está lá. Solidão total. Você estará completamente só neste lugar de tormento.

Escuridão total para sempre

     A pior parte sobre o Inferno é que é eterno. Se durasse somente 1.000 anos, depois que terminasse o primeiro dia poderia dizer consigo mesmo: “Bem, agora só restam mais 999,997 anos”. Mas não funciona assim. O Inferno é eterno.
     Mateus 25:46 “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” O Inferno é um castigo eterno—choro e ranger de dentes. Há um castigo eterno para aqueles que estão separados de Cristo e existe uma Vida Eterna para os justos. Alguns têm dito que este castigo é uma coisa que acontece de uma vez só… que nossas almas são totalmente destruídas e tudo acaba aí. Algumas pessoas te dirão que no Inferno não teremos mais problemas, porque seremos destruídos de uma vez por todas. Isso totalmente negligencia o que Deus tem dito sobre esse assunto. “A fumaça do tormento de tais pessoas sobe para todo o sempre.” Jesus usou a mesma palavra para vida “eterna” que Ele usou para castigo “eterno”. O tanto de tempo que o Céu permanecerá é o tempo que o Inferno existirá. Os dois são sinônimos nesse sentido. São paralelos um ao outro. Vida não termina de uma só vez.
     O Inferno é um lugar de fogo. Achamos esta descrição vez após vez. Talvez você esteja se perguntando: “Bem, como poderia ser um lugar de fogo e não ser consumido?” Você não acha que Deus, quem criou todas as coisas, é capaz de fazer QUALQUER COISA (lembra-se de Moisés e a sarça ardente que não se consumia)? Não importa se as nossas mentes fracas entendam isso ou não, Deus é capaz de fazer isso. Se recusarmos mudar nossas vidas e viver por Cristo e obedecê-Lo em toda área, então vamos acabar tendo esse lugar de fogo que nunca é consumido como nosso destino final. Isso é uma promessa que Deus tem feito. Ele não mente. Ele cumprirá sua promessa.
     “Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça.” (Mateus 13:40-43)
     Aparentemente, Jesus estava lidando com pessoas que não queriam dar ouvidos. Jesus disse: “Se tiver ouvidos, por favor, ouça o que estou dizendo”. Cristo com certeza não veio destruir o mundo, mas salvá-lo. Ele não quer que ninguém caia nas garras do Inferno. Ele não estava dizendo: “Bem feito! Alguns de vocês vão queimar no Inferno.” Ele estava dizendo: “Por favor, escute o que estou dizendo. Inferno é de verdade. Existe sim.” Por favor, julgue e alinhe sua vida de acordo. Haverá fogo—é FATO! Não estamos lidando aqui com a versão fantasiosa da vida após a morte. O Inferno é algo muito real que Jesus gastou muito do Seu tempo conversando com outros sobre esse assunto. É um lugar de fogo e um lugar de escuridão. Veja algumas outras palavras de Jesus sobre esse assunto:

     “E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus 25:30)

     “Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, seria melhor que fosse lançado no mar com uma grande pedra amarrada no pescoço.” Se a sua mão o fizer tropeçar, corte-a. É melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas mãos, ir para o Inferno, onde o fogo nunca se apaga.” (Marcos 9:42,43)
     Mais uma vez, para aqueles que alegam que o Inferno é aniquilação ou extermínio instantâneo, sabemos que Jesus não pode estar errado. E Jesus disse que o Inferno é um lugar de choro, e que o Inferno é um lugar de ranger de dentes. Como que uma pessoa que é, instantaneamente, vaporizada tem tempo para chorar? Como que eles têm tempo para ranger seus dentes? Obviamente, o Inferno não é aniquilamento instantâneo como alguns alegam.

     “…o seu verme não morre, e o fogo não se apaga.” (Marcos 9:48)

A alma está consciente

     É um lugar de escuridão, um lugar de fogo, um lugar de tormento. A alma está consciente. Não é em algum mundo de inconsciência onde você não entende nem reconhece nada. Aliás, em Lucas 16, Jesus puxa para trás um pouco a cortina e nos dá um vislumbre da eternidade. Enquanto que alguns querem rotular estes Ensinos de Jesus como “figurativo”, o contexto e o conteúdo indicam que Jesus estava sendo muito claro e sério sobre como a Eternidade realmente é. A natureza da Eternidade é exatamente como Jesus descreve! O que podemos acatar para nós mesmos?
     Lázaro é liberto das dificuldades da vida. Ele é liberto da pobreza, humilhação e vergonha que ele teve como um mendigo. No porvir, Lázaro estava com vestes de esplendor e grande riquezas. O Céu, na verdade, é sobre isso. Esse é o destino para aqueles que andam como Jesus andou e vivem como Jesus quer que eles vivam.
     Entretanto, o homem rico se viu numa situação bem diferente. O homem rico foi desprovido de todos os seus bens e toda a sua prosperidade. Toda a honra e dignidade do homem rico, todo o seu poder e capacidade de dizer às pessoas o que fazer, foi tirado dele. Ele estava exposto à ira de Deus e sofrendo a humilhação e a amarga angústia de estar separado de Deus na vida após a morte. O destino do homem rico foi esse, por causa das escolhas que ele fez durante a sua vida na terra.
     Em Lucas 16, podemos ver que o homem rico pediu para Lázaro colocar um pingo de água na sua língua. Isso em si quer dizer que ele não está inconsciente, mas percebe as coisas. Também, é claro, que o homem rico lembrou de seus irmãos que estavam sob perigo da mesma coisa. O Inferno não é um lugar de esquecimento onde não entendemos ou não sentimos as coisas. Há choro e ranger de dentes. A pessoa está ciente das coisas. Sofrimento intenso em total escuridão.

Castigo de acordo com o crime

     Uma pergunta comum que as pessoas fazem é: “Eternidade não é tempo demais para sofrer? Você não acha que eternidade é muito tempo como uma punição por alguns poucos anos de rebelião aqui na terra?” Isso é uma boa pergunta, mas tenho duas outras perguntas. Primeiramente, baseado em que então você acha que merece o Céu – um paraíso eterno e glória, paz, conforto, justiça e vida para sempre – por alguns poucos anos de abandono à vida no Sangue de Jesus? Como você pode merecer eternidade no paraíso em troca de poucos anos aqui na terra? De um lado parece fácil conceber isso, enquanto que tormento eterno por causa de alguns poucos anos de um viver egoísta por alguma razão não queremos aceitar. Isso não parece honesto e nem lógico, não é mesmo? Em segundo lugar, um juiz considera a pena de um crime de acordo com quanto tempo levou para cometer o crime? Ou ele considera a pena de acordo com a natureza drástica do crime envolvido?
     Digamos que uma pessoa cometeu um crime em apenas cinco segundos. Seria justo o juiz dar uma sentença de prisão perpétua por um crime que levou apenas cinco segundos para cometer? Por exemplo, assassinando seus filhos ou seu vizinho? Não demora muito para colocar uma bala no peito de alguém. E se alguém brutalmente matasse seu único filho, você teria algo a dizer ao juiz se ele desse a sentença de apenas cinco segundos na prisão, não acha? Ou mesmo por cinco anos…
     Não tem nada a ver com a duração do tempo do nosso pecado… entende? Tem a ver com duas coisas: Qual a natureza do crime? E quem foi o legislador que declarou aquilo como crime?
     Se você não obedecer ao bibliotecário, não existe tanta coisa assim que possa ser feito neste caso. Ele não tem muita autoridade. Entretanto, o governo do seu país carrega muito mais autoridade, não é mesmo? E então quando fazemos mal contra eles, uma pena maior pode ser dada a mim. Agora, considere a pena para aqueles que desafiam a Deus, Todo-Poderoso! Aqueles que desprezam seu Criador estão em terríveis apuros. Por causa da Majestade daquele que estabelece as Leis, a punição é muito mais severa e certa. Nós nos fazemos como deuses e alegamos que Deus não tem importância. “Vou fazer do meu jeito. Sou uma pessoa livre. Posso viver a minha vida como eu bem quiser”. É muita arrogância e um crime seriíssimo fazer nós mesmos como um deus.
     Deus diz que a feiúra do nosso orgulho ou inveja, egoísmo ou língua caluniosa mata o único Filho de Deus. Você diria que isso é um crime sério? É, quer veja assim ou não. E é por esta razão que o Inferno é um castigo eterno e a sentença é para sempre, não por um curto período. O livro de Apocalipse usa a frase “para todo o sempre” treze vezes. É usado dez vezes descrevendo o tempo da vida de Deus, o tempo de vida de Jesus Cristo e a adoração no Céu. As outras três vezes é usado “para todo o sempre” em referência à fumaça do tormento no Inferno. Conclusão: a duração da vida de Deus é a duração do tormento no Inferno. O inferno é sofrimento sem fim, o tempo todo consciente do que está acontecendo.
     Se isso não fosse o suficiente (e é!), ainda tem uma outra maneira de ver isso. Os nossos pecados nunca param conosco. Eles têm um efeito na vida de outras pessoas. Os nossos pecados machucam, afetam e influenciam outras pessoas. As nossas decisões e maneiras de viver têm um efeito e mudam as vidas de todos aqueles que encontramos. Por essa razão, não existe algo que podemos chamar de “pecadinho”.
     Um sábio uma vez disse: “Na ombreira da porta para o Inferno tem o seguinte dizer: ‘Aqueles que entram por essa porta, deixam toda esperança para trás’”. Não há esperança se passar por estes portões. Hebreus 10:31 diz, e não é sem razão, que é algo terrível cair nas mãos do Deus vivo… é uma coisa temerosa e horrível cair nas Suas mãos. Não há pesadelo que se compare e nem que chegue próximo ao terror de viver no Inferno por um minuto, muito menos por uma eternidade.

Mas óh, que oportunidade!

     Agora vamos considerar uma outra pergunta que muitas pessoas fazem… Você já se perguntou por que um Deus tão maravilhoso, bom, generoso, cheio de amor e glória iria permitir que um lugar tão terrível existisse? É porque esse lugar terrível não foi feito para VOCÊ!!! Uma das razões pelo qual que é tão ruim é porque não foi preparado para nós. Jesus disse que foi preparado “para o diabo e seus anjos”. Ele não quer que você vá para lá. É por isso que é um lugar tão terrível. Jesus disse que larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, o Inferno. A grande maioria das pessoas tomará este caminho largo e terrível que leva à perdição. Mas, não é o que Deus deseja para você!
     Você quer saber o que Ele tem para aqueles que total e completamente dão a sua vida a Ele? A Sua intenção é que vivamos em Sua plenitude onde o tempo não existe e o gozo transborda. Tenho certeza que já experimentou um momento quando estava com alguém ou numa circunstância que era fabulosa, um tempo fantástico. Olhou para o relógio pensando que tinha passado 30 minutos, mas na realidade passaram-se horas! O tempo não existia. É esse tipo de relacionamento que Jesus realmente quer ter conosco e nós também podemos ter com os outros. Onde o tempo não existe. Estamos tão consumidos e cheios de Seu gozo e juntos a Ele que excedemos os limites do tempo. As imposições, prioridades e todas as demandas das nossas circunstâncias, nossas preocupações, ansiedades—-tudo isso nem vêm ao caso. Não é isto que acontece quando estamos numa experiência de amor, exuberância e alegria que satisfaz, é real e pleno? Você perde a hora. "Olha só! Parecia que estávamos aqui somente alguns minutos." Todos nós já tivemos esta experiência nas nossas vidas onde Deus nos mostrou essa sombra de como pode ser com Ele; se apenas pudéssemos abrir os nossos olhos para vê-Lo. Tempo não existe no Seu reino.
     Deus sabe que se gastarmos o tempo para estar com Ele, Ele demonstrará o Seu caráter para nós de tal maneira que Ele será absolutamente irresistível. As qualidades do Seu caráter são invencíveis. O sentimento de estar perdido no tempo acontece quando há algo surpreendente no que está acontecendo. Tem algo que lança você longe destas coisas que te deixam pesado e cabisbaixo. De repente você fica deslumbrado por uma coisa que está fora da sua existência corriqueira. Jesus é assim. Ele está nos convidando: “Venha e ande comigo. Venha e arrazoemos juntos. Eu te deslumbrarei com todas as minhas qualidades de bondade, misericórdia e perdão eterno”.
     “A minha personalidade será tão atraente que não vai dar para resistir. Não conseguirá me resistir, então venha e ande comigo um pouco. Se parar só um pouco verá o Meu sorriso, o brilho nos Meus olhos, e como o vento sopra pelos Meus cabelos. Verá, ouvirá e experimentará coisas que te levam para uma outra realidade onde o tempo não existirá mais. A minha liderança e a minha força serão visíveis. Tenho uma resolução contra o pecado. Sou focado e tenho uma visão clara sobre o que a vida realmente é. E você ouvirá as Minhas risadas mais profundas e sentirá o calor do meu abraço encorajador. E, sei como te levar comigo! Venha e siga-Me. Mostrarei liderança a você. Eu sou forte. Vou te mostrar um caráter sólido e uma qualidade de vida que te fascinará tanto, a ponto de levar você a querer vir comigo porque é seguro e protegido onde estou. Vou te mostrar bondade e sensibilidade que penetrará o seu coração e a sua vida. Se você vier a Mim e lançar a sua vida miserável, cheia de si mesma, Eu te lavarei e purificarei, e colocarei o Meu Espírito dentro de você. Depois, Vou lapidar os diamantes e rubis e as pedras preciosas que estão lá. Trarei estas coisas à tona. Far-te-ei uma rainha, far-te-ei um rei”.
     Jesus tem todas essas qualidades. Ele é percebido em mil maneiras diferentes e é sábio além de expressão. Tudo isso descreve o Jesus—nosso Mestre. Ele é Jesus. Não é algum tipo de historinha infantil. Não é alguma coisa inventada sobre um deus distante que criou a terra e agora senta num trono grande e branco e todos então vamos ser julgados um dia. Isso é sobre a pessoa de Jesus e o Seu Pai que reina sobre nós. Se procurarmos, se tirarmos o tempo necessário para nos encontrarmos com Ele, absolutamente não haverá como resisti-Lo nem mais um segundo. O problema tem sido falta de disposição de nos abandonar em Suas mãos tão capazes e amáveis. Ele é digno de confiança, além da nossa imaginação. Mas por causa do nosso distanciamento, ficamos ocupados demais, muito egoístas, muito desleixados, enfim—simplesmente não tiramos o tempo para ser conquistados e atraídos a Ele.
     Ele está querendo construir um exército de seguidores, não uma teoria, lógica, ou doutrina ou coisa do tipo: “Segue-me ou irá para o inferno!”… Bem, é verdade, mas não tem nada a ver com o que Jesus veio mostrar aos doze. Você acha que eles estavam seguindo Jesus pelos campos porque Ele apontou o dedo e os ameaçou que eles iriam para o inferno se não O seguissem? Você recorda alguma passagem desse tipo? Foi isso que Ele fez quando foi e orou ao Pai a noite toda? Será que Ele falou: “Pai, me mostre o que eu devo dizer”? Então, ficou em pé e disse: “Vocês doze, venham comigo ou senão vão para o inferno!” Não. Eles queriam estar com Ele porque viram algo Nele que os deixaram maravilhados. Viram a Sua sabedoria, bondade e paciência. Viram liderança forte, caráter sólido. Alguém que podia sofrer as dificuldades da vida e encarar as coisas com os lábios encurvados em um sorriso e com coragem nos olhos. Eles queriam ser iguais a Ele, queriam estar com Ele. Não iriam a lugar nenhum porque não havia nenhum lugar que queriam estar a não ser ao lado Dele. Não era necessário ameaçá-los, e Ele não está nos ameaçando. Ele está nos convidando a vê-Lo por quem Ele é, e ver Suas qualidades atraentes e personalidade espetacular… para que possamos desejar estar com Ele, nessa vida e na próxima.

Convite para um casamento - é SEU!

     Pense sobre como as Escrituras descrevem como uma vida em Cristo e para Cristo vai culminar… você lembra? É um noivado e um banquete nupcial. Ele está nos deslumbrando dizendo: “Tenho esta confiança, diz o Senhor, que se você gastar tempo comigo e Me ver como realmente sou, não haverá outros interesseiros que compararão. Não há nada neste universo capaz de conquistar o seu coração como Eu posso, porque Eu te criei para Mim. As outras coisas têm te distraído, mas se você só tirar o tempo necessário para se aconchegar a Mim, verá o significado da vida. Quero que você case Comigo. Quero que você venha Comigo e seja Meu. Largue a sua vida de pecado e rebelião e venha a Mim. Jogue-se nos meus braços e Me deixe cuidar de você. Deixe-Me lavá-lo e fazê-lo mais branco do que a neve. Morri para que você pudesse ser limpo… Tome a sua cruz e siga-Me. Coloque a sua mão dentro da Minha e levarei você a um lugar que nunca jamais sonhou. E vamos ter um casamento, o mais lindo que você já viu!”
     E é este convite que tem, desde o começo, trazido pessoas à procura dEle. E é o convite para nós, também. Este é o convite para “orar”. Este é o convite para “obedecer”. É sobre isso. Não é um conceito doutrinário e externo. É um anseio, um almejo do nosso interior. É considerar tudo que Ele é e está dizendo e dizer: “Não consigo viver sem isso! E nem quero viver sem isso! Não consigo considerar viver fora da Sua vontade para minha vida e fora dos Seus propósitos. Quero seguir o Cordeiro aonde Ele for. A qualquer custo, o que Ele deseja da minha vida – pertence a Ele!! Ele é o Pão da Vida, é achado Nele o meu sustento e minha satisfação. Ele é aquela expressão de liderança, bondade, perdão e misericórdia e sem Ele não consigo viver, e que nunca iria querer viver sem. Quero vê-Lo ser forte. Quero vê-Lo ser severo. Quero vê-Lo ser bondoso. Quero vê-Lo ser compassivo e cheio de amor. E vê-Lo ser sábio além da minha imaginação. E QUERO ESTAR AO SEU LADO! Quero ouvir cada palavra que Ele diz. Não quero ficar mais do que um passo Dele para o resto da minha vida. Não posso dar as costas a Ele por causa do meu orgulho ou preguiça ou porque fiquei machucado. Não posso dar as costas a Ele. A perda simplesmente é muito grande. A tentação existe, mas a perda seria demais”.

Última chance? Não perca!

     Espero que você tenha dado a sua vida a Jesus e se arrependido do pecado—jogando longe qualquer tipo de maldade, perversidade e egoísmo. Espero que você esteja vivendo para Ele e tomando as suas decisões para Ele e nEle e não dando desculpas para continuar naqueles maus hábitos aparentemente “pequenos” e vivendo em maneiras carnais de pensar. Em outras palavras, espero que você tenha abandonado sua vida em Seus braços e conseqüentemente tem sido lavado em Seu Sangue. Não tem nenhuma desculpa para um viver mesquinho. Deus tem algo em mente muito melhor para você. O Inferno é um lugar real; não é uma fantasia. Deus não brinca com a Sua criação. A Bíblia não mistura fantasia com realidade. Deus não faz ameaças à toa… nem uma sequer. Independente de quão difícil aparenta ser, nós teremos que lidar com todas estas verdades.
     Naquele “grande e terrível dia”, para aqueles que têm vivido para si mesmos e pelas suas próprias opiniões, cada um ficará em pé diante do Trono para “ser julgados de acordo com o que havia feito”. Não haverá nenhuma desculpa; não haverá outras oportunidades; não haverá exceções ao Julgamento devido. Aqueles que não estão vivendo agora em abandono à Vontade do Filho de Deus, Jesus Cristo e Seus Mandamentos… serão separados de sua família pelos demônios do Inferno e eternamente banidos em tormento e solidão à fúria vil e repugnante do Inferno ardente de satanás. Isso vai acontecer. É algo muito real. Eu tremo ao pensar sobre o que espera uma pessoa que está fora de Cristo e se recusa a obedecê-Lo. Será algo muito, muito horrível, tanto para as multidões de “cristãos” não convertidos (Mt. 7) como para aqueles que nunca afirmaram conhecê-Lo.
     Algumas pessoas têm escutado vez após vez após vez, mas têm rejeitado fazer algo sobre o que ouviram. Dizem muitas palavras santas, mas suas ações não mostram a mesma coisa. Têm muitas folhas, mas absolutamente nenhum fruto. Jesus amaldiçoou a figueira por essa mesma razão. Em Lucas 12:47 e 48 diz que o castigo mais severo, os lugares mais quentes no Inferno, são para aqueles que entendem a vontade do Mestre mas não fazem a Sua Vontade. Eles não se preparam para encontrar com Jesus. Para aqueles que ouvem as palavras do Mestre e, ou recusam obedecê-las ou não se preparam para Ele, o lugar mais quente no Inferno os aguarda.
     Sei que muitas pessoas, muitas mesmo, têm ouvido e escutado e entendido estas coisas vez após vez. Você é uma destas pessoas? Você tem certeza que tem um amanhã? Alguns de vocês não terão. Para alguns de vocês, seu cabelo está ficando grisalho e seu tempo está bem curto. Quero que você entenda a realidade disso, assim como Jesus deixou abundantemente claro, vez após vez. Se você tem provado sua falta de arrependimento ou tem se recusado a submeter-se ao Seu Senhorio por teimosamente insistir em seus maus hábitos e fazer a sua própria vontade ao invés da Dele, então este pecado irá te custar a sua alma. Por ser obstinado e recusar-se a obedecer a Sua vontade, sua vida e sua alma será exigida de você. Não pense, “Tenho mais alguns anos para deixar a minha vida em ordem”. Talvez Deus diga a você: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida!” É tolice lidar com o futuro como algo certo. Clame a Ele enquanto está perto.
     Mas lembre-se, se você vir a Cristo, que traz salvação plena e livre… então todos esses pecados se vão. Já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, que vivem Nele e andam no Seu amor, misericórdia e compaixão. Mas é uma decisão que você tomará… de uma vez por todas. Temos uma memória no porvir e espero que a sua memória não seja cheia de remorso no Inferno abrasador. “Como gostaria de ter obedecido a Jesus e corrido para Seus braços abertos para mim!” Espero que esse não seja o seu remorso. Espero que onde esteja agora, acerte as coisas com Jesus e entregue a sua vida a Ele completamente porque não há salvação sem isso: essa é a definição de fé Bíblica. Quero que você entenda o que Deus quer que você tenha e que seu lugar NÃO é o lugar que foi preparado para o diabo e seus anjos!
     O Inferno não foi preparado para você. Escolha algo diferente para a sua vida. Combinado? Venha e Descubra o que Ele TEM preparado para você!
     Jesus falou muito mais sobre o Inferno do que sobre o Céu. Aliás, Jesus falou mais sobre o Inferno praticamente do que qualquer outro assunto durante os seus dias aqui na terra. Ele queria deixar esse fato muito claro para nós. Acho então que consegui ver quão grande injustiça seria não esclarecer tal ponto que foi tão proeminente nos ensinamentos de Jesus. Se não trouxéssemos essa verdade até você na mesma proporção que Jesus o fez, então não estaríamos “andando como Jesus andou”. “Uma vez que conhecemos o temor ao Senhor, procuramos persuadir os homens,” foram as palavras de Paulo. Ele certamente tinha uma clareza sobre o que vinha a ser tudo isso. Certa denominação fez uma pesquisa entre os seus membros e descobriu que dois terços nem acreditavam na existência de um lugar eterno de tormento chamado Inferno. Ser religioso nem sempre quer dizer que você entende o que Deus disse sobre o destino eterno da Sua criação, seja no paraíso ou no tormento. Tenho certeza de que intelectualmente a maioria de nós crê na versão fantasiada do Inferno, mas ser capaz de ouvir e entender com os ouvidos do coração os gritos de agonia de milhões de pessoas que neste momento estão em tormento, é mais difícil de captar. De realmente acreditar que eles estão no tormento do Hades, no fogo de tormento agora é um pouco mais difícil de apreender. Mas está acontecendo. E aqueles que estão cheios de fé, cheios do Espírito Santo, irão entender e serão capazes de realmente escutar estes gritos e isso irá motivá-los a contar a outros.




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A igreja da casa

At 2.46; 5.42; Rm 16.4,14,15; 1Co 16.15, 19; Cl 4.15.
     Os textos acima nos mostram como o Espírito Santo conduziu a igreja a concentrar seu trabalho nas casas. Não há construção de templos no novo testamento. Os cristãos judeus usavam o templo em Jerusalém, mas é importante lembrar que:
a) O templo judaico não era feito para reuniões da igreja, mas para o ritual do sacrifício judaico.
b) Os cristãos judeus se reuniram ali, por causa de seu costume.
c) Eles não se reuniam dentro do templo, mas no átrio exterior, no pórtico de Salomão (At 5.12);
d) Apenas uma pequena parte da igreja cabia naquele lugar.
e) O pórtico de Salomão era um lugar público, onde havia muitos incrédulos. Muita gente entrava e saia a vontade. NÃO ERA UM LUGAR QUE PERTENCIA A IGREJA.
f) Era no Pórtico de Salomão que os escribas mantinham suas escolas e seus debates (ver Mc 11.27; Lc 2.46;19.47; Jo 10.23-24), e ali é que os comerciantes e cambistas tinham instalado as suas mesas (Jo 2.14-16) . Jesus declarou que era "casa de meu Pai" porque ele ainda não havia morrido, e o véu não havia sido rasgado e o Espírito Santo não tinha sido derramado. Ainda estava num contexto judaico-religioso.
g) Quando a igreja sai de Jerusalém e vai para o mundo todo, JAMAIS SE OUVE FALAR DA CONSTRUÇÃO OU USO DE TEMPLOS. A igreja, no mundo gentio, se reunia nas casas.

