A Bíblia fala sobre Jesus como sendo Messias ou
Salvador. Você normalmente pensa em
“Salvador” como alguém que perdoa nossos
pecados e nos leva para o Céu. Mas ter Jesus como Salvador
é muito mais que isso! Ele quer não só
salvar nossas almas e nos levar ao Céu, mas
também nos libertar da escravidão desta terra.
Eu estava pensando em vários milagres
que Jesus fez quando esteve fisicamente por aqui (Ele AINDA quer fazer
milagres para nós, Ele é o mesmo hoje e sempre).
O primeiro milagre em que pensei foi quando Jesus ressuscitou
Lázaro dos mortos. Eu pensei: “Esse é
um milagre maravilhoso. Mas será que é o maior
milagre de Jesus?” Imagine pegar um corpo que está
morto igual a uma pedra fria, de onde toda a vida se foi, e logo depois
fazê-lo voltar a ter vida—isso é um
grande milagre! Talvez este seja o maior milagre, ressuscitar uma
pessoa da morte. Mas pode ser que haja um milagre que Jesus faz que
é ainda maior. Eu pensei nas pessoas que eram cegas e Jesus
lhes deu a habilidade para ver novamente. Um homem nasceu cego,
não podia ver e ele começou a ver. Jesus ainda
quer fazer milagres tão maravilhosos como esse. Considere
isto: viver em escuridão total e depois começar a
ver cor e textura, e ver as pessoas que você ama.
É este o maior milagre que Jesus faz, dar visão
para as pessoas cegas? Jesus também deu
audição para pessoas que não podiam
ouvir. Seus mundos eram totalmente silenciosos. Elas não
podiam ouvir as pessoas que amavam. Elas não podiam ouvir os
pássaros e nem podiam ouvir música.
Não podiam ouvir um bebê dar risadas. E Jesus lhes
deu ouvidos que podiam ouvir. É esse um grande milagre?
Nosso Jesus ainda quer fazer coisas como essas. É Jesus que
dá visão, audição e
ressuscita os mortos e nós nunca vamos parar de acreditar
Nele. Outras pessoas que Jesus curou eram pessoas que tinham
lepra—uma doença de pele. Elas sentiam muita dor e
agonia, tinham que ficar longe das pessoas que amavam para que estas
não pegassem a doença. Jesus tocava nestas
pessoas que tinham a doença de pele e a pele delas se
tornava novinha em folha, como a pele de um pequeno bebê.
Este nosso Jesus faz milagres maravilhosos!! Mas são esses
os maiores milagres que Jesus fez? Eu quero que você
pense em outros milagres que Jesus também faz. Ele
é nosso Salvador e nosso Libertador. Ele pode nos livrar do
pecado. Ele pode curar nossa cegueira ou nossa surdez. Ele pode
resolver nossa doença de pele e nossa dor. Mas
também como Salvador e como Libertador, Ele faz outro tipo
de milagre que é maior que todos esses. Pense nisto comigo:
se um homem estivesse morto e Jesus o ressuscitasse dos mortos, mas
quando o homem acordasse e se lembrasse que toda a sua
família o odiava e que todos os seus vizinhos fofocavam
sobre ele e o chamavam de nomes feios, como ele se sentiria? Esse homem
talvez iria preferir ainda estar morto! Se um homem nascesse surdo e
então fosse curado dos ouvidos por um milagre de Jesus, e
agora ele ouvisse tudo, mas descobrisse que todos na sua
família estavam gritando, eram bravos, falavam mal e
fofocavam, isso quebraria o seu coração. Ele iria
preferir não ouvir estas coisas. E se ele fosse cego de
nascença e Jesus o curasse? Ele agora abre seus olhos e pode
ver o amanhecer e os pássaros nas
árvores… mas a sua família e vizinhos
têm pornografia, quadros terríveis e fazem coisas
terríveis ao seu redor. Eu acho que ele desejaria nunca mais
ver.
Então, o que estou dizendo é
o seguinte: o maior milagre que Jesus pode fazer não
é ressuscitar alguém dos mortos, porque se um
homem voltasse à vida e o seu mundo fosse um mundo ruim,
então ele não precisaria viver. O maior milagre
que Jesus pode fazer não é restaurar a vista ou a
audição, porque se vemos e ouvimos
ódio, maldade e pecado, então não
queremos ver, nem queremos ouvir. O maior milagre que Jesus quer fazer
é mudar nossas vidas. Ele quer tirar ódio e
colocar paz e amor. Ele quer tirar raiva e egoísmo e colocar
bondade e amor pelo outro. Os maiores milagres de Jesus acontecem
quando Ele muda quem nós somos… porque se
é somente o mau que iremos ver, não precisamos
ver; nem precisamos ouvir se só vamos ouvir ódio,
raiva e fofoca. O maior presente e o maior milagre de Jesus
É que Ele quer nos salvar para ser como Ele é.
As coisas que a natureza humana produz são bem
conhecidas. Ela produz: imoralidade, impureza
ações indecentes, adoração
de ídolos, feitiçarias; inimizades brigas,
ciumeiras, acesos de raiva, ambição
egoísta desunião, paixão
partidária, invejas, bebedeiras, farras e outras coisas
parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem
essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o
Espírito produz amor, alegria, paz, paciência,
delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio
próprio. E contra essas coisas não há
lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a sua
própria natureza humana junto com todas as suas
paixões e desejos. Que o Espírito, que nos deu a
vida, controlo também a nossa vida. Não devemos
ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter
ciúmes uns dos outros. (Gálatas 5:19-26) Porque Deus revelou a sua
graça para dar a salvação a todos.
Essa graça nos ensina a abandonar a vida descrente e as
paixões mundanas, para vivermos neste mundo uma vida
controlada, correta e dedicada a Deus. Ela também nos ensina
a viver esperando o dia feliz, em que aparecerá a
glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele se
deu a si mesmo por nós para nos livrar de toda maldade e
fazer de nós um povo puro, que pertence somente a ele e que
se dedica a fazer o bem. (Tito 2:11-14) Houve tempo em que
nós também éramos insensatos,
desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda
espécie de paixões e prazeres.
Vivíamos na maldade e na inveja, sendo
detestáveis e odiando uns aos outros. Mas quando, da parte
de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos
homens, não por causa de atos de justiça por
nós praticados, mas devido à sua
misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e
renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre
nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.
Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos
tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna.
(Tito 3:3-7) Muitas das coisas que Deus nos
diz nas escrituras apontam vez após vez para o maravilhoso
milagre de vidas mudadas. Mas você provavelmente nota quando
se vê no espelho, ou quando você realmente fica
conhecendo outras pessoas que seguem Jesus, que este maior milagre de
todos, de vidas mudadas, leva algum tempo e trabalho árduo.
Se você olhar para si mesmo no espelho, provavelmente
verá muitas coisas que ainda não são
como Jesus é. Jesus quer fazer um milagre em
sua vida. Ele quer substituir sua raiva por carinho e paz. Ele quer
substituir seu egoísmo e seu orgulho pelo amor Dele. Ele
quer tirar seu mau humor e transformá-lo numa pessoa gentil
e amável. Ele quer esmagar sua fofoca e interesses
próprios e trazer flores ao seu
coração. Ele quer o maior milagre de todos, para
que cada um de nós possa tornar-se como Ele em
personalidade. Mas nós temos uma parte importante
nisto…
A
Importância da Igreja no Milagre de
Transformação
Há uma forte e
maravilhosa ilustração nas escrituras sobre a
importância da Igreja e de outros crentes. Jesus disse:
“Eu edificarei Minha Igreja para que as portas do inferno
não possam prevalecer”. Ele deseja se unir
às nossas vidas de forma que os milagres possam acontecer em
cada um de nós. Para esse milagre acontecer, Ele nos fez
para que precisássemos um do outro, muito.
Ninguém descobre esse maior milagre sozinho. Ele quer nos
mudar ao ajudarmos uns aos outros a ser como Ele é. Por
isso, é importante que você tenha relacionamentos
profundos, um com o outro, DIARIAMENTE. Ele nos chamou para sermos
sacerdotes e fazer o trabalho de Deus. Assim teremos que usar os olhos
que Ele nos deixou para ver as coisas que não são
como Ele, em nós mesmos e nos outros—portanto
temos que escolher ajudar! Ele nos deu o milagre de poder ouvir para
então podermos escutar quando outros falam conosco sobre
nossas vidas. Se estivermos dispostos a escutar, dispostos a ser
sensíveis e abertos e se todos estiverem dispostos a fazer a
sua parte de ter coragem para falar uns com os outros sobre coisas nas
suas vidas—então Jesus fará este
milagre maravilhoso em cada uma de nossas vidas. É um
milagre melhor do que ressuscitar alguém dos mortos ou dar
visão a cegos. Ele pode tomar nossos
corações teimosos, egoístas, e nos
fazer como Ele é. Mas temos que usar nossos ouvidos para
ouvir e ser abertos quando as pessoas falam conosco. Temos que ter a
coragem para falar com os outros e trabalhar juntos para fazer este
milagre acontecer. Eu também deveria
dizer que a definição de um Cristão,
um seguidor de Jesus, é alguém que se tornou um
escravo de Jesus. Jesus disse: “A menos que você
tome sua cruz e negue sua própria vida, você
não pode ser Meu discípulo”. Em Atos 3,
as escrituras dizem que todo aquele que não escutar Jesus
será eliminado do meio do seu povo. É muito
importante entendermos que não somos donos de nós
mesmos, fomos comprados por um preço. Um verdadeiro
Cristão é alguém que já
entregou todos seus direitos ao Rei. Verdadeiros Cristãos
confiam no Rei para prover, cuidar e conduzir as suas vidas. Eles
não têm que ser grandes, fortes e inteligentes.
Eles podem ser abertos e deixar Jesus decidir por eles. “O
que Deus desejar para mim é o melhor”.
Nós jamais precisamos ter medo. “Ninguém
pode servir a dois mestres. Você odiará um e
amará o outro”. Você não pode
servir a si mesmo, seus próprios desejos e também
a Jesus. Jesus nos fala que nós O odiamos quando escolhemos
servir nossos próprios desejos. Mas se nós
servimos aos Seus desejos ao invés dos nossos,
então demonstramos que O amamos mais que a nós
mesmos. Jesus continua a dizer que não precisamos ter mais
medo: Portanto eu lhes digo:
não se preocupem com suas próprias vidas, quanto
ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto
ao que vestir. Não é a vida mais importante do
que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as
aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam
em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Vocês
não têm muito mais valor do que elas? Quem de
vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora
que seja à sua vida? Por que vocês se preocupam
com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles
não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem
Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.
Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e
amanhã é lançada ao fogo,
não vestirá muito mais a vocês, homens
de pequena fé? Portanto, não se preocupem,
dizendo: “O que vamos comer?” Ou: “que
vamos beber?” Ou: “que vamos vestir?”
Pois os pagãos é que correm atrás
dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam
delas. (Mateus 6:28-32) Jesus começou
dizendo que você não pode servir dois mestres. E
depois Ele continuou dizendo que correr atrás de coisas para
se proteger e cuidar é o que os pagãos fazem.
Isso mostra que você não confia em seu Pai. Nosso
Pai diz que se confiar totalmente Nele, tomar todas as suas
decisões para Ele e buscar primeiro o Reino Dele, se sua
vida é sobre o Reino de Deus e não sobre
você mesmo, o próprio Pai cuidará para
que todas as suas necessidades sejam supridas. Pouquíssimas
pessoas confiaram nessas palavras de Jesus. Pouquíssimas
pessoas puseram essas palavras em prática. Nós
queremos encorajar você a confiar no Pai porque Ele deseja o
nosso bem. Nós não precisamos ter medo.
Não precisamos ser egoístas para poder nos
proteger. Não precisamos ficar bravos. Podemos confiar em
nosso Pai. Ele é um Pai muito bom. E, se buscarmos o Seu
Reino primeira e principalmente, se buscarmos o Seu Interesse, Ele
tomará conta de nós. Mas se nós
buscarmos os “nossos interesses” e tentarmos
acrescentar Ele a isso, se tentarmos adicionar Deus às
nossas próprias vidas… Nós O faremos
muito infeliz, quebraremos o Seu Coração e nunca
iremos conseguir ver Seus milagres. Nós queremos
encorajá-lo a confiar em Deus para ver os Seus milagres,
buscar principal e primeiramente o Seu Reino e se envolver na vida dos
outros para ser capaz de ver seu caráter mudado
até ser igual ao de Jesus. E veremos muitos milagres
maravilhosos nos dias por vir.
As Promessas
de Jesus para os que Viverem dessa Maneira
Embora soe difícil,
e certamente é muito diferente do modo como a maioria das
pessoas está acostumada a viver, Jesus fez uma promessa: em
Mateus 7, Jesus falou sobre construir uma casa. Ele disse que
tempestades virão contra a casa, mas para aqueles que
construíram a casa sabiamente, ela irá permanecer
apesar da tempestade. Ele disse que o que faz uma casa forte, de forma
que ela possa resistir às tempestades, é
ajudarmos um ao outro a colocar em prática a Sua Palavra.
Há muitas pessoas que não conhecem Sua Palavra;
que não sabem os princípios de Jesus e Seus
ensinamentos. Porém outras conhecem ensinamentos Dele, mas
não os colocam em prática. Em ambos os casos, as
tempestades destruirão a casa (Mt 7:13-27; 2Ts 1:5-8; Lc
12:47-49). Mas a promessa de Jesus é verdadeira para
nós, se ajudarmos um ao outro a colocar em
prática a Sua Palavra. Quando as tempestades vêm,
e elas virão, a casa resistirá contra a
tempestade. Nós precisamos ajudar um ao outro a por em
prática a Sua Palavra. Se eu estou sendo orgulhoso ou
egoísta, talvez eu não consiga ver isso por mim
mesmo. Mas quando VOCÊ vê isso em mim e
você quer me ajudar, você não
está me ferindo, mas me ajudando a vencer a tempestade.
Assim, eu não terei medo se alguém vier a mim e
disser: “Eu acho que você tem este problema ou
aquele problema”. Por que não? Porque sei que as
tempestades hão de vir e eu quero pôr em
prática a Sua Palavra, e eu preciso de outros para me ajudar
a colocá-la em prática! Estas coisas
não são ruins, elas são muito boas. As
tempestades virão e isso nos ajudará a superar a
tempestade. Outra promessa que Jesus fez
é que se entregarmos nossas vidas uns aos outros, se
entregarmos tudo para Jesus e não guardarmos direito algum
para nós mesmos, então Ele nos dará
cem mães, irmãos, irmãs. Ele nos
dará cem casas, terras e posses. Se entregarmos nossa vida
completamente a Ele, Ele nos abençoará cem vezes
nesta vida e na vida vindoura e nos dará vida eterna. Se eu
tivesse um único Real e precisasse alimentar minha
família com aquele Real, seria muito difícil
dá-lo. Mas se Jesus me prometeu que se eu entregar aquele 1
Real a Ele, Ele me daria 100, então é mais
fácil dar aquele 1. Quando nós somos
egoístas, medrosos e orgulhosos, quando temos pecado em
nossa vida e não queremos que ninguém converse
com a gente sobre isso, quando vemos pecado na vida de outros e
não queremos falar com eles (talvez por medo que fiquem
bravos ou fiquem de mal) e fazemos escolhas erradas sobre essas coisas,
perdemos todas as grandes e preciosas promessas de Jesus. Isso seria
como segurar aquele “1 Real” mesmo quando Ele nos
prometeu que se dermos, Ele nos daria 100. Viver dessa maneira para
Jesus é um investimento muito seguro porque as tempestades
IRÃO vir nas nossas vidas. E se tentamos viver sozinhos, com
pecados em nossas vidas, então as tempestades
derrubarão nossa casa. Mas se nós, juntos,
ajudamos um ao outro a obedecer Deus e se estamos dispostos a ver e
também a ouvir, então a casa ficará
firme e Jesus fará milagres. É difícil
dar aquele um, porém é maravilhoso receber cem em
retorno.
Importar X
Controlar
Isso NÃO tem a ver
com “controle”. Jesus disse que ter raiva e
ódio é igual a homicídio, correto?
Então, se um de seus irmãos tomasse uma
decisão e dissesse: “vou matar duas ou
três pessoas”—você pensaria que
seria “controle” se lhe dissesse:
“Não, Não! Por favor, não
faça isso!”?? Isso não é
controle. Isso é a vida de Jesus. Se um irmão ou
irmã não quer perdoar alguém ou tem
orgulho no coração, é exatamente o
mesmo. Nós dizemos: “Por favor, não
fique com rancor ou orgulho no seu
coração”. “Por favor,
não mate alguém; por favor, não tenha
ódio nem raiva”. É a mesma coisa.
Nenhuma dessas situações é controle.
É a vida de Jesus. Um exemplo de alguém
que eu conheço na Califórnia—ele mora
bem longe de nós. É editor de uma revista
“Cristã” e esta revista chega
até muitos lugares. Várias vezes ele mencionou
exatamente a quantidade de pessoas e países que recebem a
sua revista. Ele me contou isso, primeiro quando eu o conheci, repetiu
após algumas semanas, e depois, novamente, algumas semanas
depois disso. Agora, como isso soa aos ouvidos espirituais? Se eu o amo
e quero que a sua casa permaneça de pé quando as
tempestades vierem, eu vou atentar para coisas que podem ferir o
coração de Deus e prejudicar o seu andar com Ele.
Você se lembra quando Davi fez um censo no Velho Testamento?
Ele quis contar todas as pessoas que estavam debaixo dele.
Você se lembra como Deus ficou irado com isso? Deus trouxe
julgamento sobre Davi e sobre muitas pessoas debaixo dele por causa do
seu orgulho. Davi teve orgulho quando quis saber sobre quantas pessoas
ele tinha autoridade. Este amigo meu na Califórnia quis
manter uma conta de quantos países e quantas pessoas a sua
revista alcançava. Muitas coisas que ele escreve nessa
revista são importantes e muito boas. Eu quero que ele sirva
Deus muito bem. Mas a Bíblia diz que Deus Se opõe
ao orgulhoso e dá graça para o humilde. E a
Bíblia também diz que uma das armadilhas do diabo
é o orgulho. Então, se eu o amo, vou falar com
ele e tentar ajudá-lo a colocar em prática a
Palavra de Deus sobre orgulho. E é possível saber
quantos foram acrescentados ao número deles num certo dia,
ou quantos peixes estão na rede. Deus registrou tais coisas,
em certas ocasiões. Não é
impossível, se o motivo for Certo—SOMENTE para
encorajar o Povo de Deus—nunca para nossa própria
glória ou para chamar atenção para
meros homens, ao invés de Jesus. Eu não estou
controlando ele quando imploro: “Por favor, não
tenha orgulho”. Estou dizendo: “Por favor,
há muitas coisas boas que Deus deseja para sua vida.
Não deixe o diabo arruiná-las. Esqueça
a quantidade de países que sua revista alcança.
Esqueça quantas pessoas podem recebê-la.
Não faça um censo. Só sirva Deus de
todo coração.” Não
há nenhum controle nisso. Estou implorando de
coração para o seu bem e para Jesus.
Nós podemos implorar sobre matar ou assassinar; e podemos
também implorar com alguém sobre orgulho ou
egoísmo. Eu disse a ele: “Talvez não
haja nenhum orgulho nestas palavras, mas, por favor, tenha
cuidado”. Eu não estou julgando ele, porque eu
não sei se há orgulho ou não, mas eu
sei que é território muito perigoso e que ele
deveria ter muito cuidado com estas coisas. A única coisa
que Davi fez foi um censo. Talvez para você isso
não soe tão ruim. Mas Deus ficou muito
descontente com isso. E se algumas pessoas confiáveis que
amavam Yahweh tivessem ido a Davi (a sós primeiramente e
depois juntos, se ele não desse ouvidos) quando ele teve
aquela idéia e dissessem: “Davi, por favor, pense.
Tem certeza que não há nenhum orgulho em seu
coração?” E se um bom amigo tivesse ido
a Davi e dito: “Se houver orgulho aqui, por favor, nem pense
nisso”. Se um bom amigo tivesse lhe ajudado a pôr
em prática a Palavra de Deus, 70.000 vidas teriam sido
salvas. Essa é a quantidade de pessoas que foram mortas,
70.000. É um número muito grande. Mas se um amigo
tivesse tentado ajudar ele a se desviar do orgulho por meio de
perguntas e implorasse a ele, talvez pudesse ter salvo 70.000 vidas. Eu
espero que você consiga ver a diferença entre
implorar, amar e se preocupar versus controlar. Em ambos os casos,
você fala sobre o que você vê, mas o
coração é diferente.
Aplicando
Isso JUNTOS…quando há imaturidade
Digamos que alguém
realmente venha até você e tente te ajudar a ver
algo em sua vida. Talvez aquela pessoa seja imatura. Talvez o assunto
se torne nebuloso. Quando alguém é imaturo,
às vezes pode haver mistura. E nestes casos o que devemos
fazer? Há duas ou três coisas que eu quero dizer
sobre isso. Em primeiro lugar, Jesus honra o fato de que estamos
fazendo isso juntos. Assim, até mesmo se há
imaturidade, Ele disse: “se dois ou três vierem
juntos discutir um problema, lá eu estarei”. Ele
não disse que todo mundo deve estar perfeitamente
amadurecido ou ter perfeito conhecimento. Ele disse que viria se
nós fizéssemos isso do MODO DELE. Se fizermos
isso do JEITO DELE, Ele disse que estaria em nosso meio. Em Mateus 18,
Ele disse: “se vocês vierem juntos para resolver um
problema, eu também estarei lá”, e Ele
não diz que as pessoas precisam ser maduras ou que elas
deveriam ter um título de ancião, pastor ou
qualquer coisa do tipo. Eu entendo o dilema perfeitamente…
Problemas surgem quando há imaturidade ou mistura. Mas
é importante honrarmos algo maior que nós mesmos.
Ver algo maior que nós mesmos, exige fé. Há pessoas que eu
levei a Jesus e as ajudei a achá-Lo que eram muito imaturas.
Essas pessoas já vieram a mim em várias
ocasiões e me falaram sobre coisas na minha vida.
Às vezes elas tinham razão. Às vezes
elas estavam totalmente sem razão. Às vezes era
uma mistura (coisas certas misturadas com coisas
erradas)—isso é o que acontece normalmente. Mas
é muito importante, mesmo se eu as levei a Jesus, que eu
honre algo maior do que mim mesmo e que eu humildemente as escute.
Jesus disse que se alguém vem ter comigo sobre uma coisa que
a pessoa acha ser pecado, e se não pudermos resolver isto
entre nós dois, então devemos chamar dois ou
três outros. Isso é o que a Bíblia diz.
