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Índice de Artigos
O maior milagre de Jesus: Uma vida mudada!


     A Bíblia fala sobre Jesus como sendo Messias ou Salvador. Você normalmente pensa em “Salvador” como alguém que perdoa nossos pecados e nos leva para o Céu. Mas ter Jesus como Salvador é muito mais que isso! Ele quer não só salvar nossas almas e nos levar ao Céu, mas também nos libertar da escravidão desta terra.
     Eu estava pensando em vários milagres que Jesus fez quando esteve fisicamente por aqui (Ele AINDA quer fazer milagres para nós, Ele é o mesmo hoje e sempre). O primeiro milagre em que pensei foi quando Jesus ressuscitou Lázaro dos mortos. Eu pensei: “Esse é um milagre maravilhoso. Mas será que é o maior milagre de Jesus?” Imagine pegar um corpo que está morto igual a uma pedra fria, de onde toda a vida se foi, e logo depois fazê-lo voltar a ter vida—isso é um grande milagre! Talvez este seja o maior milagre, ressuscitar uma pessoa da morte. Mas pode ser que haja um milagre que Jesus faz que é ainda maior. Eu pensei nas pessoas que eram cegas e Jesus lhes deu a habilidade para ver novamente. Um homem nasceu cego, não podia ver e ele começou a ver. Jesus ainda quer fazer milagres tão maravilhosos como esse. Considere isto: viver em escuridão total e depois começar a ver cor e textura, e ver as pessoas que você ama. É este o maior milagre que Jesus faz, dar visão para as pessoas cegas? Jesus também deu audição para pessoas que não podiam ouvir. Seus mundos eram totalmente silenciosos. Elas não podiam ouvir as pessoas que amavam. Elas não podiam ouvir os pássaros e nem podiam ouvir música. Não podiam ouvir um bebê dar risadas. E Jesus lhes deu ouvidos que podiam ouvir. É esse um grande milagre? Nosso Jesus ainda quer fazer coisas como essas. É Jesus que dá visão, audição e ressuscita os mortos e nós nunca vamos parar de acreditar Nele. Outras pessoas que Jesus curou eram pessoas que tinham lepra—uma doença de pele. Elas sentiam muita dor e agonia, tinham que ficar longe das pessoas que amavam para que estas não pegassem a doença. Jesus tocava nestas pessoas que tinham a doença de pele e a pele delas se tornava novinha em folha, como a pele de um pequeno bebê. Este nosso Jesus faz milagres maravilhosos!! Mas são esses os maiores milagres que Jesus fez?
     Eu quero que você pense em outros milagres que Jesus também faz. Ele é nosso Salvador e nosso Libertador. Ele pode nos livrar do pecado. Ele pode curar nossa cegueira ou nossa surdez. Ele pode resolver nossa doença de pele e nossa dor. Mas também como Salvador e como Libertador, Ele faz outro tipo de milagre que é maior que todos esses. Pense nisto comigo: se um homem estivesse morto e Jesus o ressuscitasse dos mortos, mas quando o homem acordasse e se lembrasse que toda a sua família o odiava e que todos os seus vizinhos fofocavam sobre ele e o chamavam de nomes feios, como ele se sentiria? Esse homem talvez iria preferir ainda estar morto! Se um homem nascesse surdo e então fosse curado dos ouvidos por um milagre de Jesus, e agora ele ouvisse tudo, mas descobrisse que todos na sua família estavam gritando, eram bravos, falavam mal e fofocavam, isso quebraria o seu coração. Ele iria preferir não ouvir estas coisas. E se ele fosse cego de nascença e Jesus o curasse? Ele agora abre seus olhos e pode ver o amanhecer e os pássaros nas árvores… mas a sua família e vizinhos têm pornografia, quadros terríveis e fazem coisas terríveis ao seu redor. Eu acho que ele desejaria nunca mais ver.
     Então, o que estou dizendo é o seguinte: o maior milagre que Jesus pode fazer não é ressuscitar alguém dos mortos, porque se um homem voltasse à vida e o seu mundo fosse um mundo ruim, então ele não precisaria viver. O maior milagre que Jesus pode fazer não é restaurar a vista ou a audição, porque se vemos e ouvimos ódio, maldade e pecado, então não queremos ver, nem queremos ouvir. O maior milagre que Jesus quer fazer é mudar nossas vidas. Ele quer tirar ódio e colocar paz e amor. Ele quer tirar raiva e egoísmo e colocar bondade e amor pelo outro. Os maiores milagres de Jesus acontecem quando Ele muda quem nós somos… porque se é somente o mau que iremos ver, não precisamos ver; nem precisamos ouvir se só vamos ouvir ódio, raiva e fofoca. O maior presente e o maior milagre de Jesus É que Ele quer nos salvar para ser como Ele é.
    As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Ela produz: imoralidade, impureza ações indecentes, adoração de ídolos, feitiçarias; inimizades brigas, ciumeiras, acesos de raiva, ambição egoísta desunião, paixão partidária, invejas, bebedeiras, farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o Espírito produz amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. E contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a sua própria natureza humana junto com todas as suas paixões e desejos. Que o Espírito, que nos deu a vida, controlo também a nossa vida. Não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter ciúmes uns dos outros. (Gálatas 5:19-26)
     Porque Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonar a vida descrente e as paixões mundanas, para vivermos neste mundo uma vida controlada, correta e dedicada a Deus. Ela também nos ensina a viver esperando o dia feliz, em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele se deu a si mesmo por nós para nos livrar de toda maldade e fazer de nós um povo puro, que pertence somente a ele e que se dedica a fazer o bem. (Tito 2:11-14)
     Houve tempo em que nós também éramos insensatos, desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo detestáveis e odiando uns aos outros. Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna. (Tito 3:3-7)
     Muitas das coisas que Deus nos diz nas escrituras apontam vez após vez para o maravilhoso milagre de vidas mudadas. Mas você provavelmente nota quando se vê no espelho, ou quando você realmente fica conhecendo outras pessoas que seguem Jesus, que este maior milagre de todos, de vidas mudadas, leva algum tempo e trabalho árduo. Se você olhar para si mesmo no espelho, provavelmente verá muitas coisas que ainda não são como Jesus é.
     Jesus quer fazer um milagre em sua vida. Ele quer substituir sua raiva por carinho e paz. Ele quer substituir seu egoísmo e seu orgulho pelo amor Dele. Ele quer tirar seu mau humor e transformá-lo numa pessoa gentil e amável. Ele quer esmagar sua fofoca e interesses próprios e trazer flores ao seu coração. Ele quer o maior milagre de todos, para que cada um de nós possa tornar-se como Ele em personalidade. Mas nós temos uma parte importante nisto…