Templos Religiosos

 Casas dos Irmãos

FRIOS

CALOR HUMANO

IMPESSOAIS

RECEPTIVAS

ASPÉCTO RELIGIOSO

DEMONSTRAM VIDA

CUSTAM DINHEIRO

JÁ ESTÃO PRONTAS

SEPARAÇÃO ENTRE VIDA NATURAL (DIA A DIA) E VIDA CRISTÃ

O SEU USO INTRODUZ A OBRA DE DEUS NO CONTEXTO DA VIDA NATURAL DO DISCÍPULO

MASSIFICAM A OBRA

GRUPOS PEQUENOS QUE PRODUZEM COMUNHÃO VERDADEIRA

FRUTO DA RELIGIOSIDADE DO HOMEM

INDICAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO PARA A IGREJA

   As igrejas nas casas, por serem pequenas, favorecem o desenvolvimento de uma verdadeira comunhão entre os irmãos, um atendi-mento e cuidado específico com cada um e o desenvolvimento da vida e do serviço de cada discípulo.
      Acredito que nos últimos anos a pergunta que mais me incomoda é a famosa: de que igreja você é? O que pra mim soa como: que time você torce?, qual é o teu clube? Só o fato de estar escrevendo sobre isso neste exato momento sinto uma leve auteração nos meus batimentos cardíacos. Embora a maioria dos cristãos demonstrem profundo conhecimento de que a igreja não é formada de tijolos e concreto, é quase inevitável deixar de solicitar o cracha de identificação denominacional. A verdade é que tal atitude demonstra claramente como a igreja moderna tem concebido com muita sutiliza o conceito de divisão. Mas nem sempre foi assim. Bíblicamente e históricamente percebemos que a igreja, a qual se reunia nas casas, nos deixou uma herança através de um exemplo prático e simples de como ser igreja. Eles não viveram como igreja perfeita, isso é verdade, como também não haverá igreja perfeita formada por homens imperfeitos, mas ao estudarmos um pouco o testemunho que escreveu a história da igreja dos primeiros séculos, podemos no mínimo rever algumas atitudes e quem sabe se esforçar para voltar a praticar as mesmas obras. Olhando desta forma o primeiro ponto que podemos considerar é o porque eles se reuniam nas casas, não demonstrando nenhum interesse em construir templos ou edificios os quais comportariam um número maior de cristãos para cultuar e ter comunhão. Para confirmar esta atitude da igreja primitiva, vamos analizar alguns textos da bíblia.

- Saulo devastava a igreja. Indo DE CASA EM CASA... (At 8:3)
- E [os que haviam crido...] partiam o pão DE CASA EM CASA... (At 2:46)
-
...mas ensinei-lhes tudo publicamente e DE CASA EM CASA. (At 20:20)
- Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus ...saudai igualmente a igreja que se reúne NA CASA DELES. (Rm 16:3,5)
- Áqüila e Priscila os saúdam afetuosamente no Senhor, e também a igreja que se reúne NA CASA DELES.  (1 Co 16:19)
- Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne EM SUA CASA. (Cl 4:15)
- ...a você, Filemom, ... à irmã Áfia, a Arquipo... e à igreja que se reúne com você EM SUA CASA...(Fl 2)
- Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais EM CASA, nem lhe deis as boas-vindas.  (2Jo 10)
- (ver também At 2:2; 9:11; 10:32; 12:12; 16:15, 34 e 40; 17:5; 18:7; 21:8)


     A simples razão da igreja primitiva se reunir nas casas era o fato de que somente reunidos nos lares com pequenos grupos eles poderiam praticar e viver um testemunho que correspodesse com os ensinamentos de Jesus. Por isso quando um grupo no lar crescia eles simplesmente se multiplicavam de casa em casa. Veja as principais razões da igreja na casa citadas por Mark Meza:

(1) O lar é o ambiente natural para tratarmos uns aos outros
Todas as instruções apresentadas pelos apóstolos com respeito à reunião eclesial, encaixam-se melhor em um ambiente de grupo pequeno como é o lar. As práticas eclesiais apostólicas normativas como a participação mútua (Hb 10:24, 25); o exercício dos dons de cada membro (1Co 14:26); a edificação dos irmãos, em grupos, por ser uma comunidade em contato intencional face-a-face, (Ef 2:21,22); a refeição comunal (1Co 11); a transparência e responsabilidade sinceras dos membros uns para com os outros (Rm 15:14; Gl 6:1, 2; Tg 5:16, 19, 20); a liberdade de fazer perguntas e de ter diálogos interativos (1Co 14:29-40); e a koinwníiva /koinonía/ (vida compartilhada) do Espírito orientada à  liberdade (2Co 3:17; 13:14) todas funcionam melhor em um ambiente de grupo pequeno tal como uma casa.
Em suma, as mais de cinqüenta exortações de "uns com os outros" que há no Novo Testamento não podem ser obedecidas e postas em prática devidamente, se não for no ambiente doméstico. Por esta razão, a reunião eclesial no lar leva eminentemente à realização do propósito eterno de Deus, um propósito centrado no "ser juntamente edificados" de um Corpo à semelhança do Ungido (Ef 2:19-22).

(2) O lar representa a simplicidade da vida cristã
O lar representa a humildade, naturalidade e simplicidade de coração, características salientes da igreja primitiva (At 2:46; 2Co 11:3). Tipicamente, o lar é um lugar muito mais humilde que os imponentes edifícios religiosos de nossos dias, com suas torres altas, elegantes decorações e espaçosas naves. Deste modo, a maioria dos modernos edifícios do tipo ‘igreja’ parecem refletir mais a ostentação deste mundo que ao manso e humilde Salvador cujo nome carregamos.
Em contraste, os cristãos primitivos procuravam atrair a atenção para seu Senhor Ressurreto, ao invés de para si mesmos ou para suas próprias realizações. Ademais, geralmente os gastos de um edifício religioso custam muita perda financeira aos irmãos. Quão mais generosas seriam suas mãos para sustentar obreiros apostólicos (missionários) e para ajudar os pobres, se não tivessem que levar uma carga tão pesada.

(3) O lar reflete a natureza familiar da igreja
Há uma afinidade natural entre a reunião no lar e o motivo familiar da igreja de que estão impregnados os escritos de Paulo. Por ser o lar o ambiente natural da família, ele proporciona uma atmosfera propícia à ejkklesíiva /ekklesía/, a mesma atmosfera de que era impregnada a vida dos cristãos primitivos. Em total contraste, o ambiente artificial que oferece o edifício eclesiástico promove um clima impessoal que, por sua vez, inibe a intimidade e a responsabilidade mútua. O edifício eclesiástico produz uma rigidez sufocante, contrária à grata atmosfera não-oficial da reunião no lar. Ademais, é muito fácil ‘perder-se’ em um vasto e complexo edifício. Devido à natureza espaçosa e remota da igreja-basílica, não é difícil que as pessoas passem despercebidas ou pior, que se ocultem em seus pecados. Não é assim no lar, onde todas nossas verrugas podem ser percebidas. Na reunião no lar, cada um é reconhecido, aceitado, alentado e ajudado.
Além disso, a maneira formal como as coisas acontecem em uma igreja-basílica, tende a desanimar a reciprocidade e espontaneidade mútuas que caracterizavam as reuniões eclesiais primitivas. Por outro lado, a arquitetura de um edifício de igreja induz a passividade. A estrutura interior do edifício não está projetada para que haja comunicação interpessoal, coesão social, ministério mútuo ou confraternização. Ao contrário, está projetada para uma rígida comunicação unidirecional do púlpito para os bancos, do líder para a congregação.
A este respeito, o típico edifício de ‘igreja’ não é diferente de um salão de conferências ou de um teatro onde a congregação fica cuidadosamente acomodada nos bancos (ou cadeiras) para ver e escutar o pastor (ou sacerdote) que fala do púlpito. O público tem sua atenção presa a um só ponto, o líder clerical e seu púlpito. (Nas igrejas litúrgicas, a mesa/altar ocupa o lugar do púlpito como ponto central de referência.) Além disso, o lugar onde ficam o pastor e sua comitiva, normalmente é mais elevado que os assentos da congregação. Tal arranjo não só reforça a divisão que há entre clero e laicato, como também nutre a mentalidade de espectador que aflige a maior parte do Corpo do Ungido hoje em dia. Com respeito a isto, W.J. Pethybridge observa sabiamente:
Na reunião de um pequeno grupo que acontece na amistosa união de um lar, todos podem conhecer-se uns aos outros, e os relacionamentos são mais reais e menos formais. Como trata-se de um número menor de pessoas, torna-se possível que todos tenham participação ativa na reunião, e assim todo o Corpo de Cristo presente pode funcionar... Ter um edifício especificamente para reuniões, quase sempre implica a idéia de uma pessoa especial como ministro, o que resulta em um ‘ministério de um só homem, e impede o pleno exercício do sacerdócio de todos os crentes (The Lost Secret of The Early Church /O segredo esquecido da igreja primitiva/).
Fica, assim, claro que os cristãos primitivos tinham suas reuniões no lar para expressar o caracter  da vida da igreja. Isto é, reuniam-se nas casas para possibilitar a dimensão familiar de sua adoração, comunhão e ministério mútuo. As reuniões no lar aconteciam de forma tão natural que os santos sentiam que os interesses da igreja eram seus interesses. Isso criava um sentido de união entre eles e a igreja (em vez de distancia-los dela, como acontece com muita freqüência hoje em dia, os membros assistem ao culto mais como espectadores distantes do que como participantes ativos).
A reunião eclesial caseira propiciava tanto a conexão como as relações profundamente arraigadas que devem caracterizar a ekklesía. O espírito da reunião no lar proporcionava aos santos uma atmosfera familiar na qual acontecia o verdadeiro companheirismo de conviver ombro a ombro, em contato direto e em completo acordo. Produzia um clima que fomentava a sincera comunicação, a coesão espiritual e a comunhão sem reservas, características indispensáveis à plena experiência e florescimento da koinwníiva /koinonía/ (comunhão compartilhada) com o Espírito Santo, para a qual fomos destinados. Em todas estas manifestações, a reunião eclesial caseira não apenas é fundamentalmente bíblica, mas difere vividamente do serviço religioso moderno de estilo púlpito-bancos, onde os crentes se vêem forçados a se confraternizar durante uma ou duas horas com a nuca de alguns que estão à sua frente. Em suas análises a respeito do lugar de reunião da igreja, Watchman Nee faz a seguinte observação:
Em nossas congregações de hoje devemos retornar ao princípio do ‘cenáculo’. A planta baixa é um lugar para negócios, um lugar onde os homens entram e saem; mas há mais de atmosfera do lar no aposento alto, pois as reuniões dos filhos de Deus são negócios familiares. A Última Ceia aconteceu em um aposento alto, bem como o Pentecostes, e a reunião [de Troas]. Deus quer que a intimidade do ‘aposento alto’ seja a marca das reuniões de seus filhos, não a rígida formalidade de um imponente edifício público. É por isso que, na Palavra de Deus, Seus filhos se reúnem na atmosfera familiar de um lar privado... devemos tratar de fomentar as reuniões nos lares dos cristãos... os lares dos irmãos quase sempre preenchem as necessidades das reuniões eclesiais (The Normal Christian Church Life /A vida normal da igreja cristã /.)

(4) O lar molda a autenticidade espiritual
Vivemos em uma época em que muitas pessoas, especialmente os jovens, estão em busca de autenticidade espiritual. Para muitos deles, as igrejas que se congregam em anfiteatros, em catedrais de cristal e em edifícios majestosos com torres de marfim, parecem superficiais e frívolas. Em contraste, a igreja que se congrega em um lar é um frutífero testemunho de autenticidade espiritual, principalmente,  para os perdidos que estão céticos a respeito das instituições religiosas que constroem encantadores edifícios de milhões de dólares.
Muitos perdidos não assistirão a um moderno serviço religioso celebrado em uma igreja-basílica em que se espera que os que assistem vistam-se ‘adequadamente’ para a ocasião. Mas eles não se sentirão intimidados ou inibidos ao reunirem-se na comodidade natural da casa de alguém, onde podem ser ‘eles mesmos’. A atmosfera informal do lar, em contraste com o edifício eclesiástico, é muito mais atrativa para eles. Talvez esta tenha sido outra razão porque os cristãos primitivos preferiam o simples ambiente de uma casa para adorar a seu Senhor, em vez de erigir santuários, capelas e sinagogas, como faziam as demais religiões de sua época.
Ironicamente, muitos cristãos modernos crêem que sem um bom edifício, seu testemunho ao mundo será de alguma forma inibido, e o crescimento da igreja prejudicado. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. Indagado sobre a razão de a igreja primitiva não ter construído edifícios até o terceiro século, Howard Snyder observa:
...Os edifícios podem ser bons para qualquer outra coisa, mas não são essenciais nem para o crescimento numérico nem para alcançar profundidade espiritual. A igreja primitiva tinha estas duas qualidades, e até recentemente o período de mais vitalidade e crescimento da igreja foi durante os primeiros dois séculos d.C. Em outras palavras, a igreja cresceu mais rápido que nunca quando não tinha a ajuda — ou o empecilho — dos edifícios eclesiásticos (The Problem of Wineskins /O problema dos odres/, usado com permissão do autor).

(5) O lar é testemunha de que o povo constitui a casa de Deus
Com freqüência, se associa a noção de ‘igreja’ a um edifício (comumente chamado ‘santuário’).  No entanto, a Bíblia deixa bem claro que os crentes, não tijolos e  argamassa, são a morada de Deus, e são chamados "a casa de Deus". Enquanto no judaísmo o templo era o lugar sagrado de reunião, no cristianismo a comunidade de crentes é que constitui o templo.
O local da reunião cristã primitiva ia frontalmente contra os costumes religiosos do primeiro século. Os judeus projetavam edifícios para sua adoração coletiva (sinagogas), e o mesmo faziam os pagãos (santuários). Assim, tanto o judaísmo como o paganismo ensinam que deve haver um lugar consagrado para a adoração divina. Mas não era assim com o cristianismo. No primeiro século, a igreja primitiva era o único grupo religioso que se reunia exclusivamente nos lares. Embora fosse muito natural que tivessem seguido sua herança judaica, erigindo edifícios apropriados para suas necessidades, não foi o que fizeram. Talvez os crentes primitivos tenham antevisto a confusão que os edifícios consagrados haveriam de produzir, e portanto, deixaram de erigi-los para preservar o testemunho de que o povo constituía as pedras vivas que formam a habitação de Deus.

Conclusão
O que temos dito até aqui pode ser reduzido a esta simples mas profunda observação: a localização social da reunião eclesial expressa o caracter da igreja e exerce influência sobre a mesma. Portanto, a localização espacial da igreja tem um significado teológico. No típico ‘santuário’ ou ‘capela’, o púlpito, os bancos (ou assentos) e o espaço individual exíguo ao redor de pessoas sentadas transpiram um ar formal que inibe a interação e o convívio. Em contraste, as características peculiares de um lar, o limitado número de assentos, a atmosfera informal, o ambiente propício a refeições compartilhadas, contêm um subtexto relacional que beneficia a ministração mútua.

     Expressado de forma simples, a igreja primitiva se reunia nas casas de seus membros por razões espiritualmente justificáveis, enquanto a moderna igreja-basílica sufoca essas razões. Com respeito às atuais implicações da reunião eclesial nas casas, Howard Snyder observa sabiamente:
Provavelmente as igrejas no lar têm sido a forma mais comum de organização social cristã de toda a história da igreja... Não obstante o que pudéssemos pensar se simplesmente olhássemos ao nosso redor aqui, centenas de  milhares de igrejas no lar cristãs existem hoje na América do Norte, América do Sul, Europa, China, Austrália, Europa Oriental e em muitos outros lugares ao redor do mundo. De certo modo, são a igreja subterrânea, e como tal, representam o segmento oculto da história da igreja. Mas, embora estejam ocultas, e não sejam, na maioria dos lugares, a forma culturalmente dominante, provavelmente estas igrejas no lar representam o maior número de cristãos em todo o mundo... O Novo Testamento nos ensina que a igreja é uma comunidade em que todos têm dons e todos têm ministério. Como o ensinam as Escrituras, a igreja é uma nova realidade social que modela e encarna o respeito e a boa vontade para com as pessoas que vemos no próprio Jesus. Este é o nosso elevado chamado. E sem dúvida, com freqüência a igreja trai este chamamento. As igrejas no lar são a maneira de se abandonar esta traição e este paradoxo. Uma comunidade na qual está-se em contato direto uns com os outros, enseja o respeito mútuo, a responsabilidade mútua, a submissão mútua e o ministério mútuo. A sociologia da igreja no lar incentiva o sentido de igualdade e de dignidade mútua, mesmo que não a garanta, como no caso da igreja de Corinto... No modelo de igreja no lar, a igualdade e o ministério mútuos não são resultado de algum programa nem de um processo educacional, pois são inerentes às características da própria igreja. Como na igreja no lar todos são apreciados e conhecidos, todos têm um lugar. A igreja no lar proporciona um ambiente de boa vontade e estímulo mútuos que tende a fomentar uma ampla gama de dons e ministérios. Os princípios neotestamentários do sacerdócio dos crentes, os dons do Espírito e a ministração mútua se encontram mais naturalmente neste contexto informal... As igrejas no lar são revolucionárias porque encarnam o ensino radical de que todos têm dons e todos são ministros. Oferecem esperança de curar o Corpo do Ungido de algumas de suas piores heresias: que alguns crentes são mais valiosos que outros, que só alguns cristãos são ministros, e que os dons do Espírito já não funcionam em nossa era. Estas heresias não podem ser sanadas só na teoria ou na teologia. Devem ser sanadas, na prática, na forma social da igreja. (Extraído de uma dissertação intitulada "Why House Churches Today? /Para que igrejas no lar hoje?/", apresentada no Seminário Teológico Fuller, em 24 de fevereiro de 1996. Usado com permissão do autor.)
Embora o lugar normativo de reunião da igreja neotestamentária seja claramente o lar, isto não quer dizer que nunca seja apropriado que a igreja se reuna em um local que não seja o lar. Em ocasiões especiais, quando era necessário que "toda a igreja" se reunisse, a igreja em Jerusalém se reunia em prédios amplos, como os átrios abertos do templo e o pórtico de Salomão (At 2:46a; 5:12). Mas tais reuniões de grupos numerosos não competiam com o local normativo da reunião eclesial regular, que era a casa (At 2:46b); tampouco estabeleceram um precedente bíblico para que os cristãos construíssem seus próprios edifícios. (Os prédios do templo e o pórtico de Salomão eram lugares públicos, ao ar livre, que já existiam antes que aparecessem os primeiros cristãos.)
Esses recintos para grupos grandes simplesmente acomodavam toda a igreja quando era necessário congregá-la para um propósito em particular. Nos primórdios da existência da igreja, os apóstolos usavam esses recintos para reuniões especiais de ensino para o vasto número de crentes e inconversos de Jerusalém (At 3:11-26; 5:20, 21, 25,42). (Os casos que encontramos em que os apóstolos iam à sinagoga, não devem confundir-se com as reuniões regulares da igreja. Eram reuniões evangelísticas destinadas a pregar o evangelho aos judeus inconversos. Enquanto a reunião eclesial é principalmente para a edificação dos crentes, a reunião evangelística é principalmente para a salvação dos perdidos.
Talvez o Espírito Santo tenha guiado, ou guie, de vez em quando alguns a congregar-se em um edifício. Mas o Espírito só o fará se verdadeiramente convier aos propósitos do Senhor e se for dirigido por Ele, e não pelo zelo, pela energia ou pela maquinaria publicitária humanos, como freqüentemente acontece. Portanto, devemos guardar-nos contra a tendência carnal de praticar algo por representar a última moda do dia. Que o Senhor nos livre de cair no perigo do antigo Israel quando embarcaram na aventura de ir "atrás das nações."
Convenhamos, não há algo que temos a aprender da prática apostólica de reunir-se nos lares? As reuniões da igreja no lar não deveriam ser mais a regra que a exceção, tendo-se em vista os benefícios vinculados a elas? Não deveríamos arrepender-nos de nossa crítica carnal e do injustificado temor que temos das igrejas que se reúnem exclusivamente nos lares, as quais condenamos indevidamente a uma posição subnormal? Que Deus nos livre de adotar insensatamente o atual complexo de edifícios por acharmos que é o convencional que se deva praticar.
Após examinarmos a evidência bíblica com respeito ao local da reunião eclesial, a pergunta que fica em nossa mente, em vez de: "Por que algumas pessoas se reúnem nos lares?", não deveria ser: "Por que muitas pessoas não se reúnem nos lares?!"




Índice de Artigos
Jesus: Real - Não relíquia, Fato - Não artefato,
Cabeça - Não cabeçalho

Seu Convite

     O convite de Deus estendido para o mundo inteiro é de ser um Lar junto com o Pai, Filho e o Espírito Santo, uma Noiva a qual já se aprontou para a volta do seu Noivo lindo, Jesus. (João 13-15, Efésios 2-5, Apocalipse 19:7). Pense sobre como as Escrituras descrevem a vida em Cristo e para Cristo vai culminar... você se lembra? É um noivado—um banquete nupcial! Deus está nos convidando dizendo: “Existe uma confiança da minha parte que se você gastar tempo comigo e Me ver como realmente sou, não haverá outros interesseiros que se compararão. Não há nada neste universo capaz de conquistar o seu coração como Eu posso—porque Eu o criei para Mim. As outras coisas o têm distraído, mas se apenas você tirar o tempo necessário para se aconchegar a Mim, verá o significado da vida. E vamos ter um casamento!”

“Então se prepare, Noiva.”

     Este convite tem, desde o começo, trazido pessoas à procura dEle. E é o convite para nós, também. Esse é o significado. Não é um conceito doutrinário e externo. É um anseio, um almejo do nosso interior. É considerar tudo que Ele é e dizer: “Não consigo viver sem Ele ou sem aquilo que é precioso e importante para Ele! E nem quero viver sem isso! Não consigo imaginar viver fora da Sua vontade para minha vida ou fora dos Seus propósitos. Quero seguir o Cordeiro aonde Ele for. A qualquer custo, o que Ele deseja da minha vida – pertence a Ele!! Ele é o Pão da Vida, é achado Nele todo meu sustento e minha satisfação. Ele é a expressão de liderança, bondade, perdão e misericórdia que não consigo viver sem—e nem quero! Quero vê-Lo ser forte. Quero vê-Lo ser severo. Quero vê-Lo ser bondoso. Quero vê-Lo ser compassivo e cheio de amor. E vê-Lo ser sábio além da minha imaginação. E QUERO ESTAR AO LADO DELE! Quero ouvir cada palavra que Ele diz. Não quero ficar mais do que a um passo dEle para o resto da minha vida. Não posso dar as costas a Ele por causa do meu orgulho egoísta ou preguiça ou porque fiquei machucado. Não posso dar as costas a Ele. A tentação existe, mas a perda seria demais.

     Jesus tem todas essas qualidades. Ele é percebido em mil maneiras diferentes e é sábio alem de expressão. É o nosso Mestre. É Jesus. Não é algum tipo de historinha infantil. Não é alguma historinha inventada sobre um deus lá longe que criou a terra e agora senta num trono grande e branco. Isso é sobre a pessoa de Jesus e o Seu Pai que reinam sobre nós. Se procurarmos, se tirarmos o tempo necessário para nos encontrarmos com Ele, absolutamente não haverá como resisti-Lo. O problema tem sido falta de disposição de nos entregar em Suas mãos tão capazes e amáveis. A Sua integridade de caráter é além do que podemos imaginar. Mas muitas vezes não enxergamos por causa do nosso distanciamento, nossa tendência de nos ocuparmos de mais, de sermos muito egoístas, muito desleixados ou de simplesmente não tirarmos o tempo para sermos conquistados e atraídos por Ele.

     O Pai sabe que se gastarmos o tempo para estar com Ele em Seu Filho, então Ele nos demonstrará o Seu caráter de tal maneira que Ele será absolutamente irresistível. As qualidades do Seu caráter são invencíveis. Há algo em estar com Ele que lançará você longe de todas estas outras coisas que o deixam pesado e cabisbaixo. De repente você fica deslumbrado por uma coisa que está fora da sua existência corriqueira. É JESUS! E Ele está nos convidando para vir e andar com Ele. Ele o deslumbrará com todas as Suas qualidades de bondade, misericórdia e perdão eterno.

     Você verá o Seu sorriso e o brilho em Seus olhos. Verá como a brisa suave levanta Seus cabelos. Verá, ouvirá e experimentará coisas que o levam para uma outra realidade, e lá tempo não existirá mais (Ap. 1:12-18). Verá Sua liderança e Sua força. Verá como tem uma resolução contra o pecado. Verá que Ele tem um foco e visão clara sobre o que a vida realmente é para ser. Ouvirá até as profundezas das Suas risadas e sentirá o calor dos Seus abraços encorajadores.

     Venha e siga-O. Mostrará liderança a você. Mostrará o que significa força. Demonstrará um caráter sólido e uma qualidade de vida que fascinará você tanto que o levará a querer estar ao Seu lado porque onde Ele está é seguro e protegido. Mostrará bondade e capacidade de sentir as coisas que penetrarão seu coração e a sua vida. Se você vier a Ele e deitar a sua vida miserável e egoísta, Ele o lavará e o purificará, e colocará o Seu Espírito dentro de você. Então, Ele ressaltará os diamantes e rubis e as pedras preciosas que estão lá. Tornará estas coisas visíveis. Fará você ser rainha; fará um rei de você.