E se ainda não pudermos resolver aquilo, falamos isso para a
Igreja inteira. O que é bonito sobre isso é que,
mesmo se houver imaturidade, boas coisas ainda podem acontecer. Se elas
vêm a mim e dizem algo que penso não ser
verdadeiro, eu lhes peço que tragam dois ou três
outros para falarem comigo de acordo com as palavras de Jesus, porque
algo realmente bom acontecerá se fizermos isso. Jesus
prometeu que vai participar se fizermos isso. E
então… ou eu vou ver aquilo que não
conseguia ver antes, ou eles vão perceber sua imaturidade se
descobrirem que estavam errados. Mas, de qualquer modo, eu
jamais devo fazê-las se sentirem mal por terem vindo a mim.
Eu não devo desencorajá-las ao serem sacerdotes.
Eu devo agradecer porque elas tiveram coragem para tentar; talvez eu
aprenda com seu esforço. Ou talvez elas vão
enxergar sua imaturidade. Mas de qualquer modo, se todos forem
humildes, então Deus receberá a
glória. Se eu quiser que alguém deixe de ser
imaturo, então eu não devo
desencorajá-lo ao fazer o trabalho de Deus. É
assim que ele vai ficar maduro—ele tenta fazer o trabalho de
Deus, até mesmo se cometer erros. Então,
às vezes vai ser difícil quando houver mistura,
mas Deus faz isso redundar até mesmo para o bem,
então está tudo certo. Se alguém vem a mim
e diz: “Eu realmente penso que você deveria fazer
isto ao invés daquilo”—eu poderia pensar
que eles estão totalmente errados, mas eu não
devo fazer eles se sentirem mal por tentar. Ao invés disso,
o que eu deveria fazer é trazer outros para ajudar a
conversar sobre o assunto também. Há exemplos
disso na Bíblia. Quando Paulo estava longe de Corinto, houve
desavenças entre as pessoas em Corinto. Estavam levando um
ao outro para o tribunal e não acreditavam na
ressurreição. Coisas tolas estavam acontecendo
lá e eles não estavam conseguindo resolver os
problemas. Por isso pediram ajuda de fora. Em outra ocasião,
Paulo estava com algumas pessoas que acreditavam na
circuncisão e elas não puderam resolver o
problema. Paulo pensou que a circuncisão não era
essencial. Outras pessoas pensaram que tinham que se tornarem judeus
primeiro e depois Cristãos. Elas não puderam
resolver o problema. Ambos os grupos pensaram que tinham
razão. Então, o que fizeram? Em Atos 15 diz que
foram a Jerusalém para conversar com outras pessoas.
Poderiam ter ficado bravos e se separado uns dos outros. Mas ao
invés disso, eles trouxeram mais ajuda. Assim, quando
tivermos essa mistura ou imaturidade, devemos trazer mais ajuda, ainda
que de fora, de outra parte da cidade ou de outra parte do
país ou, até mesmo, de outro país.
Trazemos cada vez mais ajuda ao invés de nos separarmos um
do outro. Este é o padrão bíblico de
como superar a mistura e de como achar e ouvir Deus. Ao término de Atos
15, depois que eles trouxeram mais pessoas para ajudar a clarear esse
assunto, Tiago disse: “Parece bom a nós e para o
Espírito Santo e aqui está a
solução…” Então
houve uma batalha de opiniões diferentes. Houve imaturidade.
Jesus disse que se nós tivermos problemas, devemos trazer
mais ajuda. Temos feito isto onde nós vivemos durante mais
de quinze anos e agora está cada dia melhor sem todos estes
problemas. Nós até temos muitas pessoas que foram
“pastores” ou líderes e pensavam que
sabiam tudo. Mas quando todos aprendem a ser humildes, podemos
trabalhar juntos para construir a Casa. E até mesmo todos os
sujeitos inteligentes ficam humildes e como pequenas
crianças ajudamos um ao outro porque sabemos que precisamos
de ajuda, e queremos que outras pessoas olhem para dentro de nossas
vidas. Esta Verdade se aplica
até mesmo em relacionamentos de marido e esposa. Pode haver
discordância sobre uma coisa ou outra, mas se o assunto tem a
ver com coisas espirituais, se é sobre
Verdade—então tudo isso se aplica. Um exemplo: se
seu marido não gosta de brócolis e realmente
não quer que você sirva no almoço, e
você realmente gosta de brócolis… isso
não deve criar problemas. Então não
precisa servir brócolis no almoço. Mas se
você vai para casa de outra pessoa e lá eles
servirem brócolis e ele vem para casa se queixando disso e
fica transtornado e bravo por causa disso… ISSO é
um assunto espiritual. Uma preferência pessoal tem seu lugar,
mas quando o pecado entrar, isso já não tem mais
lugar.
Aplicando
isso com aqueles que não conhece tão bem
E quando você
não conhece alguém muito bem? Como tudo isso se
aplica? E se você não tem muito relacionamento com
uma pessoa, contudo você vê uma maneira para
ajudá-la? Parte disso é simplesmente
fé. Entendendo que Jesus comprou toda uma família
com o seu sangue e que Jesus vive dentro dessas pessoas, falar com
elas, então, é seguro mesmo não as
conhecendo muito bem. De certa forma pode ser mais difícil,
mas ainda é muito certo se abrir. Haverá momentos
em que você talvez esteja com pessoas que não
conhece muito bem e você vê algo que não
parece ser como Jesus é. Embora você possa
não ter visto aquilo corretamente, ainda é
importante, na maioria dos casos, que você tente falar sobre
isso. Deus pode nos dar
visão profética para ver coisas mesmo quando
não conhecemos bem uma pessoa, mesmo quando
alguém é de uma cidade diferente, um estado
diferente, um país diferente. Porque isso é
verdade, também é verdade que as pessoas que
nós não conhecemos muito bem podem ver
profeticamente em nossas vidas e podem nos ajudar. E porque acreditamos
em Jesus e no Espírito de Jesus, decidimos nos abrir embora
possamos não conhecer muito bem um ao outro. E é
muito importante que aprendamos a fazer assim e que aprendamos a
confiar em Jesus para nos ajudar por meio disso. Se esperarmos
até conhecer alguém profundamente antes de nos
abrirmos, nunca vamos conhecer ninguém profundamente!!
“Eu
sinto raiva dentro de mim quando eles falam
comigo…”
O que acontece quando
alguém vem a você, tentando ajudar, e
vários sentimentos começam a surgir dentro de
você? Às vezes esses sentimentos não
são bons. Paulo disse que não somos ignorantes
das armadilhas de satanás. Em outras palavras,
satanás tem truques que ele joga que são
previsíveis. Ao crescermos em direção
a ser mais como Jesus, ficamos mais cientes dos truques de
satanás. Aprendemos a lutar contra os truques de
satanás ao ficarmos mais sábios e mais maduros.
Quando nos pegamos ficando irados, deveríamos parar e dizer:
“Por que estou tão chateado?” Uma pessoa
com falta de conhecimento ou imatura reage com: “Eu estou
bravo. Não é justo. Você não
entende.” Mas ao nos tornarmos mais como Jesus, dizemos:
“Pera aí! Meu coração
está disparando… e tenho um nó na
garganta. Eu estou bravo e isso não é um fruto do
Espírito. Se isto não é um fruto do
Espírito, então é um fruto de que?
Deve ser um fruto do pecado. Então é melhor parar
e descobrir por que eu estou chateado antes de ir adiante”. E ao nos tornarmos mais
sábios e amadurecidos, podemos pensar e falar sobre isto em
paz e dizer: “Você tinha razão nestes
três pontos. Eu não estou certo se concordo
completamente neste próximo ponto, mas podemos falar e orar
mais sobre isto. Talvez possamos trazer algumas outras pessoas para nos
ajudar a falar sobre isso”. Isso seria um modo
sábio e maduro para reagir a coisas que nos transtornam. Ao
invés de ficar frustrado, bravo e criar barreiras, ao
invés de levantar os punhos e ficar chateado, revidar e
dizer: “Bem, e você?!” Em vez disso,
podemos dizer: “Vamos falar mais sobre isso, orar sobre isso.
Talvez você tenha razão”. Isso
é como Jesus e traz muito fruto. Mas isso não
é o nosso hábito… não
é mesmo? Precisamos criar hábitos melhores.
Ajudando Um
ao Outro com o Passar do Tempo
No que diz respeito a todos os
relacionamentos, até mesmo entre marido e esposa,
há muitas coisas reais e difíceis que acontecem.
O que é maravilhoso no Corpo de Cristo sobre estas coisas
que falamos é que ao você começar a
abrir sua vida com as irmãs e irmãos, estas
irmãs e irmãos vão ajudar. Os
irmãos, com o passar do tempo, vão conversar com
o marido e dirão: “Você precisa ser mais
atencioso, mais prestativo”. Os irmãos
ajudarão mostrar as maneiras para fazer isso. As
irmãs dirão à esposa:
“Você precisa ser mais paciente, mais
amável”. É isso que uma auxiliadora ou
costela é: para ajudar, não ficar transtornada.
Assim os irmãos e irmãs ajudarão, e
todos juntos, em doze meses, dezoito meses, estarão
totalmente diferentes.
Qualidade de
Vida Traz Confiança
Há outra coisa que
pode ajudar você na aplicação dessas
coisas (de aceitar e ouvir pessoas que você talvez
não conheça muito bem). Não
é o simples fato de conhecer alguém muito bem que
implica que você é capaz de dar ouvidos a eles. A
razão de ouvir alguém deve ser por que
você conhece a qualidade da vida da qual a pessoa faz parte.
E, se essa pessoa sabe do tipo de vida que você faz parte,
lhe dará a mesma liberdade de receber o que você
diz embora não te conheça muito bem. Isso
é uma verdade muito poderosa, se a Igreja realmente
é a Igreja! Se eu viesse viver aqui e existissem 500 de
nós, talvez eu não o conhecesse pessoalmente
muito bem, mas você, ainda assim, poderia ouvir
entusiasticamente as coisas que eu digo, sem ficar ofendido (e
vice-versa), se a qualidade de vida—o
Alicerce—está correto na Igreja inteira. A hora em
que isso se torna um problema é quando a igreja realmente
não é uma Igreja. As pessoas na
“igreja” vivem de qualquer jeito, como elas querem
viver. As pessoas ficam cada uma na sua. Isso é MUITO
antibíblico, mas 98% de todos os lugares chamados
“igreja” em todos os países, vive assim.
Deus disse que se as pessoas estão dispersas desta maneira
então “suas reuniões prejudicam mais do
que ajudam!” Em tal ambiente não
Bíblico, de pessoas dispersas (até mesmo se o
“cantar” e “orar” parecem
“Bíblicos”), muito da Vontade de Deus
não pode ser realizada nas vidas. Por exemplo, imagine um
ambiente onde você realmente não conhece
ninguém muito bem e alguém vem e diz:
“Você precisa parar de fazer isto ou
aquilo”. Você provavelmente diria (ou pensaria ou
fofocaria): “Eu não conheço a sua vida.
Eu não sei se sua vida é boa. Eu não
sei se você me ama, não sei se você ama
qualquer pessoa. O que você está dizendo pode ser
verdade, mas eu realmente não gosto muito.” Isso
é o que acontece quando a igreja está toda
dispersa, onde cada um está fazendo o que quer.
Então, realmente, isso não é uma
Igreja da maneira como a Bíblia define uma Igreja. Claro que
provavelmente haverá muitos cristãos
lá, mas de acordo com Jesus isso não constitui
uma Igreja. Agora pense num lugar onde
há 500 pessoas que são totalmente dedicadas a
Jesus—e você sabe que elas
são—e todas as 500 pessoas estão dando
as suas vidas diariamente umas pelas outras. Existe uma qualidade de
Vida diária nesse lugar e, “do menor
até o maior, TODOS O conhecem”.
“Cuidado, irmãos, para que NENHUM de
vocês tenha coração pecaminoso e
incrédulo.” “Admoestem, encorajem,
advirtam, sejam chamados um ao lado do outro DIARIAMENTE, de forma que
NENHUM fique endurecido e enganado pelo pecado.”
“Levem os fardos pesados uns dos outros e assim cumpram a Lei
de Cristo.” “Confessem seus pecados uns aos outros
e orem uns pelos outros para que vocês possam ser
curados!” Se ESSA for a qualidade de Vida que vê,
então, até quando não conhece
alguém muito bem, e eles dizem algo…
você pode dar ouvidos. Você quer ouvir aquilo. A
qualidade de vida, o Alicerce, faz toda a diferença em como
é fácil ouvir. Não é
só se eles me conhecem muito bem ou não.
É que eu confio que eles conhecem Jesus muito bem. Quando a Igreja realmente for a
Igreja e algo está difícil de resolver,
você pode trazer outras pessoas em quem confia. HÁ
uma maneira para resolver a situação. As coisas
não ficam soltas no ar. Se a pessoa que vem a você
for imatura e você não a conhece muito bem e
não entende o que ela está dizendo
totalmente—bem, você sabe que ela está
comprometida com outras pessoas que conhece e em quem você
confia… então, você pode
incluí-la. Você sempre pode trazer outras pessoas
maduras para ajudar a esclarecer. Se souber que elas são
comprometidas com pessoas e com Deus, e a vida delas está
ligada à de outros, então é
fácil trazer outras pessoas confiáveis para
resolver qualquer situação. Entretanto, se todos
estão fazendo tudo o que querem e ninguém
realmente está dando a sua vida um pelo outro…
então é só um monte de palavras vazias
e você realmente não sabe o que fazer com tudo
isso. Você nem mesmo vai saber quem incluir para conversar
sobre isso. Quem você traria? Eles não se
conhecem. Você não os conhece. E tudo fica como um
grande jogo de adivinhar. Então tudo é suspeito e
material hipotético e você acaba sendo como uma
boneca jogada para todo lado. Mas, se você conhece
alguém que está comprometido na vida
diária e você também
está… e escuta alguém dizer algo
imaturo (ou pelo menos você pensa que é),
é muito fácil trazer outras pessoas que
você sabe que são pessoas sólidas, para
ajudar a esclarecer tudo. Então todo mundo volta para casa
“novos e melhores”. Em uma assembléia
religiosa comum, nas centenas de milhares de assembléias
religiosas no mundo inteiro, a maioria das pessoas pode fazer parte
daquilo durante vinte anos e nunca realmente mudar muito. É
uma situação muito triste. As coisas
são assim porque elas estão construindo
erroneamente. Alguém está dando uma palestra ou
sermão no domingo. Talvez tenham uma classe
bíblica aqui ou acolá e uma outra
reunião religiosa com um clero de segundo escalão
em uma, casa nas sextas-feiras à noite, uma vez por
mês, mas não durante o verão, nas
férias familiares, e nem no dia do campeonato de futebol.
Eles não têm vidas entrelaçadas
“unidas como um corpo”, sendo um
Sacerdócio de Crentes. Assim a maioria das pessoas
não muda, até mesmo depois de vinte anos. Isso
é muito triste. Mas se nós usarmos a planta de
Deus—os ensinos de Jesus—então todos
nós podemos mudar para ser como Ele. Se nós
formos humildes e trabalharmos juntos como sacerdotes, o maior milagre
de todos pode acontecer—nós podemos mudar.
O Fedor de
Morte, o Aroma de Vida
O Caminho da Vida, a Vida de
Jesus, é bem diferente. O mundo e o sistema religioso
vêem isto como sendo bem diferente. Lembra de quando Hitler
assumiu o sistema religioso na Alemanha? Dietrich Bonhoeffer teve
coragem de dizer: “Isso não é
Jesus”. Ele pisou fora do sistema religioso e, como
resultado, foi morto numa prisão. Há muitas
histórias de pessoas que não cooperaram com o
sistema maior. Muitos de nossos
“heróis”, cujos livros são
bem conhecidos, seriam totalmente rejeitados se vivessem hoje como
viveram em seus dias. “Nós construímos
monumentos aos Profetas com as pedras com que nós os
apedrejamos”. Embora esses homens e mulheres
de Deus se recusaram a cooperar, eles tampouco saíram
maltratando os outros, não os julgavam (embora EXISTA uma
maneira certa para “julgar” aqueles que se chamam
cristãos—1Co 5:12) nem os insultavam mas, ao
contrário, queriam amá-los. Jesus disse:
“Jerusalém, Jerusalém, eu os teria
juntado como uma galinha junta seus pintinhos, mas você
não quis”. Jesus não fazia parte do
sistema, mas Ele tentou fazer o seu melhor para os amar, cuidar, e
mudar. Ele NÃO fez vista grossa. Ele simplesmente teve
Esperança que mudassem. Muitos não mudaram,
então no fim das contas Ele tirou o Reino deles e deu a
pessoas melhores. Resumindo, não é uma
questão de insultar outros, mas de viver como Jesus e tentar
ajudar todo mundo a viver como Jesus também. Na cidade onde nós
moramos, há 1.500 prédios de várias
denominações. Nós já
visitamos muitas centenas delas. Visitamos 1.200 ou mais destes locais
e demos coisas para eles lerem. Temos visitado Crentes de todo tipo de
passado em quase todos os estados e todos os continentes. Eu menciono
isso de forma que você possa saber que ninguém que
eu conheço quer se isolar dos outros a menos que
não desejem amar e obedecer a Jesus, e não
“amem a Luz”. Nós tentamos conhecer as
pessoas e amá-las e queremos ajudá-las a conhecer
Jesus com as pessoas que elas conhecem e se preocupam. Como profetizou
Jesus, nem todo mundo deseja conhecê-LO. “Muitos
dirão a mim naquele dia…”. Algumas
pessoas só querem ir e escutar uma palestra, fazer
orações e então voltar para as
“suas vidas”. Mas há muitas, muitas
pessoas boas lá fora que amam Jesus e querem
conhecê-LO. Assim nós tentamos ir para as
sinagogas e reuniões religiosas para tentar conhecer essas
pessoas. Alguns falarão mal de você, mas alguns te
amarão muito. Paulo disse que as Boas Notícias de
Jesus são fedor de morte para alguns e o aroma de vida para
outros. Assim tentamos fazer o melhor que podemos. Quando Martinho Lutero pisou
fora da norma esperada de vida religiosa, não muitos o
admiraram por isso. Alguns sim, mas a maioria o odiou por isto. Eles
lhe disseram: “Você tem que se retratar”.
E ele disse: “Eu não posso. Isto é o
que as Escrituras dizem. Eu tenho que fazer o que Deus quer.”
Nós estamos na mesma situação hoje.
Deus tem mostrado coisas que a Sua Escritura diz e nós temos
que colocá-la em prática. Independentemente
daquilo que é popular, não podemos nos
“retratar” exceto se o que você vem me
trazer é visto como sendo de Deus, e não
simplesmente uma tradição humana e
acomodação da carne do homem. Como você sabe, o
trabalho que Martinho Lutero fez afetou milhares de pessoas. Hoje,
há pessoas em muitos, muitos países que
estão começando a entender estas coisas que
nós estamos conversando esta noite, e está
crescendo muito depressa. Pode parecer que você
está só, mas você não
está nada só. Quando olhamos para as nossas
crianças físicas, não raro
nós queremos simplesmente fazer as coisas
difíceis desaparecerem. Eu sei que é dessa forma
que Jesus Se sente sobre nós. Ele gostaria de fazer todas as
coisas difíceis irem embora para nós. Entretanto,
nós não cresceríamos. Estas coisas
difíceis são melhores do que não
crescer no Seu Amor e à Sua Semelhança.
No nascer do novo milênio, conhecidos
líderes do mundo Protestante,
Evangélico—incluindo Jack Hayford, Tony Evans,
Crawford Loritts, Henry Blackaby, Anne Graham Lotz, Kay Arthur e Bill
McCartney—produziram um vídeo que foi
distribuído a 300.000 organizações
religiosas nos Estados Unidos. Foi um claro testemunho do perigoso
declínio moral e espiritual da igreja e uma necessidade
desesperada de um renascimento. Aqui estão algumas
citações do vídeo1:
•
"A América é um reflexo das
condições das pessoas de Deus, as igrejas."
•
"Em uma pesquisa recente, de 66 categorias de estilos de vida, os
Cristãos não são notadamente
diferentes de não-Cristãos em QUAISQUER das 66
categorias."
•
"Os Cristãos não têm uma voz moral de
confiança nesta nação."
•
"Deus olha em nossas igrejas e vê tantos divórcios
nas pessoas de Deus quando vê no mundo. Deus olha em nossas
igrejas e vê tantos abortos nas pessoas de Deus quando
vê no mundo. Deus olha em nossas igrejas e vê
tantos jogos de azar nas pessoas de Deus quando vê no mundo.
E as pesquisas dizem que mal se percebe diferenças entre as
igrejas e as pessoas do mundo."
•
"Pela primeira vez na história, aqui no mundo ocidental, o
índice de divórcio na igreja é
maior… MAIOR… do que entre os que não
freqüentam a igreja."
•
"80% dos jovens criados na igreja, fielmente freqüentando a
igreja… 80% deles já deixaram a igreja quando
saem de casa."
•
"Nós substituímos orações
por programas, a liderança do Espírito por
atividades agendadas e a obediência pela ortodoxia e pastores
por presidentes."
•
"Estamos numa encruzilhada e temos que fazer sérias
mudanças nas igrejas. Estamos no momento crítico
de julgamento ou reavivamento. Temos que decidir se vamos obedecer."
•
"Estamos em um momento decisivo. Deus tem que fazer algo novo em Sua
Igreja."
•
"Nós envolvemos nossas vidas de tal forma nas
questões do mundo e fizemos do Cristianismo um
espetáculo".
Claramente, os problemas
são tão maciços que
exigirão mudanças igualmente maciças.
Nós, que cremos em Jesus, temos que estar dispostos a dar
uma nova examinada em questões fundamentais à luz
da Palavra de Deus, com oração e jejum, para
determinar o que está errado e o que precisamos fazer para
mudar. Essas idéias
têm a intenção de iniciar o reexame de
uma questão fundamental: O que é um
Cristão? O que esse termo significa, Biblicamente? Se eles
não tiverem uma compreensão clara da perspectiva
de Deus, as pessoas de Deus permanecerão misturadas com o
mundo, sem um padrão claro para discernir a
diferença e sem como ajudar aqueles que mantêm uma
falsa sensação de segurança. Podemos
examinar juntos esta questão, da forma mais corajosa e
humilde que pudermos, com Deus como nosso auxiliar? Vamos examinar, na
Palavra de Deus, o que não é e o que é
um Cristão.
Nascer em um país
“Cristão” não assegura que
uma pessoa seja Cristã. Um argumento óbvio?
Talvez. Mas mesmo nos dias de hoje, em que o respeito pela diversidade
é tido como a mais alta virtude, muitas pessoas tendem a
associar certa nação com uma religião
em particular. Os Estados Unidos, diriam muitos, é uma
nação “Cristã”. E
assim também a Inglaterra, Alemanha e Austrália.