A Importância da Igreja no Milagre de Transformação

     Há uma forte e maravilhosa ilustração nas escrituras sobre a importância da Igreja e de outros crentes. Jesus disse: “Eu edificarei Minha Igreja para que as portas do inferno não possam prevalecer”. Ele deseja se unir às nossas vidas de forma que os milagres possam acontecer em cada um de nós. Para esse milagre acontecer, Ele nos fez para que precisássemos um do outro, muito. Ninguém descobre esse maior milagre sozinho. Ele quer nos mudar ao ajudarmos uns aos outros a ser como Ele é. Por isso, é importante que você tenha relacionamentos profundos, um com o outro, DIARIAMENTE.
     Ele nos chamou para sermos sacerdotes e fazer o trabalho de Deus. Assim teremos que usar os olhos que Ele nos deixou para ver as coisas que não são como Ele, em nós mesmos e nos outros—portanto temos que escolher ajudar! Ele nos deu o milagre de poder ouvir para então podermos escutar quando outros falam conosco sobre nossas vidas. Se estivermos dispostos a escutar, dispostos a ser sensíveis e abertos e se todos estiverem dispostos a fazer a sua parte de ter coragem para falar uns com os outros sobre coisas nas suas vidas—então Jesus fará este milagre maravilhoso em cada uma de nossas vidas. É um milagre melhor do que ressuscitar alguém dos mortos ou dar visão a cegos. Ele pode tomar nossos corações teimosos, egoístas, e nos fazer como Ele é. Mas temos que usar nossos ouvidos para ouvir e ser abertos quando as pessoas falam conosco. Temos que ter a coragem para falar com os outros e trabalhar juntos para fazer este milagre acontecer.
     Eu também deveria dizer que a definição de um Cristão, um seguidor de Jesus, é alguém que se tornou um escravo de Jesus. Jesus disse: “A menos que você tome sua cruz e negue sua própria vida, você não pode ser Meu discípulo”. Em Atos 3, as escrituras dizem que todo aquele que não escutar Jesus será eliminado do meio do seu povo. É muito importante entendermos que não somos donos de nós mesmos, fomos comprados por um preço. Um verdadeiro Cristão é alguém que já entregou todos seus direitos ao Rei. Verdadeiros Cristãos confiam no Rei para prover, cuidar e conduzir as suas vidas. Eles não têm que ser grandes, fortes e inteligentes. Eles podem ser abertos e deixar Jesus decidir por eles. “O que Deus desejar para mim é o melhor”. Nós jamais precisamos ter medo.
     “Ninguém pode servir a dois mestres. Você odiará um e amará o outro”. Você não pode servir a si mesmo, seus próprios desejos e também a Jesus. Jesus nos fala que nós O odiamos quando escolhemos servir nossos próprios desejos. Mas se nós servimos aos Seus desejos ao invés dos nossos, então demonstramos que O amamos mais que a nós mesmos. Jesus continua a dizer que não precisamos ter mais medo:
     Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Vocês não têm muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: “O que vamos comer?” Ou: “que vamos beber?” Ou: “que vamos vestir?” Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. (Mateus 6:28-32)
     Jesus começou dizendo que você não pode servir dois mestres. E depois Ele continuou dizendo que correr atrás de coisas para se proteger e cuidar é o que os pagãos fazem. Isso mostra que você não confia em seu Pai. Nosso Pai diz que se confiar totalmente Nele, tomar todas as suas decisões para Ele e buscar primeiro o Reino Dele, se sua vida é sobre o Reino de Deus e não sobre você mesmo, o próprio Pai cuidará para que todas as suas necessidades sejam supridas. Pouquíssimas pessoas confiaram nessas palavras de Jesus. Pouquíssimas pessoas puseram essas palavras em prática. Nós queremos encorajar você a confiar no Pai porque Ele deseja o nosso bem. Nós não precisamos ter medo. Não precisamos ser egoístas para poder nos proteger. Não precisamos ficar bravos. Podemos confiar em nosso Pai. Ele é um Pai muito bom. E, se buscarmos o Seu Reino primeira e principalmente, se buscarmos o Seu Interesse, Ele tomará conta de nós. Mas se nós buscarmos os “nossos interesses” e tentarmos acrescentar Ele a isso, se tentarmos adicionar Deus às nossas próprias vidas… Nós O faremos muito infeliz, quebraremos o Seu Coração e nunca iremos conseguir ver Seus milagres. Nós queremos encorajá-lo a confiar em Deus para ver os Seus milagres, buscar principal e primeiramente o Seu Reino e se envolver na vida dos outros para ser capaz de ver seu caráter mudado até ser igual ao de Jesus. E veremos muitos milagres maravilhosos nos dias por vir.

As Promessas de Jesus para os que Viverem dessa Maneira

     Embora soe difícil, e certamente é muito diferente do modo como a maioria das pessoas está acostumada a viver, Jesus fez uma promessa: em Mateus 7, Jesus falou sobre construir uma casa. Ele disse que tempestades virão contra a casa, mas para aqueles que construíram a casa sabiamente, ela irá permanecer apesar da tempestade. Ele disse que o que faz uma casa forte, de forma que ela possa resistir às tempestades, é ajudarmos um ao outro a colocar em prática a Sua Palavra. Há muitas pessoas que não conhecem Sua Palavra; que não sabem os princípios de Jesus e Seus ensinamentos. Porém outras conhecem ensinamentos Dele, mas não os colocam em prática. Em ambos os casos, as tempestades destruirão a casa (Mt 7:13-27; 2Ts 1:5-8; Lc 12:47-49). Mas a promessa de Jesus é verdadeira para nós, se ajudarmos um ao outro a colocar em prática a Sua Palavra. Quando as tempestades vêm, e elas virão, a casa resistirá contra a tempestade. Nós precisamos ajudar um ao outro a por em prática a Sua Palavra. Se eu estou sendo orgulhoso ou egoísta, talvez eu não consiga ver isso por mim mesmo. Mas quando VOCÊ vê isso em mim e você quer me ajudar, você não está me ferindo, mas me ajudando a vencer a tempestade. Assim, eu não terei medo se alguém vier a mim e disser: “Eu acho que você tem este problema ou aquele problema”. Por que não? Porque sei que as tempestades hão de vir e eu quero pôr em prática a Sua Palavra, e eu preciso de outros para me ajudar a colocá-la em prática! Estas coisas não são ruins, elas são muito boas. As tempestades virão e isso nos ajudará a superar a tempestade.
     Outra promessa que Jesus fez é que se entregarmos nossas vidas uns aos outros, se entregarmos tudo para Jesus e não guardarmos direito algum para nós mesmos, então Ele nos dará cem mães, irmãos, irmãs. Ele nos dará cem casas, terras e posses. Se entregarmos nossa vida completamente a Ele, Ele nos abençoará cem vezes nesta vida e na vida vindoura e nos dará vida eterna. Se eu tivesse um único Real e precisasse alimentar minha família com aquele Real, seria muito difícil dá-lo. Mas se Jesus me prometeu que se eu entregar aquele 1 Real a Ele, Ele me daria 100, então é mais fácil dar aquele 1. Quando nós somos egoístas, medrosos e orgulhosos, quando temos pecado em nossa vida e não queremos que ninguém converse com a gente sobre isso, quando vemos pecado na vida de outros e não queremos falar com eles (talvez por medo que fiquem bravos ou fiquem de mal) e fazemos escolhas erradas sobre essas coisas, perdemos todas as grandes e preciosas promessas de Jesus. Isso seria como segurar aquele “1 Real” mesmo quando Ele nos prometeu que se dermos, Ele nos daria 100. Viver dessa maneira para Jesus é um investimento muito seguro porque as tempestades IRÃO vir nas nossas vidas. E se tentamos viver sozinhos, com pecados em nossas vidas, então as tempestades derrubarão nossa casa. Mas se nós, juntos, ajudamos um ao outro a obedecer Deus e se estamos dispostos a ver e também a ouvir, então a casa ficará firme e Jesus fará milagres. É difícil dar aquele um, porém é maravilhoso receber cem em retorno.