     O Seu desejo é construir um exército de seguidores e isso não é apenas alguma teoria que é lógica ou doutrinária, coisa do tipo: “Siga-me ou irá para o inferno!” Bem, isso é verdade, mas não tem nada a ver com o que Jesus veio para mostrar aos doze. Você acha que eles estavam seguindo Jesus pelos campos porque Ele apontou o dedo e os ameaçou que iriam para o inferno se não O seguissem? Você recorda alguma passagem desse tipo? Foi isso que Ele fez quando orou ao Pai a noite toda? Será que Ele perguntou ao Pai: “Mostre-me o que Eu devo dizer” e então ficou em pé e disse: “Vocês doze, venham comigo ou vão para o inferno”? Não. Eles queriam estar com Ele porque viram algo nEle que os deixou maravilhados. Viram Sua sabedoria, bondade e paciência. Viram liderança forte e caráter sólido. Eles enxergaram alguém que podia sofrer as pauladas da vida e encarar as coisas com um sorriso nos Seus lábios e coragem nos Seus olhos. Eles queriam ser iguais a Ele, queriam estar com Ele! Não iriam para outro lugar porque não havia nenhum lugar onde queriam estar a não ser ao lado dEle (Mt 4:19-22, João 6:68, At 5:20, At 3:19-20).

     Ele não precisava ameaçá-los, e também não está nos ameaçando. Ele está nos convidando a vê-Lo por quem Ele é, e ver as qualidades atraentes e a personalidade espetacular que Ele tem para que possamos desejar estar com Ele, nessa vida e na próxima. Eu quero ser igual a Ele quando crescer. Realmente quero.

     Não vai demorar, Jesus vai voltar para a Sua Noiva a qual já terá se preparado. E a vontade do Pai para nós não é que freqüentemos a noiva, mas que sejamos a Noiva… não para freqüentarmos a casa, mas sermos a Casa. Se der uma olhada no Velho Testamento verá que o Seu desejo sempre foi ter uma Casa, não somente ser o Dono de pessoas salvas. O Seu desejo é ter uma habitação, um lugar onde Ele possa viver nesse planeta que Ele criou. Jesus nos disse em Lucas 17 que o Seu Reino não está aqui ou ali, mas que está entre pessoas que aumentaram o espaço no seu coração, tirando as coisas do mundo, desejos carnais, apetites e ambições. Precisamos ser aqueles que abriram espaço para Jesus em seus corações como Jesus ensinou em João 8. Isso é a essência da Ekklesia, Seu Corpo vivo, a Igreja.

     Jesus não veio para somente perdoar pecados, por mais maravilhoso que isso seja, e nem para simplesmente nos fazer pensar sobre os Seus ensinamentos. Jesus veio para que pudéssemos experimentar a mesma vida com o Pai que Ele experimentou—não meramente viver aqui, morrer, e depois ir ao céu. Como a Bíblia diz, Ele veio aqui para que pudéssemos viver “no poder de uma vida indestrutível” ao experimentarmos a mesma comunhão, vida e amor com o Pai e com os Seus irmãos que Jesus experimentou.

     Ser “salvo” é muito LONGE de ser o final da História. Assim como foi com o Nascimento de Jesus, o nosso Nascimento é SOMENTE o Começo de uma História muito poderosa que o Pai quer falar através de nós (Cl 1:26-29, Gl 4:19, João 7:38). O Seu desejo é que Cristo seja formado em nós e que nós (Seu Povo, Sua Noiva, Sua Casa, Sua Ekklesia) sejamos a expressão da glória plena de Jesus de Nazaré no planeta terra nestes dias de hoje. O desejo de Deus não é somente para indivíduos serem reflexos de Jesus, mas que JUNTOS, como um corpo, sejamos uma representação exata de Jesus.

     E o realizar ou executar dessas “riquezas insondáveis” tem tudo a ver com a maneira que vivemos as nossas vidas juntos todos os dias. Muito do que religião e cristianismo têm feito durante muitos anos é nos ensinar grandes ensinamentos sobre Jesus e Sua Igreja. Chegou a hora de passarmos da fase de aprender ensinamentos sobre a igreja para ser a igreja (Ef 3:10, Mt 16:18).

     Podemos somente SER Sua igreja e viver Sua Vida ao amarmos uns aos outros e compartilharmos nossas vidas uns com outros cada dia. Podemos ajudar um ao outro a conhecer Jesus melhor ao ajudar um ao outro a deixar o pecado, amar mais um ao outro, e cuidar das necessidades dos outros mais do que cuidamos das nossas próprias. Estes são os ensinamentos de Jesus. É assim que Ele viveu Sua vida por nós e agora Ele tem nos chamado a viver assim um pelo outro. Assim é como a Noiva é “preparada” para a volta do seu Noivo, Jesus. Tornamos-nos mais e mais lindos ao aprender como verdadeiramente amar um ao outro mais. Ao despedir-nos do nosso egoísmo e orgulho que nos separa, ao abrir prontamente os nossos corações e sermos vulneráveis um com o outro, então o Espírito de Deus, a Graça de Deus e o Amor de Deus derramam-se sobre nós... e tornamos como a Noiva formosa PRONTA para a volta do nosso Noivo, Jesus.

     Isso é Igreja—viver dessa maneira todos os dias, não freqüentando a casa de Deus, mas sendo o lugar onde Deus Habita. Isso faz com que nossas casas, nossos lugares de trabalho e a nossa Igreja tornem-se um só. Não há mais barreiras entre meu coração e o seu e não existem mais barreiras entre minha casa e a sua. Eu abandono egoísmo, orgulho, preguiça e incredulidade, e amo os outros como Jesus me ama. Quando todos fazem isso, do menor a maior, Jesus derrama o Seu óleo de cura e somos a Igreja, uma Noiva bela. Jesus não veio para nos fazer mais inteligentes. Ele veio para nos dar Vida em toda sua plenitude, para que pudéssemos experimentar a Sua Vida diária um no outro e não dizer palavras emprestadas e cantar e orar palavras religiosas de vidro colorido. VIDA!

Jesus:Construtor e Projetista
Construindo com Bons Materiais

O que é a Igreja e o que é um Cristão?

     A Bíblia ensina que Deus não habita em casas feitas por homens. Efésios 2 e muitas outras passagens na Bíblia dizem que nós somos a morada ou habitação de Deus pelo Espírito—a Igreja. Quando você anda pelas ruas, você geralmente consegue identificar um edifício religioso porque ele se parece com um. Mas, sendo que a verdadeira Igreja é feita de pessoas e não é um prédio, então como ela realmente é? Como se nota a diferença entre a verdadeira Igreja e a falsa?

     Você se tornava um membro da igreja antiga do Velho Testamento por causa de quem seus pais eram (Judeus). Se você basicamente acreditasse na coisa certa e seus pais fizessem parte desta igreja, e você “freqüentasse igreja” regularmente e pagasse o dízimo, então era membro da “igreja”. Na Igreja do Novo Testamento de Jesus, isso não é verdade—você precisa dar seu coração para Deus. A profecia sobre o Novo Testamento diz que a Igreja que Deus edifica (Jr 31, Hb 8, Hb 10) é a Igreja verdadeira e TODOS os seus membros conhecerão o Deus Vivo, do menor ao maior. A Igreja SÓ pode ser entendida dessa maneira. Qualquer coisa menos do que isso pode ser bem intencionada e boazinha e religiosa (até com pessoas Salvas envolvidas), mas NÃO é a Igreja de Jesus Cristo, um Candelabro local, se for pessoas somente “freqüentando” algo agendado no calendário sem vidas interligadas e diariamente juntas (1Co 12).

     A Igreja verdadeira feita de pedras vivas que Jesus vê e ama precisa ser feita de materiais bons. Se a edificação é feita de materiais defeituosos, você sabe que ela cairá. Se a madeira que sustenta o telhado estiver podre, ele cairá. Tijolos que são fracos, não feitos corretamente, ou feitos de material inapropriado, não podem sustentar peso e irão desmoronar. Do mesmo modo, se tentarmos construir a casa de Deus de material inadequado, também cairá. Se uma pessoa realmente não conhece Deus, ela não pode ser um membro da Igreja de Jesus. Para que a Casa que Deus está construindo de homens e mulheres resista, ela não poderá conter pedras ruins (1Co 3-5).

     Então isso quer dizer que a Igreja, ou os indivíduos, precisam ser perfeitos? Claro que isso não é possível (1João 1). Mas de acordo com a Palavra de Deus, É NECESSÁRIO que cem por cento dos membros “amem a Luz” e “amem a Verdade” e genuinamente relacionem-se com Deus de maneira que “carne e sangue não têm revelado”. SIM, isso é necessário (Mateus 16:16-18, João 3:19-21, 1João 1-3, Ezequiel 11:19, Ezequiel 36:26, Jeremias 31:34). É sobre isso que Jesus disse que construiria SUA Igreja, se era para ser SUA Igreja. Qualquer outra coisa seria como construir uma casa com tijolos fracos ou madeira podre. A Casa que Jesus edifica é a melhor casa no mundo, e Jesus somente usa materiais autênticos e bons para edificar a Sua Casa.

     Mais uma vez, isso NÃO quer dizer que toda pessoa é perfeita. O que quer dizer é que toda pessoa quer amar e obedecer a Jesus e ela não menospreza a ajuda dos outros que querem ajudá-la a amar e obedecer a Jesus e ela quer esse tipo de ajuda. Bom material de construção para a Casa de Deus é quando a pessoa “ama a luz”, de acordo com Jesus. Material de construção ruim, como madeira podre, é alguém que não quer essa ajuda. Essa pessoa diz: “Não me julgue. Cuide da sua própria vida”. Ela diz de maneira defensiva: “Tire a trave do seu próprio olho”. Isso é material de construção ruim, o qual Deus disse que não é aceito na Sua Casa. Jesus não vai construir a Sua casa dessa maneira. Isso é madeira podre e será completamente eliminada do meio do povo (At 3:23, Mt 18, 1Co 5). Numa igreja Verdadeira, uma pessoa que age dessa maneira não é bem-vinda. Não importa quanto dinheiro ela tenha ou quanto conheça a Bíblia. Essa pessoa pode ser até mesmo um “líder”, mas se não tem um espírito sensível aos ensinamentos de Jesus, então não pode ser parte da Igreja verdadeira de Jesus, que é feita no Espírito. Se ela, depois de resistir a amor e súplicas, ajuda e paciência, é permitida a continuar entre o Povo de Deus, seria, da nossa parte, desprezar Jesus por ignorar os Seus mandamentos.

     Se alguém é salvo, TERÁ o Espírito Santo (Rm 8:9 Gl 3, Ef 1). E a PROVA de que tem o Espírito Santo habitando nele (não importa quantas vezes lhe conta um grande “testemunho” e diz “Senhor, Senhor!” Mateus 7) é que ama obedecer. É uma nova criatura e agora ama a Luz, e ama a Verdade (2Ts 2:10), e “como um bebê recém-nascido”, “almeja” que a Palavra de Deus seja aplicada na sua vida (1Pedro 2). Se uma pessoa tem o Espírito Santo, ela amará a Luz e amará a Verdade... e então a sua conduta começará a mudar. Ela se arrepende do modo como trata seu marido ou esposa, e muda. Ela se arrepende do modo como trata os colegas de trabalho, as suas crianças, ou os vizinhos, e muda seu comportamento. Ela se arrepende dos pecados passados e maus hábitos; muda e se torna mais madura.

     O presente do Espírito Santo é o depósito que garante a herança dela. “Esse é o veredicto” disse Jesus em João 3. É isso que separa uma pessoa inocente de uma pessoa culpada. Não que todas são perfeitas, mas TODAS aquelas que têm seus pecados perdoados “amam a Luz”. Elas têm o presente do Espírito que antes não tinham. Agora, de lá do fundo, os seus corações de pedra já se tornaram corações de carne, sensíveis. Do fundo do seu interior, Deus está fazendo-as manter os seus mandamentos e decretos. Elas se preocupam profundamente com as palavras de Jesus sobre como agem. As ovelhas conhecem a voz do Pastor porque elas têm o Espírito de Jesus. As ovelhas dizem: “Eu quero seguir Jesus! Conduza-me nessa direção”. As cabras dizem: “Deixe-me só! Eu faço milagres! Eu dou meu dinheiro para os pobres! Sei de muita coisa. Eu sou melhor que você e não me preocupo com o que você diz”.

     Um Cristão, um participante da Nova Aliança, ama a Verdade (2Ts 2:10) e ama a Luz (João 3:19-21), e agora se tornou “participante da natureza DIVINA” (2Pe 1:4, Rm 6:1-14). Essa é a prova de que o Espírito vive nele ou em qualquer um de nós. Não precisamos apenas aceitar a palavra de qualquer um só porque diz: “Senhor! Senhor!” Somente uma pessoa que entregou a si mesma e sua vida a Jesus e então foi Tocada pelo Céu e Habitada pelo Criador das Galáxias é realmente salva e um “membro” da Sua Igreja local (Rm 8:9-11, Lc 9:57-62, João 1:12-13, 3:16-21, 1João 3:8-10, 5:18-20).

     Um Verdadeiro Candelabro, uma Igreja autentica, é LIMITADA (isso quer dizer 100% dos “membros”!) àqueles que já tiveram uma revelação do Filho “que carne e sangue não têm revelado, mas é o Pai no Céu que tem se revelado a eles”. Não é sobre proximidade, ou conhecimento nem “compromisso” ou educação/formação. É sobre um encontro com Deus Pai, na Pessoa do Seu Filho, onde a morte produz uma Vida que exemplifica Deus, Vida Zoe, que não vem de algo (João 3:5-8, João 12:24, Rm 6:1-14, Gl 6:14-17). Com certeza existem aqueles que precisam de “cuidado especial” e outros que estão decidindo no seu “mais um ano” (João 13:8-9, João 15, 1João 2:19, Judas 11-25).

     Ou temos Vida SOBREnatural com Ele e um com o outro, ou NÃO é Cristianismo Bíblico e NÃO é uma Igreja legítima. Com certeza existem pessoas Salvas “freqüentando” organizações que não são realmente Igrejas, embora dizem ser igrejas. Isso é um outro assunto. Simplesmente estamos dizendo que não vamos tocar o Seu Trono (vamos somente alcançar o nosso “psuche”, emoções e sentimentos) se não vivermos lado a lado em Vida ZOE juntos—momento a momento conectados ao Cabeça e um ao outro. Um “culto” cerimonial que é feito “para a Sua glória” ou para aprender mais fatos sobre Ele, ou para descer fogo do Céu com nossa música—historicamente, isso têm mudado poucas vidas para se tornarem a imagem do Filho. Ou estamos compartilhando na Essência da Divindade juntos diariamente, ou não é Vida Eterna, nem um Candelabro e Igreja, como definido por Deus. “Um pouco fermento leveda a massa TODA”.

     Não devemos ser bebês que dizem coisas certas, mas não vivem como Jesus vive. E a Igreja não é uma coleção de Cristãos impostores que dizem as coisas certinhas mas não têm o Espírito de Jesus vivendo, como Pessoa, no seu interior. Jesus é um grande Construtor. Ele não vai edificar com pedras que se esfarelam ou madeira podre. Ele quer construir uma Casa Gloriosa para morar—uma que é digna do Rei que Ele é. Por isso os materiais de construção na Casa de Deus precisam ser da melhor qualidade. A verdadeira Igreja que é feita por Deus, não por mãos de homens, é feita de pedras vivas—Cristãos verdadeiros—e nunca com pedras mortas, tijolos, ou feno. Jesus irá construir somente com materiais de construção bons. Se nos casamos com Ele em Aliança e Juramento, deixamos todos os outros amores, Nascemos duas vezes, temos corações abertos, amamos os Seus ensinamentos, realmente queremos mudar as coisas em nossas vidas que precisam mudar, e viramos o nosso rosto a Ele em momentos de adversidade ou dificuldade, pedindo a Ele e a nossos irmãos e irmãs por ajuda, então somos lindas pedras vivas para a Casa em que Jesus mora. Nós podemos e devemos ser uma Noiva gloriosa para Jesus. Esta é a Boa Nova do Reino de Deus.

Construindo pelo Padrão e Projeto dEle
Vivendo Juntos Diariamente

     Agora que definimos quais são os bons materiais de construção para a Casa de Deus... considere isso: Suponha que peguemos todos os materiais de construção que são adequados para a casa, todas as pedras boas, toda boa madeira e todos os bons materiais que Jesus escolhe para a Sua Casa e façamos uma pilha. O que teríamos? Ainda não teríamos uma casa. A Casa de Deus requer mais do que simplesmente bons materiais de construção (Cristãos verdadeiros). Só porque você tem todos os materiais da casa empilhados no chão não quer dizer que você tem uma casa para passar a noite. Aquela pilha não vai protegê-lo da tempestade, não importa quão bons os materiais sejam.

     A fim de ser uma Casa boa para Jesus morar, a Casa de Deus precisa ser construída por todos juntos usando o padrão e projeto dEle. A Sua Casa é construída de pessoas, Suas pedras vivas e Ele tem um modo pelo qual precisamos construir nossas vidas juntos. As Escrituras chamam Jesus o Mestre Arquiteto. Devemos nos importar profundamente com a Sua Planta, Seu Plano.

     Deus tem muitas pessoas maravilhosas por todo o mundo. O que vem acontecendo com freqüência nos últimos 2.000 anos é que essas pessoas têm desejado mudar suas vidas e agradá-Lo, mas tem se frustrado. Elas não têm conseguido encontrar seu pleno potencial e realmente servi-Lo bem. Elas querem isso de todo coração, mas falham vez após vez. A razão de falharem é porque muitas vezes nós construímos do jeito errado. Nós não construímos de acordo com o padrão, o projeto que Deus nos deu. Quando alguém se esforça para fazer algo, mas se esforça de maneira totalmente errada, raramente será bem sucedido, não importa o quão sincero seja.

     A Casa de Jesus é feita de acordo com o projeto e o padrão dEle, não com o nosso. E o Seu projeto é “cem pais, mães, irmãos e irmãs”. O Seu projeto é que devemos “confessar os nossos pecados uns aos outros” e ser curados. O Seu projeto incluí “carregar os fardos uns dos outros e assim cumprir a lei de Cristo”. O Seu projeto é que sejamos “um, assim como Ele e o Pai são um”. O desejo de Deus não é ter pedras separadas que se ajuntam nos domingos para “freqüentar” uma palestra ou um culto, mas o Seu desejo é uma família construída todos os dias, interligada em todas as áreas da vida cotidiana como Família.

     Jesus já escolheu o projeto da Sua Casa e é o mesmo em todo país, qualquer que seja a língua ou a cultura. O projeto é que todo o povo de Deus dê a sua vida para amar e servir um ao outro todos os dias como uma Família, juntos. A verdadeira igreja de Jesus, projetada da Sua maneira para ser forte, precisa ser uma Família todos os dias. Comem juntos de casa em casa, servem uns aos outros e ajudam uns aos outros em muitas maneiras todos os dias. Falam as palavras de Deus uns aos outros diariamente para ajudar cada um a se tornar mais como Jesus. Quando vêem pecado, fazem uma caminhada e conversam sobre isso, juntos. Não esperam até “domingo” para ouvir alguém pregar um sermão sobre o assunto. A Intenção de Deus (Ef 3:10, 1Pedro 2) é que sejamos todos sacerdotes diariamente e embaixadores de Deus um para o outro e para o mundo “ao levantarmos, sentarmos, e andarmos pelo caminho”.

     Somos todos chamados para sermos sacerdotes para Jesus. Somos todos chamados para levar a palavra de Deus e ajudar um ao outro. Isso significa que se você visse seu vizinho ser egoísta ou com raiva, ou bebendo, ou com orgulho que quebra o coração de Jesus, então cada um de nós toma a responsabilidade para ajudar um ao outro a mudar. Isso se aplica todos os dias. Não tem nada a ver com domingos. A verdadeira Igreja de Jesus é feita de Pedras Vivas e o projeto da Casa é ser Família todos os dias. Não é algo que “freqüentamos”, mas é algo que somos todos os dias.

     Vê agora como tudo isso é ligado? SÓ COM RELACIONAMENTOS do DIA-A-DIA você irá saber se alguém ama a Luz e a Verdade, e então é um filho de Deus. Algumas reuniões durante a semana nunca permitirão a qualquer um saber se alguém ama a Luz e se encontra fraco, ou se ele odeia a Luz e então ainda não é Salvo. O plano de Deus é um tesouro em vasos de barro. O plano de Deus é um sacerdócio de crentes. O plano de Deus é para o seu povo “admoestar um ao outro diariamente”. Quando realmente vivemos isto juntos, um benefício é que todos os verdadeiros filhos de Deus se tornam cada vez mais maduros. Outro resultado de caminhar junto como foi a intenção de Deus é que se alguém não amar a luz, é exposto como sendo um fingidor. Se não quiser correção, se não se preocupar com o que Jesus diz sobre estas coisas, se ficar bravo e arrogante, então é exposto como sendo um Cristão impostor. Torna-se claro que nunca realmente deu a sua vida a Jesus porque a verdade é que não pode ter o Espírito Santo e não ama a Luz (João 3, 1João 1, 3).

     Se construirmos dessa maneira—mudando as nossas vidas egoístas ou preguiçosas, e realmente aprendermos como amar um ao outro, como família, cada dia, assumindo a responsabilidade para servir e amar um ao outro com a palavra de Deus—então será uma Casa onde Jesus poderá morar e poderá amar. Será uma Casa com um bom projeto na qual será fácil para Jesus e para todos nós morarmos e fazermos dela o nosso lar.

     Jesus disse que se colocarmos a Sua palavra em prática, quando as tempestades vierem (e virão), a casa ficará firme. Permanecerá de pé porque está construída sobre a rocha de “colocar a Sua palavra em prática” e não somente pensar ou cantar sobre a Sua palavra. Se só cantarmos sobre ela, orarmos, e falarmos sobre ela e não mudar a maneira que vivemos para colocar em prática a Sua palavra um com o outro, então quando as tempestades vierem a nossa casa será colocada em ruínas e destruída, não importa quão bonita ela aparente ser hoje. É o que Jesus prometeu em Mateus 7. Portanto, seja firme em construir como Ele constrói e FAZER algo sobre as Suas Verdades. Obedeça-as, e as tempestades não vão trazer danos a você.

     Da mesma maneira que um pequeno pássaro ou um pequeno coelho se esconde debaixo de uma rocha quando as tempestades vêm, você também pode se esconder no abrigo das asas de Jesus se construir da maneira que Ele lhe pede. As tempestades vão balançar arvores e mover objetos pesados. Haverá estrondos e os raios vão cair. Mas se construir da maneira de Jesus e olhar para Ele quando vierem, estará seguro no abrigo das Suas asas. As tempestades violentas passarão e o sol brilhará. Os pássaros cantarão outra vez e a vida voltará com um novo frescor. Será uma Casa muito, muito forte e bem Projetada. Quando as tempestades vierem e assolarem a Casa, ela resistirá porque foi feita somente de bom material e porque o projeto foi bom. Muito pouco dano será feito a essa Casa maravilhosa, e estaremos todos seguros. Assim como o Pai foi muito específico sobre os materiais e o projeto que Noé deveria usar para construir a Arca, também Jesus tem um plano para os materiais e o projeto para a Casa dEle. E o Seu Plano, na Nova Aliança, não é um homem santo dando uma palestra para um grupo de pessoas “marcando ponto” num culto, mas suas vidas estão desconectadas. AGORA é “cem mães, irmãos, irmãs”—relacionamentos que são profundamente interligados intimamente e diariamente “do menor até o maior” de pessoas que amam a Luz.

     Estas são as Boas Novas do Reino de Jesus. Ele disse: “Meu Pai tem muito zelo pela casa que está sendo construída.” O Pai deseja ardentemente que construamos Sua casa da Sua maneira. Em muitos países e cidades, raramente a casa é construída da maneira que Jesus quer que ela seja construída. Em quase toda “igreja” em quase todos os paises existem pessoas que se ajuntam com rituais e tradições e dali seguem caminhos diferentes para viverem suas vidas como bem entenderem. Talvez pequem sem se importarem ou talvez tentem não pecar. Mas não é uma casa porque não são uma Família todos os dias, juntos.

     É somente quando todas as pedras são cimentadas uma na outra pelo cimento da prática do amor e da vulnerabilidade, e construídas de acordo com o projeto de Deus que se torna um lugar que Ele pode chamar de Seu lar. Mesmo que você seja uma pedra viva muito boa e tente viver uma vida santa, você ainda é somente uma pedra. Se eu colocar essa pedra no chão, ainda não seria um lar para Jesus. Ele não quer somente boas pedras individuais espalhadas pelo campo. Devemos exigir de nós mesmos, até mesmo nos forçar, para sermos unidos e ajustados a outras pedras. Todos os dias precisamos exigir de nós mesmos que sejamos unidos e ajustados com as outras pedras, diariamente de acordo com o projeto de Deus para a Casa, ao “levantarmos, ao sentarmos, ao andarmos pelo caminho” juntos. Lavar roupa juntos e ir ao mercado juntos. Ao trabalharmos no campo, fizermos tijolos, cortarmos lenha, ou prepararmos as refeições, vamos fazer juntos para que sejamos uma Família, em vez de muitos indivíduos ou muitas famílias. É no meio dessas atividades de vida cotidiana que construímos nossa Fé, Esperança e Amor juntos. Essas atividades cotidianas, compartilhadas juntos como Família, são as “janelas da alma” que nos permite realmente lavar um ao outro na água da Palavra, diferentemente da religião faz-de-conta de “freqüentar” cerimônias religiosas e louvorzão com palestras de homens santos. Jesus não está construindo nada além de família.