A Índia, pro outro lado, é uma
nação Hindu, enquanto a Arábia Saudita
é Muçulmana e a Tailândia é
Budista. Desse ponto de vista, um cidadão adquire a
religião de seu país quase por
omissão, como uma espécie de herança
cultural. “Cristão? Bem, eu nasci nos Estados
Unidos—então acho que sou.”
Aparentemente esse tipo de presunção explica os
resultados de pesquisas de opinião onde 81% dos americanos
se identificam como Cristãos2. Mas ouçam o que diz
o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo:
“De um só fez ele todos os povos, para que
povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente
estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez
isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem
encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um
de nós.” (Atos 17:26-27). De acordo com Deus, o
fato de que você nasceu em determinada época ou
local nada mais faz do que lhe dar a oportunidade de
encontrá-Lo. Você ainda tem a responsabilidade de
“procurar e encontrá-Lo.” O local de
nascimento ou cidadania, por si só, não significa
nada. Ter nascido em um país dito
“Cristão” não assegura que um
homem ou mulher seja Cristão ou Cristã.
Ter nascido de pais
Cristãos não significa que uma pessoa seja
Cristã.
Muitas pessoas consideram sua
religião como uma espécie de
tradição familiar. “Claro que sou
Cristão. Meus pais são Cristãos. Eles
nos levavam aos cultos, nos batizaram e nos liam histórias
da Bíblia. Sim, sou Cristão. Sempre saberei
disso”. Mas esse tipo de pensamento
revela um grave mal-entendido. Deus diz que as circunstâncias
do nascimento de uma pessoa não têm nada a ver com
o fato de ela ser Cristã ou não! Ouçam
ao próprio Jesus: “Digo-lhe a verdade:
Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não
nascer da água e do Espírito. O que nasce da
carne é carne, mas o que nasce do Espírito
é espírito.” (João 3:5-6).
De acordo com Jesus, a única vida que os pais são
capazes de passar para os filhos diretamente é a vida
natural e humana. Os filhos não podem herdar de seus pais um
relacionamento com Deus. Cada um de nós tem que receber Dele
uma fé e uma vida que são radicalmente
novas—e 100% nossas. João escreveu:
“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome,
deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais
não nasceram por descendência natural, nem pela
vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de
Deus.” (João 1:12-13). As decisões dos
pais obviamente têm muito a ver com as
circunstâncias de nosso nascimento natural—mas
não com renascimento espiritual. Meus pais podiam ser
crentes fervorosos, cheios da vida eterna que vem de Deus, mas isso
não garantiria nada para mim. Alguém poderia
herdar a cor da pele do pai e os olhos da mãe—mas
o Cristianismo não é transmitido nos genes. Um
filho pode mesmo adquirir a aptidão de seu pai para
matemática e a paixão de sua mãe por
baseball—mas ser Cristão não
é assim. Não é absorvido por osmose!
Os genes e a cultura advinda de seu nascimento natural tem algo a ver
com a produção do ser físico. Mas
somente um segundo nascimento tem qualquer chance de produzir um ser
espiritual. Ter pais maravilhosos e crentes não significa
que você seja Cristão, assim como ter pais
pagãos não garante que você
será sempre um pagão—graças
a Deus!
Pertencer a uma
congregação e comparecer regularmente aos cultos
não garante que uma pessoa seja Cristã.
Alguns presumem que
“um membro fiel da
igreja”—alguém que sempre vai aos
cultos, apóia os programas e sempre contribui para a
coleta—deve com certeza ser um Cristão.
Infelizmente, muitos podem testemunhar que sua experiência
prova o contrário. Um de meus amigos é
um exemplo. Como marido de uma nova convertida, ele
freqüentava os cultos e grupos de estudo da Bíblia
várias vezes por semana. Logo ele publicamente aceitou
Cristo e foi batizado. Ele participava dos grupos masculinos de
discipulado com homens a quem “prestava contas”. Um
bem sucedido homem de negócios, ele era um dos principais
colaboradores financeiros da congregação. Mas ele
nem mesmo era salvo. Mais tarde ele me contou que, no momento em que
foi batizado, ele tinha 95% de certeza de que Deus nem mesmo existia!
Mas para agradar sua esposa (ele pensava) e para juntar-se à
turma em voga no seu novo círculo de amizades—e
porque talvez tudo isso seja verdade—ele “mergulhou
de cabeça”. Por alguns anos ele foi considerado um
“membro fiel”, mas no seu
coração ele sabia que ele não cria.
Finalmente ele cansou da hipocrisia. Ele criou coragem para bater na
porta de alguém e confessar: “Eu não
conheço Deus”. Ele começou a abrir seu
coração—e o fruto disso é
algo pelo qual ele será eternamente grato. Mas aqui está uma
pergunta instigante: Quantos mais devem existir por aí como
o meu amigo, sentados em bancos de igreja, trabalhando em
comitês ou até mesmo ascendendo a postos de
liderança, que realmente não acreditam no
evangelho de Jesus no fundo de seus corações e
que não realmente têm o verdadeiro
Espírito Eterno, na pessoa de Jesus Cristo
“vivendo poderosamente” dentro deles, que
não estejam apenas fingindo? Uma pesquisa recente fornece
uma pista perturbadora. A grande maioria daqueles que se identifica
como “Cristãos” nos Estados Unidos nem
mesmo alegam estar espiritualmente renascidos. E em qualquer domingo,
41% das pessoas que realmente freqüentam os cultos com
regularidade e sentam nos bancos de igreja não professam ser
renascidas. A pesquisa acrescenta: “A maioria dessas pessoas
vem freqüentando igrejas Cristãs durante anos sem
realmente entender os fundamentos da fé Cristã e
suas implicações pessoais.”3 E
você pensa—quantos desses 41% pensam que
estão bem em razão de sua
freqüência regular? Você também
tem que se perguntar—quantos dos demais 59% sequer sabem o
que realmente significa a expressão “nascer de
novo”? Uma coisa é certa.
Como Keith Green costumava dizer: “Ir à igreja
não o torna Cristão assim como ir ao McDonalds
não o torna um hambúrguer!” E ficar
arrepiado durante a
“adoração” não
significa que uma pessoa esteja vivendo no poder do Espírito
Santo! Não devemos usar padrões de
freqüência ou afiliações
religiosas como indicador de que uma pessoa é
verdadeiramente Cristã.
A crença de que Deus
existe e que Jesus é Seu Filho não assegura que
uma pessoa é Cristã. À primeira vista
esse argumento pode parecer óbvio. Mas considere por um
momento se uma pessoa é automaticamente Cristã se
estiver totalmente convencida de que (1) o Deus da Bíblia
existe e (2) Jesus de Nazaré é Seu Filho, o Santo
do Céu. A resposta, Biblicamente, é um claro
não. Os próprios
demônios possuem uma crença inequívoca
de que Deus existe. “Você crê que existe
um só Deus? Muito bem! Até mesmo os
demônios crêem — e tremem!”
(Tiago 2:19) E a primeira pessoa a reconhecer em voz alta que Jesus era
o Santo enviado por Deus não foi Pedro—foi um
demônio (Marcos 1:23-26). O que é
possível para um demônio é
possível também para um ser
humano—mesmo um religioso. (Esse, afinal, era o argumento de
Tiago na carta que acabamos de citar!) Quando a Bíblia fala
de uma fé salvadora, isso não significa
aceitação intelectual—ou uma profunda
convicção—dos fatos básicos
de que Deus é nosso Criador ou de que Jesus morreu na cruz
para salvar as pessoas de seus pecados. Enquanto todos os
Cristãos acreditam nesses fatos, nem todos os que acreditam
nesses fatos são Cristãos. Basta perguntar aos
demônios—não há ateus no
inferno.
Chamar a Jesus de
“Senhor” e realizar sinais e maravilhas em Seu Nome
não demonstra que alguém é
Cristão.
Atualmente, sinais e maravilhas
são muitas vezes aceitos como prova infalível de
que Deus está realmente entre nós. Aqueles que
conseguem realizá-los (ou parecer realizá-los no
estágio religioso) não são apenas
presumidos Cristãos, mas vistos como altamente espirituais,
na “linha de frente” de Deus. Jesus não
vê as coisas dessa forma. Sinais e maravilhas podem ser uma
confirmação da proclamação
da Palavra de Deus (Marcos 16:15-18, II Coríntios 12:12;
Hebreus 2:1-4). No entanto, eles podem igualmente servir para confirmar
um falso evangelho. Nos últimos dias, falsos sinais e
maravilhas irão ocorrer de forma que pareçam ser
tão válidos, tão precisos, que
até mesmo os eleitos de Deus podem ser
enganados—mas esses milagres virão de falsos
messias e profetas (Mateus 24:24). O próprio anticristo e
seus asseclas realizam sinais e maravilhas (II Tessalonicenses 2:9-20;
Apocalipse 13:3, 11-5). Um verdadeiro profeta não
é reconhecido por seus milagres, mas pelo fruto de sua vida
(Mateus 7:15-20). Vamos permitir que o impacto
total dessas verdades seja absorvido. Elas têm um efeito
poderoso na questão de quem é Cristão.
O Próprio Jesus disse: “Nem todo aquele que me
diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino
dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que
está nos céus. Muitos me dirão naquele
dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu
nome? Em teu nome não expulsamos demônios e
não realizamos muitos milagres? Então eu lhes
direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês,
que praticam o mal” (Mateus 7:21-23). Aqui Jesus não
estava falando no anticristo, ou mesmo em lobos em pele de cordeiro,
já que esses não terão surpresas no
último dia. Eles são
falsificações vivendo uma trajetória
de poder e sabem disso. As pessoas a quem Ele se referia realmente
pensam ser Cristãs. Elas não estão
tentando enganar a outras quanto a si mesmas—e convencendo os
ingênuos com sua sinceridade. Jesus mostra essas pessoas como
chocadas no último dia. Elas chamam a Jesus de
“Senhor” no seu discurso. E elas “mostram
serviço”. O que elas prevêem que vai
acontecer às vezes acontece mesmo. As pessoas
possuídas ou obcecadas pelo demônio podem ser
libertadas por sua palavra. Algumas pessoas às vezes
são curadas, enxergam-se visões e
dão-se conselhos. E tudo em nome de Jesus. Mas o
Próprio Jesus as desconhece. Não importa o que
elas pensem, elas não são Cristãs. E,
no entanto, Deus “deu a cada um de nós uma
saída” e continuará a convidar a
qualquer um com um “coração bom e
honesto” para o Real Milagre da
Transformação. Teremos interesse e humildade
suficientes para buscar a isso sozinhos? Existe realmente uma
verdadeira, sobrenatural e milagrosa invasão do
Céu preenchendo nossas vidas? Ou somos produto de cultura,
sentimento e consciência?
Uma
avaliação honesta Juntando tudo,
então: uma pessoa pode nascer em um país
“Cristão” de pais cristãos,
acreditar de todo o coração que Deus existe e que
Jesus é Seu Filho, ter grande envolvimento no trabalho e no
culto de adoração de uma
congregação local e profetizar e executar sinais
e maravilhas em nome do Senhor Jesus—e não ser
Cristão. Um Cristão poderia fazer todas essas
coisas, mas um não-Cristão também
poderia, se a Bíblia for o nosso padrão para
decidir essas coisas. Essas questões de pedigree,
profissão e execução são
irrelevantes para discernir o estado da relação
de alguém com Deus. Simplesmente não
são a questão. Precisamos de uma
definição diferente do que é um
Cristão.
O que
é um Cristão
Ao definir o que é
um Cristão, não estamos tentando responder
à pergunta de como ser salvo. Em vez disso, estamos tentando
dizer como podemos reconhecer quem é uma pessoa salva. Em
outras palavras, não estamos tentando dizer como nascer, mas
sim esperando aprender das Escrituras como diferenciar uma pessoa viva
da que ainda está morta em seus pecados. Uma
descrição completa do que seja um
Cristão está além do que estamos
tentando atingir aqui. Também não estamos
tentando delinear o crescimento de um Cristão de um
estágio de infância espiritual para o de ser
“conforme a imagem do Filho de Deus” (Romanos
8:29). Estamos apenas tentando definir a palavra
“Cristão” das Escrituras de forma que
possamos despojá-la de alguma bagagem cultural e
história e usá-la na maneira de Deus usar. Assim,
espera-se, conseguiremos ver o nosso próprio ambiente
espiritual com mais clareza, através dos olhos Dele. Parte do problema é
que a palavra “Cristão” é
usada somente três vezes em toda a Bíblia!4 Duas
dessas ocorrências são importantes, sem
dúvida, mas não ajudam muito na
definição. Quando Paulo fez sua defesa diante do
Rei Agripa, o Rei perguntou: “Você acha que em
tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me
cristão?” Paulo respondeu: “Em pouco ou
em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu,
mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem
estas algemas” (Atos 26:28-29). Essa passagem não
nos diz exatamente o que é um Cristão, mas com
certeza que Paulo era um deles! Então, na carta de Pedro
às igrejas na Ásia menor, ele escreveu:
“Contudo, se sofre como cristão, não se
envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.” (I
Pedro 4:16). Historicamente, parece que o nome
“Cristão” surgiu como um termo
depreciativo que o mundo hostil atribuiu aos crentes. Pedro nos desafia
a suportar a perseguição e o insulto com
dignidade e coragem. Ainda assim, Pedro não nos ajuda muito
na definição de quem é
Cristão. No entanto, o outro uso da
palavra “Cristão” na Bíblia
é bastante esclarecedor. Em Atos 11, vemos como teve origem
a igreja em Antioquia. O escritor, Lucas, insere este
comentário: “Em Antioquia foram os
discípulos, pela primeira vez, chamados
Cristãos.” Portanto um Cristão
é um discípulo. As palavras
“Cristão” e
“discípulo” são
sinônimas—elas significam exatamente a mesma coisa.
O termo “Cristão”, aparentemente, foi
inventado por descrentes de Antioquia como um rótulo para os
discípulos. Essa passagem contradiz uma crença
popular em muitos círculos religiosos de que um
“discípulo” é um
nível mais alto do crescimento Cristão, uma
versão mais comprometida de um Cristão. De acordo
com a Palavra de Deus, a única pessoa que pode ser
corretamente chamada de Cristã é um
discípulo. E se a palavra de Deus contradiz nossas
suposições, você não diria
que somos nós que temos que mudar? Então vamos fazer um
trato de que vamos usar a palavra
“Cristão” da forma que Deus
usa—mesmo que isso vire o nosso mundo do avesso! Olhando na
definição escritural da palavra
“discípulo”, estaremos ao mesmo tempo
definindo o termo “Cristão”. E isso
torna as coisas mais fáceis, já que o Novo
Testamento usa o termo “discípulo” quase
300 vezes!
Um
Cristão é um discípulo de Jesus Se quisermos ter uma imagem de
como é um discípulo de Jesus, basta olhar os
evangelhos. Lemos a respeito de homens e mulheres que desejam arriscar
carreiras, relacionamentos familiares e situação
social se ao menos puderem seguir Jesus. Juntas, elas sentam com Ele na
montanha ou caminham com Ele no mercado, atentas a cada uma de Suas
palavras, escutando com uma obstinada
determinação de obedecê-Lo,
não importando o custo. Vejam como obedecem Jesus como seu
Mestre Vivo e Professor! Vejam como caem de cara no chão e
sempre levantam de novo porque estão determinados a ser os
“construtores sábios” que colocam em
prática as palavras de Jesus. Vejam como buscam o Reino de
Deus e Sua Justiça como sua principal busca e objetivo na
vida, não importa qual seja a atividade atual. Eles
comparecem a casamentos e banquetes. Compram comida. Selam jumentos.
Eles caminham juntos através de campos, juntando
grãos e comendo-os enquanto ouvem. Eles são
decididamente não-religiosos. Mas estão sempre
marcados por seu sólido e determinado desejo de estar com
Jesus e uns com os outros de forma que juntos possam aprender a
obedecê-Lo. Isso é um discípulo. E isso
é também um Cristão. As frases acima
não são uma reconstrução
bonita e romântica do discipulado. São o
padrão que o Próprio Jesus estipulou. E
é Ele quem decide, certo? Cada profecia do Velho
Testamento e da Nova Aliança e cada ensinamento de Jesus
confirma que “obedecer a Seus comandos e decretos”
é a marca do Seu Espírito dentro de
alguém, evidenciando conversão e
regeneração. Alguém com esse estilo de
vida, com essas prioridades, esse hábito de escutar e
obedecer em um nível intensamente prático,
é um Cristão. Pessoas que não estejam
vivendo dessa forma não são Cristãs,
pela definição de Deus. Vamos só olhar mais
algumas vezes onde Deus estabeleceu a definição
básica de quem é um discípulo.
Novamente, não estamos vendo como ser salvos. Estamos vendo
como identificar se uma pessoa realmente entrou em um relacionamento de
obediência, obsessão, amor profundo,
habitação e por conseguinte um relacionamento
salvador com Jesus Cristo. Então Jesus disse
aos seus discípulos: “Se alguém quiser
acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois
quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a
sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que
adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua
alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua
alma?” (Mateus 16:24-26) As palavras “se
alguém quiser acompanhar-me…”
significam que essa é uma exigência
universal—sem exceções. Todos os
discípulos em potencial de Jesus devem decidir que
irão:
•
negar a si mesmos—não mais viver para agradar a si
mesmos;
•
tomar sobre si a sua cruz—suportar perda pessoal, seja por
oposição ou desapontamento ou dor ou simplesmente
dizer não a si mesmos; e
•
seguir—conformar-se à vida e aos ensinamentos de
Jesus na vida prática diária.
Não precisa de muita
explicação, não é mesmo?
Jesus foi muito claro. Mas o que deve ser enfatizado é que
uma pessoa tem que se enquadrar nessa descrição
ou ela não é um discípulo de Jesus e,
por conseguinte não é Cristã. E Jesus
foi muito consistente em Seu ensinamento. Ouçamo-Lo
novamente: Uma grande multidão
ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: “Se
alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua
mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e
até sua própria vida mais do que a mim,
não pode ser meu discípulo. E aquele que
não carrega sua cruz e não me segue
não pode ser meu discípulo… Da mesma
forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo
o que possui não pode ser meu
discípulo.” (Lucas 14:25-27, 33). Três vezes disse
Jesus “Se alguém não ________
não pode ser Meu discípulo”. Ele
preencheu o espaço com três
descrições absolutas, obrigatórias e
100% precisas de um discípulo. Todos os
discípulos colocam Jesus acima dos desejos e demandas da
família e de si mesmos. Todos os discípulos
escolhem morrer por seus próprios direitos. E todos os
discípulos entregam tudo o que possuem, cada
recurso—seja tempo, relacionamentos, preferências,
dinheiro, posses ou objetivos—a Jesus. Ele dá as
ordens nessas áreas. Qualquer um que tente apenas
acrescentar Jesus à vida que já tem, enquanto
mantém o controle dela, não é um
discípulo e, por conseguinte não é
Cristão. Claro que há questões de
maturidade na execução dessas coisas, mas
não é uma decisão de “fazer
ou não” para um verdadeiro Cristão.
Eles podem precisar de ajudas de outros para ver e ajudar a
executar—mas a decisão já havia sido
tomada. Cristãos legítimos,
“não seus próprios, mas comprados por
um alto preço”, já decidiram abandonar
a tudo. Não é uma nova decisão a cada
vez. Jesus está ensinando
a salvação por trabalho e esforço
humano aqui? De modo algum! Os discípulos foram salvos pela
fé Nele, ponto. Mas salvos de quê? Do pecado, de
si mesmos e da “vã maneira de viver que por
tradição receberam dos seus pais” (I
Pedro 1:18). As pessoas que são libertadas dessa morte
serão reconhecidas pela diferença em suas vidas,
se de fato são salvas. E salvas pelo quê? Pela
providência (graça) de Deus através de
sua absoluta crença em Jesus (fé). As pessoas que
crêem Jesus farão o que Ele diz. Quando elas
falharem, se arrependerão e voltarão a crer Nele.
“Se você (realmente) Me ama, você
irá Me obedecer.” Resumindo, os termos
“Cristão” e
“discípulo” são duas formas
de dizer a mesma coisa. Uma pessoa genuinamente salva, um
Cristão autêntico, terá as
características de um discípulo que Jesus ensinou
e Seus primeiros seguidores demonstraram.
E agora?
Talvez as coisas escritas
até aqui foram óbvias para você. Talvez
você mesmo poderia tê-las dito (melhor, sem
dúvida!). Ou talvez essas coisas pareçam
estranhas ou causem perplexidade e você não tem
certeza se concorda. De qualquer forma, nós lhe
pedimos—por Jesus e Seu Reino—que faça
quatro coisas:
1)
Vá a Jesus com o que você leu aqui. É
nesta direção que sempre devemos levar as
coisas—verticalmente, para Ele. Com
oração e jejum, por favor, implore a Deus por
sabedoria sobre essas questões e o que fazer a respeito
delas (Tiago 1:5). Pela misericórdia que Ele tem de
nós, apresente sua vida, pensamentos e opiniões
no altar para que o caminho seja claro para discernir a vontade Dele
(Romanos 12:1-2). Por favor, vá ás escrituras a
que fizemos referência para ver se os ensinamentos aqui
são verdadeiros (Atos 17:11), mas, por favor, não
os “misture” com compreensão e
experiência humana—confie Nele (Pv 3:5-6). Embora
como escritores desses pensamentos nós assumamos a
responsabilidade pelo conteúdo e teremos prazer em
discuti-los com você, não estamos pedindo que
responda em primeiro lugar a nós. Jesus é nosso
Mestre e Professor.
2)
Vamos começar a aplicar isso em nossas vidas. Os
ensinamentos da Palavra de Deus são ferramentas poderosas
para mudar vidas (II Tim. 3:16), mas as vidas que elas mudam devem
começar pela nossa! Esses pensamentos não
são “munição” para
que alguém com atitude e ressentimento possa atacar o outro.
Eles servem para nos proporcionar uma forma de buscarmos nossos
próprios corações. Nossas
próprias mentes e vidas devem ser colocadas em conformidade
com Deus se quisermos ter algo a oferecer às pessoas a nosso
redor. Precisamos de arrependimento pessoal, não uma
série de novos programas e
“ministérios” que alcancem os elementos
externos mas não mudem o coração.
Precisamos de uma Comunhão com o Deus Vivo que nos
transforma!
3)
Vamos dar uma olhada com honestidade nos membros de nossa
família, amigos e a pessoa ao nosso lado no banco da igreja
(ou no sofá, para os que se reúnem em casas).