Importar X Controlar

     Isso NÃO tem a ver com “controle”. Jesus disse que ter raiva e ódio é igual a homicídio, correto? Então, se um de seus irmãos tomasse uma decisão e dissesse: “vou matar duas ou três pessoas”—você pensaria que seria “controle” se lhe dissesse: “Não, Não! Por favor, não faça isso!”?? Isso não é controle. Isso é a vida de Jesus. Se um irmão ou irmã não quer perdoar alguém ou tem orgulho no coração, é exatamente o mesmo. Nós dizemos: “Por favor, não fique com rancor ou orgulho no seu coração”. “Por favor, não mate alguém; por favor, não tenha ódio nem raiva”. É a mesma coisa. Nenhuma dessas situações é controle. É a vida de Jesus.
     Um exemplo de alguém que eu conheço na Califórnia—ele mora bem longe de nós. É editor de uma revista “Cristã” e esta revista chega até muitos lugares. Várias vezes ele mencionou exatamente a quantidade de pessoas e países que recebem a sua revista. Ele me contou isso, primeiro quando eu o conheci, repetiu após algumas semanas, e depois, novamente, algumas semanas depois disso. Agora, como isso soa aos ouvidos espirituais? Se eu o amo e quero que a sua casa permaneça de pé quando as tempestades vierem, eu vou atentar para coisas que podem ferir o coração de Deus e prejudicar o seu andar com Ele. Você se lembra quando Davi fez um censo no Velho Testamento? Ele quis contar todas as pessoas que estavam debaixo dele. Você se lembra como Deus ficou irado com isso? Deus trouxe julgamento sobre Davi e sobre muitas pessoas debaixo dele por causa do seu orgulho. Davi teve orgulho quando quis saber sobre quantas pessoas ele tinha autoridade. Este amigo meu na Califórnia quis manter uma conta de quantos países e quantas pessoas a sua revista alcançava. Muitas coisas que ele escreve nessa revista são importantes e muito boas. Eu quero que ele sirva Deus muito bem. Mas a Bíblia diz que Deus Se opõe ao orgulhoso e dá graça para o humilde. E a Bíblia também diz que uma das armadilhas do diabo é o orgulho. Então, se eu o amo, vou falar com ele e tentar ajudá-lo a colocar em prática a Palavra de Deus sobre orgulho. E é possível saber quantos foram acrescentados ao número deles num certo dia, ou quantos peixes estão na rede. Deus registrou tais coisas, em certas ocasiões. Não é impossível, se o motivo for Certo—SOMENTE para encorajar o Povo de Deus—nunca para nossa própria glória ou para chamar atenção para meros homens, ao invés de Jesus.
     Eu não estou controlando ele quando imploro: “Por favor, não tenha orgulho”. Estou dizendo: “Por favor, há muitas coisas boas que Deus deseja para sua vida. Não deixe o diabo arruiná-las. Esqueça a quantidade de países que sua revista alcança. Esqueça quantas pessoas podem recebê-la. Não faça um censo. Só sirva Deus de todo coração.” Não há nenhum controle nisso. Estou implorando de coração para o seu bem e para Jesus. Nós podemos implorar sobre matar ou assassinar; e podemos também implorar com alguém sobre orgulho ou egoísmo. Eu disse a ele: “Talvez não haja nenhum orgulho nestas palavras, mas, por favor, tenha cuidado”. Eu não estou julgando ele, porque eu não sei se há orgulho ou não, mas eu sei que é território muito perigoso e que ele deveria ter muito cuidado com estas coisas. A única coisa que Davi fez foi um censo. Talvez para você isso não soe tão ruim. Mas Deus ficou muito descontente com isso. E se algumas pessoas confiáveis que amavam Yahweh tivessem ido a Davi (a sós primeiramente e depois juntos, se ele não desse ouvidos) quando ele teve aquela idéia e dissessem: “Davi, por favor, pense. Tem certeza que não há nenhum orgulho em seu coração?” E se um bom amigo tivesse ido a Davi e dito: “Se houver orgulho aqui, por favor, nem pense nisso”. Se um bom amigo tivesse lhe ajudado a pôr em prática a Palavra de Deus, 70.000 vidas teriam sido salvas. Essa é a quantidade de pessoas que foram mortas, 70.000. É um número muito grande. Mas se um amigo tivesse tentado ajudar ele a se desviar do orgulho por meio de perguntas e implorasse a ele, talvez pudesse ter salvo 70.000 vidas. Eu espero que você consiga ver a diferença entre implorar, amar e se preocupar versus controlar. Em ambos os casos, você fala sobre o que você vê, mas o coração é diferente.

Aplicando Isso JUNTOS…quando há imaturidade

     Digamos que alguém realmente venha até você e tente te ajudar a ver algo em sua vida. Talvez aquela pessoa seja imatura. Talvez o assunto se torne nebuloso. Quando alguém é imaturo, às vezes pode haver mistura. E nestes casos o que devemos fazer? Há duas ou três coisas que eu quero dizer sobre isso. Em primeiro lugar, Jesus honra o fato de que estamos fazendo isso juntos. Assim, até mesmo se há imaturidade, Ele disse: “se dois ou três vierem juntos discutir um problema, lá eu estarei”. Ele não disse que todo mundo deve estar perfeitamente amadurecido ou ter perfeito conhecimento. Ele disse que viria se nós fizéssemos isso do MODO DELE. Se fizermos isso do JEITO DELE, Ele disse que estaria em nosso meio. Em Mateus 18, Ele disse: “se vocês vierem juntos para resolver um problema, eu também estarei lá”, e Ele não diz que as pessoas precisam ser maduras ou que elas deveriam ter um título de ancião, pastor ou qualquer coisa do tipo. Eu entendo o dilema perfeitamente… Problemas surgem quando há imaturidade ou mistura. Mas é importante honrarmos algo maior que nós mesmos. Ver algo maior que nós mesmos, exige fé.
     Há pessoas que eu levei a Jesus e as ajudei a achá-Lo que eram muito imaturas. Essas pessoas já vieram a mim em várias ocasiões e me falaram sobre coisas na minha vida. Às vezes elas tinham razão. Às vezes elas estavam totalmente sem razão. Às vezes era uma mistura (coisas certas misturadas com coisas erradas)—isso é o que acontece normalmente. Mas é muito importante, mesmo se eu as levei a Jesus, que eu honre algo maior do que mim mesmo e que eu humildemente as escute. Jesus disse que se alguém vem ter comigo sobre uma coisa que a pessoa acha ser pecado, e se não pudermos resolver isto entre nós dois, então devemos chamar dois ou três outros. Isso é o que a Bíblia diz. E se ainda não pudermos resolver aquilo, falamos isso para a Igreja inteira. O que é bonito sobre isso é que, mesmo se houver imaturidade, boas coisas ainda podem acontecer. Se elas vêm a mim e dizem algo que penso não ser verdadeiro, eu lhes peço que tragam dois ou três outros para falarem comigo de acordo com as palavras de Jesus, porque algo realmente bom acontecerá se fizermos isso. Jesus prometeu que vai participar se fizermos isso. E então… ou eu vou ver aquilo que não conseguia ver antes, ou eles vão perceber sua imaturidade se descobrirem que estavam errados.
     Mas, de qualquer modo, eu jamais devo fazê-las se sentirem mal por terem vindo a mim. Eu não devo desencorajá-las ao serem sacerdotes. Eu devo agradecer porque elas tiveram coragem para tentar; talvez eu aprenda com seu esforço. Ou talvez elas vão enxergar sua imaturidade. Mas de qualquer modo, se todos forem humildes, então Deus receberá a glória. Se eu quiser que alguém deixe de ser imaturo, então eu não devo desencorajá-lo ao fazer o trabalho de Deus. É assim que ele vai ficar maduro—ele tenta fazer o trabalho de Deus, até mesmo se cometer erros. Então, às vezes vai ser difícil quando houver mistura, mas Deus faz isso redundar até mesmo para o bem, então está tudo certo.
     Se alguém vem a mim e diz: “Eu realmente penso que você deveria fazer isto ao invés daquilo”—eu poderia pensar que eles estão totalmente errados, mas eu não devo fazer eles se sentirem mal por tentar. Ao invés disso, o que eu deveria fazer é trazer outros para ajudar a conversar sobre o assunto também. Há exemplos disso na Bíblia. Quando Paulo estava longe de Corinto, houve desavenças entre as pessoas em Corinto. Estavam levando um ao outro para o tribunal e não acreditavam na ressurreição. Coisas tolas estavam acontecendo lá e eles não estavam conseguindo resolver os problemas. Por isso pediram ajuda de fora. Em outra ocasião, Paulo estava com algumas pessoas que acreditavam na circuncisão e elas não puderam resolver o problema. Paulo pensou que a circuncisão não era essencial. Outras pessoas pensaram que tinham que se tornarem judeus primeiro e depois Cristãos. Elas não puderam resolver o problema. Ambos os grupos pensaram que tinham razão. Então, o que fizeram? Em Atos 15 diz que foram a Jerusalém para conversar com outras pessoas. Poderiam ter ficado bravos e se separado uns dos outros. Mas ao invés disso, eles trouxeram mais ajuda. Assim, quando tivermos essa mistura ou imaturidade, devemos trazer mais ajuda, ainda que de fora, de outra parte da cidade ou de outra parte do país ou, até mesmo, de outro país. Trazemos cada vez mais ajuda ao invés de nos separarmos um do outro. Este é o padrão bíblico de como superar a mistura e de como achar e ouvir Deus.
     Ao término de Atos 15, depois que eles trouxeram mais pessoas para ajudar a clarear esse assunto, Tiago disse: “Parece bom a nós e para o Espírito Santo e aqui está a solução…” Então houve uma batalha de opiniões diferentes. Houve imaturidade. Jesus disse que se nós tivermos problemas, devemos trazer mais ajuda. Temos feito isto onde nós vivemos durante mais de quinze anos e agora está cada dia melhor sem todos estes problemas. Nós até temos muitas pessoas que foram “pastores” ou líderes e pensavam que sabiam tudo. Mas quando todos aprendem a ser humildes, podemos trabalhar juntos para construir a Casa. E até mesmo todos os sujeitos inteligentes ficam humildes e como pequenas crianças ajudamos um ao outro porque sabemos que precisamos de ajuda, e queremos que outras pessoas olhem para dentro de nossas vidas.
     Esta Verdade se aplica até mesmo em relacionamentos de marido e esposa. Pode haver discordância sobre uma coisa ou outra, mas se o assunto tem a ver com coisas espirituais, se é sobre Verdade—então tudo isso se aplica. Um exemplo: se seu marido não gosta de brócolis e realmente não quer que você sirva no almoço, e você realmente gosta de brócolis… isso não deve criar problemas. Então não precisa servir brócolis no almoço. Mas se você vai para casa de outra pessoa e lá eles servirem brócolis e ele vem para casa se queixando disso e fica transtornado e bravo por causa disso… ISSO é um assunto espiritual. Uma preferência pessoal tem seu lugar, mas quando o pecado entrar, isso já não tem mais lugar.