     Jesus disse que se você realmente obedecer a Minha vontade, terá cem pais, mães, irmãos, irmãs—não cem vizinhos, mas cem membros de família muito apegados. Essa é a vontade de Deus. Estes são os ensinamentos de Jesus Cristo—que Ele constrói Sua casa com bons materiais. Materiais ruins não têm vez se não mudarem quando escutarem as palavras de Jesus.

Construindo para Ser Forte
Coragem para Mudar

     A maioria das pessoas, depois de dez anos como Cristão num lugar religioso controlado pelo clero e baseado em marcar presença, não é muito mais forte do que era após o primeiro ano. Isto não é bom. Se nosso filho de um ano crescesse até os dez anos mas ainda não fosse mais forte ou sábio do que quando tinha um ano, isso seria muito triste. Se você tivesse uma criança de 10 anos na sua família que ainda estivesse fraca como uma de um ano, que ainda não pudesse falar ou andar melhor que uma de um ano, como pai ou mãe isto partiria seu coração, não é mesmo?

     Como você acha que nosso Pai no céu se sente quando todo Seu Povo deveria ser forte e sábio e “cheio do Espírito Santo e de sabedoria” e “deveria até mesmo poder já ensinar outras pessoas”, “não mais criancinhas” fazendo a obra de Deus...mas ainda muitos de nós não somos mais fortes do que crianças de um ano? Isso é verdade pelo mundo afora, e parte o coração de Deus. Não podemos cantar músicas o bastante nem “pregar” sermões o bastante para mudar isso, porque nós não temos construído a Casa de Deus do modo de Deus.

     Deus projetou a Sua Casa para ser edificada de modo que o pecado possa ser redimido e esmagado. A maneira de Deus “ter Igreja” permite que relacionamentos sejam curados e pecado e fraqueza sejam ser removidos. Isto é o coração de Deus para Seu povo pelo mundo todo. Queremos falar sobre como boas pessoas podem alcançar seu potencial agora. Podemos permitir que os dons no Corpo de Cristo sejam ajustados para formarem uma habitação de Deus, cheia de Sua Glória. Deus tem uma maneira como Ele quer nos edificar para que o poder do pecado seja esmagado em vida real e não sejamos mais escravos de todas as nossas fraquezas. O plano de Deus é construir relacionamentos e não ter problemas o tempo todo. Deus tem um jeito maravilhoso de construir Sua Casa com pessoas maravilhosas. Até hoje, religião no mundo, no modo geral, tem construído a Casa de Deus erroneamente, com homens sendo patrões e elevados a posições intocáveis, e a definição de “igreja” sendo “freqüentar” reuniões. Nós não sabíamos como construir, mas agora nós precisamos aprender como construir. Deus disse que precisamos “ver bem como edificamos”. Existem verdades especiais que sempre estiveram na sua Bíblia que podem mudar a sua vida e mudar a maneira que a Igreja é expressada, para exaltar mais alto nosso Rei Jesus e ver o Sonho dEle realizado!

     Deus quer construir a Sua Casa para que possamos todos ser mais forte juntos. Ele quer construir a Sua Casa para que as portas do inferno não mais prevaleçam. Deus quer construir a Sua Casa para que os relacionamentos possam ser curados. Ele quer construir a Sua Casa para que Ele possa ser mais livre para curar nossos corpos, nossas mentes e as nossas almas. Ele quer construir a Sua Casa para que possamos ser fortes e sábios, e as Boas Novas de Jesus possam ser espalhadas com mais força do que antes.

     Você tem a coragem para ouvir essas coisas? Obedecerá a Palavra de Deus ao ouvir essas coisas? Terá a coragem de mudar a sua vida custe o que custar? Se você tiver a coragem de obedecer e se ariscar, pode continuar a ler.

Jesus' Home Church

Jesus:Líder e Cabeça

Liderança de Jesus
Samuel X Saul

     Em paises por todo o mundo, temos todos feito um erro muito grave sobre liderança na Igreja. Em muitos lugares a pessoa que estuda a Bíblia no seminário ou instituto bíblico, ou a pessoa que é bem sucedida nos negócios ou que fala bem vai ser a pessoa que se torna o líder ou o “pastor”. Temos visto na Índia e em outros paises, muitas vezes, que a pessoa que tem uma bicicleta e sabe ler é escolhida para ser o líder. Isto não é como Deus faz! A liderança de Deus não é baseada em quem consegue ler, ou quem sabe mais, ou quem consegue falar melhor, ou quem tem a melhor experiência de negócios, ou aquele que é mais rico, educado, ou mesmo aquele que é charmoso ou tem uma boa aparência ou que tem uma bicicleta.

     Deixe-me descrever para você dois lideres muito diferentes um do outro. Um é um líder de coração, resultado de um relacionamento atual com Deus. O outro é um líder por posição que talvez tenha um título e possivelmente seja “líder oficial” à frente, o patrão oficial. Jesus disse que liderança posicional não deveria existir. Os líderes da Igreja são aqueles que estão andando o mais próximo de Deus HOJE. Se um irmão ou irmã não está andando próximo de Deus hoje, talvez não seja considerado muito como um líder. Se alguém semana passada talvez não estivesse tão perto de Deus, mas arrependeu-se do pecado em sua vida e agora é mais capaz de ouvir Deus, ele é mais como um líder essa semana do que era semana passada. “Ser um líder” é resultado de um relacionamento com Deus e com o povo de Deus. Não é por causa de título ou de posição. Temos muitos líderes na cidade onde moro, mas não temos “oficiais”. Um líder essa semana talvez não esteja um na próxima semana. Jesus disse que toda autoridade no céu e na terra pertence a ELE. Isso ainda é verdade. Então, o tanto quanto podemos ouvir Jesus, a quem pertence toda autoridade, vai ser o mesmo tanto de autoridade que alguém tem—somente o tanto que ele dá ouvidos a Jesus. Ponto final. Jesus disse que “toda autoridade no céu e na terra” pertence a ELE. Uma pessoa que não conhece ou obedece a Jesus somente pode ser um líder alegórico. Talvez precise-se obedecer de acordo com a consciência tal pessoa se ela tiver uma “posição”, mas realmente só é “líder” conforme conheça, ame e obedeça ao Cabeça, Jesus.

     Na Bíblia encontramos um exemplo desses dois tipos de líderes que são muito diferentes um do outro. Os dois, Samuel e Saul, eram líderes do povo de Deus, Israel. Samuel era um homem de Deus que tinha influência em toda uma nação porque conhecia Deus. Samuel teve muitas das qualidades de um rei em Israelmas Samuel não era um rei! Entretanto, Saul foi chamado de rei. Israel queria ter um reiqueria ter um homem sendo o patrão. Eles queriam alguém para tomar o lugar de Samuel, e queiram um “rei” como as nações ao seu redor tinham. De alguma forma a liderança pode aparentar ser similar, mas Samuel não tinha uma “posição” de autoridade. Samuel tinha o seu relacionamento com Deus como base, e Saul tinha a sua posição/cargo como sendo base. Samuel não tinha nenhuma posição, casa pastoral, nem salário. Ele não foi nomeado para o “encargo” de rei. Samuel era simplesmente um homem de Deus que era respeitado tanto quanto um rei, mas não tinha nenhum cargo nem posição. Ele não era um rei. Ele não era um “pastor”. Simplesmente amava Deus de todo coração. E porque ouvia Deus, ele tinha influência. Ele não tinha nenhuma posição... ele tinha influência. Se um homem realmente conhece Deus, ele vai ajudar o povo de Deus. Se ele for chamado por Deus, ele ativamente ajudará as pessoas. Novamente direi: Um verdadeiro homem de Deus não tem nenhuma posição... ele tem influência. Jó, capitulo 29, é uma descrição de um homem respeitado por Deus e homens, e temido e odiado por satanás. Um homem assim não precisa de nenhum cargo, titulo ou salário. Se você for como Jesus, não precisará de nenhum “poder”.

     Como um exemplo, se eu sou um marceneiro, eu trabalho com madeira. Faço cadeiras, mesas ou estantes de madeira sendo um marceneiro. Se eu sou um pedreiro, então eu faço coisas com tijolos e massa. Algo que eu faço de tijolos e massa é a prova de que eu sou pedreiro. Algo que eu faço de madeira é prova de que sou um marceneiro. Bem, na Bíblia a palavra “pastor” se refere ao dom de pastor, funcionando diariamente entre o povo de Deus entre outros donsnão como um chefe ou “cabeça falante” numa reunião. Onde está a prova de que eu sou um pastor? A prova é que eu amo o povo de Deus! Ajudo-os dia e noite. Não preciso de um cargo para fazer isso. Não preciso de um título. Não preciso ser o patrão. Eu simplesmente amo pessoas com o dom que tenho e ajudo-as. A prova de que sou marceneiro é a cadeira que fiz. A prova de que sou um pastor é que eu alimento o povo de Deus todos os dias, e eles estão mais próximos de Jesus por causa de mim. Quando vejo alguém que faz parte do povo de Deus com fome, isso parte meu coração. Quando vejo alguém que faz parte do povo de Deus com problemas ou em perigo, o coração de pastor dentro de mim corre atrás dele para protegê-lo. Isso é prova de que sou ungido por Deus para ser pastor. Não preciso de um crachá. Não preciso de um certificado pendurado na parede nem de um diploma de seminário. Preciso de um coração para amar e fazer o trabalho de Deus e então vou produzir fruto sobrenatural em qualquer área que Ele tenha me preparado.

     Você é um marceneiro? Então, faça cadeiras. Você tem o dom de pastor? Então ame as pessoasdando-lhes comida, protegendo-as e ajudando-as. Isso se aplica para qualquer dom! A prova de qualquer dom é o fruto que produz.

     Com certeza, o oposto de tudo isso também se aplica. É realmente impressionante o fato de que pagãos nas áreas de ciência, medicina e indústria exigem que pessoas com opiniões e críticas, que se dizem autoridades em assuntos, tenham algo para mostrar, algum fruto em suas próprias vidas que demonstre que elas têm o direito de pontificar ou lecionar ou condenar outros.

     É incrível como no mundo religioso existe muito menos integridade do que até mesmo os pagãos demonstram. Na religião, infelizmente, as pessoas são frequentemente mais cegas e preconceituosas. Crítica, conhecimento, julgamentos, e até sabotagem de relacionamentos e calúnia fluem livremente daqueles com fruto horrível em suas vidas, famílias, e assembléias. Incrível, mas verdade, ao observar a religião do homem de perto e honestamente. Uma pessoa que faz tais coisas como mentir ou difamar ou age como autoridade em engenharia, medicina, ou negócios podem acabar sendo presos. Mas na religião ela pode facilmente juntar ouvintes entre os medrosos, ingênuos ou aqueles que podem ser coagidos, chantageados ou lisonjeados a submeter à máquina infrutífera e às “autoridades”. Estranho, mas verdade. Isso acontece muito porque é assim que impérios maus mantêm seus números. Medo e bajulação, fofoca, indiretas, calúnia ou chantagem emocional. Não é de surpreender, então, que Jesus não se deu bem no mundo religioso de Seus dias. Mas, podemos aprender com Ele e abraçar as Escrituras e procurar por Fruto, não rumores com segundas intenções, interesses escondidos, orçamentos e egos para proteger.

Bem, deu para entender. :)

Liderança de Jesus
Em Todo o Seu Povo

     Cristianismo falso por muitos anos tem rebaixado as pessoas. Toma poucas pessoas e as coloca na frente como “líderes”, deixando-as ricas, famosas e com poder, enquanto rebaixa a maioria das pessoas. Nos Estados Unidos, na Índia, na Polônia, na Romênia, no Brasil e em todas as partes do mundo há Cristãos “heróis” e há Cristãos de “segunda classe”. Isso é muito errado. Jesus até disse para os 12 apóstolos, em Mateus 23, não chamarem ninguém de professor, de pai, de líder, de mestre, de rabi, de pastor, de reverendo, porque vocês são todos irmãos com um Pai! Não há “heróis” em Cristianismo Verdadeiro, exceto Jesus. Não deve haver chefes oficiais que controlam as decisões, o dinheiro, e as pessoasexceto Jesus em, e através Seu Povo, juntos pelo Seu Espírito.

     A Bíblia diz em Efésios 4 que quando Jesus foi ao Céu e enviou o Seu Espírito, Ele pegou partes de Si Mesmo e as espalhou por todo o Corpo de Cristo, a Igreja. Jesus pegou todos os dons que Ele tinha (e Jesus tinha muitos dons espirituais, não é?) e Ele os deu para o Seu povo como um todo. Ele não pegou todos os dons que tinha e os depositou no “pastor” ou em um “homem de Deus”. As Escrituras dizem que Ele pegou todos os Seus dons e os deu para todo o Seu corpo. A Bíblia diz que o Espírito é depositado e dado como um Dom, como o Espírito deseja, sobre a Igreja inteira. Se você realmente é um Cristão, se você abandonou sua própria vida por Jesus, então o Espírito Santo dá a você um dom muito especial.

     E o seu dom faz parte de Jesus. A Bíblia lista muitos tipos de dons. O Espírito Santo, por exemplo, dá misericórdia como um dom. O dom de misericórdia é parte de Jesus que Ele deu a algumas pessoas. É um dom sobrenatural. Todos nós deveríamos ter misericórdia, não deveríamos? Mas há uma misericórdia sobrenatural que é um dom do Espírito Santo. E como toda a autoridade pertence a Jesus e todos os dons que cada um de nós temos fazem parte de Jesus, então devemos nos submeter aos dons que estão em cada um de nós porque Jesus é quem os depositou.

     Dessa forma, liderança está em todas as pessoas de Deus. A Bíblia nos chama de Reino de sacerdotes. A Bíblia não diz um Reino com sacerdotes, mas um Reino de sacerdotes. Não há só um grupo especial como os sacerdotes Levitas do Velho Testamento. Na Nova Aliança todos que fazem parte do povo de Deus devem ser sacerdotes um para o outro. A intenção de Deus não é ter um homem santo especial que pode dar sermões. A Bíblia diz que Jesus ascendeu ao céu e Ele deu os seus dons a todo o Seu povo. Ele fez um Reino de sacerdotes. Ele pôs parte dEle em cada uma das pessoas dEle que verdadeiramente é convertida, jovens ou velhos. É por isso que precisamos dos dons um do outro. Precisamos de todos os dons de Jesus. Existem centenas de dons, porque TUDO de Jesus foi despejado na Sua Família. É por isso que Jesus disse que todos nós devemos ser como irmãos entre irmãos. Nós não precisamos de um homem e um dom que fica na frente de nós. Nós não devemos mais permitir isso. Todos os Seus verdadeiros convertidos, aqueles em quem Ele Habita, que vivem consagrados diariamente um com o outro e que são visivelmente dEle (Hb 3:12-14)TODOS são Sacerdotes!

     Não existe uma autoridade especial que está em um só “homem de Deus” e todos os outros só sentam e assistem. Por causa da maneira que os homens construíram a igreja durante os últimos 1.800+ anos, estamos agindo como se houvesse só um dom—o dom de “pastor”. (Ou talvez a todos os outros seja permitido terem o “dom de dar dinheiro”!) Mas “pastor” é só um dom! Se construirmos erradamente, todos nós perdemos. Se um homem é colocado à frente para ser o “pastor”, e todos os outros só se sentam e escutam o tempo todo, então ninguém compartilha o seu dom. Eles só recebem os dons do “pastor”. Isso é muito pobre e corruptível! Se quisermos ver a grandeza de Deus, se quisermos ver todas as nossas vidas mudadas e as vidas de nossas crianças mudadas, precisamos de TUDO de Jesus. Os dons que cada uma das irmãs e irmãos tem são partes de Jesus. Até as crianças têm dons que são partes de Jesus. Nós precisamos de todos esses dons em nossas vidas. Somos todos irmãos. O coração de Deus é que o dom que você tem seja dado a mim e o dom que eu tenho seja dado a você. Não devemos nos conformar com somente uma parte de Jesus. Amém?

     Você entende agora por que dissemos que você tem que ter coragem? As coisas precisam mudar! Você não pode continuar fazendo o que você sempre tem feito. Terá que decidir usar mais seus dons e convidar outros para fazer o mesmo. Terá que decidir ser obediente e ter coragem. Se você continuar a sentar-se na sua cadeira ou no chão o tempo todo e não usar seus dons mais do que tem usado, seus dons continuarão a se definhar. “Aquele a quem foi dado confiança ou um dom, terá que se mostrar fiel.” Você se lembra do que aconteceu ao homem que enterrou o seu talento? Jesus disse: “Servo mau e preguiçoso”. É isso que Ele diz para nós quando não fazemos o que devemos. Se eu não usar meu dom, ou se você não usar o seu, seremos “maus e preguiçosos”.

     O que aconteceria com você se fosse um corredor Olímpico deitado numa cama e alguém pegasse uma corda e amarrasse em volta de você? Mesmo que você fosse um atleta campeão, se você fosse amarrado a uma cama seus músculos atrofiariam e consequentemente você morreria. Todo seu potencial seria perdido porque você foi amarrado a uma cama por meses ou anos. Dá para ver como as tradições dos homens anulam e roubam a Palavra de Deus? O modo com que temos construído na Casa de Deus durante 1800 anos tem amarrado a maioria das pessoas de Deus a uma cama! Elas não puderam se levantar e correr e cumprir os seus destinos porque homens têm construído erroneamente, sem seguir a Palavra de Deus. Quando construímos ou estruturamos a igreja numa maneira que exalta um só homem ou “equipe de homens” e apaga os dons dos outros, somos criminosos nos Tribunais Divinos por causa dos danos e perdas que muitos sofrerão por causa do “fermento na massa” e os Dons que não estão sendo usados!

     Normalmente não é porque as pessoas são “más” que se constrói erradamente. Geralmente é porque simplesmente não sabemos construir a Casa de Deus com o Padrão Dele. Durante 1800 anos o mundo Cristão tem confundido as questões de quem é Cristão... de quem é o líder... do que vida diária deveria ser... e de como as reuniões deveriam ser. O Nosso Pai quer restaurar essas coisas para vocês nas suas vidas agora. Como a Palavra de Deus foi negligenciada nos dias do Rei Josias, e a Verdade foi achada no entulho dos reinos e tradições dos homens, assim hoje as Verdades de Deus, que por tanto tempo foram ignoradas (mas sempre achada na Bíblia) podem libertar homens. Deus mudará a sua vida milagrosamente e mudará todos ao seu redor como resultado. Essas são verdades muito poderosas e preciosas. Não importa se tiver poucos ou muitos na sua cidade ou vilarejo, “para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” como disse Jônatas, o amigo íntimo de Davi.. “Aquele a quem foi dada confiança precisa provar que é fiel”. Precisamos ter a coragem para fazer algo sobre Verdade que ignoramos ou desobedecemos no passado. E Ele Mesmo será seu Pastor, sua Fortaleza e seu Guarda Costa ao você viver corajosamente por Ele.

Liderança de Jesus
Em Reuniões

     Outra coisa que precisamos ter a coragem para mudar é ter nossas reuniões como a Bíblia descreve em 1Coríntios 14: “Quando vocês se reunirem, irmãos, e a Igreja inteira está junta, tudo deve ser feito para a edificação do Corpo. Todos têm uma palavra de instrução, uma canção, uma revelação.” Quando vivemos desta maneira, até mesmo o incrédulo cai com rosto em terra e declara: “Deus está entre vocês!”.

     Não tem nenhum patrão a não ser Jesus! “Não chame ninguém de líder, mestre, professor, ou pastor. Vocês são todos irmãos.” Todos vocês têm Jesus e Ele é igual em cada um de nós. Com certeza haverá diferenças de maturidade, e alguns dons são mais “públicos”, enquanto outros são mais quietos ou menos visíveis em situações públicas. Mas, todos são disponíveis e tem oportunidade de se manifestar. Às vezes precisamos da misericórdia de Jesus e outras vezes precisamos do ensino de Jesus. Às vezes precisamos das canções de Jesus, e às vezes precisamos da ajuda de Jesus para resolver problemas. Mas tudo igualmente faz parte de Jesus. Por favor, leia 1Coríntios 14:26-40. Não há ninguém na posição de patrão sem ser O Próprio Jesus. Reunimos-nos já tendo “considerando como encorajar uns aos outros ao amor e às boas obras.” (Hebreus 10:24-26). Gastamos tempo para pensar e orar sobre como podemos ajudar um ao outro ao estarmos juntos, e cada um de nós assume a responsabilidade de ser portador da Palavra de Deus e do Seu Amor. Não tem nenhuma “pessoa especial” que “automaticamente” é esperada para fazer qualquer coisa, a não ser escutar e obedecer a Deus assim como todos os outros. Enquanto alguém está a falar um ensino de Jesus e todos vêm com uma palavra de instrução ou canção ou revelação, e uma outra pessoa receber uma revelação do Senhor, aquele que está a falar deve “terminar”se estivermos ouvindo e obedecendo ao que Deus manda em vez das tradições dos homens. A Bíblia tem sempre dito: “Quando revelação vem à segunda pessoa, DEIXE A PRIMEIRA SE SENTAR!”. Isso é o que diz 1Coríntios 14. Isto não agrada aqueles que “gostam de ser o primeiro”, estar na frente e querem ser vistos como sendo “mais espirituais” e recolhem o dinheiro dos santos. Herdamos uma carga pesada de tradições dos católicos romanos e dos nossos antepassados “protestantes” e “denominacionais” e pagãos. O “padre” ou “pastor” ou “mestre de cerimônias” ou “oficial executivo” na frente falando para os leigos “mais baixos”, todos os coitados, a congregação, só sentada e escutando. Provavelmente esta é a prática e “doutrina” que Jesus disse que Ele odiava: a dos “Nicolaítas” (traduzido, quer dizer “aqueles que conquistam o Povo dEle”). Mas DEUS disse que tudo isso precisa mudar, por motivo dEle e nosso.

     Do ponto de vista prático, quero sugerir a você que se realmente quisermos honrar os dons que estão em cada um de nós, e trazer à tona os dons que estão em todo o Povo de Deus, então precisamos mudar muitas coisas. Mesmo que possa soar simplório, uma dessas coisas pode ser como nos sentamos quando nos reunimos juntos. Quando Jesus estava aqui, Ele tinha um círculo de pessoas ao Seu redor. “Ele disse para aqueles que estavam sentados ao Seu redorQuem são minhas mães, irmãos e irmãs?” (Marcos 3). Sentados em um círculo ao Seu redor! Não seria a coisa mais natural a fazer, quando nos ajuntamos para ouvir ELE, e não um mero homem com dons limitados? Talvez isso soe muito simplório para você, e até nem pareça muito importante, mas asseguro que é. Ouvi falar que as palavras em francês para “púlpito” e “sensualidade” são pronunciadas da mesma maneira.

     Quando nos sentamos com todo mundo olhando para frente, toda a atenção é dada a um homem. Não somos mais iguais entre iguais. Eu me torno servil a quem está no trono na minha frente como meu mestre, ou condutor, facilitador, ou o policial de tráfego, o perito da “classe” ou “culto”. Quando colocamos as cadeiras em fileiras em vez de em círculo, sentados ao redor de Jesus, é como virar um holofote para um homem. Todos os outros se tornam como audiência e um homem torna-se a atração. Isso é muito errado, porque há muitos dons entre nós e são todos partes de Jesus. Quando colocamos todos olhando para frente, exaltamos só um dom. Quão orgulhoso um homem seria se permitisse sempre ser “cacique” ou estar “no holofote”.

     No exemplo abaixo, típico modelo religioso de instituições e “igrejas em casa”, há um mero homem que oficialmente “toma conta” e tudo precisa passar por ele. Ele é quem oficialmente começa, termina, ensina ou “aponta” alguém para ensinar ou assumir o “louvor”. Ele toma as decisões, responde as perguntas e tem o controle do “procedimento”. Isso não existe na Bíblia (1Co 14:26) e está muito aquém de produzir Fruto. Fermento na massa, Dons sufocados e a perda do Senhorio de Jesus são inevitáveis nesse modelo. Outro detalhe: esse “método” não se encontra na Bíblia. Isso deve ter grande peso.

maneira do homem

     Um sistema de castas tipo clero-leigos e um “show” pré-programado interativo é quase universal (em todo as religiões, incluindo “cristianismo cultural”) mas não está na Bíblia nem no Coração e Mente de Deus. Jesus teve palavras claras, fortes e até insultantes contra um sistema cheio de tradições e pessoas assalariadas e aqueles que se elevaram acima do Povo de Deus. Até mesmo os “Doze Apóstolos do Cordeiro” eram para ser simplesmente “irmãos entre irmãos” no “meio” dos Santos, não “acima” deles, de acordo com Jesus. Deus está desejando liderança como a de Samuel no meio da Vida, sem título ou posição, mas somente amor e dons conforme a necessidade. Caso contrário, estaremos “rejeitando Deus” ao permitir e desejar um modelo de “liderança” tipo Saul, de acordo com a declaração de Deus a Samuel e a Seu Povo. É claro que isso tudo é um passo radical comparado com as tradições dos homens que têm feito a cabeça da maioria durante toda sua vida. Mas, até que reavaliemos os nossos caminhos pelas Escrituras, os nossos resultados vão continuar a ser mornos e cheios de fermento, que é a característica de toda religião cultural moderna.