Depois de lidar com nossos próprios problemas,
nós realmente devemos ter o propósito de ajudar
também aos outros. E isso não é
julgando de acordo com Jesus (Mateus 7:5). Ele nos ordena a ser
“embaixadores, como se Deus estivesse fazendo o Seu apelo
através de nós”, “como os
próprios oráculos de Deus”. O
único verdadeiro ato de amor a fazer é ver as
outras pessoas da forma que Deus vê, e tentar
ajudá-las com um coração redentor.
Sentimentalismo, tradições familiares e zonas de
conforto pessoal devem ser pregados à cruz de Jesus se
queremos ter esperanças de viver de uma forma digna Dele
(Mateus 10:37-38). Sermões e aulas sobre o tópico
do discipulado não conseguirão nem uma
fração do bem que pode ser feito pegando no ombro
de um parente ou conhecido dizendo: “Podemos ler algumas
escrituras juntos e aplicá-las às nossas
vidas?” Se for haver qualquer mudança real na
situação descrita pelos líderes
religiosos citados no começo desses pensamentos, tem que ser
intensamente prática e pessoal, até mesmo
intrusiva. Esta é a forma da Bíblia (Hebreus
3:13).
4)
Vamos combinar que iremos manter este padrão. Se estas
páginas refletirem o que é dito nas passagens que
citam, vamos juntos combinar de manter esse padrão,
independente do que os outros possam dizer, não importando o
quão “desanimadoras” as coisas
pareçam, tenhamos ou não todas as respostas.
Façamos um acordo com Jesus de que nunca permitiremos
nenhuma circunstância ou falha nem temor aos homens nos
convencer a ser desleais à Palavra Dele. Em vez disso,
aproveitemos cada oportunidade para aumentar o Seu Padrão de
forma que outros possam ter uma chance de ouvir a Sua Palavra e
obedecer—e experimentar o poder que muda toda uma vida de Sua
graça e Espírito de Vida fluindo de dentro.
Quando andavam pelo caminho, um
homem lhe disse: “Eu te seguirei por onde quer que
fores”. Jesus respondeu: “As raposas têm
suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o
Filho do homem não tem onde repousar a
cabeça”. A outro disse:
“Siga-me”. Mas o homem respondeu:
“Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai”.
Jesus lhe disse: “Deixe que os mortos sepultem os seus
próprios mortos; você, porém,
vá e proclame o Reino de Deus”. Ainda outro disse:
“Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e
despedir-me da minha família”. Jesus respondeu:
“Ninguém que põe a mão no
arado e olha para trás é apto para o Reino de
Deus.” (Lucas 9:57-62). Vamos cada um, pessoalmente,
reconhecer a Justiça do que Jesus Cristo disse aqui, clamar
ao Libertador por Sua Vida e Misericórdia e Graça
pela Obsessão a que Ele nos convida, e esperar
confiantemente que o Seu Espírito Santo nos sature e
dê poder à medida que nos aproximamos de Sua Plena
Suficiência vindos de nossa pobreza. Ele deseja PROFUNDAMENTE
isso para mim e para você—a Realidade do
“assim na terra como no
Céu”—descrevendo-nos individualmente e a
cada Igreja verdadeira!
1.
Citação: Citadas em True Hope for a New
Millennium, Lordin Publishing, P.O. Box 68230, Indianapolis, IN 46268
2.
Citação: The Gallup Organization, Princeton, NJ,
13/04/2001
3.
Citação: “State of The Church
Report”, Barna Research Group, conforme relatado em Maranatha
Newswatch, nº 184, 12 de março de 2001.
4. Obs:
Naturalmente a Tradução Nova Vida e algumas
outras versões utilizam a palavra
“Cristão” dúzias de vezes,
mas eles decidiram usá-la em
substituição ao que está realmente no
texto. A palavra “irmãos” foi
freqüentemente traduzida como “amigos
Cristãos”, por exemplo. Podemos gostar de ler a
versão Nova Vida, mas tenhamos em mente que os tradutores
muitas vezes substituíram a terminologia bíblica
por um linguajar moderno. Se você consultar uma
tradução grega interlinear—ou outro
tradução tipo revista e atualizada ou
NVI—Descobrirá que a palavra Cristão
aparece apenas três vezes. Não precisa confiar na
nossa palavra—confere!)
A
vida de Jesus aqui na terra estava chegando ao fim. Durante
três anos, Ele havia gastado quase todas as suas horas
aproveitáveis com um pequeno grupo de homens e mulheres.
Juntos eles tinham experimentado tanto: milagres de tirar o
fôlego, ensinamentos penetrantes,
oposição vingativa. Mas agora era
óbvio que Jesus tinha algo pesando em Sua mente.
Então Ele se deslocou dos vilarejos da Galiléia,
deixando para trás as multidões e os
críticos, em direção à
cidade na costa do Mediterrâneo, Cesaréia de
Filipe. Ele ajuntou os seus amigos ao Seu redor, fitou Seus olhos
neles, respirou fundo e fez uma pergunta: “Quem as pessoas
dizem que Sou?” Seus
amigos, provavelmente reagindo com orgulho que o Seu Mestre tinha
inspirado tanto interesse, e entretido que o pensamento popular tinha
saído fora do padrão—repetiram os
últimos boatos. Jesus era um profeta, talvez até
um dos velhos profetas dos séculos passados que voltou ao
mundo! Ou talvez uma reencarnação do
mártir recente João Batista! Jesus
esperou o papo desvanecer e a última risada a silenciar-se.
Ele segurou os Seus discípulos com Seu olhar por mais um
momento, e então lhes propôs a pergunta mais
importante que eles já tinham ouvido: “Mais e
vocês?” Ele perguntou. “Quem
vocês dizem que eu Sou?” Ele
conhecia como pensamos e reagimos. Ele sabia que pessoas como
você e eu poderíamos vê-lo sem realmente
perceber quem Ele era, ouvi-lo sem realmente escutar o que estaria
dizendo e gastar tempo com Ele, sem realmente conhecê-Lo. Por
isso Jesus desafiou todo pressuposto, não aceitando como
resposta as primeiras palavras: “Bem, todo mundo sabe
que…” e perguntou a questão chave:
“Quem você diz que eu Sou?” Na
nossa cultura Ocidental, todos nós já tivemos
contato com a figura de Jesus Cristo inúmeras vezes desde a
nossa infância. Feriados religiosos, programas na TV, Semana
Santa, adesivos em carros, slogans, crucifixos, “Marcha para
Jesus” e até piadas. Nós
também, de maneira consciente ou subconsciente, temos
formado a nossa própria opinião sobre esse Jesus.
Temos as nossas próprias teses sobre quem Ele era e por que
veio. Temos as nossas idéias sobre como Ele se relaciona (ou
não) com as nossas vidas hoje. Então,
por favor, puxe o arquivo rotulado “Jesus Cristo”,
e vamos examinar o seu conteúdo. Vamos dar a Jesus uma
resposta justa para sua pergunta honesta. Quem dizemos ser Ele? Um
grande tutor de moralidade? Uma ficção da
imaginação criativa de alguém? Uma
tradição “legal”, tipo Papai
Noel e o coelhinho da Páscoa? Um ícone religioso?
Uma figura irrelevante da história? Ou será que
Ele é muito mais? Qual seria a sua resposta como um
indivíduo? No seu próprio
coração, o que você tem feito com Jesus? Vamos
tirar alguns minutos juntos para examinar a nossa pilha de
suposições, colocando cada uma delas à
luz da opinião das pessoas que conheciam Jesus melhor e ver
o que eles tinham a dizer sobre ele (pois muitos deles estavam
presentes naquele dia em Cesaréia de Filipe). As
opiniões destas pessoas merecem o nosso respeito, pois os
homens e mulheres cujas convicções
estão gravadas no que chamamos de Novo Testamento, foram
até a morte sem vacilar nas suas
convicções nem por um só
momento—e geralmente viveram sofrendo uma
oposição vingativa e tiveram mortes violentas. Estas
poucas páginas nunca poderiam tratar de uma maneira justa
esta questão da identidade e o significado de Jesus. Mas
vamos considerar honestamente algumas declarações
de seus amigos sobre Ele. Ao lermos, vamos, perguntar a nós
mesmos: “Se eu for acreditar isso, quais seriam as
implicações para a minha vida?”
Jesus
é Deus
Tente
imaginar um Ser que desafia a imaginação. Uma
pessoa sem começo ou fim, cuja existência abrange
infinitamente os dois lados da eternidade. Um Ser tão vasto
que se você pudesse quebrar toda a lei da Física e
chegar ao limite das galáxias do nosso universo expansivo,
Ele já estaria lá, esperando por
você—não importa para que lado
você tentasse ir. Uma Vontade tão poderosa que nem
sequer uma decisão pode ser contrariada por um instante,
mesmo se toda a criação se opor. Uma Mente
tão infinita que nem um elétron girando em torno
de um átomo, no canto mais obscuro do cosmos, pode escapar
à Sua atenção. Esta Pessoa que estamos
tentando (com pouco sucesso!) imaginar, é Deus. E esta
Pessoa tem um nome…
Jesus.
Aqueles
que vieram a conhecer o mestre de Nazaré proclamaram isso
sem receio. Eles falavam de um Jesus: “O qual, embora sendo
Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que
devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo,
tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:6). De
alguma maneira, forçado para dentro deste pacote
completamente humano, estava a natureza infinita de Deus com todas as
Suas atribuições magníficas. Diante
dos seus olhos, estava algo que nunca fora visto antes: “Ele
é a imagem do Deus invisível…Pois foi
do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude”
(Colossenses 1:15,19). Este homem era precisamente igual a Deus. Ele
era tão inseparável de Deus quanto a luz
irradiando do sol é inseparável do seu brilho:
“O Filho é o resplendor da glória de
Deus e a expressão exata do seu ser” (Hebreus 1:2). O
amigo mais próximo de Jesus durante aqueles poucos anos no
holofote, resumiu as suas convicções sobre Jesus
em três curtas frases. “No princípio era
a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus”
(João 1:1). Jesus não somente ensinou sobre Deus,
ou tentou mostrar um exemplo de Deus, ou prometeu levar
alguém a Deus. Jesus era Deus. Palavras chocantes! Mas estas
foram exatamente às palavras que Ele usou. E
o homem da Galiléia? O que foi que Ele disse sobre si mesmo?
Ele fez uma declaração simples e clara:
“Quem me vê, vê ao Pai”
(João 14:9). Nenhum mestre, meramente humano, tem declarado
estas palavras—e nem poderia, sem ele ou ela estar
perigosamente louco. Mas Jesus declarou: “Olhe a Mim, e
você pode sair dizendo que tem visto Deus”.
Jesus
é nosso Criador
Cientistas
modernos, esforçando-se para ouvir os ecos e sussurros da
origem do universo, têm descoberto um tempo quando nada
existia. Nada. O universo era menos do que espaço vazio.
Não existia espaço para ser vazio! Tudo que
existia era um ponto singular sem dimensão ou tamanho. De
repente um cosmos saltou para a existência, pulsando com
energia e massa. Forças enormes de alguma maneira formaram
aquele caos em beleza, propósito, e ordem em toda
direção que podemos olhar. De algum jeito, um
nada se tornou algo, e aquele algo se tornou a voz de uma pessoa amada
ou o sorriso de um nenê. Os
amigos de Jesus não acreditavam que tudo isso aconteceu por
acaso. Eles acreditavam que foi Ele quem fez. Eles testificaram que ao
Seu mandar, mundos vieram a existir e que a Sua sabedoria infundiu
criação com significado e
direção. Eles ensinaram que nós,
pessoalmente, devemos nossa existência a Ele. “Há
muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos
nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes
últimos dias nos falou por meio do Filho, a quem constituiu
herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o
universo” (Hebreus 1:1). A pessoa que conhecemos como Jesus,
é o nosso Criador. “Todas as coisas foram feitas
por intermédio dele; sem Ele, nada do que existe teria sido
feito” (João 1:3). Por
que eu existo? Aqueles que conheceram Jesus melhor iriam responder:
Porque Ele te fez para Ele mesmo! “Pois nele foram criadas
todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis
e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou
autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para
ele” (Colossenses 1:16). Difícil acreditar que
alguém pode olhar para um mestre humano e ver tudo isso! Mas
os amigos de Jesus declaram: Ele é o nosso Criador.
Jesus
mantém o universo em ordem
Alguns
têm imaginado um Criador impessoal e distante, que colocou o
universo rodando como peão, e logo se distanciou para um
local de observação, aguardando-o a perder sua
força, cambalear e tombar. Aqueles que conhecem Jesus melhor
iriam contestar! Quais
eram as convicções deles? Eles acreditaram que
Jesus é Deus, que o cosmos veio a existir por Suas palavras.
Mas Ele ainda está muito envolvido. Aliás, a
continuidade da existência do nosso universo depende do Seu
sustento. “O Filho é o resplendor da
glória de Deus e a expressão exata do seu ser,
sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa”
(Hebreus 1:3). Sem Jesus, tudo iria ficar aos pedaços:
“Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo
subsiste” (Colossenses 1:17). De
acordo com os amigos de Jesus, não importa o quanto agimos
auto-suficientes ou o quão independentes sentimos, nosso
próximo fôlego e bater do
coração dependem dele.
Jesus tem a
Supremacia
Por
causa do testemunho dos Seus amigos, o lado
“visível” da carreira de Jesus tem se
tornado bem conhecido. Ele viveu, amou, ensinou, e curou durante
três anos. Líderes religiosos ambiciosos e
invejosos aproveitaram da paranóia das autoridades civis
para matarem Jesus. Eles O executaram como um criminoso comum,
torturando-o cruelmente. No terceiro dia, entretanto, Seus amigos
descobriram um túmulo vazio. Durante um período
de seis semanas, Jesus começou a visitá-los
individualmente e em grupos—mais ou menos 500 pessoas O
viram, comeram com Ele, e conversaram com Ele olho a olho durante
aqueles dias. Até
então, estes fatos são bem conhecidos. Filmes e
vídeos têm repetido essa “maior
história de todos os tempos” tantas vezes que a
maioria das pessoas no mundo ocidental está bem
familiarizada com estes fatos básicos. Mas
tem muito mais. Os amigos de Jesus também nos proclamaram o
que aconteceu depois da ressurreição.
“Ele humilhou-se a si mesmo e foi obediente até
à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou
à mais alta posição e lhe deu o nome
que está acima de todo nome” (Filipenses 2:8,9).
De acordo com o testemunho deles, Jesus, neste exato momento, ocupa o
lugar mais alto no mundo visível e invisível. Seu
nome carrega o maior peso, honra e autoridade do que qualquer outro.
Nenhum pensador, mestre ou líder deste mundo, nenhum anjo ou
demônio ou força no mundo espiritual, pode
desafiar a supremacia de Jesus Cristo—hoje e para sempre. Deus
exerceu grande poder para ressuscitar Jesus dos mortos. Mas esse poder
não parou de trabalhar quando Jesus voltou a viver!
Continuou a exaltá-lo, mais e mais alto, até Ele
chegar ao lugar de autoridade incontestável. “Esse
poder é conforme a atuação da sua
poderosa força, que Ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o
dos mortos e fazendo-o assentar-se à Sua direita, nas
regiões celestiais, muito acima de todo governo e
autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa
mencionar, não apenas nesta era, mas também na
que há de vir” (Efésios 1:19-21). A
elevação de Jesus para o lugar mais alto, talvez
não seja tão bem conhecida em nossos dias como a
Sua morte na cruz ou ressurreição do
túmulo, mas aqueles primeiros testemunhos oculares eram
inexoráveis sobre isso. “Depois de ter realizado a
purificação dos pecados, Ele se assentou
à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3).
“Ele é o princípio e o
primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a
supremacia” (Colossenses 1:18). Estes
homens e mulheres nos confrontam com uma
proclamação com implicações
estupendas. O que vamos fazer com este Jesus?
Todo joelho
se dobrará a Jesus
Um
resumo das proclamações dos testemunhos oculares:
•
Jesus era Deus, é Deus, e sempre será Deus.
•
Ele criou o universo e continuamente a sustém, bem como a
existência de toda criatura que nela
está—incluindo você e eu.
•
Mesmo que Ele relegou a posição e os
privilégios da igualdade com Deus por um tempo para poder se
tornar um de nós, Seu Pai recompensou a Sua
obediência e sacrifício elevando-o ao lugar
supremo do universo.
•
Então, o que Jesus está fazendo agora?
Reinando!
“Em
Cristo todos serão vivificados… Então
virá o fim, quando Ele entregar o Reino a Deus, o Pai,
depois de ter destruído todo domínio, autoridade
e poder. Pois é necessário que Ele reine
até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus
pés” (ICoríntios 15:22-25). Pelo
restante da história, a autoridade de Jesus sobre toda a
criação—anjos e demônios,
forças e potestades, e você e
eu—irá expandir. Eventualmente toda
força, incluindo a morte, irá se submeter a Sua
autoridade. Ele então ressuscitará todos que
voluntariamente se submetem a Ele e entregará este reino de
amigos ao Seu Pai. E
depois todos serão ressuscitados. Confrontados com a
Supremacia incontestável de Jesus, todos serão
humilhados! Os ditadores mais poderosos e os governantes mais
orgulhosos da terra humildemente cairão de joelhos e
reconhecerão que Jesus é Senhor. Um inimigo
declarado que depois se tornou um amigo devotado, colocou desta
maneira: “Por isso Deus O exaltou à mais alta
posição e lhe deu o nome que está
acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,
no céu, na terra e debaixo da terra, e toda
língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para
a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:9-11). Se
iremos crer no testemunho dos primeiros seguidores de Jesus, o meu
joelho irá eventualmente se curvar a Jesus, e a minha
língua confessará a Sua autoridade.
E…se eles estão certos…os seus
também! Então, a decisão de fazer
estas coisas por amor hoje ou esperar até que seja tarde
demais, é de máxima importância!
Porque Ele
era tão exclusivo?
Temos
focado no que os seguidores de Jesus disseram sobre Ele. Mas toda
evidência disponível mostra que a Sua
própria perspectiva era completamente de acordo com a deles.
Ouça algumas declarações radicais
vindas dele. Se já as ouvira antes, faça de conta
que ainda não. Deixe-as ter o impacto profundo sobre
você, pois foi essa a intenção. “Eu
sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a
não ser por Mim” (João 14:6). Uau!
Jesus realmente declarou que Ele era o único meio a Deus! E
não era só um jogo de palavras, porque Ele
continuou a falar isso mais vezes: “Digo-lhes a verdade: Eu
sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de Mim eram
ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os
ouviram. Eu sou a porta; quem entra por Mim será
salvo” (João 10:7-9). Jesus
realmente está dizendo que nenhum outro líder
religioso tem a habilidade para revelar Deus? “Todas as
coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o
Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a
não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser
revelar” (Mateus 11:27). Talvez
essas declarações soam ofensivas. Mas vamos
colocá-las no contexto do testemunho que acabamos de ouvir.
Se Jesus realmente é a imagem exata de Deus, Ele
é capaz de revelar Deus como nenhum outro seria. Se toda a
plenitude de Deus vive dento dele, Suas palavras teriam que conter essa
plenitude também. E se realmente Ele foi exaltado ao lugar
mais alto, com um nome acima de todos os outros nomes, a
opinião de mais ninguém, e nem suas
questões ou filosofias, realmente têm algum valor. Jesus
não somente declarava verdade. Ele disse que era a verdade.
Ele não prometeu mostrar o caminho. Ele disse ser o caminho.
E se Ele é Deus, então estas
afirmações não são
arrogantes e nem insensatas. São simplesmente verdadeiras!
Mas
não são todas as religiões, ao final
das contas, a mesma coisa?
Essa
idéia, de que todas as Religiões são
realmente iguais, é muito comum. Todas ensinam os mesmos
princípios morais. Todas falam sobre o mesmo Deus. De acordo
com essa perspectiva, você tem o direito de escolher sua
religião, assim como uma pessoa escolhe o seu
almoço num restaurante por kilo—baseado em suas
preferências pessoais ou à qual adapta melhor
culturalmente. Mas, de acordo com as Suas próprias palavras,
Jesus não vai consentir de ser mais uma
opção entre várias outras. Em
realidade, é Ele Quem deve ser o banquete! Todas
as religiões não são na verdade, a
mesma. As religiões orientais são bem diversas,
mas em geral ensinam que Deus é uma força, sem
nome e sem personalidade, existindo em todas as coisas. O alvo
é render a sua identidade e amalgamar-se a esta coisa sem
personalidade. Religiões tribais, em contraste, tendem a
crer em deuses pessoais—geralmente um monte deles. Os deuses
mais importantes são os próprios ancestrais de
uma pessoa, a quem ele ou ela deve apaziguar com os rituais e presentes
apropriados. Religiões do oeste (incluindo algumas que usam
o rótulo de Cristãs) enfatizam principalmente o
fazer de boas obras para merecer recompensas eternas de um Deus
relutante. Nós que somos do oeste, temos a
tendência de sermos individualistas e orientados a
resultados, até na nossa religião. Mas
sabe de uma coisa? Os amigos de Jesus oferecem este ponto de vista: O
Deus Criador decidiu se tornar um de nós. Ele quis
providenciar um meio para conhecê-lo, tornando-se o Caminho.
Ele está reinando agora, sua autoridade expandindo-se a cada
momento. Seus amigos nos pedem para dobrarmos o nosso joelho a Ele
agora. Vir a amá-lo e conhecê-lo. Seu reino logo
ficará completo. Faça do centro de sua vida uma
devoção de amor a esta Pessoa, e não
será necessário ingressar-se na brincadeira de
religião, nem um pouco. E se Jesus estava falando a verdade,
não tem como sair ganhando nesta brincadeira.
O que
você vai fazer com Jesus?
Vamos
voltar para aquela cidade à beira mar, onde Jesus tem
ajuntado os Seus amigos. O desafio da Sua
pergunta—“E você? Quem você diz
que sou?” está ecoando em seus ouvidos. Um homem
responde com convicção: “Você
é o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. Agora toda
pessoa daquele grupo deve considerar o impacto daquela pergunta. Como
vimos, eles unanimemente chegaram à mesma
conclusão. Jesus é o Cristo—uma palavra
que simplesmente quer dizer o ungido Rei ou Governante. E Ele
é o Filho do Deus Vivo—o que quer dizer que Ele
é o próprio Deus. Jesus
aprovou esta resposta! “Você é
abençoado, pois isso não foi revelado a
você por carne e sangue, mas pelo Meu Pai que está
no céu.” As vidas das pessoas naquele
círculo, que abraçaram esta resposta, nunca foram
às mesmas depois daquilo. E
agora, atravessando quilômetros e séculos, Jesus,
levantando do Seu grupo de amigos, vira Sua face para nos olhar bem nos
olhos, de rosto cheio. Ele nos pondera silenciosamente por um momento,
e logo então nos coloca aquela mesma pergunta que nos altera
para sempre: “Quem você diz que Eu sou?”