Aplicando isso com aqueles que não conhece tão bem

     E quando você não conhece alguém muito bem? Como tudo isso se aplica? E se você não tem muito relacionamento com uma pessoa, contudo você vê uma maneira para ajudá-la? Parte disso é simplesmente fé. Entendendo que Jesus comprou toda uma família com o seu sangue e que Jesus vive dentro dessas pessoas, falar com elas, então, é seguro mesmo não as conhecendo muito bem. De certa forma pode ser mais difícil, mas ainda é muito certo se abrir. Haverá momentos em que você talvez esteja com pessoas que não conhece muito bem e você vê algo que não parece ser como Jesus é. Embora você possa não ter visto aquilo corretamente, ainda é importante, na maioria dos casos, que você tente falar sobre isso.
     Deus pode nos dar visão profética para ver coisas mesmo quando não conhecemos bem uma pessoa, mesmo quando alguém é de uma cidade diferente, um estado diferente, um país diferente. Porque isso é verdade, também é verdade que as pessoas que nós não conhecemos muito bem podem ver profeticamente em nossas vidas e podem nos ajudar. E porque acreditamos em Jesus e no Espírito de Jesus, decidimos nos abrir embora possamos não conhecer muito bem um ao outro. E é muito importante que aprendamos a fazer assim e que aprendamos a confiar em Jesus para nos ajudar por meio disso. Se esperarmos até conhecer alguém profundamente antes de nos abrirmos, nunca vamos conhecer ninguém profundamente!!

     “Eu sinto raiva dentro de mim quando eles falam comigo…”

     O que acontece quando alguém vem a você, tentando ajudar, e vários sentimentos começam a surgir dentro de você? Às vezes esses sentimentos não são bons. Paulo disse que não somos ignorantes das armadilhas de satanás. Em outras palavras, satanás tem truques que ele joga que são previsíveis. Ao crescermos em direção a ser mais como Jesus, ficamos mais cientes dos truques de satanás. Aprendemos a lutar contra os truques de satanás ao ficarmos mais sábios e mais maduros. Quando nos pegamos ficando irados, deveríamos parar e dizer: “Por que estou tão chateado?” Uma pessoa com falta de conhecimento ou imatura reage com: “Eu estou bravo. Não é justo. Você não entende.” Mas ao nos tornarmos mais como Jesus, dizemos: “Pera aí! Meu coração está disparando… e tenho um nó na garganta. Eu estou bravo e isso não é um fruto do Espírito. Se isto não é um fruto do Espírito, então é um fruto de que? Deve ser um fruto do pecado. Então é melhor parar e descobrir por que eu estou chateado antes de ir adiante”.
     E ao nos tornarmos mais sábios e amadurecidos, podemos pensar e falar sobre isto em paz e dizer: “Você tinha razão nestes três pontos. Eu não estou certo se concordo completamente neste próximo ponto, mas podemos falar e orar mais sobre isto. Talvez possamos trazer algumas outras pessoas para nos ajudar a falar sobre isso”. Isso seria um modo sábio e maduro para reagir a coisas que nos transtornam. Ao invés de ficar frustrado, bravo e criar barreiras, ao invés de levantar os punhos e ficar chateado, revidar e dizer: “Bem, e você?!” Em vez disso, podemos dizer: “Vamos falar mais sobre isso, orar sobre isso. Talvez você tenha razão”. Isso é como Jesus e traz muito fruto. Mas isso não é o nosso hábito… não é mesmo? Precisamos criar hábitos melhores.

Ajudando Um ao Outro com o Passar do Tempo

     No que diz respeito a todos os relacionamentos, até mesmo entre marido e esposa, há muitas coisas reais e difíceis que acontecem. O que é maravilhoso no Corpo de Cristo sobre estas coisas que falamos é que ao você começar a abrir sua vida com as irmãs e irmãos, estas irmãs e irmãos vão ajudar. Os irmãos, com o passar do tempo, vão conversar com o marido e dirão: “Você precisa ser mais atencioso, mais prestativo”. Os irmãos ajudarão mostrar as maneiras para fazer isso. As irmãs dirão à esposa: “Você precisa ser mais paciente, mais amável”. É isso que uma auxiliadora ou costela é: para ajudar, não ficar transtornada. Assim os irmãos e irmãs ajudarão, e todos juntos, em doze meses, dezoito meses, estarão totalmente diferentes.