     Aqui está a essência de uma questão que precisamos reconsiderar: Os nossos tempos juntos são “sobre” Jesus ou “DE” Jesus? Obediência, humildade e liberdade por parte de TODOS os Santos fazem toda a diferença! “Porque dEle, e por Ele, e para Ele são TODAS AS COISAS!” O modelo de cristianismo inventado pelo homem de “freqüentar” e “homem santo” garante uma perda IMENSA. Jesus NÃO ganha o Jeito DELE em você ou por você ou para você como ELE quer quando homens controlam por meio de sua “criatividade” e jogos de poder. O jeito baseado em medo ou auto-promoção é financeiramente lucrativo e eleva o ego da casta clero. Não é de se surpreender então porque há tanta energia e insultos quando estas coisas são mostradas a muitos deles. É “a Pedra que os CONSTRUTORES rejeitaram que se tornou a Pedra Angular”. Os “construtores” são aqueles que têm algo a perder. Ou pelo menos PENSAM que têm algo a perder porque não têm confiado suficientemente em Jesus ou em Seu Povo. Entretanto, é absolutamente certo que Jesus proíbe (Mt 23, etc.) estruturas de pirâmides feitas pelo homem e TODO tipo de títulos religiosos que são tão comuns hoje em dia. É vergonhoso e uma grande perda porque os Seus Dons são desperdiçados e a Sua Voz não é ouvida. E isso é verdade mesmo que o “sermão” tenha sido “bom” ou Bíblico ou a “música” tenha sido “Animada”. Não vamos cansá-lo com as “estatísticas” do “fruto” ruim relacionado ao cristianismo moderno, apesar dos “sermões excelentes” e “música animada”. A religião baseada em marcar presença, controlada pelo clero, não vem dEle, mesmo que seja “para” Ele. Faz toda a diferença se as “portas do inferno prevalecem” ou se são CONQUISTADAS pela Sua Vida diária (1Co 12, At 2:42-47, Hb 3:12-14). Ele quer ser CABEÇA da Sua Igreja, não um assunto entre aqueles reunidos em Seu Nome.

     Mas, e se todos os dons tivessem um lugar igual? Talvez haja alguém com um dom de pastor que esteja sentado no círculo. Talvez alguém com um dom de ensino esteja sentado aqui e um dom de misericórdia sentado lá. O dom de ajuda talvez esteja sentado aqui e alguém com o dom de profecia poderia estar sentado aqui. Todos os dons têm um lugar igual porque são todos Jesus!

maneira do Jesus

     Como já vimos, Paulo em 1Coríntios 14 claramente descreve o tempo quando “a igreja inteira” está junta. Ele descreve o envolvimento de todos os Santos que têm Jesus vivendo dentro deles. Cristãos, como descrito alguns momentos antes na carta (Capítulo 12), que estão vivendo todos os dias juntos debaixo do Seu Senhorio deveriam continuar a viver como Sacerdotes quando a igreja estiver junta em um lugar. Todos têm uma oportunidade para ouvir Jesus e obedecer a Sua Liderança momento a momento como Sacerdotes verdadeiros toda vez que a igreja está reunida. Não existem homens ou mulheres religiosos dominando o tempo ou definidos previamente para darem um discurso pré-ensaiado ou um show musical. Esse modelo de “Quando revelação vier à segunda pessoa, deixe a primeira SE SENTAR!” está de acordo com a ÚNICA Figura que o Novo Testamento dá de Jesus como Cabeça numa Reunião de Seu “Reino de Sacerdotes”. Todos os Dons são derramados sobre o Corpo de Cristo, a Igreja, e podem ENTRAR EM AÇÃO a QUALQUER momento. “Quando revelação vier à segunda pessoa, deixe a primeira SE SENTAR!” diz o Senhor. Não há nenhum lugar para controlar quem ou o que pode acontecer, coreografado anteriormente por razões de oratória, música, entretenimento, ou controle.

     Numa Igreja que reconhece que Jesus é presentemente ativo, envolvido, e Vivo, e não uma relíquia histórica para ser estimada, venerada e discutida, há Liberdade! Todos com Jesus vivo dentro deles demonstrando isso na prática diariamente entre outros que Crêem têm a responsabilidade de oferecer seus Dons “para que o Corpo seja edificado”. Jesus é derramado por INTEIRO no Seu Corpo, em TODOS os Seus Dons, e qualquer Dom pode ser necessário a qualquer momento. Se um jovem se abre sobre dificuldades no trabalho ou se uma irmã admite que tem dificuldades com as crianças, os Dons de Ensino, Encorajamento, Pastor, ou Ajuda podem todos vir a tona e ser “a Revelação que vem à segunda pessoa!” Esta é a única “Foto” do tempo quando “a igreja inteira está Junta” na Bíblia. E nessa “foto” Jesus é permitido ser o Cabeça VIVO da Sua própria igreja ao invés de uma organização feita por homens controlado por mero homens.

     Cada pessoa em que Cristo Vivo habita precisa ser Livre para ser movida e usada por Jesus no meio do que está acontecendo naquele instante. Somente ISSO é o “Corpo de Cristo”. As “Reuniões” são então aquilo que transborda do que já acontece dia-a-dia “de casa em casa” da Vida Juntos em Jesus. JESUS deve reinar e dirigir o Seu POVO e usar Seus Dons O TEMPO TODO, nos lares e nas chamadas “reuniões”. Homens vão tentar imitar isso tornando-o apenas um momento simbólico de “compartilhar” (sabe-se lá o que é isso), mas mantendo-se no controle. Não aceite nenhum esquema quando JESUS pode, em vez disso, viver por meio de todos os Seus Dons e Seu Povo.

     Isso é sobre o SEU coração para “um Reino de Sacerdotes”, com Jesus realmente sendo Cabeça do Seu Corpo na prática. Mas, com certeza, essa discussão não é sobre algum tipo de versão infantil e nada Bíblica de “todo mundo fala o que pensa”, cada um “tem a sua vez” “fala o que dá na cabeça” e “todos expressando alguma coisa” ou “se você falou mais do que 5 minutos semana passada então não pode falar nada essa semana” etc., etc. Certamente a Igreja dEle não é uma “democracia”. A Igreja dEle é para ser Teocrática onde UNÇÃO, DONS e o PENSAMENTO DELE MOMENTO A MOMENTO Reinam sobre as nossas interações de maneira surpreendente e constantemente dinâmica. Às vezes (não algo planejado) uma pessoa pode estar correspondendo com Deus em voz alta por um período de tempo longo. Mas não é algo “esperado” para aquela vez ou qualquer vez.

     Há liberdade e obediência a Seus Caminhos em 1Co 14. Mas não esqueça que Paulo também tratou nesse capítulo com possíveis abusos por pessoas ignorando a chefia ou abusando da sua “liberdade” por ambição ou emoção ou falta de sabedoria. Mais uma vez, lembre que o contexto inteiro de 1Co 14 inclui “capítulos” 10-13 onde o Coração de Deus é que Seu Povo viva como “um só Pão”, discernindo o Corpo e vivendo DIARIAMENTE com vidas interligadas assim como a mão é interligada aos dedos e ao punho. Nesse contexto de VIDA Bíblica na igreja, 1Co 14 também pode ser obedecido. “Quando revelação vier ao segundo, deixe o primeiro SE SENTAR.” Nenhum “show” e nenhum “homem santo” liderando o show. “Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre!” Não se pode permitir que o medo, a ganância, o poder e a ambição de alguns roubem a Herança do Seu Povo. Jesus está VIVO e está FALANDO através dos Seus Dons “como Ele quer” quando somos realmente o Seu Corpo, em vez de encenando uma cerimônia num dia santo.

     Sim, talvez haja “supervisores” que servem e ajudam a facilitar. E, sim, existe ocasiões em que é preciso “proclamar” em lugares públicos para os desCrentes como Paulo fez em certos ocasiões relatado no livro de Atos. Mas, diferente de hoje, até nessas ocasiões de “proclamar” houve “diálogo” (a palavra em Grego para o que aconteceu em Troas)não “monólogo” ininterrupto. E esse tipo de situação de “proclamação” com os desCrentes em Eféso ou Atenas não deve ser confundido com os tempos quando “a igreja inteira está Junta”. (Com certeza, entretanto, os desCrentes vão muitas vezes estar presente quando a Família de Deus estiver junta1Co 14.) Ocasiões quando o Corpo de Cristo local está tendo um tempo especial no mesmo lugar juntos é muito diferente de quando alguém está “pregando na praça” para uma massa de pessoas desCrentes. Um exemplo é quando Paulo usou uma “escola” pagã para poder falar com desCrentes sobre Jesus (Atos 19:8-10) levando a Palavra de Deus para “todos que estavam na Província da Ásia”. Isso, claro, é diferente de quando a igreja, as pessoas Redimidas e nas quais Ele Habita, estão reunidas como em 1Co 12-14 ou Atos 20 onde Paulo “dialogou” (como mencionado na palavra grega) com a sua Família até a madrugada num contexto informal.

     Jesus deseja construir Sua Igreja contra a qual as portas do inferno não mais prevalecerão! “ASSIM é COMO todos os homens saberão que são MEUS Discípulos.” Ele quer que NÓS nos “tornemos uma habitação” para Ele, diariamente interligados “unidos e ligados” e “lutando como Um Homem pela Fé”. Por meio dessa Expressão de Vida, intimidade diária de “mãe, irmão, irmã”, que tem o seu começo em Jesus, É POSSÍVEL para todo Seu Povo (do transbordar de vidas totalmente interligadas “diariamente”, Atos 2:42-47, 1Co 12-13) SER útil pelo Espírito de Cristo, a qualquer momento. É realmente simples. :) EXATAMENTE como era quando Ele esteve aqui conosco fisicamente, JESUS é quem tem a última palavra. Quando não estivermos impedindo o Seu Espírito com planos feitos por homens, hierarquias, liturgias, tradições, espetáculos e vidas mundanas e independentes, Ele torna-se livre para se expressar e expressar os Seus Dons, igual quando Ele estava presente fisicamente aqui. O Seu Pensamento e Unção Atual, seja por um momento ou “até a madrugada”, é nossa paixão. “Quando revelação vier ao segundo, deixe o primeiro se sentar...!”

Liderança de Jesus
Na vida

     Depois de ter falado tudo isso, é essencial dizer de novo que NADA disso realmente importa se não tem Qualidade de Vida diária descrita em 1Co 12-13 como condição prévia a capitulo 14. A verdade é que sem Vida diária isso é um tanto “perigoso”. Não podemos simplesmente falar sobre “reuniões” sem perder algo muito crucial. O Assunto abrange muito mais. É sobre a Dinâmica de Vida de Jesus no Seu Povo. E pessoas religiosas vivendo vidas mundanas, desConectadas, egocêntricas são a razão por que o show pre-programado por um homem santo tornou-se uma “proteção” óbvia de homens pecaminosos, fantasiosos, usando a sua “liberdade” como palco para suas próprias ambições. Qualidade de Vida diária, 1Co 12-13, é um pré-requisito e suposição para a Liberdade de 1Co 14.

     Precisamos ajuntar essas “fotos” mencionadas antes sobre o tempo quando os Santos estão todos juntos como um Sacerdócio, e não como uma “congregação”, com a Vida diária de Atos 2:42-47, 1Co 12, Hb 3:12-14 e “CEM mães, irmãos e irmãs”, como é para ser (Ef 3:11). Jesus disse que esse É o Plano. É a Qualidade de Vida para a qual Ele chamou o Seu Povo a viver Juntos que está em jogo aqui, não meramente um “jeito para reunir”! Ele deseja uma Herança, não uma “reunião” ou uma troca de “conhecimento” ou “adoração emocionante”. O Seu Coração é para um Homem Unido, um Cristianismo Verdadeiro de Lucas 9:23-27, 57-62, “do menor até o maior” vestidos com SEU Espírito.

     Não é sobre ser um pouco mais descontraído e flexível nas nossas reuniões pré-planejadas ou não, para depois dizer que foi “guiado pelo Espírito”. Só porque não sabemos de antemão o que iremos fazer não quer dizer que as coisas então vão ser “guiadas pelo Espírito”. Dificilmente. Não é NADA assim. Mas como “Janes e Jambres” quando os impostores são vistos de perspectiva mundana aparentam ser similar às coisas Reais.

     A diferença entre simplesmente reformar religião denominacional versus viver na realidade de Jesus vivo e ressurreto... é surpreendente. Modificar criativamente “reuniões” e “estrutura” (dentro de um prédio religioso ou numa “casa”) não é tão importante comparado com a Oportunidade que Ele nos oferece hoje. Ele não está nos chamando para uma estrutura “nova e aperfeiçoada”. Ele está nos chamando para um relacionamento cotidiano de comer juntos da Árvore da Vida, com O Ungido! Ah, SIM, isso vai mudar nossas “reuniões”, mas isso é o Fruto, não o alvo. Simplesmente nos atualizando em doutrinas novas e aperfeiçoadas, técnicas, dinâmicas de grupo, jeitos de como morar próximos um do outro, uma “bolsa comum” que não é Bíblica, ou uma das inumeráveis maneiras novas de tradição ou costume é sem sentido, na realidade. O que realmente queremos (se desejamos o que Ele Deseja!) é um Lugar onde JESUS pode morar e “circular” (Ap 1-2) desimpedido como REI Vivo e Reinando. Somente isso é VIDA ZOE (é o que Jesus a chamou). SOBREnatural, Vida Celestial, de natureza Indestrutível e Eterna, Realidade que é completa em si só de um Reino Invisível de Poder e Verdade e Amor e Vida. Jesus trouxe essa “Vida Plena”, Vida de “Rios de Água Viva” para o Seu Povo de uma outra dimensão, um Universo que não pode ser visto com olhos humanos em freqüências de luz da terra.

     Vida em Cristo Juntos não se trata de “como se reunir”. O que Jesus trouxe à terra com uma Hoste de Anjos não poderia ser tão banal e superficial como isso. “Reuniões” onde mais pessoas podem “participar”, foi por ISSO que Jesus morreu? DE JEITO NENHUM! Jesus não veio à terra para nos trazer uma nova maneira de se reunir ou “ter igreja” ou começar algum “movimento religioso”. Isso seria muito falho comparado com “Suas Intenções, agora mediante a Igreja! (Ef 3:10). Ele quer aniquilar, dizimar, e humilhar publicamente o inimigo e transformar vida após vida após vida no caráter, Vida, Sabedoria e Poder do Filho. Ele “leva muitos filhos para Glória” não simplesmente para Salvação. Jesus está construindo a Sua IGREJA contra a qual as portas do inferno NÃO prevalecerão. Pela Graça de Jesus Cristo e de baixo da Sua Autoridade, estamos trazendo de volta os nossos filhos, nossas filhas, famílias e vizinhos da sedução e escravidão de satanás. Vidas estão mudando. Ele nos trouxe um Reino completamente novo para morar ao Seu lado, ar fresco para respirar, olhos novos para ver, e um novo coração para poder sentir e amar. E tudo na vida é afetado nessa mudança, incluindo “reuniões”!

     Dá para ver que isso requer coragem? Você vê que exige fé e obediência? Pode ver que isto mudará sua vida se começar a viver nestas coisas? Você não será mais amarrado à cama! Somos um Reino de Sacerdotes todos os dias. E, reuniões são uma coisa a mais, na verdade. Noventa por cento do nosso crescimento vem da nossa vivência juntos, e talvez apenas dez por cento venha das reuniões. Isso significa que você tem que sair da sua casa e entrar nas casas dos outros. Você pode levar água ou comida ou roupa até a casa dos irmãos. Quando você vê alguém se irritando com uma criança, talvez seja necessário tirar um tempo e conversar sobre isso e caminhar com ele. Quando vir orgulho na vida de um deles, então coloque seu braço ao redor dele e peça que não tenha orgulho. Quando vir egoísmo na vida de um irmão, coloque seu braço ao redor dele e diga: “Por favor, não seja mais egoísta”. Nós não fechamos os nossos olhos até a próxima reunião. Vivemos no meio da vida um do outro todos os dias como sacerdotes que fazem o trabalho de Deus e como “cem mães, irmãos e irmãs”. Isso, também, é um mandamento absoluto de Deus em Hebreus 3 e em muitos outros lugares.

     Hebreus 3:12-14: “Tomem então cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês se afaste para longe do Deus vivo, levado pelo seu coração mau e incrédulo. Pelo contrário, fiquem ao lado, encorajem e admoestem uns aos outros todos os dias enquanto dura esse tempo de ‘hoje’, a fim de que ninguém endureça o seu coração pelo engano do pecado. Porque se mantivermos firmemente até ao fim a nossa confiança no Senhor, como quando nos tornamos cristãos, participamos de tudo o que pertence a Cristo.”

     Note bem o que esta passagem diz, isto vem de Deus. Deus Todo-Poderoso diz a você e a mim que devemos admoestar um ao outro e ajudar um ao outro todos os dias. Devemos estar diariamente ao lado um do outro. O Espírito Santo escolheu dizer “todos os dias”. Ele não disse todos os domingos. Ele não disse todos os domingos e nas quartas-feiras. Ele nem mesmo disse em reuniões. Ele diz para se envolver no nível de Verdade na vida um do outro todos os dias. Se outros estão disponíveis ou poderiam estar, e você escolher de não se envolver por causa de estilo de vida, orgulho, egoísmo, ou escolha de moradia, Deus diz que você vai endurecer e não vai poder sentir o que Ele sente. Você estará enganado em pensar que sabe o que é certo, mas realmente você não sabe. É isso que as Escrituras especificamente dizem! Ele não disse simplesmente para fazer isto. Ele disse que se não fizer isso, ficará muito machucado. Se eu não tenho irmãos que falam diariamente comigo sobre minha vida—diariamente—então vou ficar duro. Eu serei enganado. Talvez você diga: “Mas eu leio a minha Bíblia todos os dias!” “Mas eu oro todos os dias!” “A minha esposa é Cristã e eu a vejo todos os dias!”. Não foi isso que Deus disse. Você pode ler sua Bíblia e pode orar todos os dias, mas se você não se envolver todos os dias em vidas de outros, ficará mais e mais duro, e cada vez mais enganado. Deus disse isso em Hebreus 3:12-14. Você acredita no que a Bíblia diz? Acredita na pessoa de Deus?

     Quem escreveu a Bíblia? Deus! Deus diz que temos que nos envolver na vida um do outro todos os dias. Se você me vê sendo egoísta, você precisa vir e me dizer “Irmão, não seja egoísta. Isso deixa Jesus triste”. Se você me vê sendo orgulhoso, por favor, me ajude e me faça lembrar que Deus se opõe ao orgulhoso. Eu não quero que Deus se oponha a mim! Você tem que me ajudar, porque eu não consigo ver isso sempre. Ninguém consegue. “Admoeste uns aos outros todos os dias a fim de que ninguém endureça o seu coração pelo engano do pecado.” Isto é uma parte importante (e quase totalmente desobedecida mundialmente) da nossa vida diária juntos. Isso é umas das maneiras principais que você é um sacerdote usando seus dons, e um “embaixador por Cristo, como se Deus exortasse por seu intermédio”.

     Se você colocar em prática estas verdades que sempre estiveram em suas Bíblias, ficará surpreendido ao ver o quanto mais perto de Jesus você estará daqui a dois anos. “Admoestem um ao outro todos os dias.” Fiquem envolvidos “todos os dias” com as crianças uns dos outros, nos casamentos e nos lugares de trabalho. Vá até lá! É necessário que você saia da sua “zona de conforto” e vá até lá quando você não teria feito assim antes! Sim, eu quero dizer VOCÊ! :) Por favor, para Jesus! Fale a Palavra “como vinda de Deus” na vida um do outro, de modo prático, diariamente. “Então, quando vocês se ajuntam, irmãos, todos têm uma palavra de instrução, uma canção, uma revelação”. “Quando revelação vier ao segundo, deixe o primeiro se sentar.” Ao colocar isso em prática, talvez descubra que alguns que você pensou que eram Cristãos não amam Jesus o tanto quanto você sempre pensou que amavam. Também pode ser que ache alguns se tornando mais fortes e mais sábios do que você antes poderia imaginar. Os meios de Deus expõem os fraudulentos e os falsos e fazem o fraco muito forte. Glória a Deus!

     Estas riquezas foram confiadas a você. Ponha em prática por causa de Jesus. Você precisa definir o que um Cristão realmente é de acordo com que Jesus disse. Você tem que entender liderança e o que ela realmente deve ser. Vivam suas vidas juntos, diariamente encorajando e ajudando uns aos outros a crescerem. Ajudem uns aos outros a crescerem e amarem mais Jesus ao longo de suas tardes e ao passar de suas noites. Venham, e se reúnam em um círculo ao redor do Rei Jesus.

     A Bíblia é 100% verdadeira por completo. É sobre Jesus e Seus seguidores. São Histórias de como eles sentiram dor e como eles aprenderam nas suas experiências com Deus. Podemos com certeza aprender das suas histórias, mas podemos também aprender da mesma maneira que eles aprenderam: fitando os nossos olhos em Deus juntos nas nossas vidas cotidianas. Nesse sentido, somos também “cartas vivas”. Toda a leitura no mundo nunca poderia nos mudar do modo que a experiência conjunta de Vida pode nos mudar. Coisas profundas que queremos aprender nunca chegam inteiramente ao nosso coração quando são apenas lidas em um papel. Ao aprendermos coisas juntos todos os dias, Jesus nos ensina as lições profundas da vida que nunca aprenderíamos com todo o estudo Bíblico do mundo, embora essas verdades estejam nas Bíblias de todos. “O pilar e a fundação da Verdade é a ekklesia—a igreja” “A VIDA se torna a Luz dos homens”.

     A Vida não foi feita para ser como uma escola primária onde aprendemos idéias e depois acreditamos em certas coisas ou em um “credo”. A verdade é que Deus nos chamou para nos tornar os mesmos homens e mulheres de Deus como aqueles que foram antes de nós—conectados ao mesmo Deus como eles eram—profundamente apaixonados com o mesmo Jesus como eles eram apaixonados. Para que isso aconteça, nós não somente precisamos saber o que eles sabiam, mas precisamos sentir o que eles sentiram. Para sentir o que eles sentiram Deus precisa nos levar numa jornada similar à deles. Então começamos essa jornada de aplicar juntos a Palavra de Deus às nossas vidas. Caminhamos nessa jornada com lágrimas nos olhos, com nossos pontos fracos e fortes, amando um ao outro e ajudando um ao outro—nas horas difíceis e nas horas legais—com nossos olhos em nossa Esperança, nosso Messias. Estamos sempre prosseguindo, confiantes que Deus vai nos sustentar e ajudar ao ficarmos juntos.

     Se você amar Jesus e construir da maneira correta, as portas do inferno não irão mais prevalecer. O pecado será derrotado. Fraquezas e doenças serão curadas. Pecados serão perdoados. Bondade levará muitos ao arrependimento. Relacionamentos serão construídos ou restabelecidos, além do que você poderia imaginar nos seus sonhos mais maravilhosos. Você brilhará como as estrelas no universo, resplandecendo a bondade de Deus. E a Noiva, a Igreja, “irá se preparar” e estar pronta para quando o Noivo voltar!! Amém?

A Intenção de Deus...AGORA!

     Eu assisti um documentário uma vez sobre Albert Einstein. Na introdução havia uma frase que dizia algo assim: “Uma vez em um longo, longo, longo, período, aparece um homem que vê o universo com olhos diferentes e muda o universo em que vive.” Queremos colocar esse desafio diante de você. Seja o tipo de pessoa que Vê o universo, não por olhos naturais, mas por olhos Espirituais. Aceite o desafio de ser uma daquelas pessoas que Hebreus 11 menciona. Veja a visão de Deus de uma habitação para Deus pelo espírito com glória cada vez maior. Imagine com os olhos do coração, assim como diz que os cristãos no livro de Hebreus capítulo 11 visualizaram. Eles enxergaram a Cidade cujo Arquiteto e Edificador é Deus e então não ficaram satisfeitos com mais nada. Não estavam dispostos a voltar para a cidade velha. Viram o Plano Celestial a distancia e mesmo se não conseguissem apreender isso com suas próprias mãos, mesmo se não conseguissem ainda viver naquela Cidade que Deus havia destinado para eles, eles não queriam retroceder. “Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles e eles Seu povo.”

     Esse mesmo desafio está diante de você e de mim. Dê uma olhada no mundo ao seu redor, no universo que você se encontra, e especialmente na “igreja” que você se encontra e tenha um zelo que o consome para a Casa do Pai. Deixe o Seu Zelo consumir você de tal maneira que você estaria disposto a ariscar tudo em sua vida para ver isso se cumprir no seu meio. Você arriscaria a sua vida. Você arriscaria a sua família (Salmo 69:8-9). Você arriscaria o seu trabalho. Você arriscaria qualquer coisa para Deus e Seus propósitos. Isso precisa ser o cerne do nosso ser. Biblicamente falando, só existe esse tipo de Cristianismo. Esse pensamento ou idéia não é muito estimado, mas em Romanos 4 diz: “Aqueles com a fé de Abraão são filhos de Abraão”.

     Então qualquer que seja a situação ou igreja em que você se encontra e onde quer que você esteja (seja qual for o país ou lugar que você tenha ou diz ser seu lar agora), você precisa ter muito, muito cuidado para não aceitar algo que Deus não aceita. Não aceite algo por preguiça, ignorância da Palavra de Deus ou por falta de visão ou pecado em sua própria vida que o cegou ou deixou aleijado de tal maneira que se sente inadequado. Não deixe aqueles que estão conformados com Laodicéia chantageá-lo ou intimidá-lo para que aceite a mornidão.

     Talvez você acredite que é somente “leigo” e não tenha nada a oferecer. Talvez você pense que a sua opinião não importa muito porque há tantas pessoas por aí que são sábias e mais estudadas, então pensa: “Quem sou eu para discordar?” Só quero encorajar você porque não importa quem você seja, você tem algo a oferecer. Se você já invocou o nome do Senhor e pediu a Ele para controlar sua vida, você tem algo a oferecer. Se você já pediu a Ele para lavar os seus pecados, você tem algo a oferecer. O Desejo Dele é que, do menor até o maior, todo homem possa conhecê-LO, viver nos Seus conselhos e ter comunhão com Ele, em toda Sua Plenitude, diariamente.