Qual
é a sua resposta?
Você
irá agir baseado na sua resposta? Se você quer ser
seu próprio Rei, então terá que salvar
a sua própria alma do inferno eterno que Jesus falou
freqüentemente. Não há muita
possibilidade para você dar um jeitinho. Aliás,
vai ser impossível. Então, terá que
viver e morrer com a sua decisão… E aceitar as
conseqüências da sua rebelião declarada
diante de Deus. Se,
ao contrário, você responder dizendo:
“Jesus é Rei! Ele é Mestre! Ele
é Criador e digno de ser louvado e obedecido em
tudo”—então você
irá viver como se realmente crê? Curve
o seu joelho a Ele agora. Não dê
importância para quem estiver olhando. São meros
mortais, alguns quilos de carbono e água num saco de pele.
Não dê crédito às suas
opiniões; nada podem fazer para salvar a sua alma e nem
podem te prejudicar. Mas se Jesus Cristo, Senhor do céu e da
terra, está te chamando… Então, de
joelhos!
Agora, busque outros que não
são meros freqüentadores de prédios
religiosos nos domingos, mas ao invés disso, procure aquelas
igrejas e pessoas que estão vivendo essa realidade todos os
dias, e nem aceite menos. Realmente vale a pena. Vamos!
Parece-me que o pensamento
moderno nos tem levado a crer que o Inferno não é
tão quente como 50 anos atrás. Preferimos
não acreditar no Inferno, então escolhemos
exercer a opção de simplesmente pensar que
não existe. Gostamos de acreditar no Céu,
é claro, mas não no Inferno. Você
já ouviu alguém dizer: “O Deus que eu
vejo é maior do que isso. Meu Deus é um Deus de
amor… meu Deus nunca iria mandar alguém para o
Inferno”. E, é claro, que estas pessoas continuam
com um raciocínio que diz Deus certamente não tem
nenhum padrão de vida para nossas vidas, porque
“meu Deus é maior do que isso… meu Deus
quer que eu seja feliz”. Mas a verdade é que o
deus dessas pessoas é muito menor do que o VERDADEIRO DEUS
porque essas pessoas criam deus à sua própria
imagem (ao invés do inverso)! Não é
interessante encarar as coisas dessa maneira. Não
é inteligente… porque as coisas não
mudam só porque eu acho que deveriam. Acreditar que algo
é de uma determinada maneira não muda a
realidade. Acreditar que o mundo é plano não faz
com que o mundo fique plano. Existe toda uma realidade envolvida. Deus
não precisa de uma autorização da sua
parte. A realidade do Céu e do Inferno não
é decidida por voto. Na verdade, pouco interessa o que
nós pensamos. O nosso trabalho é o de buscar a
verdade diligentemente e esconder as nossas vidas em verdade e
realidade. Você tem o
caráter e a coragem de examinar seu próprio
coração e largar mão de tudo que iria
inibir você de realmente crer na verdade sobre o
Céu e o Inferno, sobre quem Jesus é e quem Deus
é? Sobre as leis de Deus e andar com Deus? Você
tem o caráter de ESQUECER as coisas que você
sempre pensou e DESCOBRIR o que ELE diz ser a verdade? Talvez
descobriremos ao olharmos algumas coisas muito práticas e
relevantes…
Poucos
acharão
“Depois Jesus foi
pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo em
direção a Jerusalém. Alguém
lhe perguntou: ‘Senhor, serão poucos os
salvos?’ Ele lhes disse: ‘Esforcem-se para entrar
pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão
entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa
se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do
lado de fora, batendo e pedindo: “Senhor, abre-nos a
porta”. Ele, porém, responderá:
“Não os conheço, nem sei de onde
são vocês.’” (Lucas 13:22-25) “Entrem pela porta
estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva
à perdição, e são muitos os
que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o
caminho que leva à vida! São poucos os que a
encontram.” (Mateus 7:13,14). Destas duas
afirmações feitas por Jesus e relatadas na
Bíblia, fica claro que não haverá nem
uma pessoa que chegará ao Céu por mera
coincidência ou só porque quis que fosse assim. Na
verdade, haverá muitas pessoas que estão tentando
chegar ao Céu e o Filho de Deus (e certamente Ele sabe o que
está dizendo) disse que não
conseguirão! Digo isso para chacoalhar
você um pouco ao considerar esse fato pelo resto deste
escrito porque se esse ponto não estiver claro, o restante
disso será uma perda de tempo. Você precisa levar
estas coisas a sério e aplicá-las ao seu
coração pessoalmente. Não para uma
terceira pessoa. Se não, Deus não vai falar a
você através disso e seu
coração será endurecido. E se seu
coração ficar endurecido, então
terá pouca chance para Deus ser capaz de penetrar seu
coração e te trazer de volta. Será
muito mais difícil. Considere com muito cuidado o que vou
dizer, tanto de maneira prática como pessoalmente.
Abrace a
Verdade
“Portanto, a ira de
Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e
injustiça dos homens que suprimem a verdade pela
injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é
manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a
criação do mundo os atributos
invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina,
têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das
coisas criadas, de forma que tais homens são
indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus,
não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam
graças, mas os seus pensamentos tornaram-se
fúteis e o coração insensato deles
obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se
loucos…” (Romanos 1:18-23) Este versículo da
Bíblia nos mostra claramente que Deus julga se
“suprimimos a verdade” que Ele nos mostra e vivemos
vidas perversas, centralizadas em nós mesmos ou se
abraçamos Sua Verdade. Temos dado de nós mesmos
para descobrirmos quais são os caminhos de Deus? Ou somos
preguiçosos e apáticos? O nosso propósito de
vida, de acordo com a Bíblia, é “amar a
verdade que nos poderia salvar”. A pessoa que procura, acha.
É isso que todos nós devemos estar fazendo
independente de qual nível estamos em nossa busca da
Verdade. Deus responde as orações daqueles que O
buscam de todo coração, mas não
daqueles satisfeitos com as coisas como estão (olhando para
o passado pensando que algumas coisas boas são suficientes).
Sem desculpas
E no caso da nossa
situação ser um contexto que nos cegou de alguma
maneira? Talvez pensamos que crescemos num meio perverso ou muito
materialista e ficamos obscuros sobre a verdade de Deus. Todas essas
coisas foram incutidas na gente ano após ano ou por causa de
situações familiares ruins ou por algo
terrível que aconteceu em nossa vida. E nestes casos? Mesmo que alguns gostariam de
pensar que estas razões são desculpas para
ignorar Deus e Sua verdade, a Bíblia diz que Deus tem
deixado a Sua verdade bem clara. E Deus sabe o que está
fazendo. Diz que todos os homens “estão sem
desculpa”. Não importa qual foi seu passado.
Não importam quais são suas
limitações físicas ou suas
limitações sociológicas. Estas coisas
não influenciam em nada. Todos os homens estão
sem desculpa porque Deus tem feito o Seu projeto de nos mostrar verdade
suficiente para descobrir se vamos insistir em achar a verdade ou se
vamos dar as costas a ela. Ele tem nos mostrado verdade suficiente para
revelar a inclinação do nosso
coração. João 16 diz que o
Espírito Santo foi dado para convencer o mundo da culpa do
pecado. O “mundo”… em outras palavras,
todo mundo. Todos estão sem desculpa, porque Deus tem
mostrado a todos verdade suficiente para ver se irão se
inclinar a ela ou se vão deixá-la à
beira do caminho e passar de lado. Com isso em mente, dá
para entender, quando Deus tem essa coisa chamada
“Céu” e essa coisa chamada
“Inferno”, que Ele não está
sendo injusto. Ele tem tornado a escolha clara para nós e
estamos todos sem desculpa. “É justo
da parte de Deus retribuir com tribulação aos que
lhes causam tribulação, e dar alívio a
vocês, que estão sendo atribulados, e a
nós também. Isso acontecerá quando o
Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os
seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele
punirá os que não conhecem a Deus e os que
não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles
sofrerão a pena de destruição eterna,
a separação da presença do Senhor e da
majestade do seu poder. Isso acontecerá no dia em que ele
vier para ser glorificado em seus santos e admirado em todos os que
creram, inclusive vocês que creram em nosso
testemunho.” (2Tessalonicenses 1:6-10) Há
punição em espera para aqueles que não
conhecem a Deus e para aqueles que não obedecem ao evangelho
do Senhor Jesus. Quando Ele voltar com fogo ardente e centenas de
milhares de anjos encherem o céu, haverá
alívio para o povo de Deus. Mas diz que para aqueles que
não conhecem a Deus e que não obedecem ao
evangelho do Senhor Jesus, a pena de destruição
eterna os espera. Serão separados da presença
gloriosa de Deus Todo Poderoso.
O que
é o Inferno?
O que, exatamente, é
o Inferno? É o lugar onde Deus decide que vai usar um
chicote para nos açoitar porque não fizemos o que
Ele queria que fizéssemos? A resposta é
NÃO. Inferno na verdade é ser separado da
presença gloriosa de Deus. Quando olhamos da nossa janela,
não tem como a gente não ver a Glória
de Deus. É isso que a Bíblia diz em Romanos no
capítulo 1. A Sua criação é
uma demonstração da Sua majestade e da Sua
glória e do Seu amor. Considere! Vemos árvores
crescendo da terra—veja só! Como isso pode ser? Os
raios do sol, o céu azul, as aves no ar, o
oxigênio que respiramos, o frescor do entardecer, a lua, as
estrelas—a criação é linda.
Isso faz parte da natureza de Deus. Ele nos deu todas essas coisas
porque Ele nos ama. Não importa qual seja a sua
situação na vida (se estiver andando em
rebelião total contra Deus ou em comunhão
completa com Deus), nessa altura você ainda está
se beneficiando das glórias das coisas celestiais. Por
enquanto estamos compartilhando da bondade de Deus e tendo
comunhão com a Sua criação. Mas virá o dia em
que os elementos derreterão pelo fogo abrasador e os
céus e a terra serão desfeitos. Naquele dia, de
repente, uma linha será traçada entre a luz e as
trevas que agora existem no mesmo espaço. Obviamente
há escuridão, pecado e
corrupção na terra. Não há
dúvida sobre isso. Luz e trevas estão misturadas
e a todos é dada uma oportunidade clara para ver suficiente
luz para ir atrás dessa luz e deixar as trevas para
trás. Mas, haverá um momento, quando esta linha
será claramente feita e todos que andam em rebeldia contra
Deus serão cortados da presença de Deus.
Não haverá mais Deus em nada. Você pode imaginar em
sua mente isso se considerar o que aconteceria amanhã se o
sol não nascesse. Só esse pequeno
detalhe—algo pequeno da criação de
Deus. Se o sol não raiasse e os ventos começassem
a soprar e as árvores e os animais começassem a
morrer e logo a neve iria chegar, sufocando a vida. A terra logo se
tornaria um lugar miserável e feio e vida seria
destruída. É isso que
aconteceria se Deus tirasse o sol… só esse
pequeno pedaço da Sua bondade. Se você consegue
imaginar Deus, instantaneamente, tirando tudo que é bom,
completo e lindo—todo o amor, toda a bondade, toda a
beleza—e deixando nada a não ser
escuridão, feiúra, ódio e
aversão… é exatamente isso que
sobrará. Não haverá nada de Deus
sobrando no Inferno. Inferno é isso. Não
é algum tipo de julgamento que Deus lança sobre
pessoas que não fazem as coisas como Ele quer. Aqueles que
escolheram ter comunhão com Deus aqui na terra
andarão em comunhão plena quando o virem face a
face, e aqueles que escolheram agradar as suas naturezas pecaminosas e
servir o pai da mentira verão Deus tirando a
comunhão que Ele tem compartilhado com eles até
então. Simplesmente dizendo, é isso. O que resta
é mais terrível que as palavras podem
descrever—é o que chamamos de Inferno. Ele
compartilhará Sua comunhão com aqueles que
tiveram comunhão com Ele aqui e irá retirar esta
comunhão por completo e absolutamente daqueles que
escolheram não ter comunhão com Ele aqui. Inferno
é isso.
Então,
quem está em perigo dos laços do Inferno? O verso a seguir
está no livro de Gálatas na Bíblia: “Ora, as obras da
carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza (que
aparentemente é algo diferente de imoralidade sexual) e
libertinagem; idolatria (colocando alguma coisa, qualquer coisa, acima
de Deus… seja dinheiro, seu tempo, ou seus pensamentos) e
feitiçaria (isso pode incluir ler o horóscopo ou
procurar uma benzedeira); ódio, discórdia,
ciúmes (algo simples como ciúmes está
na lista junto com feitiçaria e imoralidade sexual), ira
(ficar enfurecido… Como está indo nesse aspecto?
Com aqueles que moram com você, seus colegas de trabalho, no
trânsito, com as crianças, pais, esposa?),
egoísmo, dissensões,
facções e inveja (olhando para as coisas dos
outros e desejando que você pudesse tê-las),
embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes
já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas
não herdarão o Reino de Deus.” Não se engane. Se
qualquer uma destas coisas descreve seu estilo de vida, sua maneira de
viver, não pense que herdará o Reino de Deus.
Você pode “ir para igreja” todos os dias
e isso não vai mudar o que está escrito aqui.
Temos a tendência de esquecer de lidar com as nossas
próprias vidas e pensar que alguma forma de piedade vai
salvar as nossas almas. Mas isso simplesmente não
é verdade. Não é isso que diz aqui. A
Palavra de Deus diz: “Não pense que
alguém que vive dessa maneira pode ir ao
Céu”. Isso é verdade porque existe algo
chamado pecado e o salário do pecado é sempre a
morte. Isso faz parte da natureza do universo. E só existe
UM Homem, JESUS, que pode nos livrar!
O Inferno
existe
Vamos voltar e conversar um
pouco mais sobre essa ilusão dos dias de hoje que diz:
“O Inferno não existe”. Há um
velho ditado que diz: “O homem que tenta provar que o Inferno
não existe, geralmente tem um motivo pessoal que o leva a
fazer isso”. O fato é que o Inferno realmente
existe. Sendo isso verdade, Deus, que tem um esmero pela Sua
Criação, certamente quer que essa
informação seja disponível a
nós! Ele quer que tenhamos consciência de que o
Inferno é muito real. Não é algo que
podemos eliminar só porque é
desagradável. Ignorar o Inferno não
fará com que vá embora, assim como ignorar a
morte não fará com que ela vá embora.
Inferno é real e precisamos entender que é real
assim como o Céu é real.
Não
é brincadeira
Já ouvi algumas
pessoas tratar Inferno levianamente. Dizem: “Bem, ao final
das contas, é lá que todos os meus amigos
vão estar, então, vai ser legal. Pelo menos vou
ter amigos para fazer companhia lá comigo. Vai ser a maior
festa!” Quero que você saiba que isso é
uma maneira muito perigosa de pensar. Logo de cara, é ser
ignorante das Escrituras—também é
distorcido, não é Bíblico e
é suicida. Inferno não vai ser uma brincadeira!
Será um lugar de total escuridão. Será
um lugar de choro e ranger de dentes. É difícil
ter um tempo legal com seus amigos quando está em total
escuridão e agonia. Deus é luz e Deus
não vai estar presente lá. Você nem vai
conseguir enxergar seu dedo na frente da sua cara. Não
haverá luz nem o conforto de companheirismo lá. Em Apocalipse 14:11 diz:
“e a fumaça do tormento de tais pessoas sobe para
todo o sempre”. Apocalipse 20:10 diz: “Eles
serão atormentados dia e noite, para todo o
sempre”. Não há divertimento ou
diversão lá. E continua, e continua, e
continua… Nada de tempos legais—só
solidão patética e um clamor profundo por algo ou
ALGUÉM que não está lá.
Solidão total. Você estará
completamente só neste lugar de tormento.
Escuridão
total para sempre
A pior parte sobre o Inferno
é que é eterno. Se durasse somente 1.000 anos,
depois que terminasse o primeiro dia poderia dizer consigo mesmo:
“Bem, agora só restam mais 999,997
anos”. Mas não funciona assim. O Inferno
é eterno. Mateus 25:46 “E estes
irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida
eterna.” O Inferno é um castigo
eterno—choro e ranger de dentes. Há um castigo
eterno para aqueles que estão separados de Cristo e existe
uma Vida Eterna para os justos. Alguns têm dito que este
castigo é uma coisa que acontece de uma vez
só… que nossas almas são totalmente
destruídas e tudo acaba aí. Algumas pessoas te
dirão que no Inferno não teremos mais problemas,
porque seremos destruídos de uma vez por todas. Isso
totalmente negligencia o que Deus tem dito sobre esse assunto.
“A fumaça do tormento de tais pessoas sobe para
todo o sempre.” Jesus usou a mesma palavra para vida
“eterna” que Ele usou para castigo
“eterno”. O tanto de tempo que o Céu
permanecerá é o tempo que o Inferno
existirá. Os dois são sinônimos nesse
sentido. São paralelos um ao outro. Vida não
termina de uma só vez. O Inferno é um lugar
de fogo. Achamos esta descrição vez
após vez. Talvez você esteja se perguntando:
“Bem, como poderia ser um lugar de fogo e não ser
consumido?” Você não acha que Deus, quem
criou todas as coisas, é capaz de fazer QUALQUER COISA
(lembra-se de Moisés e a sarça ardente que
não se consumia)? Não importa se as nossas mentes
fracas entendam isso ou não, Deus é capaz de
fazer isso. Se recusarmos mudar nossas vidas e viver por Cristo e
obedecê-Lo em toda área, então vamos
acabar tendo esse lugar de fogo que nunca é consumido como
nosso destino final. Isso é uma promessa que Deus tem feito.
Ele não mente. Ele cumprirá sua promessa. “Assim como o joio
é colhido e queimado no fogo, assim também
acontecerá no fim desta era. O Filho do homem
enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu
Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal.
Eles os lançarão na fornalha ardente, onde
haverá choro e ranger de dentes. Então os justos
brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem
ouvidos, ouça.” (Mateus 13:40-43) Aparentemente, Jesus estava
lidando com pessoas que não queriam dar ouvidos. Jesus
disse: “Se tiver ouvidos, por favor, ouça o que
estou dizendo”. Cristo com certeza não veio
destruir o mundo, mas salvá-lo. Ele não quer que
ninguém caia nas garras do Inferno. Ele não
estava dizendo: “Bem feito! Alguns de vocês
vão queimar no Inferno.” Ele estava dizendo:
“Por favor, escute o que estou dizendo. Inferno é
de verdade. Existe sim.” Por favor, julgue e alinhe sua vida
de acordo. Haverá fogo—é FATO!
Não estamos lidando aqui com a versão fantasiosa
da vida após a morte. O Inferno é algo muito real
que Jesus gastou muito do Seu tempo conversando com outros sobre esse
assunto. É um lugar de fogo e um lugar de
escuridão. Veja algumas outras palavras de Jesus sobre esse
assunto:
“E lancem fora o
servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e
ranger de dentes.” (Mateus 25:30)
“Se alguém
fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em
mim, seria melhor que fosse lançado no mar com uma grande
pedra amarrada no pescoço.” Se a sua
mão o fizer tropeçar, corte-a. É
melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas mãos,
ir para o Inferno, onde o fogo nunca se apaga.” (Marcos
9:42,43) Mais uma vez, para aqueles que
alegam que o Inferno é aniquilação ou
extermínio instantâneo, sabemos que Jesus
não pode estar errado. E Jesus disse que o Inferno
é um lugar de choro, e que o Inferno é um lugar
de ranger de dentes. Como que uma pessoa que é,
instantaneamente, vaporizada tem tempo para chorar? Como que eles
têm tempo para ranger seus dentes? Obviamente, o Inferno
não é aniquilamento instantâneo como
alguns alegam.
“…o seu
verme não morre, e o fogo não se
apaga.” (Marcos 9:48)
A alma
está consciente
É um lugar de
escuridão, um lugar de fogo, um lugar de tormento. A alma
está consciente. Não é em algum mundo
de inconsciência onde você não entende
nem reconhece nada. Aliás, em Lucas 16, Jesus puxa para
trás um pouco a cortina e nos dá um vislumbre da
eternidade. Enquanto que alguns querem rotular estes Ensinos de Jesus
como “figurativo”, o contexto e o
conteúdo indicam que Jesus estava sendo muito claro e
sério sobre como a Eternidade realmente é. A
natureza da Eternidade é exatamente como Jesus descreve! O
que podemos acatar para nós mesmos? Lázaro é
liberto das dificuldades da vida. Ele é liberto da pobreza,
humilhação e vergonha que ele teve como um
mendigo. No porvir, Lázaro estava com vestes de esplendor e
grande riquezas. O Céu, na verdade, é sobre isso.
Esse é o destino para aqueles que andam como Jesus andou e
vivem como Jesus quer que eles vivam. Entretanto, o homem rico se viu
numa situação bem diferente. O homem rico foi
desprovido de todos os seus bens e toda a sua prosperidade. Toda a
honra e dignidade do homem rico, todo o seu poder e capacidade de dizer
às pessoas o que fazer, foi tirado dele. Ele estava exposto
à ira de Deus e sofrendo a humilhação
e a amarga angústia de estar separado de Deus na vida
após a morte. O destino do homem rico foi esse, por causa
das escolhas que ele fez durante a sua vida na terra. Em Lucas 16, podemos ver que o
homem rico pediu para Lázaro colocar um pingo de
água na sua língua. Isso em si quer dizer que ele
não está inconsciente, mas percebe as coisas.
Também, é claro, que o homem rico lembrou de seus
irmãos que estavam sob perigo da mesma coisa. O Inferno
não é um lugar de esquecimento onde
não entendemos ou não sentimos as coisas.
Há choro e ranger de dentes. A pessoa está ciente
das coisas. Sofrimento intenso em total escuridão.