Qualidade de Vida Traz Confiança

     Há outra coisa que pode ajudar você na aplicação dessas coisas (de aceitar e ouvir pessoas que você talvez não conheça muito bem). Não é o simples fato de conhecer alguém muito bem que implica que você é capaz de dar ouvidos a eles. A razão de ouvir alguém deve ser por que você conhece a qualidade da vida da qual a pessoa faz parte. E, se essa pessoa sabe do tipo de vida que você faz parte, lhe dará a mesma liberdade de receber o que você diz embora não te conheça muito bem. Isso é uma verdade muito poderosa, se a Igreja realmente é a Igreja! Se eu viesse viver aqui e existissem 500 de nós, talvez eu não o conhecesse pessoalmente muito bem, mas você, ainda assim, poderia ouvir entusiasticamente as coisas que eu digo, sem ficar ofendido (e vice-versa), se a qualidade de vida—o Alicerce—está correto na Igreja inteira. A hora em que isso se torna um problema é quando a igreja realmente não é uma Igreja. As pessoas na “igreja” vivem de qualquer jeito, como elas querem viver. As pessoas ficam cada uma na sua. Isso é MUITO antibíblico, mas 98% de todos os lugares chamados “igreja” em todos os países, vive assim. Deus disse que se as pessoas estão dispersas desta maneira então “suas reuniões prejudicam mais do que ajudam!” Em tal ambiente não Bíblico, de pessoas dispersas (até mesmo se o “cantar” e “orar” parecem “Bíblicos”), muito da Vontade de Deus não pode ser realizada nas vidas.
     Por exemplo, imagine um ambiente onde você realmente não conhece ninguém muito bem e alguém vem e diz: “Você precisa parar de fazer isto ou aquilo”. Você provavelmente diria (ou pensaria ou fofocaria): “Eu não conheço a sua vida. Eu não sei se sua vida é boa. Eu não sei se você me ama, não sei se você ama qualquer pessoa. O que você está dizendo pode ser verdade, mas eu realmente não gosto muito.” Isso é o que acontece quando a igreja está toda dispersa, onde cada um está fazendo o que quer. Então, realmente, isso não é uma Igreja da maneira como a Bíblia define uma Igreja. Claro que provavelmente haverá muitos cristãos lá, mas de acordo com Jesus isso não constitui uma Igreja.
     Agora pense num lugar onde há 500 pessoas que são totalmente dedicadas a Jesus—e você sabe que elas são—e todas as 500 pessoas estão dando as suas vidas diariamente umas pelas outras. Existe uma qualidade de Vida diária nesse lugar e, “do menor até o maior, TODOS O conhecem”. “Cuidado, irmãos, para que NENHUM de vocês tenha coração pecaminoso e incrédulo.” “Admoestem, encorajem, advirtam, sejam chamados um ao lado do outro DIARIAMENTE, de forma que NENHUM fique endurecido e enganado pelo pecado.” “Levem os fardos pesados uns dos outros e assim cumpram a Lei de Cristo.” “Confessem seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para que vocês possam ser curados!” Se ESSA for a qualidade de Vida que vê, então, até quando não conhece alguém muito bem, e eles dizem algo… você pode dar ouvidos. Você quer ouvir aquilo. A qualidade de vida, o Alicerce, faz toda a diferença em como é fácil ouvir. Não é só se eles me conhecem muito bem ou não. É que eu confio que eles conhecem Jesus muito bem.
     Quando a Igreja realmente for a Igreja e algo está difícil de resolver, você pode trazer outras pessoas em quem confia. HÁ uma maneira para resolver a situação. As coisas não ficam soltas no ar. Se a pessoa que vem a você for imatura e você não a conhece muito bem e não entende o que ela está dizendo totalmente—bem, você sabe que ela está comprometida com outras pessoas que conhece e em quem você confia… então, você pode incluí-la. Você sempre pode trazer outras pessoas maduras para ajudar a esclarecer. Se souber que elas são comprometidas com pessoas e com Deus, e a vida delas está ligada à de outros, então é fácil trazer outras pessoas confiáveis para resolver qualquer situação. Entretanto, se todos estão fazendo tudo o que querem e ninguém realmente está dando a sua vida um pelo outro… então é só um monte de palavras vazias e você realmente não sabe o que fazer com tudo isso. Você nem mesmo vai saber quem incluir para conversar sobre isso. Quem você traria? Eles não se conhecem. Você não os conhece. E tudo fica como um grande jogo de adivinhar. Então tudo é suspeito e material hipotético e você acaba sendo como uma boneca jogada para todo lado. Mas, se você conhece alguém que está comprometido na vida diária e você também está… e escuta alguém dizer algo imaturo (ou pelo menos você pensa que é), é muito fácil trazer outras pessoas que você sabe que são pessoas sólidas, para ajudar a esclarecer tudo. Então todo mundo volta para casa “novos e melhores”.
     Em uma assembléia religiosa comum, nas centenas de milhares de assembléias religiosas no mundo inteiro, a maioria das pessoas pode fazer parte daquilo durante vinte anos e nunca realmente mudar muito. É uma situação muito triste. As coisas são assim porque elas estão construindo erroneamente. Alguém está dando uma palestra ou sermão no domingo. Talvez tenham uma classe bíblica aqui ou acolá e uma outra reunião religiosa com um clero de segundo escalão em uma, casa nas sextas-feiras à noite, uma vez por mês, mas não durante o verão, nas férias familiares, e nem no dia do campeonato de futebol. Eles não têm vidas entrelaçadas “unidas como um corpo”, sendo um Sacerdócio de Crentes. Assim a maioria das pessoas não muda, até mesmo depois de vinte anos. Isso é muito triste. Mas se nós usarmos a planta de Deus—os ensinos de Jesus—então todos nós podemos mudar para ser como Ele. Se nós formos humildes e trabalharmos juntos como sacerdotes, o maior milagre de todos pode acontecer—nós podemos mudar.

O Fedor de Morte, o Aroma de Vida

     O Caminho da Vida, a Vida de Jesus, é bem diferente. O mundo e o sistema religioso vêem isto como sendo bem diferente. Lembra de quando Hitler assumiu o sistema religioso na Alemanha? Dietrich Bonhoeffer teve coragem de dizer: “Isso não é Jesus”. Ele pisou fora do sistema religioso e, como resultado, foi morto numa prisão. Há muitas histórias de pessoas que não cooperaram com o sistema maior. Muitos de nossos “heróis”, cujos livros são bem conhecidos, seriam totalmente rejeitados se vivessem hoje como viveram em seus dias. “Nós construímos monumentos aos Profetas com as pedras com que nós os apedrejamos”.
     Embora esses homens e mulheres de Deus se recusaram a cooperar, eles tampouco saíram maltratando os outros, não os julgavam (embora EXISTA uma maneira certa para “julgar” aqueles que se chamam cristãos—1Co 5:12) nem os insultavam mas, ao contrário, queriam amá-los. Jesus disse: “Jerusalém, Jerusalém, eu os teria juntado como uma galinha junta seus pintinhos, mas você não quis”. Jesus não fazia parte do sistema, mas Ele tentou fazer o seu melhor para os amar, cuidar, e mudar. Ele NÃO fez vista grossa. Ele simplesmente teve Esperança que mudassem. Muitos não mudaram, então no fim das contas Ele tirou o Reino deles e deu a pessoas melhores. Resumindo, não é uma questão de insultar outros, mas de viver como Jesus e tentar ajudar todo mundo a viver como Jesus também.
     Na cidade onde nós moramos, há 1.500 prédios de várias denominações. Nós já visitamos muitas centenas delas. Visitamos 1.200 ou mais destes locais e demos coisas para eles lerem. Temos visitado Crentes de todo tipo de passado em quase todos os estados e todos os continentes. Eu menciono isso de forma que você possa saber que ninguém que eu conheço quer se isolar dos outros a menos que não desejem amar e obedecer a Jesus, e não “amem a Luz”. Nós tentamos conhecer as pessoas e amá-las e queremos ajudá-las a conhecer Jesus com as pessoas que elas conhecem e se preocupam. Como profetizou Jesus, nem todo mundo deseja conhecê-LO. “Muitos dirão a mim naquele dia…”. Algumas pessoas só querem ir e escutar uma palestra, fazer orações e então voltar para as “suas vidas”. Mas há muitas, muitas pessoas boas lá fora que amam Jesus e querem conhecê-LO. Assim nós tentamos ir para as sinagogas e reuniões religiosas para tentar conhecer essas pessoas. Alguns falarão mal de você, mas alguns te amarão muito. Paulo disse que as Boas Notícias de Jesus são fedor de morte para alguns e o aroma de vida para outros. Assim tentamos fazer o melhor que podemos.
     Quando Martinho Lutero pisou fora da norma esperada de vida religiosa, não muitos o admiraram por isso. Alguns sim, mas a maioria o odiou por isto. Eles lhe disseram: “Você tem que se retratar”. E ele disse: “Eu não posso. Isto é o que as Escrituras dizem. Eu tenho que fazer o que Deus quer.” Nós estamos na mesma situação hoje. Deus tem mostrado coisas que a Sua Escritura diz e nós temos que colocá-la em prática. Independentemente daquilo que é popular, não podemos nos “retratar” exceto se o que você vem me trazer é visto como sendo de Deus, e não simplesmente uma tradição humana e acomodação da carne do homem.
     Como você sabe, o trabalho que Martinho Lutero fez afetou milhares de pessoas. Hoje, há pessoas em muitos, muitos países que estão começando a entender estas coisas que nós estamos conversando esta noite, e está crescendo muito depressa. Pode parecer que você está só, mas você não está nada só.
     Quando olhamos para as nossas crianças físicas, não raro nós queremos simplesmente fazer as coisas difíceis desaparecerem. Eu sei que é dessa forma que Jesus Se sente sobre nós. Ele gostaria de fazer todas as coisas difíceis irem embora para nós. Entretanto, nós não cresceríamos. Estas coisas difíceis são melhores do que não crescer no Seu Amor e à Sua Semelhança.





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O que é um cristão?

     No nascer do novo milênio, conhecidos líderes do mundo Protestante, Evangélico—incluindo Jack Hayford, Tony Evans, Crawford Loritts, Henry Blackaby, Anne Graham Lotz, Kay Arthur e Bill McCartney—produziram um vídeo que foi distribuído a 300.000 organizações religiosas nos Estados Unidos. Foi um claro testemunho do perigoso declínio moral e espiritual da igreja e uma necessidade desesperada de um renascimento. Aqui estão algumas citações do vídeo1:

• "A América é um reflexo das condições das pessoas de Deus, as igrejas."

• "Em uma pesquisa recente, de 66 categorias de estilos de vida, os Cristãos não são notadamente diferentes de não-Cristãos em QUAISQUER das 66 categorias."

• "Os Cristãos não têm uma voz moral de confiança nesta nação."