     Uma vez em um período muito, muito grande aparece um homem, ou um povo, que está disposto a questionar o universo ao seu redor e mudar o mundo em que vive. Hebreus 11 é sobre isso. É para isso que Deus chamou cada um de nós a ser se tivermos a coragem e a disposição, e se estamos em comunhão com a cabeça. Permaneça nEle e terá muito fruto como resultado. Você pode ser a pessoa que faz a diferença no mundo em que você vive.

     Espero que tenhamos esclarecido pelo menos um equívoco que tem permeado a sociedade Cristã, a de pensar que se tornar um Cristão é o final da história e então que “freqüentar a igreja de sua escolha no domingo” é a subsistência até Jesus voltar e você ir para o Céu. Quero exterminar totalmente esse pensamento porque não é o pensamento de Deus. Deus chama esse conceito de religião falso e Laodicéia, a qual O deixa a ponto de vomitar.

     “A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais.” Efésios 3:10

     Essa é a intenção de Deus AGORA MESMO! A Sua vontade é de tornar conhecida a Sua multiforme sabedoria mediante a Igreja. Não por meio de indivíduos que são salvos, e não por meio de uma sociedade impotente de pessoas que se reúnem num dia programado durante a semana de terno e gravata... mas mediante o tecido da vida, mediante uma comunidade de pessoas que crêem que são “unidos e ligados pelo auxílio de todas as juntas” por pessoas que os dons são tão interligados que “são membros um do outro”. Compactados, “um só coração, uma só mente, de um acordo e um só propósito”. Esforce-se para essa visão encontrada em Atos de crentes que não eram possessivos de possessões, unidos”dedicados ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações”, e “diariamente nos lugares públicos e de casa em casa”. Veja com novos olhos o Povo de Deus como um organismounificado, constituído de um tecido de Vida contra o qual as portas do inferno não consigam prevalecer. Religião baseada em “freqüência” é aceitável para os hindus ou muçulmanos, mas não é o que Jesus começou e ordenou.

     A Sua intenção é “que agora, mediante a Ekklesia” por meio de um Organismo real e não um monte de pessoas freqüentando algum lugar, mas vidas que são interligadas, “confessando pecados um para outro” “carregando as cargas uns dos outros” e “amando um ao outro”. É esse tipo de vida que pessoas podem enxergar. E é a esse tipo de vida que Jesus estava se referindo quando Ele falou que é pelo “amor que tem um para outro” que “todos saberão” que isso vem do céu (João 13). Ele disse que isso iria “despojar os poderes e as autoridades”. A intenção de Deus é agora “mediante a Igreja” humilhar publicamente satanás e todos os poderes e as autoridades. E Sua intenção, de acordo com as escrituras, é “AGORA” mediante a igreja para pôr os seus inimigos debaixo de Seus pés, não somente na Sua segunda vinda e no supremo Reino Eterno, a obra completa de Deus, mas AGORA.

     E, com certeza, não estamos falando de utopia. E não estamos falando sobre uma reforma social, não uma idéia pós-milênio, e não “teologia do domínio”. Não sobre um show de poder, mas uma cruz... Estamos falando sobre um Povo expressando Vida junto da mesma forma que Jesus expressou a vida dEle, como Rei dos reis. Ele nasceu um filho bastardo numa manjedoura, andou num burrinho emprestado, e praticamente não teve bens própriosnão teve poder, nem educação, nem plataforma política nem mesmo “qualquer beleza ou majestade que nos atraísse a Ele”. Estamos falando sobre ser alguém que ama as pessoas onde estão, que pode enxergar o coração do homem e os levarem até a cruz. É sobre mostrar às pessoas o escândalo da existência e da vida dEle, e chamá-las para serem pescadores de homens. Para fazer parte da Sua Casa, Sua “moradia”. Para se tornarem pedras vivas. “Antes nem sequer eram um povo, mas agora são o povo de Deus.” Esse é o desejo do coração de Deus.

     Receba Jesus de Nazaré, com um Reino “não desse mundo”, não como conquistador de Roma ou de qualquer país que moramos, ou do sistema “religioso”. Receba Ele simplesmente como o Rei Carpinteiro que amava, perdoava e deu Sua própria Vida... e que está disposto a virar mesas no templo e a fazer um chicote se for necessário pelo amor por Seu Pai e pela Casa dEle.

     Jesus estava disposto a enxergar o universo em que Ele morava com outros olhos e por meio disso Mudá-lo, e Ele nos chama para ser esse mesmo tipo de pessoa. Isso não é transmissão de informação. É um chamado para santidade, e consagração aos propósitos de Deus e um chamado para levantar a visão dEle nos seus corações e suas vidas. Dobre seus joelhos e ore. É um chamado não somente para mudar o universo visível, mas também o universo invisível. “A Sua intenção é que agora mediante a Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida dos poderes e autoridades” e para todos os povos...

     Então deixe a brasa viva purificar seus lábios e seu coração, olhe para Deus e clame: “Eis-me aqui, Envia-me!”



Índice de Artigos
O guia do apóstolo Paulo para discipular cristãos carnais

     
     Ninguém iria discutir que era um “caso perdido”. Tentar ajudar um grupo como aquele pessoal de Corinto se tornar maduro em Cristo? Impossível. Aquela cidade imoral perto de Atenas era conhecida no mundo inteiro pela sua decadência bêbada. E a “igreja” lá? Bem… houve casos de sucesso magnífico1 mas ainda tinham muito refugo em esconderijos. O que fazer? O que Paulo faria com as notícias de Cloe dizendo que as coisas não estavam muito bem na igreja de Corinto?
     Como você trataria um irmão ou irmã que já é um Cristão há algum tempo, mas ainda tem problemas com vícios e não refreia os impulsos carnais? E com irmãos que brigam um com o outro, e, acredite ou não, até processam um ao outro? O que vamos pensar daqueles que ainda estão tão insensíveis a imoralidade sexual que decidem ignorar esses casos ao invés de se opor a eles? Como você trataria um irmão ou irmã com problemas desse tipo? Seria duro? Excluiria eles? Ficaria na sua e “não perderia seu tempo”?
     Paulo, sem dúvida, sentiu na pele algumas dessas possibilidades.
     É muito importante prestar atenção—o que Paulo fez… funcionou! Dentro de seis a nove meses depois que ele levantou a questão, ele pôde escrever para eles e dizer: “Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito,” “todos vocês foram obedientes”, “Alegro-me por ter plena confiança em vocês”, “eu estava orgulhoso de vocês, e vocês não me decepcionaram” (2Co 7:11-16). Isto é sucesso fenomenal!
     Vamos considerar este assunto de fazer de homens e mulheres que ainda estão espiritualmente fracos ou até carnais discípulos de Jesus. Agora, é importante lembrar enquanto você lê e ora sobre estas palavras da vida do apóstolo Paulo que, não foi tanto o que “ele fez”, mas muito mais “quem ele era”. Por isso você vai descobrir que a maioria das mudanças talvez precisa ser feita na sua própria vida se quiser ser um vaso útil pelo qual Deus possa trabalhar para trazer um milagre na vida de alguém.
     Não há nenhuma fórmula, só a habilidade de Deus de criar do nada, de trazer vida da morte. Muitas vezes Deus vai permitir que a pessoa com quem você está orando e “ensinando a obedecer” os mandamentos de Cristo, seu “Lázaro”, ficar no fedor da morte por um bom tempo para que seja bem claro a incapacidade do homem em ressuscitar alguém dos mortos. Deus deleita-se em trazer glória ao Seu nome tirando a pedra que está em frente dos nossos mausoléus ornamentados e cumprindo o impossível em nossas vidas. Não existe uma fórmula mágica, só o EU SOU. Sua missão, se a aceitar, é fazer do seu coração um veículo para o Deus Eterno em misericórdia e poder.
     Então, qual é o coração do apóstolo Paulo em como lidar com um irmão ou irmã que ainda vive buscando os prazeres deste mundo?

Manda Bala! Desce o porrete!
     É verdade que Paulo tratou severamente com “qualquer que, dizendo-se irmão, mas que seja imoral, avarento, idólatra (de trabalho, bens, recreação ou família), caluniador (alguém “ajudando Deus” com sua crítica e reclamação constante), alcoólatra, ou ladrão” (1Co 5:11). Ele teve tal coragem e convicção da Verdade de Deus que podia dizer com ousadia: “Pois as reuniões de vocês mais fazem mal do que bem” (1Co 11:17). E “Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo” (1Co 3:1). Ele teve a coragem de se opor e admoestar toda desobediência e criancice perpétua. Sua utilidade para Deus será determinada pela sua disposição de pagar o preço em se posicionar e não frivolamente deixar homens e mulheres difamar o nome do Deus da Glória, negligenciar sua Santidade e presumir em Sua graça. Como Paulo nosso irmão, “um homem como nós”, devemos ter a ousadia de nos envolver.
     Agora, antes de mergulharmos de cabeça nesta questão de “fazer a obra do Espírito Santo (encorajar, exortar, admoestar) uns aos outros todos os dias de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3:13; 12:15), precisamos cuidadosamente examinar o coração de Paulo com a sua família em Corinto. É esse fator que realmente vale mais quando ajudamos outros crescerem nAquele que é o Cabeça.
     Lembre-se, “vocês que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão” (Gl 6:1). “Espiritual” não quer dizer que você tem habilidade para liderar um estudo Bíblico ou porque homens te fizeram diácono ou porque você ganhou doze pessoas para Cristo no ano passado e nem porque você prega em seminários (ou na esquina) “muito bem”. Significa que você progrediu muito no caminho pouco andado de ser “conformado à imagem do Seu Filho” (Rm 8:29; 1Co 2:16). Você é muito parecido com Jesus em personalidade, pensamentos, paciência, oração, em ser servo para o menor dos seus irmãos e irmãs e em sua atitude para com bens materiais. “Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele deve andar como Ele andou” (1João 2:5-6).
     O Espírito Santo diz: “Vocês que são espirituais (cheios do Espírito de Jesus) devem restaurar aquele que for surpreendido em alguma transgressão com mansidão”. A questão não é que você precisa ter um relacionamento perfeito com Jesus para discipular/disciplinar alguém. Mas é essencial que você examine o seu próprio coração primeiro, “tire a viga do seu olho” e tenha certeza de que você tem um coração que Deus pode usar para realizar milagres.

O coração de alguém que faz discípulos
     Aqui temos o coração de Jesus numa pessoa chamada Paulo, um coração que Deus pôde realizar o impossível:

     Por isso resolvi não lhes fazer outra visita que causasse tristeza. Pois, se os entristeço, quem me alegrará senão vocês, a quem tenho entristecido? Escrevi como escrevi para que, quando eu for, não seja entristecido por aqueles que deveriam alegrar-me. Estava confiante em que todos vocês compartilhariam da minha alegria. Pois eu lhes escrevi com grande aflição e angústia de coração, e com muitas lágrimas, não para entristecê-los, mas para que soubessem como é profundo o meu amor por vocês. (2Co 2:1-4)
     Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo e vi que o Senhor me havia aberto uma porta, ainda assim, não tive sossego em meu espírito, porque não encontrei ali meu irmão Tito. Por isso, despedi-me deles e fui para a Macedônia. (2Co 2:12,13)
     Pois quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum descanso, mas fomos atribulados de toda forma: conflitos externos, temores internos. Deus, porém, que consola os abatidos, consolou-nos com a chegada de Tito, e não apenas com a vinda dele, mas também com a consolação que vocês lhe deram. Ele nos falou da saudade, da tristeza e da preocupação de vocês por mim, de modo que a minha alegria se tornou ainda maior. (2Co 7:5-8)
     Preste atenção nesse detalhe sobre um homem que Deus pode usar para transformar não meramente ações externas, mas corações—sim, era necessário confrontá-los, mas ele odiava fazer isto! Aquilo não trazia alegria para o seu dia e nem fazia o seu peito estufar. Sim, ele os repreendeu seriamente. Se lermos somente aquelas partes da sua carta, teremos a tendência de julgá-lo por ser uma pessoa severa e sem amor. Mas a verdade é que, se você pegar seus filhos brincando na avenida e não discipliná-los é uma prova que você não os ama (Hb 12:5-11). Entretanto, um pai amoroso (um líder em Cristo ou um irmão) odeia cada minuto da disciplina. Ele jamais poderia imaginar se gabando de como fez um bom trabalho corrigindo este rebelde. Provavelmente seria um segredo entre eles dois. Isto é amor (1Co 13:4-7).
     Paulo foi praticamente devastado por este encontro com os Coríntios, mesmo eles sendo merecedores de tal repreensão. Mesmo que precisasse fazer isso para que tivessem comunhão com Deus e com os santos (IJo 1:3-7), um homem ou mulher de Deus vai odiar o pensamento da necessidade de confrontar um irmão peregrino (não importa o quanto parece que ele precisa disso). Paulo falou que foi “uma agonia” escrever uma carta para eles. Causou-lhe “grande aflição” e ele, literalmente, derramou “muitas lagrimas” enquanto tentou escrever esta carta de repreensão e instrução.
     Lembre-se que foi dado a Paulo uma “porta aberta” para pregar o evangelho em Trôade (2Co 2:12). Mas ele ficou tão aturdido pelo receio que a família em Corinto rejeitaria a sua palavra, vinda do Senhor, o oráculo de Deus na sua carta (1Pe 4:11), que ele finalmente virou as costas para a “porta aberta” e decidiu procurar Tito para descobrir como eles receberam a sua advertência. Ele não teve “sossego” ou “descanso”. Teve “conflitos externos, temores internos e nenhum alívio,” e até se arrependeu de ter mandado a repreensão. Toda esta dor não cessou até que, finalmente, Tito transmitiu para Paulo que eles ainda o amavam e tinham “saudade e zelo” por ele ainda. O melhor de tudo isso é que a grande tristeza que a sua repreensão trouxe para os Cristãos em Corinto os levou a um maravilhoso arrependimento e foram “inocentes neste assunto” dentro de seis a nove meses depois de escrever para eles sobre seu mundanismo.
     Esta é a questão: É obvio que não podemos ficar passivos enquanto outros estão colocando em risco o seu relacionamento com Deus e vendendo o seu Destino nEle. Mas, se nós podemos casualmente demolir alguém, até mesmo em relação aos pecados mais óbvios, sem chorar e sem nos angustiar, não estamos em posição de dizer-lhes sequer a primeira palavra. Examine o seu coração cuidadosamente. Se você não tem pelo menos um desejo de ter compaixão, então você não tem a permissão de Deus para falar, não importa se você está “certo” ou não. “Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada disso me valerá” (1Co 13:2). Amem?!

     Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de poupá-los que não voltei a Corinto. (2Co 1:23)
     Por isso resolvi não lhes fazer outra visita que causasse tristeza. (2Co 2:1)
     Paulo e todo homem ou mulher que Deus vai usar sabe quando ser sábio e não forçar a barra. Paulo sabia que tinha muito para fazer nesta cidade pecaminosa e neste grupo de Cristãos imorais e mundanos.2 Ele também sabia quando morder a sua língua. Chegou um ponto que Paulo sabia que não deveria “exasperar seus filhos”. Ele decidiu não voltar e “fazer outra visita que causasse tristeza” mesmo que ainda não tinha recebido o recado que eles se arrependeram das áreas pecaminosas.
     A moral da história é que pode haver coisas que poderíamos dizer, observações que poderíamos fazer sobre um outro irmão ou irmã—coisas verdadeiras e certas—mas pode haver ocasiões em que dizer uma única palavra a eles poderia ser pecado. Paulo sabia, assim como Jesus, e como nós precisamos aprender, que quando somos um com o Pai através de Jesus, não vamos falar sequer uma palavra por nós mesmos, nunca. (Jo 14:10-11, 24; 8:28-29; 17:21; Gl 2:20; Ef 6:19-20; Cl 1:9; 1Pe 4:11). Todas as coisas que são verdadeiras não são necessariamente certas e boas para serem faladas naquele dado momento. Se submeta a Deus para que você sempre faça o Seu desejo: para tratar da situação com amor agora ou aos poucos durante um período de seis meses ou nunca confrontar a pessoa, mas simplesmente orar continuamente que Deus use algum meio para ajudar eles a deixar o pecado. Você não é o policial de Deus. O nosso Deus é como qualquer bom Pai—Ele não vai ter outros disciplinando, ao acaso, os Seus filhos (Ob 1:12; Sl. 50:21-22). Há um tempo para repreender, possivelmente, em frente de todos os outros irmãos (Gl 2:11-14; 1Tm 5:20; At 5:1-11). Há também a hora de, quietamente, lavar os pés até de um ladrão conhecido, como Jesus fez, deixando Judas continuar como tesoureiro até o último momento. Enquanto você permanecer leal a Palavra de Deus e seu compromisso de representar o governo eterno de Deus, por favor, seja também bom, tolerante e generoso (Rm 2:4; 2Tm 2:25-26; 1Ts 5:14; Lc 6:37-38). Aprenda como Paulo a fechar a boca em certas ocasiões.

     “Não que tenhamos domínio sobre a sua fé, mas cooperamos com vocês para que tenham alegria, pois é pela fé que vocês permanecem firmes.” (2Co 1:24)
     “Quanto ao irmão Apolo, insisti que fosse com os irmãos visitar vocês. Ele não quis de modo nenhum ir agora, mas irá quando tiver boa oportunidade.” (1Co 16:12)
     Observe este Apóstolo, cheio de poder, operador de milagres, que tinha visto Cristo e alguns anos depois foi transportado para o próprio céu (At 9; 22; 26; 1Co 15:8; 2Co 12:2). Até o próprio Apóstolo Paulo se recusou a colocar palavras na boca de alguém ou fazer as pessoas se conformarem a fazer as coisas da maneira que ele achava que deveriam ser feitas. Certamente os princípios de Deus nunca foram comprometidos (Gl 2:14; Tt 3:10; 1Co 5:9-13), mas a “mecânica” ou o “como fazer” nunca foram impostos. Isto é ilustrado acima quando Apolo se recusa seguir as instruções fortes de Paulo (1Co 16:12).
     Considere também a forte advertência e o implorar de um reconhecido profeta de Deus pelo nome de Agabo junto com um doutor (que escreveu um Evangelho) chamado Lucas—foram recusados por Paulo (Atos 21:10-15).
     O princípio é—não devemos impor regras feitas por homens em nenhuma área espiritual (“namoro”, shortes, cota de estudo Bíblico, etc…) não importa quão lógico aparentam ser. Nem Jesus se colocou como “Juiz” de coisas externas (Lc. 12:14). Como Paulo disse, regras “não tem valor algum contra a sensualidade,” elas só trazem “morte” e não têm nenhum poder para mudar o coração da pessoa, mas somente modificam as suas ações para se conformar ao padrão estabelecido (Cl 2:23; 2Co 3:6).
     Porque Deus é o Juiz das intenções do coração, mesmo se as ações são boas (Mt 5:27-28), é insensato focar em mudança de comportamento. Paulo implorou com angústia aos Cristãos na Galácia: “Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?” (Gl 3:3).
     Paulo lembrou os Corintios claramente que ele não tinha e não iria “ter domínio” sobre a fé deles, mas se ofereceu como um instrumento para eles gozarem e utilizarem em sua busca de uma fé mais profunda em Cristo e um andar mais completo nEle (2Co 1:24). Certamente “autoridade” não é uma idéia contraria à Bíblia (Hb 13:17, 7; 1Co 16:15-16; 2Co 13:10; 1Ts 5:12-13), mas o objetivo de qualquer pessoa investir nas vidas dos outros espiritualmente é ser uma ferramenta para elas acharem a sua própria fé, não um martelo para fazê-las a sua própria imagem, como os Fariseus fizeram (Mt 23:15). Certamente, seja para todos um exemplo claro para imitar (1Ts 1:6; 2:10, 14; 1Co 11:1; Fp 3:17, 4:9; 1Tm 4:11-16), mas lembre-se das palavras de Jesus: “Você não deixe ninguém te chamar mestre, pai, chefe (discipulador?, etc.) porque você tem UM—E TODOS VOCÊS SÃO IRMÃOS” (Mateus 23:5-12).

     “Pois, se os entristeço, quem me alegrará senão vocês, a quem tenho entristecido? Escrevi como escrevi para que, quando eu for, não seja entristecido por aqueles que deveriam alegrar-me. Estava confiante em que todos vocês compartilhariam da minha alegria. Pois eu lhes escrevi com grande aflição e angústia de coração, e com muitas lágrimas, não para entristecê-los, mas para que soubessem como é profundo o meu amor por vocês.” (2Co 2:3-4)
     “Concedam-nos lugar no coração de vocês. A ninguém prejudicamos, a ninguém causamos dano, a ninguém exploramos. Não digo isso para condená-los; já lhes disse que vocês estão em nosso coração para juntos morrermos ou vivermos. Tenho grande confiança em vocês, e de vocês tenho muito orgulho. Sinto-me bastante encorajado; minha alegria transborda em todas as tribulações.” (2Co 7:2-4)
     “Eu lhe tinha dito que estava orgulhoso de vocês, e vocês não me decepcionaram. Da mesma forma como era verdade tudo o que lhes dissemos, o orgulho que temos de vocês diante de Tito também mostrou-se verdadeiro. . . . Alegro-me por poder ter plena confiança em vocês.” (2Co 7:14,16)
     Você pode imaginar tendo “plena confiança”, tendo “muito orgulho”, sendo “bastante encorajado” e tendo “alegria que transborda” com um homem que se embriaga na ceia do Senhor e está cheio de si mesmo, de vanglória e de materialismo? Como que você se sentiria com uma pessoa assim? E com uma congregação que parece ser caracterizada por uma “espiritualidade” maravilhosa como esta? Você iria desistir e “sacudir o pó dos seus pés”?
     Ou, ficaria completamente confiante que elas iriam dar meia volta e antes de ouvir que elas realmente desistiram de tais coisas poder exaltá-las diante de outras pessoas? (2Co 7:14-16). Se você tem o coração de Paulo, que freqüentemente teve o coração de Cristo, você não irá criticar e se queixar sobre as imperfeições dos outros—mas irá ter orgulho da sua família diante dos outros e ser inteiramente confiante do seu futuro. Deus faz uma boa obra! Como você está caminhando? Será que outros podem ver esta qualidade em você? Eu tenho “plena confiança” que irão!

     Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2Co 1:21-22)
     Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1Co 1:8)
     Aqui está um cara chamado Paulo que teve a educação e experiência de um advogado, sabia as escrituras de trás pra frente, recebeu instruções pessoalmente do Cristo ressurreto, participou de numerosos milagres e trouxe milhares de homens e mulheres a Cristo (Fp 3:5; At 26:24; 23:6; 20:35; Gl 1:14; Rm 15:18-19). Mesmo com tudo isso, ele rapidamente reconheceu que ele como pessoa era incapaz de fazer qualquer coisa na vida de alguém.
     Somente Deus pode criar, purificar e dar poder. Paulo dependeu de Deus para transformar suas palavras de pedras em pão de vida para seus irmãos e irmãs. Paulo sabia que somente Cristo podia realmente revelar o Pai e que somente o mesmo Deus que fez ele forte poderia tornar os outros fortes (Mt 11:24, 27; Fp 3:15; 2Tm 2:7; Cl 1:9-11; Ef. 1:17-19; 3:16-19; At 20:30-32; 1Jo 5:20). Ele entregou seus irmãos e irmãs inteiramente para Aquele que poderia os “manter firmes até o final” e “completar aquilo que Ele começou neles” (Hb 12:2,11; 13:20; 1Ts 5:23-24; 2Ts 3:3; Jo 3:21). O trabalho de Paulo era para fielmente plantar as sementes, regá-las e certamente fazer tudo no seu poder para dar a sua vida por eles (1Ts 2:8), mas ele humildemente reconheceu que a sua Teologia, argumentos, persuasão, ou retórica—nada disso podia fazer alguém mais maduro ou transformar a alma (Jo 1:1-12; Rm 12:3). A única coisa que ele podia fazer é carregar a semente da verdade num vaso de uma vida quebrantada e pura (2Co 4:6-7; 2Tm. 2:20-21) e orar para que o Senhor da Seara desse aumento nos corações abertos.

     E para eu e você? Como poderia ser diferente? Vamos ser fiéis, cheios de fé, corajosos, implacáveis, puros como a ovelha preciosa—e em oração deitar os nossos fardos pelos irmãos aos pés do “Grande Pastor das ovelhas”. Ele vai “os aperfeiçoar em todo o bem para fazerem a vontade dele e operar em nós o que lhe é agradável, mediante Jesus Cristo…” (Hb 13:20-21).