Castigo de
acordo com o crime
Uma pergunta comum que as
pessoas fazem é: “Eternidade não
é tempo demais para sofrer? Você não
acha que eternidade é muito tempo como uma
punição por alguns poucos anos de
rebelião aqui na terra?” Isso é uma boa
pergunta, mas tenho duas outras perguntas. Primeiramente, baseado em
que então você acha que merece o Céu
– um paraíso eterno e glória, paz,
conforto, justiça e vida para sempre – por alguns
poucos anos de abandono à vida no Sangue de Jesus? Como
você pode merecer eternidade no paraíso em troca
de poucos anos aqui na terra? De um lado parece fácil
conceber isso, enquanto que tormento eterno por causa de alguns poucos
anos de um viver egoísta por alguma razão
não queremos aceitar. Isso não parece honesto e
nem lógico, não é mesmo? Em segundo
lugar, um juiz considera a pena de um crime de acordo com quanto tempo
levou para cometer o crime? Ou ele considera a pena de acordo com a
natureza drástica do crime envolvido? Digamos que uma pessoa cometeu
um crime em apenas cinco segundos. Seria justo o juiz dar uma
sentença de prisão perpétua por um
crime que levou apenas cinco segundos para cometer? Por exemplo,
assassinando seus filhos ou seu vizinho? Não demora muito
para colocar uma bala no peito de alguém. E se
alguém brutalmente matasse seu único filho,
você teria algo a dizer ao juiz se ele desse a
sentença de apenas cinco segundos na prisão,
não acha? Ou mesmo por cinco anos… Não tem nada a ver
com a duração do tempo do nosso
pecado… entende? Tem a ver com duas coisas: Qual a natureza
do crime? E quem foi o legislador que declarou aquilo como crime? Se você
não obedecer ao bibliotecário, não
existe tanta coisa assim que possa ser feito neste caso. Ele
não tem muita autoridade. Entretanto, o governo do seu
país carrega muito mais autoridade, não
é mesmo? E então quando fazemos mal contra eles,
uma pena maior pode ser dada a mim. Agora, considere a pena para
aqueles que desafiam a Deus, Todo-Poderoso! Aqueles que desprezam seu
Criador estão em terríveis apuros. Por causa da
Majestade daquele que estabelece as Leis, a
punição é muito mais severa e certa.
Nós nos fazemos como deuses e alegamos que Deus
não tem importância. “Vou fazer do meu
jeito. Sou uma pessoa livre. Posso viver a minha vida como eu bem
quiser”. É muita arrogância e um crime
seriíssimo fazer nós mesmos como um deus. Deus diz que a
feiúra do nosso orgulho ou inveja, egoísmo ou
língua caluniosa mata o único Filho de Deus.
Você diria que isso é um crime sério?
É, quer veja assim ou não. E é por
esta razão que o Inferno é um castigo eterno e a
sentença é para sempre, não por um
curto período. O livro de Apocalipse usa a frase
“para todo o sempre” treze vezes. É
usado dez vezes descrevendo o tempo da vida de Deus, o tempo de vida de
Jesus Cristo e a adoração no Céu. As
outras três vezes é usado “para todo o
sempre” em referência à
fumaça do tormento no Inferno. Conclusão: a
duração da vida de Deus é a
duração do tormento no Inferno. O inferno
é sofrimento sem fim, o tempo todo consciente do que
está acontecendo. Se isso não fosse o
suficiente (e é!), ainda tem uma outra maneira de ver isso.
Os nossos pecados nunca param conosco. Eles têm um efeito na
vida de outras pessoas. Os nossos pecados machucam, afetam e
influenciam outras pessoas. As nossas decisões e maneiras de
viver têm um efeito e mudam as vidas de todos aqueles que
encontramos. Por essa razão, não existe algo que
podemos chamar de “pecadinho”. Um sábio uma vez
disse: “Na ombreira da porta para o Inferno tem o seguinte
dizer: ‘Aqueles que entram por essa porta, deixam toda
esperança para trás’”.
Não há esperança se passar por estes
portões. Hebreus 10:31 diz, e não é
sem razão, que é algo terrível cair
nas mãos do Deus vivo… é uma coisa
temerosa e horrível cair nas Suas mãos.
Não há pesadelo que se compare e nem que chegue
próximo ao terror de viver no Inferno por um minuto, muito
menos por uma eternidade.
Mas
óh, que oportunidade!
Agora vamos considerar uma
outra pergunta que muitas pessoas fazem… Você
já se perguntou por que um Deus tão maravilhoso,
bom, generoso, cheio de amor e glória iria permitir que um
lugar tão terrível existisse? É porque
esse lugar terrível não foi feito para
VOCÊ!!! Uma das razões pelo qual que é
tão ruim é porque não foi preparado
para nós. Jesus disse que foi preparado “para o
diabo e seus anjos”. Ele não quer que
você vá para lá. É por isso
que é um lugar tão terrível. Jesus
disse que larga é a porta e amplo o caminho que leva
à perdição, o Inferno. A grande
maioria das pessoas tomará este caminho largo e
terrível que leva à
perdição. Mas, não é o que
Deus deseja para você! Você quer saber o que
Ele tem para aqueles que total e completamente dão a sua
vida a Ele? A Sua intenção é que
vivamos em Sua plenitude onde o tempo não existe e o gozo
transborda. Tenho certeza que já experimentou um momento
quando estava com alguém ou numa circunstância que
era fabulosa, um tempo fantástico. Olhou para o
relógio pensando que tinha passado 30 minutos, mas na
realidade passaram-se horas! O tempo não existia.
É esse tipo de relacionamento que Jesus realmente quer ter
conosco e nós também podemos ter com os outros.
Onde o tempo não existe. Estamos tão consumidos e
cheios de Seu gozo e juntos a Ele que excedemos os limites do tempo. As
imposições, prioridades e todas as demandas das
nossas circunstâncias, nossas
preocupações, ansiedades—-tudo isso nem
vêm ao caso. Não é isto que acontece
quando estamos numa experiência de amor,
exuberância e alegria que satisfaz, é real e
pleno? Você perde a hora. "Olha só! Parecia que
estávamos aqui somente alguns minutos." Todos nós
já tivemos esta experiência nas nossas vidas onde
Deus nos mostrou essa sombra de como pode ser com Ele; se apenas
pudéssemos abrir os nossos olhos para vê-Lo. Tempo
não existe no Seu reino. Deus sabe que se gastarmos o
tempo para estar com Ele, Ele demonstrará o Seu
caráter para nós de tal maneira que Ele
será absolutamente irresistível. As qualidades do
Seu caráter são invencíveis. O
sentimento de estar perdido no tempo acontece quando há algo
surpreendente no que está acontecendo. Tem algo que
lança você longe destas coisas que te deixam
pesado e cabisbaixo. De repente você fica deslumbrado por uma
coisa que está fora da sua existência corriqueira.
Jesus é assim. Ele está nos convidando:
“Venha e ande comigo. Venha e arrazoemos juntos. Eu te
deslumbrarei com todas as minhas qualidades de bondade,
misericórdia e perdão eterno”. “A minha
personalidade será tão atraente que
não vai dar para resistir. Não
conseguirá me resistir, então venha e ande comigo
um pouco. Se parar só um pouco verá o Meu
sorriso, o brilho nos Meus olhos, e como o vento sopra pelos Meus
cabelos. Verá, ouvirá e experimentará
coisas que te levam para uma outra realidade onde o tempo
não existirá mais. A minha liderança e
a minha força serão visíveis. Tenho
uma resolução contra o pecado. Sou focado e tenho
uma visão clara sobre o que a vida realmente é. E
você ouvirá as Minhas risadas mais profundas e
sentirá o calor do meu abraço encorajador. E, sei
como te levar comigo! Venha e siga-Me. Mostrarei liderança a
você. Eu sou forte. Vou te mostrar um caráter
sólido e uma qualidade de vida que te fascinará
tanto, a ponto de levar você a querer vir comigo porque
é seguro e protegido onde estou. Vou te mostrar bondade e
sensibilidade que penetrará o seu
coração e a sua vida. Se você vier a
Mim e lançar a sua vida miserável, cheia de si
mesma, Eu te lavarei e purificarei, e colocarei o Meu
Espírito dentro de você. Depois, Vou lapidar os
diamantes e rubis e as pedras preciosas que estão
lá. Trarei estas coisas à tona. Far-te-ei uma
rainha, far-te-ei um rei”. Jesus tem todas essas
qualidades. Ele é percebido em mil maneiras diferentes e
é sábio além de expressão.
Tudo isso descreve o Jesus—nosso Mestre. Ele é
Jesus. Não é algum tipo de historinha infantil.
Não é alguma coisa inventada sobre um deus
distante que criou a terra e agora senta num trono grande e branco e
todos então vamos ser julgados um dia. Isso é
sobre a pessoa de Jesus e o Seu Pai que reina sobre nós. Se
procurarmos, se tirarmos o tempo necessário para nos
encontrarmos com Ele, absolutamente não haverá
como resisti-Lo nem mais um segundo. O problema tem sido falta de
disposição de nos abandonar em Suas
mãos tão capazes e amáveis. Ele
é digno de confiança, além da nossa
imaginação. Mas por causa do nosso
distanciamento, ficamos ocupados demais, muito egoístas,
muito desleixados, enfim—simplesmente não tiramos
o tempo para ser conquistados e atraídos a Ele. Ele está querendo
construir um exército de seguidores, não uma
teoria, lógica, ou doutrina ou coisa do tipo:
“Segue-me ou irá para o
inferno!”… Bem, é verdade, mas
não tem nada a ver com o que Jesus veio mostrar aos doze.
Você acha que eles estavam seguindo Jesus pelos campos porque
Ele apontou o dedo e os ameaçou que eles iriam para o
inferno se não O seguissem? Você recorda alguma
passagem desse tipo? Foi isso que Ele fez quando foi e orou ao Pai a
noite toda? Será que Ele falou: “Pai, me mostre o
que eu devo dizer”? Então, ficou em pé
e disse: “Vocês doze, venham comigo ou
senão vão para o inferno!”
Não. Eles queriam estar com Ele porque viram algo Nele que
os deixaram maravilhados. Viram a Sua sabedoria, bondade e
paciência. Viram liderança forte,
caráter sólido. Alguém que podia
sofrer as dificuldades da vida e encarar as coisas com os
lábios encurvados em um sorriso e com coragem nos olhos.
Eles queriam ser iguais a Ele, queriam estar com Ele. Não
iriam a lugar nenhum porque não havia nenhum lugar que
queriam estar a não ser ao lado Dele. Não era
necessário ameaçá-los, e Ele
não está nos ameaçando. Ele
está nos convidando a vê-Lo por quem Ele
é, e ver Suas qualidades atraentes e personalidade
espetacular… para que possamos desejar estar com Ele, nessa
vida e na próxima.
Convite para
um casamento - é SEU!
Pense sobre como as Escrituras
descrevem como uma vida em Cristo e para Cristo vai
culminar… você lembra? É um noivado e
um banquete nupcial. Ele está nos deslumbrando dizendo:
“Tenho esta confiança, diz o Senhor, que se
você gastar tempo comigo e Me ver como realmente sou,
não haverá outros interesseiros que
compararão. Não há nada neste universo
capaz de conquistar o seu coração como Eu posso,
porque Eu te criei para Mim. As outras coisas têm te
distraído, mas se você só tirar o tempo
necessário para se aconchegar a Mim, verá o
significado da vida. Quero que você case Comigo. Quero que
você venha Comigo e seja Meu. Largue a sua vida de pecado e
rebelião e venha a Mim. Jogue-se nos meus braços
e Me deixe cuidar de você. Deixe-Me lavá-lo e
fazê-lo mais branco do que a neve. Morri para que
você pudesse ser limpo… Tome a sua cruz e siga-Me.
Coloque a sua mão dentro da Minha e levarei você a
um lugar que nunca jamais sonhou. E vamos ter um casamento, o mais
lindo que você já viu!” E é este convite que
tem, desde o começo, trazido pessoas à procura
dEle. E é o convite para nós, também.
Este é o convite para “orar”. Este
é o convite para “obedecer”.
É sobre isso. Não é um conceito
doutrinário e externo. É um anseio, um almejo do
nosso interior. É considerar tudo que Ele é e
está dizendo e dizer: “Não consigo
viver sem isso! E nem quero viver sem isso! Não consigo
considerar viver fora da Sua vontade para minha vida e fora dos Seus
propósitos. Quero seguir o Cordeiro aonde Ele for. A
qualquer custo, o que Ele deseja da minha vida – pertence a
Ele!! Ele é o Pão da Vida, é achado
Nele o meu sustento e minha satisfação. Ele
é aquela expressão de liderança,
bondade, perdão e misericórdia e sem Ele
não consigo viver, e que nunca iria querer viver sem. Quero
vê-Lo ser forte. Quero vê-Lo ser severo. Quero
vê-Lo ser bondoso. Quero vê-Lo ser compassivo e
cheio de amor. E vê-Lo ser sábio além
da minha imaginação. E QUERO ESTAR AO SEU LADO!
Quero ouvir cada palavra que Ele diz. Não quero ficar mais
do que um passo Dele para o resto da minha vida. Não posso
dar as costas a Ele por causa do meu orgulho ou preguiça ou
porque fiquei machucado. Não posso dar as costas a Ele. A
perda simplesmente é muito grande. A
tentação existe, mas a perda seria
demais”.
Última
chance? Não perca!
Espero que você tenha
dado a sua vida a Jesus e se arrependido do pecado—jogando
longe qualquer tipo de maldade, perversidade e egoísmo.
Espero que você esteja vivendo para Ele e tomando as suas
decisões para Ele e nEle e não dando desculpas
para continuar naqueles maus hábitos aparentemente
“pequenos” e vivendo em maneiras carnais de pensar.
Em outras palavras, espero que você tenha abandonado sua vida
em Seus braços e conseqüentemente tem sido lavado
em Seu Sangue. Não tem nenhuma desculpa para um viver
mesquinho. Deus tem algo em mente muito melhor para você. O
Inferno é um lugar real; não é uma
fantasia. Deus não brinca com a Sua
criação. A Bíblia não
mistura fantasia com realidade. Deus não faz
ameaças à toa… nem uma sequer.
Independente de quão difícil aparenta ser,
nós teremos que lidar com todas estas verdades. Naquele “grande e
terrível dia”, para aqueles que têm
vivido para si mesmos e pelas suas próprias
opiniões, cada um ficará em pé diante
do Trono para “ser julgados de acordo com o que havia
feito”. Não haverá nenhuma desculpa;
não haverá outras oportunidades; não
haverá exceções ao Julgamento devido.
Aqueles que não estão vivendo agora em abandono
à Vontade do Filho de Deus, Jesus Cristo e Seus
Mandamentos… serão separados de sua
família pelos demônios do Inferno e eternamente
banidos em tormento e solidão à fúria
vil e repugnante do Inferno ardente de satanás. Isso vai
acontecer. É algo muito real. Eu tremo ao pensar sobre o que
espera uma pessoa que está fora de Cristo e se recusa a
obedecê-Lo. Será algo muito, muito
horrível, tanto para as multidões de
“cristãos” não convertidos
(Mt. 7) como para aqueles que nunca afirmaram conhecê-Lo. Algumas pessoas têm
escutado vez após vez após vez, mas têm
rejeitado fazer algo sobre o que ouviram. Dizem muitas palavras santas,
mas suas ações não mostram a mesma
coisa. Têm muitas folhas, mas absolutamente nenhum fruto.
Jesus amaldiçoou a figueira por essa mesma razão.
Em Lucas 12:47 e 48 diz que o castigo mais severo, os lugares mais
quentes no Inferno, são para aqueles que entendem a vontade
do Mestre mas não fazem a Sua Vontade. Eles não
se preparam para encontrar com Jesus. Para aqueles que ouvem as
palavras do Mestre e, ou recusam obedecê-las ou
não se preparam para Ele, o lugar mais quente no Inferno os
aguarda. Sei que muitas pessoas, muitas
mesmo, têm ouvido e escutado e entendido estas coisas vez
após vez. Você é uma destas pessoas?
Você tem certeza que tem um amanhã? Alguns de
vocês não terão. Para alguns de
vocês, seu cabelo está ficando grisalho e seu
tempo está bem curto. Quero que você entenda a
realidade disso, assim como Jesus deixou abundantemente claro, vez
após vez. Se você tem provado sua falta de
arrependimento ou tem se recusado a submeter-se ao Seu Senhorio por
teimosamente insistir em seus maus hábitos e fazer a sua
própria vontade ao invés da Dele,
então este pecado irá te custar a sua alma. Por
ser obstinado e recusar-se a obedecer a Sua vontade, sua vida e sua
alma será exigida de você. Não pense,
“Tenho mais alguns anos para deixar a minha vida em
ordem”. Talvez Deus diga a você:
“Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será
exigida!” É tolice lidar com o futuro como algo
certo. Clame a Ele enquanto está perto. Mas lembre-se, se
você vir a Cristo, que traz salvação
plena e livre… então todos esses pecados se
vão. Já não há
condenação para os que estão em Cristo
Jesus, que vivem Nele e andam no Seu amor, misericórdia e
compaixão. Mas é uma decisão que
você tomará… de uma vez por todas.
Temos uma memória no porvir e espero que a sua
memória não seja cheia de remorso no Inferno
abrasador. “Como gostaria de ter obedecido a Jesus e corrido
para Seus braços abertos para mim!” Espero que
esse não seja o seu remorso. Espero que onde esteja agora,
acerte as coisas com Jesus e entregue a sua vida a Ele completamente
porque não há salvação sem
isso: essa é a definição de
fé Bíblica. Quero que você entenda o
que Deus quer que você tenha e que seu lugar NÃO
é o lugar que foi preparado para o diabo e seus anjos! O Inferno não foi
preparado para você. Escolha algo diferente para a sua vida.
Combinado? Venha e Descubra o que Ele TEM preparado para
você!
Jesus falou muito mais sobre o Inferno do que
sobre o Céu. Aliás, Jesus falou mais sobre o
Inferno praticamente do que qualquer outro assunto durante os seus dias
aqui na terra. Ele queria deixar esse fato muito claro para
nós. Acho então que consegui ver quão
grande injustiça seria não esclarecer tal ponto
que foi tão proeminente nos ensinamentos de Jesus. Se
não trouxéssemos essa verdade até
você na mesma proporção que Jesus o
fez, então não estaríamos
“andando como Jesus andou”. “Uma vez que
conhecemos o temor ao Senhor, procuramos persuadir os
homens,” foram as palavras de Paulo. Ele certamente tinha uma
clareza sobre o que vinha a ser tudo isso. Certa
denominação fez uma pesquisa entre os seus
membros e descobriu que dois terços nem acreditavam na
existência de um lugar eterno de tormento chamado Inferno.
Ser religioso nem sempre quer dizer que você entende o que
Deus disse sobre o destino eterno da Sua criação,
seja no paraíso ou no tormento. Tenho certeza de que
intelectualmente a maioria de nós crê na
versão fantasiada do Inferno, mas ser capaz de ouvir e
entender com os ouvidos do coração os gritos de
agonia de milhões de pessoas que neste momento
estão em tormento, é mais difícil de
captar. De realmente acreditar que eles estão no tormento do
Hades, no fogo de tormento agora é um pouco mais
difícil de apreender. Mas está acontecendo. E
aqueles que estão cheios de fé, cheios do
Espírito Santo, irão entender e serão
capazes de realmente escutar estes gritos e isso irá
motivá-los a contar a outros.
At
2.46; 5.42; Rm 16.4,14,15; 1Co 16.15, 19; Cl 4.15.
Os
textos acima nos mostram como o Espírito Santo conduziu a
igreja a concentrar seu trabalho nas casas. Não
há construção de templos no novo
testamento. Os cristãos judeus usavam o templo em
Jerusalém, mas é importante lembrar que: a) O templo judaico
não era feito para reuniões da igreja, mas para o
ritual do sacrifício judaico. b) Os cristãos judeus
se reuniram ali, por causa de seu costume. c) Eles não se reuniam
dentro do templo, mas no átrio exterior, no
pórtico de Salomão (At 5.12); d) Apenas uma pequena parte da
igreja cabia naquele lugar. e) O pórtico de
Salomão era um lugar público, onde havia muitos
incrédulos. Muita gente entrava e saia a vontade.
NÃO ERA UM LUGAR QUE PERTENCIA A IGREJA. f) Era no Pórtico de
Salomão que os escribas mantinham suas escolas e seus
debates (ver Mc 11.27; Lc 2.46;19.47; Jo 10.23-24), e ali é
que os comerciantes e cambistas tinham instalado as suas mesas (Jo
2.14-16) . Jesus declarou que era "casa de meu Pai" porque ele ainda
não havia morrido, e o véu não havia
sido rasgado e o Espírito Santo não tinha sido
derramado. Ainda estava num contexto judaico-religioso. g) Quando a igreja sai de
Jerusalém e vai para o mundo todo, JAMAIS SE OUVE FALAR DA
CONSTRUÇÃO OU USO DE TEMPLOS. A igreja, no mundo
gentio, se reunia nas casas.
Templos Religiosos
Casas dos Irmãos
FRIOS
CALOR
HUMANO
IMPESSOAIS
RECEPTIVAS
ASPÉCTO RELIGIOSO
DEMONSTRAM
VIDA
CUSTAM
DINHEIRO
JÁ
ESTÃO PRONTAS
SEPARAÇÃO
ENTRE VIDA NATURAL (DIA A DIA) E VIDA CRISTÃ
O
SEU USO INTRODUZ A OBRA DE DEUS NO CONTEXTO DA VIDA NATURAL DO
DISCÍPULO
MASSIFICAM
A OBRA
GRUPOS
PEQUENOS QUE PRODUZEM COMUNHÃO VERDADEIRA
FRUTO
DA RELIGIOSIDADE DO HOMEM
INDICAÇÃO
DO ESPÍRITO SANTO PARA A IGREJA
As igrejas nas
casas, por serem pequenas, favorecem o desenvolvimento de uma
verdadeira comunhão entre os irmãos, um
atendi-mento e cuidado específico com cada um e o
desenvolvimento da vida e do serviço de cada
discípulo.
Acredito que nos últimos anos a pergunta que mais
me
incomoda é a famosa: de que igreja você
é? O que
pra mim soa como: que time você torce?, qual é o
teu
clube? Só o fato de estar escrevendo sobre isso neste exato
momento sinto uma leve auteração nos meus
batimentos
cardíacos. Embora a maioria dos cristãos
demonstrem
profundo conhecimento de que a igreja não é
formada de
tijolos e concreto, é quase inevitável deixar de
solicitar o cracha de identificação
denominacional. A
verdade é que tal atitude demonstra claramente como a igreja
moderna tem concebido com muita sutiliza o conceito de
divisão.
Mas nem sempre foi assim. Bíblicamente e
históricamente
percebemos que a igreja, a qual se reunia nas casas, nos deixou uma
herança através de um exemplo prático
e simples de
como ser igreja. Eles não viveram como igreja perfeita, isso
é verdade, como também não
haverá igreja perfeita formada por homens
imperfeitos, mas
ao estudarmos um pouco o testemunho que escreveu a
história da igreja dos primeiros
séculos, podemos no
mínimo rever algumas atitudes e quem sabe se
esforçar
para voltar a praticar as mesmas obras. Olhando desta forma o primeiro
ponto que podemos considerar é o porque eles se reuniam nas
casas, não demonstrando nenhum interesse em construir
templos ou
edificios os quais comportariam um número maior de
cristãos para cultuar e ter comunhão. Para
confirmar esta
atitude da igreja primitiva, vamos analizar alguns textos da
bíblia.