• "Deus olha em nossas igrejas e vê tantos divórcios nas pessoas de Deus quando vê no mundo. Deus olha em nossas igrejas e vê tantos abortos nas pessoas de Deus quando vê no mundo. Deus olha em nossas igrejas e vê tantos jogos de azar nas pessoas de Deus quando vê no mundo. E as pesquisas dizem que mal se percebe diferenças entre as igrejas e as pessoas do mundo."

• "Pela primeira vez na história, aqui no mundo ocidental, o índice de divórcio na igreja é maior… MAIOR… do que entre os que não freqüentam a igreja."

• "80% dos jovens criados na igreja, fielmente freqüentando a igreja… 80% deles já deixaram a igreja quando saem de casa."

• "Nós substituímos orações por programas, a liderança do Espírito por atividades agendadas e a obediência pela ortodoxia e pastores por presidentes."

• "Estamos numa encruzilhada e temos que fazer sérias mudanças nas igrejas. Estamos no momento crítico de julgamento ou reavivamento. Temos que decidir se vamos obedecer."

• "Estamos em um momento decisivo. Deus tem que fazer algo novo em Sua Igreja."

• "Nós envolvemos nossas vidas de tal forma nas questões do mundo e fizemos do Cristianismo um espetáculo".

     Claramente, os problemas são tão maciços que exigirão mudanças igualmente maciças. Nós, que cremos em Jesus, temos que estar dispostos a dar uma nova examinada em questões fundamentais à luz da Palavra de Deus, com oração e jejum, para determinar o que está errado e o que precisamos fazer para mudar.
     Essas idéias têm a intenção de iniciar o reexame de uma questão fundamental: O que é um Cristão? O que esse termo significa, Biblicamente? Se eles não tiverem uma compreensão clara da perspectiva de Deus, as pessoas de Deus permanecerão misturadas com o mundo, sem um padrão claro para discernir a diferença e sem como ajudar aqueles que mantêm uma falsa sensação de segurança. Podemos examinar juntos esta questão, da forma mais corajosa e humilde que pudermos, com Deus como nosso auxiliar? Vamos examinar, na Palavra de Deus, o que não é e o que é um Cristão.

Nascer em um país “Cristão” não assegura que uma pessoa seja Cristã.
     Um argumento óbvio? Talvez. Mas mesmo nos dias de hoje, em que o respeito pela diversidade é tido como a mais alta virtude, muitas pessoas tendem a associar certa nação com uma religião em particular. Os Estados Unidos, diriam muitos, é uma nação “Cristã”. E assim também a Inglaterra, Alemanha e Austrália. A Índia, pro outro lado, é uma nação Hindu, enquanto a Arábia Saudita é Muçulmana e a Tailândia é Budista. Desse ponto de vista, um cidadão adquire a religião de seu país quase por omissão, como uma espécie de herança cultural. “Cristão? Bem, eu nasci nos Estados Unidos—então acho que sou.” Aparentemente esse tipo de presunção explica os resultados de pesquisas de opinião onde 81% dos americanos se identificam como Cristãos2.
     Mas ouçam o que diz o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo: “De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.” (Atos 17:26-27). De acordo com Deus, o fato de que você nasceu em determinada época ou local nada mais faz do que lhe dar a oportunidade de encontrá-Lo. Você ainda tem a responsabilidade de “procurar e encontrá-Lo.” O local de nascimento ou cidadania, por si só, não significa nada. Ter nascido em um país dito “Cristão” não assegura que um homem ou mulher seja Cristão ou Cristã.

Ter nascido de pais Cristãos não significa que uma pessoa seja Cristã.

     Muitas pessoas consideram sua religião como uma espécie de tradição familiar. “Claro que sou Cristão. Meus pais são Cristãos. Eles nos levavam aos cultos, nos batizaram e nos liam histórias da Bíblia. Sim, sou Cristão. Sempre saberei disso”.
     Mas esse tipo de pensamento revela um grave mal-entendido. Deus diz que as circunstâncias do nascimento de uma pessoa não têm nada a ver com o fato de ela ser Cristã ou não! Ouçam ao próprio Jesus: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.” (João 3:5-6). De acordo com Jesus, a única vida que os pais são capazes de passar para os filhos diretamente é a vida natural e humana. Os filhos não podem herdar de seus pais um relacionamento com Deus. Cada um de nós tem que receber Dele uma fé e uma vida que são radicalmente novas—e 100% nossas.
     João escreveu: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.” (João 1:12-13). As decisões dos pais obviamente têm muito a ver com as circunstâncias de nosso nascimento natural—mas não com renascimento espiritual. Meus pais podiam ser crentes fervorosos, cheios da vida eterna que vem de Deus, mas isso não garantiria nada para mim. Alguém poderia herdar a cor da pele do pai e os olhos da mãe—mas o Cristianismo não é transmitido nos genes. Um filho pode mesmo adquirir a aptidão de seu pai para matemática e a paixão de sua mãe por baseball—mas ser Cristão não é assim. Não é absorvido por osmose! Os genes e a cultura advinda de seu nascimento natural tem algo a ver com a produção do ser físico. Mas somente um segundo nascimento tem qualquer chance de produzir um ser espiritual. Ter pais maravilhosos e crentes não significa que você seja Cristão, assim como ter pais pagãos não garante que você será sempre um pagão—graças a Deus!

Pertencer a uma congregação e comparecer regularmente aos cultos não garante que uma pessoa seja Cristã.

     Alguns presumem que “um membro fiel da igreja”—alguém que sempre vai aos cultos, apóia os programas e sempre contribui para a coleta—deve com certeza ser um Cristão. Infelizmente, muitos podem testemunhar que sua experiência prova o contrário.
     Um de meus amigos é um exemplo. Como marido de uma nova convertida, ele freqüentava os cultos e grupos de estudo da Bíblia várias vezes por semana. Logo ele publicamente aceitou Cristo e foi batizado. Ele participava dos grupos masculinos de discipulado com homens a quem “prestava contas”. Um bem sucedido homem de negócios, ele era um dos principais colaboradores financeiros da congregação. Mas ele nem mesmo era salvo. Mais tarde ele me contou que, no momento em que foi batizado, ele tinha 95% de certeza de que Deus nem mesmo existia! Mas para agradar sua esposa (ele pensava) e para juntar-se à turma em voga no seu novo círculo de amizades—e porque talvez tudo isso seja verdade—ele “mergulhou de cabeça”. Por alguns anos ele foi considerado um “membro fiel”, mas no seu coração ele sabia que ele não cria. Finalmente ele cansou da hipocrisia. Ele criou coragem para bater na porta de alguém e confessar: “Eu não conheço Deus”. Ele começou a abrir seu coração—e o fruto disso é algo pelo qual ele será eternamente grato.
     Mas aqui está uma pergunta instigante: Quantos mais devem existir por aí como o meu amigo, sentados em bancos de igreja, trabalhando em comitês ou até mesmo ascendendo a postos de liderança, que realmente não acreditam no evangelho de Jesus no fundo de seus corações e que não realmente têm o verdadeiro Espírito Eterno, na pessoa de Jesus Cristo “vivendo poderosamente” dentro deles, que não estejam apenas fingindo? Uma pesquisa recente fornece uma pista perturbadora. A grande maioria daqueles que se identifica como “Cristãos” nos Estados Unidos nem mesmo alegam estar espiritualmente renascidos. E em qualquer domingo, 41% das pessoas que realmente freqüentam os cultos com regularidade e sentam nos bancos de igreja não professam ser renascidas. A pesquisa acrescenta: “A maioria dessas pessoas vem freqüentando igrejas Cristãs durante anos sem realmente entender os fundamentos da fé Cristã e suas implicações pessoais.”3 E você pensa—quantos desses 41% pensam que estão bem em razão de sua freqüência regular? Você também tem que se perguntar—quantos dos demais 59% sequer sabem o que realmente significa a expressão “nascer de novo”?
     Uma coisa é certa. Como Keith Green costumava dizer: “Ir à igreja não o torna Cristão assim como ir ao McDonalds não o torna um hambúrguer!” E ficar arrepiado durante a “adoração” não significa que uma pessoa esteja vivendo no poder do Espírito Santo! Não devemos usar padrões de freqüência ou afiliações religiosas como indicador de que uma pessoa é verdadeiramente Cristã.

A crença de que Deus existe e que Jesus é Seu Filho não assegura que uma pessoa é Cristã.
     