     O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis. (1Co 4:2)

     Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados! Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo. (1Co 4:10-13)
     Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de morte; para aqueles, fragrância de vida. Mas quem está capacitado para tanto? (2Co 2:15-16)
     Não há dúvida que este nível de envolvimento corajoso na vida espiritual dos outros custa caro. Não há dúvida nenhuma que o preço para ser útil ao nosso Deus antes da Sua volta pode incluir ser tratado brutalmente, maldiçoado, caluniado ou até passar fome e sede (Lc 6:24-26). Não há dúvida que se somos “loucos por causa de Cristo” (ao invés de resolutos, convencidos ou uma franquia de maquinário religioso) iremos pagar um preço bem alto.
     Você aceita, em termos práticos, de voluntariamente se tornar nada, “o lixo do mundo”? Se você tiver a coragem de se envolver no ministério de vida e verdades de Deus, certamente será um aroma suave para aqueles com bom coração. De igual modo, se você estiver realmente envolvido no Trabalho de Deus, você será o fedor da morte para aqueles com corações impenitentes. Custará também como custou o Filho do Homem. Como o poderoso apóstolo mesmo disse: “Quem é suficiente para tal coisa?!” Ele não foi leviano e nem nós deveríamos ser.
     É algo incrível fazermos parte da guerra “contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”. (2Coríntio10:3-4; Efésios 6:10-12)
     Fale a verdade, quando você leu o título deste livreto pensou que iria encontrar uma formula capaz de tornar possível essa tarefa difícil de discipular Cristãos carnais a terem um relacionamento com Cristo, né? É a minha oração que você realmente reconheça que “o segredo” se acha somente em uma única coisa: Que o seu coração esteja escondido em Cristo e que você esteja disposto a até morrer pelo “menor destes” – “sendo ainda pecadores”. O seu coração é como o de Jesus: para redimir homens para Deus, mesmo com a sua própria vida se necessário. Eis o segredo. Faça disso o seu foco central, anseie o Deus da Palavra, a Viva e ativa Palavra de Deus, e o Povo de Deus; assim você não terá mais problemas que Paulo teve para discipular Cristãos carnais. Prepare o seu coração.
     Enquanto que você toma passos firmes em dar a sua vida para o seu Senhor e para seus irmãos e irmãs, arrisque o impossível e o impopular e deixe ser dito de você nos céus, como também foi dito sobre um outro mero homem: (Atos 13:36)—“TENDO SERVIDO AO PROPÓSITO DE DEUS EM SUA GERAÇÃO…”.

1. (I Co 6:9-11)

2. Anotação: Lc 14:33; Lc 9:57-62; Mt 10:32-39; At 3:22-23 não são contraditórias a 1Co 3:1. A reação dos Corintios para verdade é a chave. Veja 2Co 7:8-16. A reação de um verdadeiro discípulo quando é confrontado com verdade—não é argumentar, ter mais três anos no estudo grego, e bocejar. Por favor, leia estes versículos cuidadosamente e descobrirá que é absolutamente impossível alguém que se chama de Cristão poder permanecer indiferente quando confrontado com a Palavra de Deus.




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Como ser forte na tempestade

     
     Quando Jesus e os discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus: —Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for. Então Jesus disse: —As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar. Aí ele disse para outro homem: —Venha comigo. Mas ele respondeu: —Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai. Jesus disse: —Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de Deus. Outro homem disse: —Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu vá me despedir da minha família. Jesus respondeu: —Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus. (Lucas 9:57-62)
     Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus. Então Jesus disse: —Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. (Lucas 13:1-5)
     Então Jesus contou esta parábola: —Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?” Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.” (Lucas 13: 6-9)
     Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse: —Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!” Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo: Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem. (Lucas 14:25-33)
     Vocês lembram o temporal que caiu naquele dia? Todos nós estávamos conversando sobre a analogia das “árvores”, sobre como aquelas que não se dobraram são aquelas que não resistiram quando os ventos fortes vieram. As árvores rígidas, que não se dobraram, as inflexíveis, essas foram destruídas pela tempestade. Recentemente presenciei uma ocasião em que uma mulher contava a outras pessoas sobre o crescimento que ela tinha percebido em sua vida ao longo dos anos. Ela compartilhou com todos uma definição de orgulho que descobriu ser bem útil ao desejo de crescer e mudar. A definição que ela deu foi que orgulho é reservar para si mesmo o direito de ter a última palavra ou a decisão final; é se dar “o direito” de tomar a decisão final. Essa foi a definição de orgulho. E, claro, as Escrituras dizem em pelo menos três lugares que “Deus se opõe ao orgulhoso e dá graça ao humilde.” Deus é inimigo dos orgulhosos. E se orgulho é “reservar para si o direito de tomar a decisão final”, se orgulho for isso, então há muitas pessoas que pensam ser amigas de Deus mas que de fato são inimigas Dele, por Sua própria definição.
     Considerem aquela atitude de ser rígido, ser orgulhoso, egocêntrico, independente e inflexível. É orgulho quando se vive um tipo de vida comodista, na qual tomamos nossas próprias decisões, estamos no controle de nossas coisas, mimamos nossa própria carne e sorrimos procurando viver pelo menor denominador comum. “Que posso fazer? Como posso agir? Como posso me apresentar? O que eu poderia dizer ou fazer para conseguir ‘escapar de fininho’ sem que ninguém seja capaz de perceber algo de errado em mim? Ou pelo menos, se disserem alguma coisa, vou poder sair ileso? Como posso escapar com o mínimo de auto-sacrifício ou crucificação do meu próprio bem, crucificação de minhas necessidades, meus direitos, meu tempo, ou de qualquer outra coisa?” Se essas forem nossas atitudes, Jesus disse que as tempestades virão. E quando esses temporais chegarem, se não estivermos construindo sobre a rocha da obediência a Deus, mas ao invés disso em cima da areia do “ir levando”, então nós seremos arrancados e não vai haver nenhum fruto. O “mais um ano” vai se esgotar e a coisa vai ser atirada ao fogo.

Sua Graça
     Ora, eu não acho que Jesus foi legalista, o que vocês acham? Alguém aqui de fato acredita que Jesus era um legalista? “Como é que Ele se atreve a dizer tudo aquilo! Que coisa mais rude e cruel: ‘odeie seu pai, mãe, irmão, irmã’. Não posso nem dizer adeus à minha família. Poxa, Jesus. Você é legalista!” Conheço muita gente que chamaria tudo isso aí de legalismo. Mas parece que de algum jeito, já que rebaixamos as Escrituras ao nível de simples “poesia”, nós nem mesmo aceitamos o fato de que Jesus É que é Senhor, que é Rei, e que está voltando para aqueles que estão vestindo Sua camisa, ponto final.
     Parece que de algum jeito nós criamos “um boneco de cera de Jesus”, um que quando você dá corda nele, quando puxa a cordinha, Ele diz coisas mas elas não significam nada. Se alguém dissesse qualquer daquelas palavras hoje, gente nos quatro cantos do mundo iria gritar: “legalismo, legalismo!” Mas isso É Jesus. Esse é o único Jesus que existe. E Ele não está sendo legalista. Ele não é um mestre cruel. Para aquele homem, naquele instante, não havia qualquer outra Esperança. O “uma coisa ainda falta” de cada um pode ser diferente. O “jovem rico” tinha um problema de apego ao dinheiro, aparentemente, em vez do apego à família biológica que Jesus disse que outras pessoas teriam que resolver. Deus não é nem “anti-dinheiro” nem “anti-família”, se essas questões estiverem totalmente debaixo do Senhorio Dele em todas as áreas de obediência, emoção e decisão. Jesus é ANTI tudo e qualquer coisa que poderia fazer alguém não obedecê-Lo imediatamente porque as cordinhas do coração, os preconceitos, os confortos e o orgulho estão presos em algo menos do que ELE, nesta nossa presente era decaída. Ele está dizendo que se você não viver desse jeito, satanás vai ter um gancho em você e você será arrancado. Isso não é legalismo. Isso é graça.
     “Estou dando a você uma chance. Estou oferecendo Minha mão a você. Estou trazendo Verdade em sua vida para poder libertar você da escravidão do medo, dos desejos próprios, do medo da morte, do medo de temporais, do medo da pobreza, do medo da doença, do medo de perder os entes queridos.” E se você não viver assim, vai ser derrubado. Porque satanás vai encontrar um jeito de acabar com você. Se você der a ele qualquer alvo que não estiver debaixo da graça e do conhecimento de Deus, seu compromisso total com Ele e morte do bem próprio (“tome a SUA cruz e siga-Me” e “negue-se a si mesmo”, “até a morte”); se der a ele qualquer alvo, satanás vai achar e enganar você.
     Isso não é legalismo! Jesus não é legalista como alguns se apressariam em chamá-Lo se Ele estivesse em carne e osso dizendo essas coisas a tais pessoas, coisas sobre áreas de suas vidas que não tivessem rendidas a Ele. Jesus NÃO é legalista quando diz que você deve renunciar às afeições e prioridades de seu coração que não sejam ELE. Ele simplesmente sabe como esta “geração má e perversa” pode enganar qualquer homem, mulher ou adolescente que pense que “dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.” Pelo contrário, isso vai devorá-LOS. Perceba a linguagem de Jesus... não é “legalismo” mas “Eu estou dizendo a você que Sei como tudo isso funciona! Me escute! Não dá para você abraçar o mundo e a própria vida, os desejos, as muletas e os confortos com as pernas e não terminar indo morar na casa do Meu inimigo.” Isso é Jesus dizendo: “Não construa essa torre sem calcular o custo. Não entre nisso sem saber que vai custar tudo que você tem para conseguir chegar até o fim.” Essa é a natureza do Cristianismo. “Você não pode me seguir. Você não vai ser capaz de continuar a me seguir sem esse compromisso.” Isso não é legalismo. Ele está dizendo que você não vai conseguir a menos que isso seja quem você é, e quem você deseja ser. Qualquer um pode sentar num banco de igreja, ou num sofá e ficar se enganando com orações bonitinhas, sermões, idéias e lanches improvisados. Mas, uma VIDA que não é totalmente entregue a Ele, com todas as suas afeições e prioridades, todo seu tempo, recursos e amores, que não é consumida pelos Propósitos DELE e não pelos próprios, então esta pessoa já falhou ou vai falhar. Assim disse o Senhor. “Esta deve ser a qualidade de sua decisão de me seguir: Você abandone tudo.
     Você não tem que sepultar seu pai, você não precisa criar desculpas para ir dizer adeus à família. Me seguir exigirá tudo de você. Você deixa as redes lá, cheias de peixe, e você vem.”
     Ele está dizendo que esse tem que ser o seu coração e a sua atitude. Não é legalismo, algo tipo: “Faça isso... ou então, não pode me seguir!” É mais: “Se você não abandonar isso, se essas coisas ainda dominam você de alguma maneira, você está tentando viver duas vidas ao mesmo tempo. Nesse caso, satanás vai encontrar um jeito de enganá-lo.” Esse é o preço. Ele já sabe o custo de segui-­Lo, Ele sabe o que vai acontecer se você não der a Ele todo seu coração, alma, mente e força. E Ele está dizendo: “Tome cuidado! Estou dando a você um conhecimento do mundo invisível e de como o inimigo opera. Se você der abertura a ele, cedo ou tarde ele vai achá-la.” Jesus não é nem um pouco legalista. Ele nos deu tudo que pertence à vida e à piedade.

Seu Reino, Suas Regras
     Repetir as palavras de Jesus não faz de você um legalista. Repetir as palavras de Jesus não faz de mim um legalista. Repetir as palavras de Jesus é dizê-las como elas são, porque todo o resto é engano. Aquilo que Jesus não disse é engano. Quero deixar isso bem claro! Tudo o que Jesus disse é Verdade, e qualquer coisa que não se mantenha à altura do padrão que Jesus estabeleceu é engano. Será que dá pra eu dizer isso sem me meter em muita confusão? Jesus é quem faz as regras. Este é Seu Reino, e ponto final. Existem outros reinos por aí. Existe coceira nos ouvidos a rodo aí fora. E existe um bom número de professores querendo dizer algo a você diferente daquilo que Jesus de Nazaré disse. Eles falam de um reino alternativo, um universo paralelo que tem algo do mesmo vocabulário, mas que não é Real, que não tem substância em si.
     E Jesus disse que se você tentar viver nesse reino alternativo, aquele reino de imitação, falsificado, que possui o vocabulário mas onde tudo não passa de cópias de cera, se você tentar viver nesse reino, o inimigo vai enganar você. Isso foi uma advertência de Jesus que precisa ser real em nossos corações. Não tem meio-termo. Não dá para tentar ir levando com o menor denominador comum, com aquilo que imaginamos vai deixar todo mundo contente. “Opa, não mexa comigo! Tudo bem, vou fazer isso aqui e aquilo lá e tentar tirar todo mundo do meu encalço.” Não é bem assim. Precisa vir do coração. Tem que vir do coração. Deus sabe se eu vivo por fé no Filho de Deus ou se eu vivo pelo meu próprio bem. Deus sabe a diferença, não sabe? E adivinha qual é o outro que também sabe? Satanás também sabe. É como aconteceu com os sete filhos de Ceva. Satanás conhecia a diferença entre Paulo e Jesus e esses outros sujeitos que só estavam utilizando o vocabulário. Ele sabia a diferença e não teve medo de alguém que usou o vocabulário mas que não vivia pela fé no Filho de Deus.
     Quero chamar a atenção de todos nós para a seriedade de uma qualidade de vida no homem interior que ninguém pode dar a você. Tentar esconder qualquer coisa de meros humanos, como todos nós somos, não traz nenhum benefício a você. Talvez você consiga “passar de fininho”... talvez você se esconda em algum outro lugar. Existe todo tipo de alternativa. Mas a verdade é, todos nós vamos comparecer perante Jesus. E essas são Suas palavras, e eu quero viver assim porque Ele falou! Para mim não faz nenhum sentido tentar alterar o significado das palavras de Jesus ou me esconder atrás de outras palavras que Jesus disse. Ele disse estas também. Acredito em todas as palavras que Ele disse. E estas palavras também são verdade, e eu quero viver desse modo. Não existe uma espécie de “nova aliança” que exclui os ensinamentos de Jesus. Jesus não é um profeta da velha aliança; Ele é a personificação da Nova Aliança. Essas coisas são verdadeiras. Elas continuam verdadeiras hoje e continuarão verdadeiras para sempre. Isso é a personificação da Verdade. Ele é a Verdade! Não existe maneira de contornar isso. Não há meio de pular por cima disso, e não existe meio de criar uma nova aliança onde essas coisas não se apliquem mais. Jesus é a Verdade. Não existe caminho até o Pai exceto por Ele e através Dele.

Qual a Qualidade do Seu Coração?
     Se ainda há áreas do seu coração que você entregou ao tempo para que ele resolva e pensou que está tudo bem... contanto que ninguém diga qualquer coisa, e, mesmo que diga, você simplesmente fica enrolando até que elas desapareçam. Se seu coração é assim, então você está deixando de perceber algo muito, muito importante aqui. Você não está percebendo o fato de que Jesus quer que você vá até o fim com Ele. E, se você não viver dessa maneira, então satanás vai destruir você. O fato é que os temporais estão vindo. Temporais muito maiores estão se aproximando, muito mais ferozes, fatais, potencialmente muito piores do que tudo que já passamos até aqui. E a maneira como satanás faz as coisas... é sempre com truques de espelhos onde ele trapaceia, engana, justifica e acusa os outros para justificar o próprio eu. Você fica muito vulnerável a essas coisas se não viver exatamente como Jesus disse para viver aqui, adotando a Verdade do jeito que Jesus disse para adotarmos.
     Se existe qualquer ponto “fraco” no seu coração por causa de alguma coisa à qual você está se segurando, algo a que você está se prendendo, que você está justificando para si mesmo ou em relação ao qual você se compara a outras pessoas, então satanás vai descobrir você. Os temporais virão e aí, nessa hora, eles vão mostrar o quanto você vale. E fique certo de que sempre vai ser culpa de “outra pessoa” pois satanás vai garantir que você se sinta dessa maneira em relação a tudo. Ele vai enviar um bom número de “sábios” para dizer a você o que seus ouvidos estão coçando para ouvir. E, de fato, Paulo disse que se você não ama a Verdade, se você não amar a Verdade com amor ágape, mas preferir outras coisas, ele disse que o próprio Deus enviará uma poderosa sedução para que você acredite na mentira.
     Deus não quer nenhum meio-termo. Se você não ama a Verdade o bastante a ponto de aplicá-la a seu próprio coração e viver uma vida crucificada, se o que você deseja é um tipo alternativo de Cristianismo, então o próprio Deus enviará uma poderosa sedução para que você acredite na mentira (2Ts 2). A natureza disso é sobrenatural, não é como geografia ou química onde há apenas um certo conjunto de fatos que ou você conhece, ou não conhece. A Verdade Espiritual não funciona bem assim. Se seu coração é duro, se sua consciência está cauterizada com ferro quente, se você prefere a mentira, se você quer qualquer outra verdade além daquela que Jesus de Nazaré ensinou, então Deus vai assegurar que você acredite nela com todo seu coração. Você nem precisa ser um hipócrita pois Deus vai garantir que você acredite na mentira. Ele enviará um engano para fazer com que você acredite na mentira.
     Tudo isso está ligado à qualidade do seu coração, não à sua habilidade intelectual para compreender e classificar, filtrar e processar. Está resumido na qualidade do seu coração. Você quer ser um doulos, um escravo? Você quer entregar sua vida? Você está disposto a dizer: “que os mortos enterrem seus próprios mortos”? Você está disposto a odiar sua mãe, irmão, irmã? Está disposto a deixar terras, posses e coisas para trás? Você está disposto a largar seus direitos, ou será que você precisa dar a palavra final? Você quer reservar para si o direito de tomar a decisão final? Você precisa disso? Porque se você precisa, então você tem “mais um ano”. E eu oro para que você use ele bem.
     É Para Adorar!
     “Isso não nada a ver COMIGO!” E eu fico muito feliz! Isso tem a ver com Deus, e Seu poder. Eu só preciso decidir entregar minha vida a Ele e deixá-Lo fazer Seu trabalho, e aí sim, “morrer é lucro”. Eu não tenho que viver, eu mesmo, minha “própria” vida.
     Esse pensamento é bastante libertador. Ele nos livra de vários cativeiros, do medo e do peso que teríamos que carregar se tudo isso tivesse a ver com nós mesmos. Eu lembro em João 4 o que Jesus, bem cedo em Sua caminhada visível no planeta terra, falou sobre adoração. Ele disse: “Meu pai procura adoradores.” Bom, essa provavelmente foi a última vez em que Ele usou a palavra, que eu saiba, pelo resto de sua vida física neste planeta. Ele falou que as pedras ao longo da estrada gritariam de louvor se Seu povo não o fizesse, e outras poucas coisas desse tipo. Mas esta é uma afirmação muito importante: “Meu Pai procura adoradores.” Isso soa muito universal, muito abrangente. É como se tudo mais tivesse a ver com isso. E tudo isso, de fato, tem a ver com adoração! Mas então POR QUE Jesus passou tanto tempo dizendo: “a menos que renuncie a tudo quanto tem, você não pode ser meu discípulo. A menos que perca sua vida, você nunca a encontrará. A menos que negue a si mesmo, a menos que pare de reservar para si próprio o direito de tomar a decisão final e de ter a palavra final, a menos que pare de fazer isso... Você não pode ser Meu seguidor! Você não pode ser um Cristão.” Por que razão Ele ficava dizendo esse tipo de coisa, se tudo “tem a ver” com adoração?
     Bem, a verdade é que adorar é “oferecer seu corpo como um sacrifício vivo”, como Paulo concluiu para nós mais tarde. E isso bem depois que ele disse para considerar a profundidade, a largura, a majestade de Deus... “considerem Seus caminhos que estão além da compreensão ...”, uma afirmação cheia de adoração. E daí Paulo segue em frente e diz: “portanto, por causa da misericórdia de Deus, ofereçam seus corpos como um sacrifício vivo. Parem de se conformar aos padrões do mundo”. Ele foi bem prático conosco outra vez!
     A essência de viver uma vida de adoração que é aceitável a Deus, “adoração aceitável”... o caminho para ser livre do fardo que faz da adoração hipocrisia ou uma auto-ilusão, ou alguma mera declaração teológica, mas não algo que flui abundantemente de um coração livre, é que nós morramos para o mundo e o mundo para nós. Nós, em realidade, colocamos aquelas coisas diante Dele e renunciamos àquilo que possui uma influência em nossas vidas. Nós paramos de adorar essas coisas. Nós paramos de adorar nossa carne e nosso conforto; nós paramos de adorar o que nos traz segurança nas tempestades, e o ronco do estômago, a fome; nós paramos de adorar nossos filhos e nossos parentes; nós paramos de adorar nossa educação, nossa formação acadêmica e nossa necessidade de sobrevivência; paramos de adorar nossa necessidade de estar certos e nossa necessidade de ser inteligentes, nossa necessidade de ser amados. Nós cessamos de adorar todas essas coisas, e, pela primeira vez, somos livres para adorar a Deus.
     É por isso que Jesus falou tantas coisas que parecem “legalismo”. Aquilo não era legalismo! Ele estava dizendo: “Vocês precisam abrir mão dessas coisas para ter meu Pai. Vocês não podem ter as duas coisas ao mesmo tempo.” “Eu não terei outros deuses perante Mim.” “Eu sou um Deus ciumento.” Ele está à procura de um coração que pertença única e exclusivamente a Ele, e que não esteja agarrado à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, querendo ser como Deus, exigindo nossos direitos, privilégios, espaço, opinião e mimos para a carne. Deus está à procura de nossa disposição para renunciar a tudo aquilo e confiar Nele, despidos e sem qualquer vergonha diante do Pai. Sem necessidade de coisa alguma, verdadeiramente sem necessidade de qualquer coisa exceto da comunhão com Ele e de Sua amizade. Impelidos continuamente por isso e continuamente entregues a isso, fundamental e simplesmente controlados em todos os aspectos de nossas vidas pela comunhão com o Pai. Adorar tem a ver com isso.
     E a razão por que Jesus disse todas aquelas coisas difíceis de ouvir é porque elas estão intimamente relacionadas à verdadeira adoração. De fato, a única forma de ter adoração verdadeira é ter apenas um Deus. “O Senhor Seu Deus é o Único Deus.” “E amarás o Senhor Seu Deus de todo seu coração, toda sua alma, força e mente.” E esse é o único modo, ó Israel, pelo qual vocês podem verdadeiramente ver e amar o Único Deus. “Felizes os puros de coração, pois verão a Deus.” “Sem santidade ninguém verá o Senhor.” Isso é uma afirmação bastante absoluta. Não dá para ser mais absoluto do que isso. Sem a qualidade de ser separado, sem uma vida separada para o Pai e longe de todo o lixo, você não vai ver o Senhor. Você não pode vê-Lo. Você não consegue ver o Reino, e você não vai ser capaz de ver Deus nem de experimentar Sua presença em sua vida do jeito que Ele desejaria.
     Não fique se Contorcendo porque o Negócio é BOM!
     “Meu Pai procura adoradores.” E agora eu vou passar o resto de minha vida, Jesus disse, mostrando a vocês como serem livres das coisas que vocês vêm adorando, para que vocês possam experimentar o amor Dele e se jogar nos Seus braços. Isso é uma coisa boa, não ruim. É um privilégio; é um “posso participar” e não um “precisa ser”. É uma oportunidade que a face da terra nunca viu antes pois eles só se importavam com a satisfação de sua própria carne. Eles eram escravos de sua carne e escravos da conseqüência dessa escravidão, cativos do pecado e da pena pelo pecado. E eles eram sem esperança no mundo, como Paulo disse. Mas então Deus, rico em misericórdia, abriu o caminho por onde nós podemos ser livres da carne. Jesus disse aos Fariseus: “Vocês não têm espaço para Mim em seus corações.” E também foi Ele quem passou seus três anos de sua vida pública dizendo: “Eu quero mostrar a você que vale à pena ser livre, e que você pode ser livre porque Eu vou viver isso bem na frente de você.” E é isso que Ele nos chamou e nos deu a oportunidade de fazer, e nos deu o privilégio e o equipamento necessário para sermos capazes de fazê-lo.
     Mas existem algumas decisões que precisamos tomar. Ele não passou tanto tempo aqui ensinando a troco de nada. Ele poderia ter andado por aí com uma varinha mágica, não é mesmo? “Você aí, você tá livre. Agora você, e você também tá livre.” Ele passou aquele tempo todo ensinando porque nós fomos feitos à semelhança de Deus, recebendo a oportunidade de crescer no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A nós foi dada a oportunidade de crescer no entendimento. As contínuas orações de Paulo eram para que o Pai desse entendimento, para que o Pai desse revelação, A FIM DE QUE nós pudéssemos viver uma vida que é digna Dele. Digna do chamado que traz prazer ao Pai, e uma herança para Jesus.
     Ele nos traz entendimento porque somos feitos em Sua imagem e então livres para escolher. Ele nos traz entendimento para que possamos ver coisas como Ele vê e assim nos lançamos voluntariamente em Seus braços, deixando para trás os cuidados e as preocupações do mundo e o engano das riquezas, e não amar o mundo, amar a nós mesmos e a necessidade de ter o direito de tomar a decisão final. Ele nos dá a oportunidade, e com Sua graça e bondade abre o caminho para nos deixar conhecê-Lo, experimentá-Lo e viver em comunhão com Ele sem sermos controlados pelo lixo do resto. É assim que essas coisas são reconciliadas. É uma oportunidade que Ele nos traz, e Ele nos mostra os obstáculos e as ervas daninhas que nós voluntariamente, por nosso próprio livre-arbítrio, podemos arrancar.
     “Ouve, ó Israel, o Senhor Seu Deus é o Único Deus. Único Deus.” Portanto, amai-O de todo o vosso coração, alma, mente e forças. Adorem-No. Somos separados para adorá-Lo em Espírito e em Verdade. Se o Espírito de Deus está apagado dentro de você, então tudo o que pode fazer é repetir palavras e obter uma sensação emocional para si mesmo. Se não for algo baseado na Verdade, então é engano. Assim, adorá-Lo em Espírito e em Verdade significa viver a vida que Jesus viveu. Como o Apóstolo João disse, sessenta anos depois: “Qualquer um que diz que vive Nele deve andar como Jesus andou.” É essa a oportunidade que Ele colocou diante de nós. Eu quero viver isso junto com vocês.
     Pai nosso, pedimos a Você que nos ajude. Com imensa gratidão em nossos corações, reconhecemos o favor que Você tem nos mostrado. Nós éramos mortos em nossas transgressões e em nossos pecados, sem esperança no mundo. Escarnecedores cegos e ignorantes, vivendo em rebelião e descrença; isso era tudo que nós éramos. Tudo o que tínhamos a oferecer era tolice. E, mesmo assim, Você tocou nossos corações tornando-os em carne apesar da nossa própria habilidade, da nossa força de vontade, do convencimento ou persuasão de meros humanos ao nosso redor. Você, Você mesmo, estendeu Sua mão para dentro de nossos corações, nos tocou, nos tornou sensíveis transformando nossos corações de pedra em corações de carne e nos dando a oportunidade de ver e conhecer Você.
     Agora nós queremos ir além de simplesmente experimentar a Sua salvação. Queremos passar para o reino dos que são Seus adoradores, amando Você e sendo separados para Seus propósitos e separados para Seu prazer. Ajude-nos a ver como é possível viver tudo isso. Pai, nós não estamos presos por qualquer lei. Nós não estamos presos a qualquer julgamento exterior. Nós não estamos presos às opiniões dos homens ou por um sistema legal. Nós estamos presos a uma aliança de amor e a um desejo de devolver a Você o amor que Você primeiro nos mostrou, tirando-nos da escuridão em primeiro lugar. Embora estivéssemos mortos em nossas transgressões e pecados, Você nos amou e sacrificou a Si mesmo por nós. E amor maior que esse ninguém possui, que dar a própria vida por seu amigo. Como Você tenha feito isso por nós, queremos fazer isso por Você e uns pelos outros. Queremos renunciar à nossa própria vida e a todas as exigências que temos dessa vida, para colocar isso em Suas mãos onde tudo certamente vai guardar seguro até o último dia. Amém.