-
Saulo devastava a igreja. Indo DE CASA EM CASA... (At 8:3) -
E [os que haviam crido...] partiam o pão DE CASA EM
CASA... (At 2:46) -
...mas
ensinei-lhes tudo publicamente e DE CASA EM CASA. (At
20:20) -
Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em
Cristo Jesus ...saudai igualmente a
igreja que se reúne NA CASA DELES. (Rm 16:3,5) -
Áqüila e Priscila os saúdam
afetuosamente no Senhor, e também a igreja que se
reúne NA CASA DELES. (1 Co 16:19) -
Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem
como Ninfa e a igreja que se reúne EM SUA
CASA. (Cl 4:15) -
...a você, Filemom, ... à irmã
Áfia, a Arquipo... e à igreja que se
reúne com você EM SUA CASA...(Fl 2) -
Se alguém vem ter convosco e não traz esta
doutrina, não o recebais EM CASA, nem
lhe deis as boas-vindas. (2Jo 10)
- (ver também
At 2:2; 9:11; 10:32; 12:12; 16:15, 34 e 40;
17:5; 18:7; 21:8)
A simples razão da igreja primitiva se
reunir nas
casas era o fato de que somente reunidos nos lares com pequenos grupos
eles poderiam praticar e viver um testemunho que correspodesse com os
ensinamentos de Jesus. Por isso quando um grupo no lar crescia eles
simplesmente se multiplicavam de casa em casa. Veja as principais
razões da igreja na casa citadas por Mark Meza:
(1) O lar é o
ambiente natural para tratarmos uns aos outros Todas
as instruções apresentadas pelos
apóstolos com respeito à reunião
eclesial, encaixam-se melhor em um ambiente de grupo pequeno como
é o lar. As práticas eclesiais
apostólicas normativas como a
participação mútua (Hb 10:24, 25);
o exercício dos dons de cada membro(1Co 14:26); a
edificação dos irmãos, em grupos, por
ser uma comunidade em contato intencional face-a-face,(Ef 2:21,22);
a refeição comunal(1Co 11); a
transparência e responsabilidade sinceras dos membros uns
para com os outros(Rm
15:14; Gl 6:1, 2; Tg 5:16, 19, 20); a liberdade de fazer
perguntas e de ter diálogos interativos(1Co 14:29-40);
e
a koinwníiva /koinonía/ (vida compartilhada) do
Espírito orientada à liberdade (2Co 3:17; 13:14)todas
funcionam melhor em um ambiente de grupo pequeno tal como uma
casa. Em
suma, as mais de cinqüenta exortações
de "uns com os outros" que há no Novo Testamento
não podem ser obedecidas e postas em prática
devidamente, se não for no ambiente doméstico.
Por esta razão, a reunião eclesial no lar leva
eminentemente à realização do
propósito eterno de Deus, um propósito centrado
no "ser juntamente edificados" de um Corpo à
semelhança do Ungido(Ef 2:19-22).
(2)
O lar representa a
simplicidade da vida cristã O
lar representa a humildade, naturalidade e simplicidade de
coração, características salientes da
igreja primitiva(At
2:46; 2Co 11:3).
Tipicamente, o lar é um lugar
muito mais humilde que os imponentes edifícios religiosos de
nossos dias, com suas torres altas, elegantes
decorações e espaçosas naves. Deste
modo, a maioria dos modernos edifícios do tipo
‘igreja’ parecem refletir mais a
ostentação deste mundo que ao manso e humilde
Salvador cujo nome carregamos. Em
contraste, os cristãos primitivos procuravam atrair a
atenção para seu Senhor Ressurreto, ao
invés de para si mesmos ou para suas próprias
realizações. Ademais, geralmente os gastos de um
edifício religioso custam muita perda financeira aos
irmãos. Quão mais generosas seriam suas
mãos para sustentar obreiros apostólicos
(missionários) e para ajudar os pobres, se não
tivessem que levar uma carga tão pesada.
(3) O lar reflete a
natureza familiar da igreja Há
uma afinidade natural entre a reunião no lar e
o motivo familiar da igreja de que estão impregnados os
escritos de Paulo. Por ser o lar o ambiente natural da
família, ele proporciona uma atmosfera propícia
à ejkklesíiva /ekklesía/, a mesma
atmosfera de que era impregnada a vida dos cristãos
primitivos. Em total contraste, o ambiente artificial que oferece o
edifício eclesiástico promove um clima impessoal
que, por sua vez, inibe a intimidade e a responsabilidade
mútua. O edifício eclesiástico produz
uma rigidez sufocante, contrária à grata
atmosfera não-oficial da reunião no lar. Ademais,
é muito fácil ‘perder-se’ em
um vasto e complexo edifício. Devido à natureza
espaçosa e remota da igreja-basílica,
não é difícil que as pessoas passem
despercebidas ou pior, que se ocultem em seus pecados. Não
é assim no lar, onde todas nossas verrugas podem ser
percebidas. Na reunião no lar, cada um é
reconhecido, aceitado, alentado e ajudado. Além
disso, a maneira formal como as coisas acontecem em uma
igreja-basílica, tende a desanimar a reciprocidade e
espontaneidade mútuas que caracterizavam as
reuniões eclesiais primitivas. Por outro lado, a arquitetura
de um edifício de igreja induz a passividade. A estrutura
interior do edifício não está
projetada para que haja comunicação interpessoal,
coesão social, ministério mútuo ou
confraternização. Ao contrário,
está projetada para uma rígida
comunicação unidirecional do
púlpito para os bancos, do líder para a
congregação. A
este respeito, o típico edifício de
‘igreja’ não é diferente de
um salão
de conferências ou de um teatro onde a
congregação fica cuidadosamente acomodada nos
bancos (ou
cadeiras) para ver e escutar o pastor (ou sacerdote) que fala do
púlpito. O público tem sua
atenção presa a
um só ponto, o líder clerical e seu
púlpito. (Nas
igrejas litúrgicas, a mesa/altar ocupa o lugar do
púlpito
como ponto central de referência.) Além disso, o
lugar
onde ficam o pastor e sua comitiva, normalmente é mais
elevado
que os assentos da congregação. Tal arranjo
não
só reforça a divisão que há
entre clero e
laicato, como também nutre a mentalidade de espectador que
aflige a maior parte do Corpo do Ungido hoje em dia. Com respeito a
isto, W.J. Pethybridge observa sabiamente: Na
reunião de um pequeno grupo que acontece na amistosa
união de um lar, todos podem conhecer-se uns aos outros, e
os relacionamentos são mais reais e menos formais. Como
trata-se de um número menor de pessoas, torna-se
possível que todos tenham participação
ativa na reunião, e assim todo o Corpo de Cristo presente
pode funcionar... Ter um edifício especificamente para
reuniões, quase sempre implica a idéia de uma
pessoa especial como ministro, o que resulta em um
‘ministério de um só homem, e impede o
pleno exercício do sacerdócio de todos os crentes
(The Lost Secret of The Early Church /O segredo esquecido da igreja
primitiva/). Fica,
assim, claro que os cristãos primitivos tinham suas
reuniões no lar para expressar o caracter da vida
da igreja. Isto é, reuniam-se nas casas para possibilitar a
dimensão familiar de sua adoração,
comunhão e ministério mútuo. As
reuniões no lar aconteciam de forma tão natural
que os santos sentiam que os interesses da igreja eram seus interesses.
Isso criava um sentido de união entre eles e a igreja (em
vez de distancia-los dela, como acontece com muita
freqüência hoje em dia, os membros assistem ao culto
mais como espectadores distantes do que como participantes ativos). A
reunião eclesial caseira propiciava tanto a
conexão como as relações profundamente
arraigadas que devem caracterizar a ekklesía. O
espírito da reunião no lar proporcionava aos
santos uma atmosfera familiar na qual acontecia o verdadeiro
companheirismo de conviver ombro a ombro, em contato direto e em
completo acordo. Produzia um clima que fomentava a sincera
comunicação, a coesão espiritual e a
comunhão sem reservas, características
indispensáveis à plena experiência e
florescimento da koinwníiva /koinonía/
(comunhão compartilhada) com o Espírito Santo,
para a qual fomos destinados. Em todas estas
manifestações, a reunião eclesial
caseira não apenas é fundamentalmente
bíblica, mas difere vividamente do serviço
religioso moderno de estilo púlpito-bancos, onde os crentes
se vêem forçados a se confraternizar durante uma
ou duas horas com a nuca de alguns que estão à
sua frente. Em suas análises a respeito do lugar de
reunião da igreja, Watchman Nee faz a seguinte
observação: Em
nossas congregações de hoje devemos retornar
ao princípio do ‘cenáculo’. A
planta baixa é um lugar para negócios, um lugar
onde os homens entram e saem; mas há mais de atmosfera do
lar no aposento alto, pois as reuniões dos filhos de Deus
são negócios familiares. A Última Ceia
aconteceu em um aposento alto, bem como o Pentecostes, e a
reunião [de Troas]. Deus quer que a intimidade do
‘aposento alto’ seja a marca das
reuniões de seus filhos, não a rígida
formalidade de um imponente edifício público.
É por isso que, na Palavra de Deus, Seus filhos se
reúnem na atmosfera familiar de um lar privado... devemos
tratar de fomentar as reuniões nos lares dos
cristãos... os lares dos irmãos quase sempre
preenchem as necessidades das reuniões eclesiais (The Normal
Christian Church Life /A vida normal da igreja cristã /.)
(4) O lar molda a
autenticidade espiritual Vivemos
em uma época em que muitas pessoas, especialmente os
jovens, estão em busca de autenticidade espiritual. Para
muitos deles, as igrejas que se congregam em anfiteatros, em catedrais
de cristal e em edifícios majestosos com torres de marfim,
parecem superficiais e frívolas. Em contraste, a igreja que
se congrega em um lar é um frutífero testemunho
de autenticidade espiritual, principalmente, para os perdidos
que estão céticos a respeito das
instituições religiosas que constroem
encantadores edifícios de milhões de
dólares. Muitos
perdidos não assistirão a um moderno
serviço religioso celebrado em uma
igreja-basílica em que se espera que os que assistem
vistam-se ‘adequadamente’ para a
ocasião. Mas eles não se sentirão
intimidados ou inibidos ao reunirem-se na comodidade natural da casa de
alguém, onde podem ser ‘eles mesmos’. A
atmosfera informal do lar, em contraste com o edifício
eclesiástico, é muito mais atrativa para eles.
Talvez esta tenha sido outra razão porque os
cristãos primitivos preferiam o simples ambiente de uma casa
para adorar a seu Senhor, em vez de erigir santuários,
capelas e sinagogas, como faziam as demais religiões de sua
época. Ironicamente,
muitos cristãos modernos crêem que
sem um bom edifício, seu testemunho ao mundo será
de alguma forma inibido, e o crescimento da igreja prejudicado. Mas
nada poderia estar mais longe da verdade. Indagado sobre a
razão de a igreja primitiva não ter
construído edifícios até o terceiro
século, Howard Snyder observa: ...Os
edifícios podem ser bons para qualquer outra coisa,
mas não são essenciais nem para o crescimento
numérico nem para alcançar profundidade
espiritual. A igreja primitiva tinha estas duas qualidades, e
até recentemente o período de mais vitalidade e
crescimento da igreja foi durante os primeiros dois séculos
d.C. Em outras palavras, a igreja cresceu mais rápido que
nunca quando não tinha a ajuda — ou o empecilho
— dos edifícios eclesiásticos (The
Problem of Wineskins /O problema dos odres/, usado com
permissão do autor).
(5) O lar é
testemunha de que o povo constitui a casa de Deus Com
freqüência, se associa a
noção de ‘igreja’ a um
edifício (comumente chamado
‘santuário’). No entanto, a
Bíblia deixa bem claro que os crentes, não
tijolos e argamassa, são a morada de Deus, e
são chamados "a casa de Deus". Enquanto no
judaísmo o templo era o lugar sagrado de reunião,
no cristianismo a comunidade de crentes é que constitui o
templo. O
local da reunião cristã primitiva ia
frontalmente contra os costumes religiosos do primeiro
século. Os judeus projetavam edifícios para sua
adoração coletiva (sinagogas), e o mesmo faziam
os pagãos (santuários). Assim, tanto o
judaísmo como o paganismo ensinam que deve haver um lugar
consagrado para a adoração divina. Mas
não era assim com o cristianismo. No primeiro
século, a igreja primitiva era o único grupo
religioso que se reunia exclusivamente nos lares. Embora fosse muito
natural que tivessem seguido sua herança judaica, erigindo
edifícios apropriados para suas necessidades, não
foi o que fizeram. Talvez os crentes primitivos tenham antevisto a
confusão que os edifícios consagrados haveriam de
produzir, e portanto, deixaram de erigi-los para preservar o testemunho
de que o povo constituía as pedras vivas que formam a
habitação de Deus.
Conclusão O
que temos dito até aqui pode ser reduzido a esta simples mas
profunda observação: a
localização social da reunião eclesial
expressa o caracter da igreja e exerce influência sobre a
mesma. Portanto, a localização espacial da igreja
tem um significado teológico. No típico
‘santuário’ ou
‘capela’, o púlpito, os bancos (ou
assentos) e o espaço individual exíguo ao redor
de pessoas sentadas transpiram um ar formal que inibe a
interação e o convívio. Em contraste,
as características peculiares de um lar, o limitado
número de assentos, a atmosfera informal, o ambiente
propício a refeições compartilhadas,
contêm um subtexto relacional que beneficia a
ministração mútua.
Expressado de forma simples, a
igreja primitiva se reunia nas casas de
seus membros por razões espiritualmente
justificáveis, enquanto a moderna igreja-basílica
sufoca essas razões. Com respeito às atuais
implicações da reunião eclesial nas
casas, Howard Snyder observa sabiamente: Provavelmente
as igrejas no lar têm sido a forma mais comum
de organização social cristã de toda a
história da igreja... Não obstante o que
pudéssemos pensar se simplesmente olhássemos ao
nosso redor aqui, centenas de milhares de igrejas no lar
cristãs existem hoje na América do Norte,
América do Sul, Europa, China, Austrália, Europa
Oriental e em muitos outros lugares ao redor do mundo. De certo modo,
são a igreja subterrânea, e como tal, representam
o segmento oculto da história da igreja. Mas, embora estejam
ocultas, e não sejam, na maioria dos lugares, a forma
culturalmente dominante, provavelmente estas igrejas no lar representam
o maior número de cristãos em todo o mundo... O
Novo Testamento nos ensina que a igreja é uma comunidade em
que todos têm dons e todos têm
ministério. Como o ensinam as Escrituras, a igreja
é uma nova realidade social que modela e encarna o respeito
e a boa vontade para com as pessoas que vemos no próprio
Jesus. Este é o nosso elevado chamado. E sem
dúvida, com freqüência a igreja trai este
chamamento. As igrejas no lar são a maneira de se abandonar
esta traição e este paradoxo. Uma comunidade na
qual está-se em contato direto uns com os outros, enseja o
respeito mútuo, a responsabilidade mútua, a
submissão mútua e o ministério
mútuo. A sociologia da igreja no lar incentiva o sentido de
igualdade e de dignidade mútua, mesmo que não a
garanta, como no caso da igreja de Corinto... No modelo de igreja no
lar, a igualdade e o ministério mútuos
não são resultado de algum programa nem de um
processo educacional, pois são inerentes às
características da própria igreja. Como na igreja
no lar todos são apreciados e conhecidos, todos
têm um lugar. A igreja no lar proporciona um ambiente de boa
vontade e estímulo mútuos que tende a fomentar
uma ampla gama de dons e ministérios. Os
princípios neotestamentários do
sacerdócio dos crentes, os dons do Espírito e a
ministração mútua se encontram mais
naturalmente neste contexto informal... As igrejas no lar
são revolucionárias porque encarnam o ensino
radical de que todos têm dons e todos são
ministros. Oferecem esperança de curar o Corpo do Ungido de
algumas de suas piores heresias: que alguns crentes são mais
valiosos que outros, que só alguns cristãos
são ministros, e que os dons do Espírito
já não funcionam em nossa era. Estas heresias
não podem ser sanadas só na teoria ou na
teologia. Devem ser sanadas, na prática, na forma social da
igreja. (Extraído de uma dissertação
intitulada "Why House Churches Today? /Para que igrejas no lar hoje?/",
apresentada no Seminário Teológico Fuller, em 24
de fevereiro de 1996. Usado com permissão do autor.) Embora o lugar normativo de
reunião da igreja
neotestamentária seja claramente o lar, isto não
quer dizer que nunca seja apropriado que a igreja se reuna em um local
que não seja o lar. Em ocasiões especiais, quando
era necessário que "toda a igreja" se reunisse, a igreja em
Jerusalém se reunia em prédios amplos, como os
átrios abertos do templo e o pórtico de
Salomão(At
2:46a; 5:12).
Mas
tais reuniões de grupos
numerosos não competiam com o local normativo da
reunião eclesial regular, que era a casa (At
2:46b); tampouco estabeleceram um
precedente bíblico para que os
cristãos construíssem seus próprios
edifícios. (Os prédios do templo e o
pórtico de Salomão eram lugares
públicos, ao ar livre, que já existiam antes que
aparecessem os primeiros cristãos.) Esses
recintos para grupos grandes simplesmente acomodavam toda a
igreja quando era necessário congregá-la para um
propósito em particular. Nos primórdios da
existência da igreja, os apóstolos usavam esses
recintos para reuniões especiais de ensino para o vasto
número de crentes e inconversos de Jerusalém (At
3:11-26; 5:20, 21,
25,42). (Os casos que encontramos em
que os
apóstolos iam à sinagoga, não devem
confundir-se com as reuniões regulares da igreja. Eram
reuniões evangelísticas destinadas a pregar o
evangelho aos judeus inconversos. Enquanto a reunião
eclesial é principalmente para a
edificação dos crentes, a reunião
evangelística é principalmente para a
salvação dos perdidos. Talvez o
Espírito Santo tenha guiado, ou guie, de vez em
quando alguns a congregar-se em um edifício. Mas o
Espírito só o fará se verdadeiramente
convier aos propósitos do Senhor e se for dirigido por Ele,
e não pelo zelo, pela energia ou pela maquinaria
publicitária humanos, como freqüentemente acontece.
Portanto, devemos guardar-nos contra a tendência carnal de
praticar algo por representar a última moda do dia. Que o
Senhor nos livre de cair no perigo do antigo Israel quando embarcaram
na aventura de ir "atrás das nações." Convenhamos,
não há algo que temos a aprender da
prática apostólica de reunir-se nos lares? As
reuniões da igreja no lar não deveriam ser mais a
regra que a exceção, tendo-se em vista os
benefícios vinculados a elas? Não
deveríamos arrepender-nos de nossa crítica carnal
e do injustificado temor que temos das igrejas que se reúnem
exclusivamente nos lares, as quais condenamos indevidamente a uma
posição subnormal? Que Deus nos livre de adotar
insensatamente o atual complexo de edifícios por acharmos
que é o convencional que se deva praticar. Após
examinarmos a evidência bíblica
com respeito ao local da reunião eclesial, a pergunta que
fica em nossa mente, em vez de: "Por que algumas pessoas se
reúnem nos lares?", não deveria ser: "Por que
muitas pessoas não se reúnem nos lares?!"
Jesus: Real - Não
relíquia, Fato - Não artefato,
Cabeça - Não cabeçalho
Seu
Convite
O convite de Deus estendido para o mundo inteiro
é de ser um Lar junto com o Pai, Filho e o
Espírito Santo, uma Noiva a qual já se aprontou
para a volta do seu Noivo lindo, Jesus. (João 13-15,
Efésios 2-5, Apocalipse 19:7). Pense sobre como as
Escrituras descrevem a vida em Cristo e para Cristo vai culminar...
você se lembra? É um noivado—um banquete
nupcial! Deus está nos convidando dizendo: “Existe
uma confiança da minha parte que se você gastar
tempo comigo e Me ver como realmente sou, não
haverá outros interesseiros que se compararão.
Não há nada neste universo capaz de conquistar o
seu coração como Eu posso—porque Eu o
criei para Mim. As outras coisas o têm distraído,
mas se apenas você tirar o tempo necessário para
se aconchegar a Mim, verá o significado da vida. E vamos ter
um casamento!”
“Então se
prepare, Noiva.”
Este
convite tem, desde o começo, trazido pessoas à
procura dEle. E é o convite para nós,
também. Esse é o significado. Não
é um conceito doutrinário e externo. É
um anseio, um almejo do nosso interior. É considerar tudo
que Ele é e dizer: “Não consigo viver
sem Ele ou sem aquilo que é precioso e importante para Ele!
E nem quero viver sem isso! Não consigo imaginar viver fora
da Sua vontade para minha vida ou fora dos Seus propósitos.
Quero seguir o Cordeiro aonde Ele for. A qualquer custo, o que Ele
deseja da minha vida – pertence a Ele!! Ele é o
Pão da Vida, é achado Nele todo meu sustento e
minha satisfação. Ele é a
expressão de liderança, bondade,
perdão e misericórdia que não consigo
viver sem—e nem quero! Quero
vê-Lo ser forte. Quero vê-Lo ser severo. Quero
vê-Lo ser bondoso. Quero vê-Lo ser compassivo e
cheio de amor. E vê-Lo ser sábio além
da minha imaginação. E QUERO ESTAR AO LADO DELE!
Quero ouvir cada palavra que Ele diz. Não quero ficar mais
do que a um passo dEle para o resto da minha vida. Não posso
dar as costas a Ele por causa do meu orgulho egoísta ou
preguiça ou porque fiquei machucado. Não posso
dar as costas a Ele. A tentação existe, mas a
perda seria demais.
Jesus
tem todas essas qualidades. Ele é percebido em mil maneiras
diferentes e é sábio alem de
expressão. É o nosso Mestre. É Jesus.
Não é algum tipo de historinha infantil.
Não é alguma historinha inventada sobre um deus
lá longe que criou a terra e agora senta num trono grande e
branco. Isso é sobre a pessoa de Jesus e o Seu Pai que
reinam sobre nós. Se procurarmos, se tirarmos o tempo
necessário para nos encontrarmos com Ele, absolutamente
não haverá como resisti-Lo. O problema tem sido
falta de disposição de nos entregar em Suas
mãos tão capazes e amáveis. A Sua
integridade de caráter é além do que
podemos imaginar. Mas muitas vezes não enxergamos por causa
do nosso distanciamento, nossa tendência de nos ocuparmos de
mais, de sermos muito egoístas, muito desleixados ou de
simplesmente não tirarmos o tempo para sermos conquistados e
atraídos por Ele.