     À primeira vista esse argumento pode parecer óbvio. Mas considere por um momento se uma pessoa é automaticamente Cristã se estiver totalmente convencida de que (1) o Deus da Bíblia existe e (2) Jesus de Nazaré é Seu Filho, o Santo do Céu. A resposta, Biblicamente, é um claro não.
     Os próprios demônios possuem uma crença inequívoca de que Deus existe. “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!” (Tiago 2:19) E a primeira pessoa a reconhecer em voz alta que Jesus era o Santo enviado por Deus não foi Pedro—foi um demônio (Marcos 1:23-26).
     O que é possível para um demônio é possível também para um ser humano—mesmo um religioso. (Esse, afinal, era o argumento de Tiago na carta que acabamos de citar!) Quando a Bíblia fala de uma fé salvadora, isso não significa aceitação intelectual—ou uma profunda convicção—dos fatos básicos de que Deus é nosso Criador ou de que Jesus morreu na cruz para salvar as pessoas de seus pecados. Enquanto todos os Cristãos acreditam nesses fatos, nem todos os que acreditam nesses fatos são Cristãos. Basta perguntar aos demônios—não há ateus no inferno.

Chamar a Jesus de “Senhor” e realizar sinais e maravilhas em Seu Nome não demonstra que alguém é Cristão.

     Atualmente, sinais e maravilhas são muitas vezes aceitos como prova infalível de que Deus está realmente entre nós. Aqueles que conseguem realizá-los (ou parecer realizá-los no estágio religioso) não são apenas presumidos Cristãos, mas vistos como altamente espirituais, na “linha de frente” de Deus.
     Jesus não vê as coisas dessa forma. Sinais e maravilhas podem ser uma confirmação da proclamação da Palavra de Deus (Marcos 16:15-18, II Coríntios 12:12; Hebreus 2:1-4). No entanto, eles podem igualmente servir para confirmar um falso evangelho. Nos últimos dias, falsos sinais e maravilhas irão ocorrer de forma que pareçam ser tão válidos, tão precisos, que até mesmo os eleitos de Deus podem ser enganados—mas esses milagres virão de falsos messias e profetas (Mateus 24:24). O próprio anticristo e seus asseclas realizam sinais e maravilhas (II Tessalonicenses 2:9-20; Apocalipse 13:3, 11-5). Um verdadeiro profeta não é reconhecido por seus milagres, mas pelo fruto de sua vida (Mateus 7:15-20).
     Vamos permitir que o impacto total dessas verdades seja absorvido. Elas têm um efeito poderoso na questão de quem é Cristão. O Próprio Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal” (Mateus 7:21-23).
     Aqui Jesus não estava falando no anticristo, ou mesmo em lobos em pele de cordeiro, já que esses não terão surpresas no último dia. Eles são falsificações vivendo uma trajetória de poder e sabem disso. As pessoas a quem Ele se referia realmente pensam ser Cristãs. Elas não estão tentando enganar a outras quanto a si mesmas—e convencendo os ingênuos com sua sinceridade. Jesus mostra essas pessoas como chocadas no último dia. Elas chamam a Jesus de “Senhor” no seu discurso. E elas “mostram serviço”. O que elas prevêem que vai acontecer às vezes acontece mesmo. As pessoas possuídas ou obcecadas pelo demônio podem ser libertadas por sua palavra. Algumas pessoas às vezes são curadas, enxergam-se visões e dão-se conselhos. E tudo em nome de Jesus. Mas o Próprio Jesus as desconhece. Não importa o que elas pensem, elas não são Cristãs. E, no entanto, Deus “deu a cada um de nós uma saída” e continuará a convidar a qualquer um com um “coração bom e honesto” para o Real Milagre da Transformação. Teremos interesse e humildade suficientes para buscar a isso sozinhos? Existe realmente uma verdadeira, sobrenatural e milagrosa invasão do Céu preenchendo nossas vidas? Ou somos produto de cultura, sentimento e consciência?

Uma avaliação honesta

     Juntando tudo, então: uma pessoa pode nascer em um país “Cristão” de pais cristãos, acreditar de todo o coração que Deus existe e que Jesus é Seu Filho, ter grande envolvimento no trabalho e no culto de adoração de uma congregação local e profetizar e executar sinais e maravilhas em nome do Senhor Jesus—e não ser Cristão. Um Cristão poderia fazer todas essas coisas, mas um não-Cristão também poderia, se a Bíblia for o nosso padrão para decidir essas coisas. Essas questões de pedigree, profissão e execução são irrelevantes para discernir o estado da relação de alguém com Deus. Simplesmente não são a questão. Precisamos de uma definição diferente do que é um Cristão.

O que é um Cristão

     Ao definir o que é um Cristão, não estamos tentando responder à pergunta de como ser salvo. Em vez disso, estamos tentando dizer como podemos reconhecer quem é uma pessoa salva. Em outras palavras, não estamos tentando dizer como nascer, mas sim esperando aprender das Escrituras como diferenciar uma pessoa viva da que ainda está morta em seus pecados.
     Uma descrição completa do que seja um Cristão está além do que estamos tentando atingir aqui. Também não estamos tentando delinear o crescimento de um Cristão de um estágio de infância espiritual para o de ser “conforme a imagem do Filho de Deus” (Romanos 8:29). Estamos apenas tentando definir a palavra “Cristão” das Escrituras de forma que possamos despojá-la de alguma bagagem cultural e história e usá-la na maneira de Deus usar. Assim, espera-se, conseguiremos ver o nosso próprio ambiente espiritual com mais clareza, através dos olhos Dele.
     Parte do problema é que a palavra “Cristão” é usada somente três vezes em toda a Bíblia!4 Duas dessas ocorrências são importantes, sem dúvida, mas não ajudam muito na definição. Quando Paulo fez sua defesa diante do Rei Agripa, o Rei perguntou: “Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?” Paulo respondeu: “Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas” (Atos 26:28-29). Essa passagem não nos diz exatamente o que é um Cristão, mas com certeza que Paulo era um deles! Então, na carta de Pedro às igrejas na Ásia menor, ele escreveu: “Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.” (I Pedro 4:16). Historicamente, parece que o nome “Cristão” surgiu como um termo depreciativo que o mundo hostil atribuiu aos crentes. Pedro nos desafia a suportar a perseguição e o insulto com dignidade e coragem. Ainda assim, Pedro não nos ajuda muito na definição de quem é Cristão.
     No entanto, o outro uso da palavra “Cristão” na Bíblia é bastante esclarecedor. Em Atos 11, vemos como teve origem a igreja em Antioquia. O escritor, Lucas, insere este comentário: “Em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados Cristãos.” Portanto um Cristão é um discípulo. As palavras “Cristão” e “discípulo” são sinônimas—elas significam exatamente a mesma coisa. O termo “Cristão”, aparentemente, foi inventado por descrentes de Antioquia como um rótulo para os discípulos. Essa passagem contradiz uma crença popular em muitos círculos religiosos de que um “discípulo” é um nível mais alto do crescimento Cristão, uma versão mais comprometida de um Cristão. De acordo com a Palavra de Deus, a única pessoa que pode ser corretamente chamada de Cristã é um discípulo. E se a palavra de Deus contradiz nossas suposições, você não diria que somos nós que temos que mudar?
     Então vamos fazer um trato de que vamos usar a palavra “Cristão” da forma que Deus usa—mesmo que isso vire o nosso mundo do avesso! Olhando na definição escritural da palavra “discípulo”, estaremos ao mesmo tempo definindo o termo “Cristão”. E isso torna as coisas mais fáceis, já que o Novo Testamento usa o termo “discípulo” quase 300 vezes!