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Jesus é o único patrão

O que faz alguém ser um líder?

     Existem dois tipos de líderes. Um é um líder de coração, resultado de um relacionamento atual com Deus. O outro é um líder por posição que talvez tenha um título e possivelmente é a “pessoa oficial” à frente, o patrão oficial. Jesus disse que um líder por posição não deveria existir. Existe liderança do tipo Samuel e por outro lado liderança tipo Saul. Samuel teve muitas das qualidades de um rei em Israel. Saul foi chamado de um rei. Em alguns aspectos, estas posições de liderança parecem similares, mas Samuel liderava baseado em um relacionamento com Deus e Saul liderava baseado em sua posição/cargo1∗. Os líderes da Igreja na cidade onde eu moro são aqueles que estão andando mais próximos de Deus HOJE. Se um irmão ou irmã não está andando próximo de Deus hoje, ele não é considerado muito como um líder. Se uma pessoa que na semana passada talvez não estivesse tão perto de Deus, mas hoje se arrependeu do pecado em sua vida e agora é mais capaz de ouvir Deus, ela está mais próxima de ser um líder essa semana do que estava na semana passada. “Ser um líder” é resultado de um relacionamento com Deus e o povo de Deus. Não é resultado de uma posição. Então temos muitos líderes na cidade onde moro, mas não temos nenhum “cargo”. Um líder essa semana talvez não seja um na próxima semana. Jesus disse que toda autoridade no céu e na terra pertence a ELE. Isso ainda é verdade. Então, o tanto que podemos ouvir Jesus, a quem pertence toda autoridade, vai ser o mesmo tanto de autoridade que um homem tem—somente o tanto que ele dá ouvidos a Jesus. Ponto final.

Gerado da preguiça
     Existe em cada um de nós um traço de preguiça que nos faz querer esconder por trás do pano de fundo e deixar outra pessoa resolver as nossas batalhas por nós. É por isso que surgiu a divisão entre cleros e leigos. Bem cedo na história da igreja, voltando no segundo século a 1800 anos atrás, pessoas começaram a querer um rei para reinar sobre elas. Queriam ter um “homem santo” para estar à frente da igreja.
     Talvez esse homem tivesse um relacionamento íntimo com Deus, mas o povo de Deus ao invés de querer que todos fossem sacerdotes, preferiu ter um “homem santo” para lutar as suas batalhas. Eles queriam pegar um homem e fazer dele o rei da igreja. E talvez esse homem fosse um homem muito bom. O problema não é o relacionamento que esse homem tinha com Deus; é bom que todo homem tenha um relacionamento com Deus. Talvez esse homem tivesse um dom forte e válido, mas quando ele é designado como sendo especial e chamado como o “patrão da igreja”, aí temos um problema. Este lugar é somente de Jesus. Jesus é o único patrão de qualquer Igreja Verdadeira. Um “pastor” não deve ser o patrão de uma igreja; não há nenhum patrão a não ser Jesus.
     Israel queria ter um rei; queria ter um homem como o patrão. Eles queriam alguém para tomar o lugar de Samuel—mas Samuel não era um rei! Samuel era um homem de Deus que tinha influenciado toda uma nação porque conhecia Deus. Isso não era uma posição de autoridade para Samuel. Samuel não tinha nenhum cargo, assessor, nem salário. Ele não foi apontado para uma posição como rei. Samuel era simplesmente um homem de Deus tão respeitado quanto um rei, mas não tinha nenhum cargo nem posição. Ele não era um rei. Ele não era um “pastor”. Ele simplesmente amava Deus de todo seu coração e porque podia ouvir Deus, ele tinha influência. Ele não tinha nenhuma posição…ele tinha influência. Se um homem realmente conhece Deus, ele vai ajudar o povo de Deus. Se ele for chamado por Deus, ele vai ajudar pessoas. Um verdadeiro homem de Deus não tem nenhuma posição, ele tem influência.
     Se eu sou um marceneiro, eu trabalho com madeira. Faço cadeiras, mesas, ou estantes de madeira se eu sou um marceneiro. Se eu sou um pedreiro, então eu faço coisas com tijolos e massa. Algo que eu faço de tijolos e massa é a prova que eu sou pedreiro. Algo que eu faço de madeira é prova que sou um marceneiro. Onde está a prova que eu sou um pastor2∗? A prova é que eu amo o povo de Deus! Eu o ajudo. Não preciso de um cargo para fazer isso. Não preciso de um título. Não preciso ser o patrão. Eu simplesmente amo pessoas com o dom que tenho e as ajudo. A prova que sou marceneiro é a cadeira que fiz. A prova que sou um pastor é que eu alimento o povo de Deus todos os dias. Quando vejo alguém que faz parte do povo de Deus com fome, isso parte meu coração. Quando vejo alguém que faz parte do povo de Deus com problemas ou em perigo, o coração de pastor dentro de mim corre atrás dele para protegê-lo. Isso é prova que sou ungido de Deus para ser pastor. Não preciso de um crachá. Não preciso de um certificado pendurado na parede nem de um diploma de seminário. Preciso de um coração para amar e fazer a obra de Deus. Você é um marceneiro? Faça cadeiras. Você tem o dom de pastor? Ame pessoas. Alimente-as, proteja-as, e ajude-as.

“Vocês ME rejeitaram!”
     Isso é verdade sobre qualquer dom. Mas os homens destroem muito do Cristianismo porque querem um rei. Samuel não era um rei; era um homem de Deus. Saul era um rei e ele destruiu o povo de Deus. Deus disse: “Eles não rejeitaram você, Samuel; eles rejeitaram Deus”. Quando queremos ter um homem como patrão, estamos rejeitando Deus. Samuel teve uma grande influência porque ele conhecia Deus, não porque tinha a posição de rei.
     Eles parecem muito um com o outro, não é mesmo? Alguém de um outro país podia vir a Israel e dizer: “Vocês têm um rei! Samuel é seu rei!” Israel iria responder: “Bem, eu sei que ele parece com um rei porque todos o respeitam e estimam muito, mas ele não é um rei. Não temos nenhum rei senão Deus. O fato é que Samuel conhece Deus muito bem. Então nós o respeitamos e o amamos.” Outras nações pensavam que Israel tinha um rei, Rei Samuel. Mas ele não era um rei. Ele era um homem de Deus. Ele não tinha nenhuma posição. Ele ia ali, ia acolá, ele desaparecia, e depois voltava. Reis não fazem isso. Homens de Deus fazem isso. Israel queria colocar alguém no lugar de Samuel quando ele ficasse velho. Eles queriam ter um rei como as outras nações (ou como as outras denominações)!
     Quando queremos que alguém seja patrão sobre nós, alguém para lutar as nossas batalhas, então rejeitamos a Deus. 1 Samuel 8:7: “Não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei.” Não devemos tentar ter homens sendo nosso patrão. Devemos amar os Samueis que estão em nosso meio que conhecem Deus. Devemos respeitá-los e imitá-los embora não devemos aceitar nenhuma posição de patrão a não ser o Próprio Jesus. Discernimos a voz de Jesus em Samuel. E, como diz em ICoríntios 14, quando revelação vem ao próximo “Samuel”, o primeiro “Samuel” deve sentar-se. Isso é muito bom.

As conseqüências
     Gostaria que ouvisse o que acontece quando tem um rei sobre você. Quando quer ter um “manda-chuva”, um clero. Aqui está o fruto ruim que vem disso:
     “Ele disse: ‘O rei que reinará sobre vocês reivindicará como seu direito o seguinte: ele tomará os filhos de vocês para servi-lo em seus carros de guerra e em sua cavalaria, e para correr à frente dos seus carros de guerra. Colocará alguns como comandantes de mil e outros como comandantes de cinqüenta. Ele os fará arar as terras dele, fazer a colheita, e fabricar armas de guerra e equipamentos para os seus carros de guerra. Tomará as filhas de vocês para serem perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará de vocês o melhor das plantações, das vinhas e dos olivais, e o dará aos criados dele. Tomará um décimo dos cereais e da colheita das uvas e o dará a seus oficiais e a seus criados. Também tomará de vocês para seu uso particular os servos e as servas, e o melhor gado e dos jumentos. E tomará de vocês um décimo dos rebanhos, e vocês mesmos se tornarão escravos dele. Naquele dia, vocês clamarão por causa do rei que vocês mesmos escolheram, e o Senhor não os ouvirá.’ Todavia, o povo recusou-se a ouvir Samuel e disse: ‘Não! Queremos ter um rei. Seremos como todas as outras nações; um rei nos governará, e sairá à nossa frente para combater em nossas batalhas.’” (I Samuel 8:11-20)
     Quando queremos ter um rei sobre nós, quando queremos ter um patrão oficial na igreja, ele vai roubar nossa visão, roubar nossos filhos e nosso dinheiro, e nos fará suas marionetes. Essas coisas não são boas. Mas acontecem no meio religioso pelo mundo afora. Em todo país que já temos ido, onde tem clero/leigo, onde há duas classes de Cristãos—os patrões e as pessoas normais—os corações das pessoas são roubados. Os dons não sobressaem. O dom de misericórdia e o dom de ajuda são esmagados. O dom de ensino e o dom de generosidade…estas coisas são esmagadas. Quando um homem é o chefe ao invés de Jesus, os corações das pessoas são roubados.
     O povo de Deus prosperou debaixo de Samuel porque ele não tinha uma posição, ele tinha um dom. Parece só uma pequena mudança de Samuel para Saul porque os dois parecem reis. Mas um é um dom e o outro é uma posição. Quando é um dom, o povo de Deus prospera. Quando eles têm uma posição sobre eles, o povo de Deus é esmagado, de acordo com a Palavra de Deus. Deus ainda pode tirar um proveito disso. Davi foi um bom rei. Algumas coisas boas podem vir quando o sistema for ruim. Mas Deus disse: “Eu tenho uma maneira melhor. A minha maneira é Samuel, não Saul.” Ele disse: “Posso fazer umas coisas boas se tiver um rei, mas quando os problemas vierem, clamarão a Mim, mas não responderei”. É isso que tem acontecido nas denominações porque constroem ao redor do dom de um homem e fazem de um homem seu rei. Ele poderia ter sido um Samuel, mas eles o fizeram um Saul. E ele aceitou que eles o fizessem um rei.
     Algumas coisas boas ainda podem acontecer, mas no dia da sua calamidade, eles vão clamar a Deus e Ele não os ouvirá e as coisas cairão aos pedaços. Vai haver interesses partidários, disputas de poder e vai haver fofoca e calúnias, e todas essas maldições que Deus disse que iriam acontecer. Embora Deus possa fazer muitas coisas boas em qualquer situação, queremos somente o melhor. Não é verdade? Deus pode abençoar qualquer coisa em Sua misericórdia, Sua bondade e Sua paciência. Mas vamos construir de Sua maneira para que possamos receber a benção completa! Vamos ter muitos Samueis entre nós ao invés de um Saul. Amém?
     Uma outra coisa que poderia acontecer é quando um homem vai para seminário para receber um título religioso, mesmo que seu coração possa estar sincero, ele talvez seja forçado pelo título a fazer de conta que é algo que não é. Ele poderia ter muitas dificuldades em seu lar, no seu casamento, com seus filhos, com aqueles que moram com ele, ou com seus pais. Mas porque ele tem um título religioso, as pessoas irão respeitá-lo ao invés de simplesmente vê-lo como um irmão entre irmãos. Ele terá que agir de certa maneira que é diferente da maneira que ele age em casa ao invés de simplesmente ser um irmão entre irmãos. Tem algo dentro de nós que torna difícil questionar a vida do “patrão”. Então os líderes em uma igreja não deveriam querer títulos que pusessem uma barreira para as colocações e ajuda de outros em suas vidas.

1 ∗ A palavra “cargo” referida aqui poderia ser definida como sendo qualquer coisa que é automaticamente “oficial” entre o Povo de Deus, quer numa célula ou numa instituição.

2 ∗ Na Bíblia, esta palavra “pastor” refere-se a um dom de pastoreio vivido diariamente entre o povo de Deus juntamente com outros dons—não um patrão ou palestrante.




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Criando filhos para o Rei - I

A Lei do Semear e Colher

Eu gostaria de sugerir que nós, apesar até mesmo da perfeita inteligência e compreensão a respeito de cada área de desenvolvimento humano do um ponto de vista físico e espiritual, nunca seremos capazes de controlar o resultado final de nossos esforços. Em outras palavras, sempre vai haver um encontro face a face com um Deus vivo. Não podemos “fazer isso por eles”. Como nós, eles “nascerão, não por descendência natural, nem pela vontade da carne, nem da vontade de algum homem, mas de Deus”. Não tem outra maneira, precisa ser: nascido de Deus e não por decisão humana, nem por herança natural, nem por vontade do marido. Não seremos capazes de fazê-los nascer de Deus, não importa quão exata a nossa percepção dos caminhos de Deus seja. Não podemos fazer isso por eles. Eles precisam ter o seu encontro com o Deus vivo.

Temos, porém, uma responsabilidade como “pais segundo a carne” (Hb 12:5-11; Lucas 11:11-13) de “treiná-los no caminho por onde devem andar”. Especificamente, precisamos ter certeza de que eles conhecem a inalterável e invariável Lei que diz: “o homem colhe aquilo que planta”. Pode não ser hoje, mas no tempo certo eu garanto que todo homem vai colher o que plantou. É inalterável. É como a lei da gravidade — vai acontecer; o homem colhe o que planta. Se você plantar milho, não vai colher um carvalho. É impossível. Não vai acontecer. Se um homem de certa espécie se ocupa na propagação desta espécie, adivinhe só, ele vai propagar somente esta espécie! A semente é que determina o resultado. Vai ser sempre assim... sempre vai colher o que plantou. Jamais alguém planta uma semente de abóbora e ela germina um repolho. De Gênesis, capítulo um, passando pelos ensinos de Jesus (Lucas 6:43-45 etc.) e até o fim da Bíblia: “O homem colhe aquilo que planta” “em tempo oportuno”.

Um Preço Precisa Ser Pago Todas as Vezes

É bom relembrar, por mais estranho que isso possa parecer, que nosso trabalho com nossos filhos não é obter “resultados”, mas sim ter certeza de que eles vejam a consistência de pagar o preço cada vez que plantarem sementes, seja “para a carne”, seja “para o Espírito” (Uma observação à parte, que vale varias páginas para alguns pais: NUNCA, NUNCA, NUNCA discipline uma criança quando você estiver com ira egoísta). Sem essa visão, o comportamento externo pode ser convenientemente alterado para escapar da punição ou para manipular e extrair uma reação de você, porém o coração não vai mudar para com Deus! Que preço a pagar por nossa negligência e preguiçosa inconsistência!

Precisamos discipular nossos filhos para que entendam que se semearem para a carne, irão colher destruição. Quando eles pecarem há um preço que precisa ser pago. Quando somos inconsistentes por causa de preguiça ou falta de sensitividade ao disciplinar as crianças, estamos ensinando que elas não vão colher o que plantarem. Se simplesmente deixamos as coisas passarem, ou damos apenas uma palmadinha nelas e dizemos “comporte-se”, ou se dissermos para não fazerem uma coisa, mas ignoramos quando mesmo assim fazem porque estamos ocupados demais com nossos afazeres, estamos ensinando a elas que não vão colher o que plantar. “Eu posso semear qualquer coisa que quiser e tirar uma boa colheita. Posso ser preguiçoso, posso plantar urtiga e colher trigo”. É isso que estamos comunicando a elas quando há disciplina inconsistente na criação das nossas crianças.

Quando não somos atentos e não demonstramos consistência ensinamos a elas que podem quebrar a lei do semear e colher, quando de fato elas não podem quebrá-la, porque Deus, seu verdadeiro Pai, vai trazer a colheita ruim na vida delas, quer saibam ou não, no tempo oportuno.

Nosso trabalho é continuamente colocar microcosmos diante delas. Temos que mostrar a elas numa escala menor aquilo que é verdade no plano espiritual. Devemos ter consistência com assuntos físicos e materiais para que saibam que, nos assuntos espirituais e do coração, elas irão colher aquilo que plantarem.

O Reino Está Dentro de Vocês

Ao criarmos os filhos na disciplina e admoestação do Senhor, ensinamos a eles os princípios do mundo material, os auxílios visuais que vão permitir que entendam os princípios “nem-aqui-nem-acolá-mas-dentro-de-vocês” do coração.

Todo o Velho Testamento é uma sombra da realidade que está em Cristo. A velha aliança toda é um auxílio visual no mundo material para a realidade que é verdadeira no Reino de Deus e que esse Reino não é encontrado aqui nem ali, mas dentro de vocês! O velho reino era de sistemas sacrificiais, templos, etc. Hoje o Reino de Deus não consiste de um Deus que habita em templos feitos por homens, de tijolos e argamassa e nem em prédios religiosos. Ele habita em homens. O reino não é aqui nem acolá. Não é num horário “x” no domingo. Está dentro de vocês! O sacrifício é vivo e não mais um cordeiro, bode ou touro. O Reino não é mais na velha aliança de coisas materiais, mas agora é dentro de vocês. É uma realidade espiritual.

O povo de Deus sempre foi chamado de “os filhos de Israel”. Você já havia notado isso? Isso quer dizer o seguinte: Deus referiu-se a eles como filhos, e de fato eles são uma figura de filhos hoje. A lei do semear e colher e a própria lei em si, os mandamentos e o sistema de sacrifícios, tudo isso é relativo à sua posição como filhos enquanto são escravos dentro de casa. Enquanto é criança, diz em Gálatas 4, é como um escravo dentro da casa, mesmo que toda a herança pertença a você. É somente quando alcança o huios, condição de filho, que você realmente entende a herança que lhe pertence.

“Moisés disse a vocês: ‘Não matarás’. Mas Eu digo: ‘Se odiar, você já cometeu homicídio’. Moisés disse a vocês: ‘Não cometam adultério’. Mas Eu digo: ‘Se violar sua vontade, se violarem seu coração, vocês já cometeram adultério. Se já cobiçou você já cometeu adultério.’” O cumprimento da lei no Reino de Deus tem a ver com questões do coração. Deus não está interessado em mudança de comportamento. Ele quer sua vontade e seu coração.

Nós ensinamos os nossos filhos ao mostrar a lei do semear e colher no mundo material. Fazendo assim, nós estamos ensinando a eles a lei do semear e colher no mundo espiritual. Se formos inconsistentes no mundo material, eles não acreditarão na justiça e na santidade de Deus no mundo espiritual, a menos que tenham uma revelação e ainda mais, provavelmente, em suas próprias vidas uma tremenda queda. Pode acontecer, como aconteceu com a maioria de nós. Nós não crescemos entendendo nenhuma dessas coisas.

Vamos Acertar Isso JÁ

A maioria de nós não teve pais que nos ensinaram tais coisas. Apesar disso, de certo modo Deus, por Seu coração paterno, interveio e nos mostrou algumas dessas coisas assim mesmo. Nossa função é voltar nossos corações às crianças e as crianças ao Pai, para que tenhamos uma geração de crianças livres da corrupção dos padrões do mundo. Queremos que elas peguem a tocha a passos largos, correndo a toda velocidade para a glória de Deus, apressando o retorno de Jesus Cristo! NÃO queremos que elas precisem desfazer todas as coisas ruins que passamos a elas.

É supremo, importante e imperativo na minha cartilha que acertemos essas coisas AGORA, mesmo que não as tenhamos aprendido antes. O Coração Paterno de Deus pode superar nossas incapacidades, e é bom saber disso porque provavelmente nós nunca iremos ter todas essas coisas perfeitamente ajustadas. O Coração Paterno de Deus é capaz de superar essas coisas, mas se nós pudermos ensinar as crianças isso aqui e agora, nas sombras do mundo físico, então Deus poderá ter melhor acesso para tomar posse dos seus corações no mundo espiritual.

Nosso trabalho com nossas crianças não é obter resultados, mas ter certeza de que elas vejam que se plantarem uma semente, irão ter uma colheita todas as vezes. Se não agirmos com consistência, não estaremos ensinando a elas como realmente mudar seus corações. A única coisa que aprenderão será como nos manipular. Conversas como: “Pai, eu te amo taaaaaanto...”; “O que é que você quer?”; “As chaves do carro, pai.” Viu só como acontece? Isso acontece porque elas não aprenderam a consistência da santidade e do julgamento, do conhecimento, da sabedoria e da vastidão de Deus. E isso acontece porque nós não agimos com consistência! Elas podem nos manipular muito bem; e sabem que vai dar certo. No fim, elas acabam pensando que podem manipular Deus do mesmo jeito, até que venha uma revelação maior e provavelmente com isso uma tremenda queda na vida delas. Que preço a pagar por nossa negligência e inconsistência preguiçosa!

Graça

Junto com isso, à medida que seu amor e misericórdia vêm à tona em face à “ignorância” dos seus filhos, você pode querer demonstrar a Graça de Deus. (l Timóteo 1:13: “... a mim que antigamente cheguei a blasfemar, que persegui os cristãos e que os caluniei. Mas Deus teve misericórdia de mim, porque eu fazia isso por ignorância e incredulidade.”) Quando nossos filhos são ignorantes e andam em incredulidade, enquanto não possuem o entendimento de toda a justiça de Deus, nós podemos, por nossa misericórdia (por nosso coração de mãe ou pai), conceder-lhes misericórdia e mostrar-lhes bondade. Você pode resolver demonstrar a graça de Deus em vez de tremenda consistência na disciplina cada vez que elas até mesmo olharem torto para nós.

Pode haver tempos quando a graça vai ser a ordem do dia. Contudo, “Graça” não é “fazer vista grossa” com o pecado e ser negligente ou “amorosamente” fingir que nada aconteceu, mas sim permitir que outra pessoa pague o preço pela transgressão no lugar de quem a cometeu. Você precisa entender que graça não é ignorar o pecado. Graça é deixar outra pessoa pagar o preço. O pecado nunca é ignorado. O salário do pecado é a morte, sempre. Não há nunca uma exceção para isso. Nós sempre iremos colher aquilo que plantamos. Não há nunca uma exceção para isso, a menos que deixemos outra pessoa se tornar maldição por nós, a menos que alguém se torne pecado por nós para que nos tornemos Sua justiça (2Co 5:21).

A Lei Inteiramente

A Justiça Divina e a Lei do Semear e Colher não permitem que a “transgressão da lei” fique sem resposta, nem mesmo uma única vez. A Palavra de Deus é muito clara nesse ponto (Ap 21:27; Rm 3:23; Rm 6:23; Tg 2:10-11; Gl 3: 10-14).

Tiago 2:10-11 diz que se você tropeçou em um só ponto cometendo o mais leve pecado, torna-se culpado de quebrar a lei inteiramente. Se você acabou de ter uma atitude ruim, se sentiu desgosto do seu chefe, se já cometeu o mais leve engano (como por exemplo não falar toda a verdade), então a Palavra de Deus diz que você é culpado de violar a lei inteiramente. É a mesma coisa ser um estuprador e assassino porque você será julgado como um estuprador e assassino por ter feito uma careta uma única vez. Você é culpado de quebrar a lei inteiramente se tropeçar mesmo que seja em um único ponto.

Por que é assim? Porque quando você viola a lei num único ponto, você está brandindo seu punho contra Deus. Você disse: “Deus, você não tem o direito de me dizer o que fazer”. Isso é uma violação de Sua santidade e, portanto, uma violação de Sua pessoa! É uma violação de Sua pessoa descartar por completo tudo sobre Deus e fazermos uma lei para nós mesmos. “Sou eu quem define o que é bom e o que é mau. Eu vou definir que isto é um pecadinho e esse outro é um pecadão. Isto é importante, isso não é. Isto pode, e isso não pode. Não é certo matar, mas não tem importância um olhar torto para alguém. Não tem problema falar mal do meu chefe ou ter uma atitude ruim ou falar mal do meu vizinho”. Deus diz que é homicídio.

Moisés disse a vocês: “Não matarás”. Mas eu digo: “Se xingar seu irmão você é culpado de homicídio”. A essência do desrespeito à lei é que nós nos tornamos lei para nós mesmos. Nós violamos a santidade de Deus. Se violarmos a santidade de Deus, somos totalmente culpados de violar cada ponto da lei e assim temos um problemão porque o salário de infri