Um Cristão é um discípulo de Jesus

     Se quisermos ter uma imagem de como é um discípulo de Jesus, basta olhar os evangelhos. Lemos a respeito de homens e mulheres que desejam arriscar carreiras, relacionamentos familiares e situação social se ao menos puderem seguir Jesus. Juntas, elas sentam com Ele na montanha ou caminham com Ele no mercado, atentas a cada uma de Suas palavras, escutando com uma obstinada determinação de obedecê-Lo, não importando o custo. Vejam como obedecem Jesus como seu Mestre Vivo e Professor! Vejam como caem de cara no chão e sempre levantam de novo porque estão determinados a ser os “construtores sábios” que colocam em prática as palavras de Jesus. Vejam como buscam o Reino de Deus e Sua Justiça como sua principal busca e objetivo na vida, não importa qual seja a atividade atual. Eles comparecem a casamentos e banquetes. Compram comida. Selam jumentos. Eles caminham juntos através de campos, juntando grãos e comendo-os enquanto ouvem. Eles são decididamente não-religiosos. Mas estão sempre marcados por seu sólido e determinado desejo de estar com Jesus e uns com os outros de forma que juntos possam aprender a obedecê-Lo. Isso é um discípulo. E isso é também um Cristão. As frases acima não são uma reconstrução bonita e romântica do discipulado. São o padrão que o Próprio Jesus estipulou. E é Ele quem decide, certo?
     Cada profecia do Velho Testamento e da Nova Aliança e cada ensinamento de Jesus confirma que “obedecer a Seus comandos e decretos” é a marca do Seu Espírito dentro de alguém, evidenciando conversão e regeneração. Alguém com esse estilo de vida, com essas prioridades, esse hábito de escutar e obedecer em um nível intensamente prático, é um Cristão. Pessoas que não estejam vivendo dessa forma não são Cristãs, pela definição de Deus.
     Vamos só olhar mais algumas vezes onde Deus estabeleceu a definição básica de quem é um discípulo. Novamente, não estamos vendo como ser salvos. Estamos vendo como identificar se uma pessoa realmente entrou em um relacionamento de obediência, obsessão, amor profundo, habitação e por conseguinte um relacionamento salvador com Jesus Cristo.
     Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” (Mateus 16:24-26)
     As palavras “se alguém quiser acompanhar-me…” significam que essa é uma exigência universal—sem exceções. Todos os discípulos em potencial de Jesus devem decidir que irão:

• negar a si mesmos—não mais viver para agradar a si mesmos;

• tomar sobre si a sua cruz—suportar perda pessoal, seja por oposição ou desapontamento ou dor ou simplesmente dizer não a si mesmos; e

• seguir—conformar-se à vida e aos ensinamentos de Jesus na vida prática diária.

     Não precisa de muita explicação, não é mesmo? Jesus foi muito claro. Mas o que deve ser enfatizado é que uma pessoa tem que se enquadrar nessa descrição ou ela não é um discípulo de Jesus e, por conseguinte não é Cristã. E Jesus foi muito consistente em Seu ensinamento. Ouçamo-Lo novamente:
     Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo… Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:25-27, 33).
     Três vezes disse Jesus “Se alguém não ________ não pode ser Meu discípulo”. Ele preencheu o espaço com três descrições absolutas, obrigatórias e 100% precisas de um discípulo. Todos os discípulos colocam Jesus acima dos desejos e demandas da família e de si mesmos. Todos os discípulos escolhem morrer por seus próprios direitos. E todos os discípulos entregam tudo o que possuem, cada recurso—seja tempo, relacionamentos, preferências, dinheiro, posses ou objetivos—a Jesus. Ele dá as ordens nessas áreas. Qualquer um que tente apenas acrescentar Jesus à vida que já tem, enquanto mantém o controle dela, não é um discípulo e, por conseguinte não é Cristão. Claro que há questões de maturidade na execução dessas coisas, mas não é uma decisão de “fazer ou não” para um verdadeiro Cristão. Eles podem precisar de ajudas de outros para ver e ajudar a executar—mas a decisão já havia sido tomada. Cristãos legítimos, “não seus próprios, mas comprados por um alto preço”, já decidiram abandonar a tudo. Não é uma nova decisão a cada vez.
     Jesus está ensinando a salvação por trabalho e esforço humano aqui? De modo algum! Os discípulos foram salvos pela fé Nele, ponto. Mas salvos de quê? Do pecado, de si mesmos e da “vã maneira de viver que por tradição receberam dos seus pais” (I Pedro 1:18). As pessoas que são libertadas dessa morte serão reconhecidas pela diferença em suas vidas, se de fato são salvas. E salvas pelo quê? Pela providência (graça) de Deus através de sua absoluta crença em Jesus (fé). As pessoas que crêem Jesus farão o que Ele diz. Quando elas falharem, se arrependerão e voltarão a crer Nele. “Se você (realmente) Me ama, você irá Me obedecer.”
     Resumindo, os termos “Cristão” e “discípulo” são duas formas de dizer a mesma coisa. Uma pessoa genuinamente salva, um Cristão autêntico, terá as características de um discípulo que Jesus ensinou e Seus primeiros seguidores demonstraram.

E agora?

     Talvez as coisas escritas até aqui foram óbvias para você. Talvez você mesmo poderia tê-las dito (melhor, sem dúvida!). Ou talvez essas coisas pareçam estranhas ou causem perplexidade e você não tem certeza se concorda. De qualquer forma, nós lhe pedimos—por Jesus e Seu Reino—que faça quatro coisas:

1) Vá a Jesus com o que você leu aqui. É nesta direção que sempre devemos levar as coisas—verticalmente, para Ele. Com oração e jejum, por favor, implore a Deus por sabedoria sobre essas questões e o que fazer a respeito delas (Tiago 1:5). Pela misericórdia que Ele tem de nós, apresente sua vida, pensamentos e opiniões no altar para que o caminho seja claro para discernir a vontade Dele (Romanos 12:1-2). Por favor, vá ás escrituras a que fizemos referência para ver se os ensinamentos aqui são verdadeiros (Atos 17:11), mas, por favor, não os “misture” com compreensão e experiência humana—confie Nele (Pv 3:5-6). Embora como escritores desses pensamentos nós assumamos a responsabilidade pelo conteúdo e teremos prazer em discuti-los com você, não estamos pedindo que responda em primeiro lugar a nós. Jesus é nosso Mestre e Professor.

2) Vamos começar a aplicar isso em nossas vidas. Os ensinamentos da Palavra de Deus são ferramentas poderosas para mudar vidas (II Tim. 3:16), mas as vidas que elas mudam devem começar pela nossa! Esses pensamentos não são “munição” para que alguém com atitude e ressentimento possa atacar o outro. Eles servem para nos proporcionar uma forma de buscarmos nossos próprios corações. Nossas próprias mentes e vidas devem ser colocadas em conformidade com Deus se quisermos ter algo a oferecer às pessoas a nosso redor. Precisamos de arrependimento pessoal, não uma série de novos programas e “ministérios” que alcancem os elementos externos mas não mudem o coração. Precisamos de uma Comunhão com o Deus Vivo que nos transforma!

3) Vamos dar uma olhada com honestidade nos membros de nossa família, amigos e a pessoa ao nosso lado no banco da igreja (ou no sofá, para os que se reúnem em casas). Depois de lidar com nossos próprios problemas, nós realmente devemos ter o propósito de ajudar também aos outros. E isso não é julgando de acordo com Jesus (Mateus 7:5). Ele nos ordena a ser “embaixadores, como se Deus estivesse fazendo o Seu apelo através de nós”, “como os próprios oráculos de Deus”. O único verdadeiro ato de amor a fazer é ver as outras pessoas da forma que Deus vê, e tentar ajudá-las com um coração redentor. Sentimentalismo, tradições familiares e zonas de conforto pessoal devem ser pregados à cruz de Jesus se queremos ter esperanças de viver de uma forma digna Dele (Mateus 10:37-38). Sermões e aulas sobre o tópico do discipulado não conseguirão nem uma fração do bem que pode ser feito pegando no ombro de um parente ou conhecido dizendo: “Podemos ler algumas escrituras juntos e aplicá-las às nossas vidas?” Se for haver qualquer mudança real na situação descrita pelos líderes religiosos citados no começo desses pensamentos, tem que ser intensamente prática e pessoal, até mesmo intrusiva. Esta é a forma da Bíblia (Hebreus 3:13).

4) Vamos combinar que iremos manter este padrão. Se estas páginas refletirem o que é dito nas passagens que citam, vamos juntos combinar de manter esse padrão, independente do que os outros possam dizer, não importando o quão “desanimadoras” as coisas pareçam, tenhamos ou não todas as respostas. Façamos um acordo com Jesus de que nunca permitiremos nenhuma circunstância ou falha nem temor aos homens nos convenc