O Pai
sabe que se gastarmos o tempo para estar com Ele em Seu Filho,
então Ele nos demonstrará o Seu
caráter de tal maneira que Ele será absolutamente
irresistível. As qualidades do Seu caráter
são invencíveis. Há algo em estar com
Ele que lançará você longe de todas
estas outras coisas que o deixam pesado e cabisbaixo. De repente
você fica deslumbrado por uma coisa que está fora
da sua existência corriqueira. É JESUS! E Ele
está nos convidando para vir e andar com Ele. Ele o
deslumbrará com todas as Suas qualidades de bondade,
misericórdia e perdão eterno.
Você
verá o Seu sorriso e o brilho em Seus olhos. Verá
como a brisa suave levanta Seus cabelos. Verá,
ouvirá e experimentará coisas que o levam para
uma outra realidade, e lá tempo não
existirá mais (Ap. 1:12-18). Verá Sua
liderança e Sua força. Verá como tem
uma resolução contra o pecado. Verá
que Ele tem um foco e visão clara sobre o que a vida
realmente é para ser. Ouvirá até as
profundezas das Suas risadas e sentirá o calor dos Seus
abraços encorajadores.
Venha
e siga-O. Mostrará liderança a você.
Mostrará o que significa força.
Demonstrará um caráter sólido e uma
qualidade de vida que fascinará você tanto que o
levará a querer estar ao Seu lado porque onde Ele
está é seguro e protegido. Mostrará
bondade e capacidade de sentir as coisas que penetrarão seu
coração e a sua vida. Se você vier a
Ele e deitar a sua vida miserável e egoísta, Ele
o lavará e o purificará, e colocará o
Seu Espírito dentro de você. Então, Ele
ressaltará os diamantes e rubis e as pedras preciosas que
estão lá. Tornará estas coisas
visíveis. Fará você ser rainha;
fará um rei de você.
O Seu
desejo é construir um exército de seguidores e
isso não é apenas alguma teoria que é
lógica ou doutrinária, coisa do tipo:
“Siga-me ou irá para o inferno!” Bem,
isso é verdade, mas não tem nada a ver com o que
Jesus veio para mostrar aos doze. Você acha que eles estavam
seguindo Jesus pelos campos porque Ele apontou o dedo e os
ameaçou que iriam para o inferno se não O
seguissem? Você recorda alguma passagem desse tipo? Foi isso
que Ele fez quando orou ao Pai a noite toda? Será que Ele
perguntou ao Pai: “Mostre-me o que Eu devo dizer” e
então ficou em pé e disse:
“Vocês doze, venham comigo ou vão para o
inferno”? Não. Eles queriam
estar com Ele porque viram algo nEle que os deixou maravilhados. Viram
Sua sabedoria, bondade e paciência. Viram
liderança forte e caráter sólido. Eles
enxergaram alguém que podia sofrer as pauladas da vida e
encarar as coisas com um sorriso nos Seus lábios e coragem
nos Seus olhos. Eles queriam ser iguais a Ele, queriam estar
com Ele! Não iriam para outro lugar porque
não havia nenhum lugar onde queriam estar a não
ser ao lado dEle (Mt 4:19-22, João 6:68, At 5:20, At
3:19-20).
Ele
não precisava ameaçá-los, e
também não está nos
ameaçando. Ele está nos convidando a
vê-Lo por quem Ele é, e ver as qualidades
atraentes e a personalidade espetacular que Ele tem para que possamos
desejar estar com Ele, nessa vida e na próxima. Eu quero ser
igual a Ele quando crescer. Realmente quero.
Não
vai demorar, Jesus vai voltar para a Sua Noiva a qual já
terá se preparado. E a vontade do Pai para nós
não é que freqüentemos
a noiva, mas que sejamos a Noiva…
não para freqüentarmos a
casa, mas sermos a Casa. Se der uma olhada no
Velho Testamento verá que o Seu desejo sempre foi ter uma
Casa, não somente ser o Dono de pessoas salvas. O Seu desejo
é ter uma habitação, um lugar onde Ele
possa viver nesse planeta que Ele criou. Jesus nos disse em Lucas 17
que o Seu Reino não está aqui ou ali, mas que
está entre pessoas
que aumentaram o espaço no seu
coração, tirando as coisas do mundo,
desejos carnais, apetites e ambições. Precisamos
ser aqueles que abriram espaço para Jesus em seus
corações como Jesus ensinou em João 8.
Isso é a essência da Ekklesia, Seu Corpo vivo, a
Igreja.
Jesus
não veio para somente perdoar pecados, por mais maravilhoso
que isso seja, e nem para simplesmente nos fazer pensar sobre os Seus
ensinamentos. Jesus veio para que pudéssemos experimentar a
mesma vida com o Pai que Ele experimentou—não
meramente viver aqui, morrer, e depois ir ao céu. Como a
Bíblia diz, Ele veio aqui para que pudéssemos
viver “no poder de uma vida
indestrutível” ao experimentarmos a mesma
comunhão, vida e amor com o Pai e com os Seus
irmãos que Jesus experimentou.
Ser
“salvo” é muito LONGE de ser o final da
História. Assim como foi com o Nascimento de Jesus, o nosso
Nascimento é SOMENTE o Começo de uma
História muito poderosa que o Pai quer falar
através de nós (Cl 1:26-29, Gl 4:19,
João 7:38). O Seu desejo é que Cristo seja
formado em nós e que nós (Seu Povo, Sua Noiva,
Sua Casa, Sua Ekklesia) sejamos a expressão da
glória plena de Jesus de Nazaré no planeta terra
nestes dias de hoje. O desejo de Deus não é
somente para indivíduos serem reflexos de Jesus, mas que
JUNTOS, como um corpo, sejamos uma representação
exata de Jesus.
E o
realizar ou executar dessas “riquezas
insondáveis” tem tudo a ver com a maneira que
vivemos as nossas vidas juntos todos os dias. Muito do que
religião e cristianismo têm feito durante muitos
anos é nos ensinar grandes ensinamentos sobre
Jesus e Sua Igreja. Chegou a hora de passarmos da fase de aprender
ensinamentos sobre a igreja para ser a
igreja (Ef 3:10, Mt 16:18).
Podemos
somente SER Sua igreja e viver Sua Vida ao amarmos uns aos outros e
compartilharmos nossas vidas uns com outros cada dia. Podemos ajudar um
ao outro a conhecer Jesus melhor ao ajudar um ao outro a deixar o
pecado, amar mais um ao outro, e cuidar das necessidades dos outros
mais do que cuidamos das nossas próprias. Estes
são os ensinamentos de Jesus. É assim que Ele
viveu Sua vida por nós e agora Ele tem nos chamado a viver
assim um pelo outro. Assim é como a
Noiva é “preparada” para a volta do seu
Noivo, Jesus. Tornamos-nos mais e mais lindos ao aprender como
verdadeiramente amar um ao outro mais. Ao
despedir-nos do nosso egoísmo e orgulho que nos separa, ao
abrir prontamente os nossos corações e sermos
vulneráveis um com o outro, então o
Espírito de Deus, a Graça de Deus e o Amor de
Deus derramam-se sobre nós... e tornamos como a Noiva
formosa PRONTA para a volta do nosso Noivo, Jesus.
Isso
é Igreja—viver dessa maneira todos os dias,
não freqüentando a casa de
Deus, mas sendo o lugar onde Deus Habita. Isso
faz com que nossas casas, nossos lugares de trabalho e a nossa Igreja
tornem-se um só. Não há mais barreiras
entre meu coração e o seu e não
existem mais barreiras entre minha casa e a sua. Eu abandono
egoísmo, orgulho, preguiça e incredulidade, e amo
os outros como Jesus me ama. Quando todos fazem isso, do menor a maior,
Jesus derrama o Seu óleo de cura e somos a Igreja, uma Noiva
bela. Jesus não veio para nos fazer mais inteligentes. Ele
veio para nos dar Vida
em toda sua plenitude, para que pudéssemos experimentar a
Sua Vida diária um no outro e não dizer palavras
emprestadas e cantar e orar palavras religiosas de vidro colorido. VIDA!
Jesus:Construtor
e Projetista Construindo
com Bons Materiais
O que é a Igreja e o que
é um Cristão?
A
Bíblia ensina que Deus não habita em casas feitas
por homens. Efésios 2 e muitas outras passagens na
Bíblia dizem que nós somos
a morada ou habitação de Deus pelo
Espírito—a Igreja. Quando você anda
pelas ruas, você geralmente consegue identificar um
edifício religioso porque ele se parece com um. Mas, sendo
que a verdadeira Igreja é feita de pessoas e
não é um prédio, então
como ela realmente é? Como se nota a
diferença entre a verdadeira Igreja e a falsa?
Você
se tornava um membro da igreja antiga do Velho Testamento por causa de
quem seus pais eram (Judeus). Se você basicamente acreditasse
na coisa certa e seus pais fizessem parte desta igreja, e
você “freqüentasse igreja”
regularmente e pagasse o dízimo, então era membro
da “igreja”. Na Igreja do Novo Testamento
de Jesus, isso não é verdade—você
precisa dar seu coração para Deus.A profecia sobre o Novo Testamento
diz que a Igreja que Deus edifica (Jr 31, Hb 8, Hb 10) é a
Igreja verdadeira e TODOS os seus membros
conhecerão o Deus Vivo, do menor ao maior. A
Igreja SÓ pode ser entendida dessa maneira. Qualquer coisa
menos do que isso pode ser bem intencionada e boazinha e religiosa
(até com pessoas Salvas envolvidas), mas NÃO
é a Igreja de Jesus Cristo, um Candelabro local, se for
pessoas somente “freqüentando” algo
agendado no calendário sem vidas interligadas e diariamente
juntas (1Co 12).
A
Igreja verdadeira feita de pedras vivas que Jesus vê e ama
precisa ser feita de materiais bons. Se a
edificação é feita de materiais
defeituosos, você sabe que ela cairá. Se a madeira
que sustenta o telhado estiver podre, ele cairá. Tijolos que
são fracos, não feitos corretamente, ou feitos de
material inapropriado, não podem sustentar peso e
irão desmoronar. Do mesmo modo, se tentarmos construir a
casa de Deus de material inadequado, também
cairá. Se uma pessoa realmente não conhece
Deus, ela não pode ser um membro da Igreja de Jesus. Para
que a Casa que Deus está construindo de homens e mulheres
resista, ela não poderá conter pedras ruins (1Co
3-5).
Então
isso quer dizer que a Igreja, ou os indivíduos, precisam ser
perfeitos? Claro que isso não é
possível (1João 1). Mas de acordo com a Palavra
de Deus, É NECESSÁRIO que cem por cento dos
membros “amem a Luz” e “amem a
Verdade” e genuinamente relacionem-se com Deus de maneira que
“carne e sangue não têm
revelado”. SIM, isso é
necessário (Mateus 16:16-18, João 3:19-21,
1João 1-3, Ezequiel 11:19, Ezequiel 36:26, Jeremias 31:34). É
sobre isso que Jesus disse que construiria SUA Igreja, se era para ser
SUA Igreja. Qualquer outra coisa seria como construir uma casa com
tijolos fracos ou madeira podre. A Casa que Jesus edifica é
a melhor casa no mundo, e Jesus somente usa materiais
autênticos e bons para edificar a Sua Casa.
Mais
uma vez, isso NÃO quer dizer que toda pessoa é
perfeita. O que quer dizer é que toda pessoa quer amar e
obedecer a Jesus e ela não menospreza a ajuda dos outros que
querem ajudá-la a amar e obedecer a Jesus e ela quer esse
tipo de ajuda. Bom material de construção para a
Casa de Deus é quando a pessoa “ama a
luz”, de acordo com Jesus. Material de
construção ruim, como madeira podre, é
alguém que não quer essa ajuda. Essa pessoa diz:
“Não me julgue. Cuide da sua própria
vida”. Ela diz de maneira defensiva: “Tire a trave
do seu próprio olho”. Isso é material
de construção ruim, o qual Deus disse que
não é aceito na Sua Casa. Jesus não
vai construir a Sua casa dessa maneira. Isso é madeira podre
e será completamente eliminada do meio do povo (At 3:23, Mt
18, 1Co 5). Numa igreja Verdadeira, uma pessoa que age dessa maneira
não é bem-vinda. Não importa quanto
dinheiro ela tenha ou quanto conheça a Bíblia.
Essa pessoa pode ser até mesmo um
“líder”, mas se não tem um
espírito sensível aos ensinamentos de Jesus,
então não pode ser parte da Igreja verdadeira de
Jesus, que é feita no Espírito. Se ela, depois de
resistir a amor e súplicas, ajuda e paciência,
é permitida a continuar entre o Povo de Deus, seria, da
nossa parte, desprezar Jesus por ignorar os Seus mandamentos.
Se
alguém é salvo, TERÁ o
Espírito Santo (Rm 8:9 Gl 3, Ef 1). E a PROVA de que tem o
Espírito Santo habitando nele (não importa
quantas vezes lhe conta um grande “testemunho” e
diz “Senhor, Senhor!” Mateus 7) é que
ama obedecer. É uma nova criatura e agora ama a Luz, e ama a
Verdade (2Ts 2:10), e “como um bebê
recém-nascido”, “almeja” que a
Palavra de Deus seja aplicada
na sua vida(1Pedro
2). Se uma pessoa tem o Espírito Santo, ela
amará a Luz e amará a Verdade... e
então a sua conduta começará a mudar.
Ela se arrepende do modo como trata seu marido ou esposa, e muda. Ela
se arrepende do modo como trata os colegas de trabalho, as suas
crianças, ou os vizinhos, e muda seu comportamento. Ela se
arrepende dos pecados passados e maus hábitos; muda e se
torna mais madura.
O
presente do Espírito Santo é o
depósito que garante a herança dela.
“Esse é o veredicto” disse Jesus em
João 3. É isso que separa uma pessoa inocente de
uma pessoa culpada. Não que todas são perfeitas,
mas TODAS aquelas que têm seus pecados perdoados
“amam a Luz”. Elas têm o presente do
Espírito que antes não tinham. Agora, de
lá do fundo, os seus corações de pedra
já se tornaram corações de carne,
sensíveis. Do fundo do seu interior, Deus está
fazendo-as manter os seus mandamentos e decretos. Elas se preocupam
profundamente com as palavras de Jesus sobre como agem. As ovelhas
conhecem a voz do Pastor porque elas têm o
Espírito de Jesus. As ovelhas dizem: “Eu quero
seguir Jesus! Conduza-me nessa
direção”. As cabras dizem:
“Deixe-me só! Eu faço milagres! Eu dou
meu dinheiro para os pobres! Sei de muita coisa. Eu sou melhor que
você e não me preocupo com o que você
diz”.
Um
Cristão, um participante da Nova Aliança, ama a
Verdade (2Ts 2:10) e ama a Luz (João 3:19-21), e agora se
tornou “participante da natureza DIVINA” (2Pe 1:4,
Rm 6:1-14). Essa é a prova de que o Espírito vive
nele ou em qualquer um de nós. Não precisamos
apenas aceitar a palavra de qualquer um só porque diz:
“Senhor! Senhor!” Somente uma pessoa
que entregou a si mesma e sua vida a Jesus e então foi
Tocada pelo Céu e Habitada pelo Criador das
Galáxias é realmente salva e um
“membro” da Sua Igreja local (Rm
8:9-11, Lc 9:57-62, João 1:12-13, 3:16-21, 1João
3:8-10, 5:18-20).
Um
Verdadeiro Candelabro, uma Igreja autentica, é LIMITADA
(isso quer dizer 100% dos “membros”!)
àqueles que já tiveram uma
revelação do Filho “que carne e sangue
não têm revelado, mas é o Pai no
Céu que tem se revelado a eles”. Não
é sobre proximidade, ou conhecimento nem
“compromisso” ou
educação/formação.
É sobre um encontro com Deus Pai, na Pessoa do Seu Filho,
onde a morte produz uma Vida que exemplifica Deus, Vida Zoe, que não
vem de algo (João 3:5-8, João 12:24, Rm 6:1-14,
Gl 6:14-17). Com certeza existem aqueles que precisam de
“cuidado especial” e outros que estão
decidindo no seu “mais um ano” (João
13:8-9, João 15, 1João 2:19, Judas 11-25).
Ou
temos Vida SOBREnatural com Ele e um com o outro, ou NÃO
é Cristianismo Bíblico e NÃO
é uma Igreja legítima. Com certeza existem
pessoas Salvas “freqüentando”
organizações que não são
realmente Igrejas, embora dizem ser igrejas. Isso é um outro
assunto. Simplesmente estamos dizendo que não vamos tocar o
Seu Trono (vamos somente alcançar o nosso “psuche”,
emoções e sentimentos) se não vivermos
lado a lado em Vida ZOE
juntos—momento a momento conectados ao Cabeça e um
ao outro. Um “culto” cerimonial que é
feito “para a Sua glória” ou para
aprender mais fatos sobre Ele, ou para descer fogo do Céu
com nossa música—historicamente, isso
têm mudado poucas vidas para se tornarem a imagem do Filho.
Ou estamos compartilhando na Essência da Divindade juntos
diariamente, ou não é Vida Eterna, nem um
Candelabro e Igreja, como definido por Deus. “Um pouco
fermento leveda a massa TODA”.
Não
devemos ser bebês que dizem coisas certas, mas não
vivem como Jesus vive. E a Igreja não é uma
coleção de Cristãos impostores que
dizem as coisas certinhas mas não têm o
Espírito de Jesus vivendo, como Pessoa, no seu interior.
Jesus é um grande Construtor. Ele não vai
edificar com pedras que se esfarelam ou madeira podre. Ele quer
construir uma Casa Gloriosa para morar—uma que é
digna do Rei que Ele é. Por isso os materiais de
construção na Casa de Deus precisam ser da melhor
qualidade. A verdadeira Igreja que é feita por Deus,
não por mãos de homens, é feita de
pedras vivas—Cristãos verdadeiros—e
nunca com pedras mortas, tijolos, ou feno. Jesus irá
construir somente com materiais de construção
bons. Se nos casamos com Ele em Aliança e Juramento,
deixamos todos os outros amores, Nascemos duas vezes, temos
corações abertos, amamos os Seus ensinamentos,
realmente queremos mudar as coisas em nossas vidas que precisam mudar,
e viramos o nosso rosto a Ele em momentos de adversidade ou
dificuldade, pedindo a Ele e a nossos irmãos e
irmãs por ajuda, então somos lindas pedras vivas
para a Casa em que Jesus mora. Nós podemos e devemos ser uma
Noiva gloriosa para Jesus. Esta é a Boa Nova do Reino de
Deus.
Construindo pelo Padrão e Projeto
dEle
Vivendo Juntos Diariamente
Agora
que definimos quais são os bons materiais de
construção para a Casa de Deus... considere isso:
Suponha que peguemos todos os materiais de
construção que são adequados para a
casa, todas as pedras boas, toda boa madeira e todos os bons materiais
que Jesus escolhe para a Sua Casa e façamos uma pilha. O que
teríamos? Ainda não teríamos uma casa.
A Casa de Deus requer mais do que simplesmente bons materiais de
construção (Cristãos verdadeiros).
Só porque você tem todos os materiais da casa
empilhados no chão não quer dizer que
você tem uma casa para passar a noite. Aquela pilha
não vai protegê-lo da tempestade, não
importa quão bons os materiais sejam.
A
fim de ser uma Casa boa para Jesus morar, a Casa de Deus precisa ser
construída por todos juntos usando o padrão
e projeto
dEle. A Sua Casa é construída de pessoas, Suas
pedras vivas e Ele tem um modo pelo
qual precisamos construir nossas vidas juntos. As
Escrituras chamam Jesus o Mestre Arquiteto. Devemos nos importar
profundamente com a Sua Planta, Seu Plano.
Deus
tem muitas pessoas maravilhosas por todo o mundo. O que vem acontecendo
com freqüência nos últimos 2.000 anos
é que essas pessoas têm desejado mudar suas vidas
e agradá-Lo, mas tem se frustrado. Elas não
têm conseguido encontrar seu pleno potencial e realmente
servi-Lo bem. Elas querem isso de todo coração,
mas falham vez após vez. A razão de falharem
é porque muitas vezes nós construímos
do jeito errado. Nós não construímos
de acordo com o padrão, o projeto que Deus nos deu. Quando
alguém se esforça para fazer algo, mas se
esforça de maneira totalmente errada, raramente
será bem sucedido, não importa o quão
sincero seja.
A Casa
de Jesus é feita de acordo com o projeto e o
padrão dEle, não com o
nosso. E o Seu projeto é “cem pais,
mães, irmãos e irmãs”. O Seu
projeto é que devemos “confessar os nossos pecados
uns aos outros” e ser curados. O Seu projeto
incluí “carregar os fardos uns dos outros e assim
cumprir a lei de Cristo”. O Seu projeto é que
sejamos “um, assim como Ele e o Pai são
um”. O desejo de Deus não é ter pedras
separadas que se ajuntam nos domingos para
“freqüentar” uma palestra ou um culto, mas
o Seu desejo é uma família construída
todos os dias, interligada em todas as áreas da vida
cotidiana como Família.
Jesus
já escolheu o projeto da Sua Casa e é o mesmo em
todo país, qualquer que seja a língua ou a
cultura. O projeto é que todo o povo de Deus dê a
sua vida para amar e servir um ao outro todos os dias como uma
Família, juntos. A verdadeira igreja de Jesus, projetada da
Sua maneira para ser forte, precisa ser uma Família todos os
dias. Comem juntos de casa em casa, servem uns aos outros e ajudam uns
aos outros em muitas maneiras todos os dias. Falam as palavras de Deus
uns aos outros diariamente para ajudar cada um a se tornar mais como
Jesus. Quando vêem pecado, fazem uma caminhada e conversam
sobre isso, juntos. Não esperam até
“domingo” para ouvir alguém pregar um
sermão sobre o assunto. A Intenção de
Deus (Ef 3:10, 1Pedro 2) é que sejamos todos sacerdotes
diariamente e embaixadores de Deus um para o outro e para o mundo
“ao levantarmos, sentarmos, e andarmos pelo
caminho”.
Somos
todos chamados para sermos sacerdotes para Jesus. Somos todos chamados
para levar a palavra de Deus e ajudar um ao outro. Isso significa que
se você visse seu vizinho ser egoísta ou com
raiva, ou bebendo, ou com orgulho que quebra o
coração de Jesus, então cada um de
nós toma a responsabilidade para ajudar um ao outro a mudar.
Isso se aplica todos os dias. Não tem nada a ver com
domingos. A verdadeira Igreja de Jesus é feita de Pedras
Vivas e o projeto da Casa é ser Família todos os
dias. Não é algo que
“freqüentamos”, mas é algo que
somos todos os dias.
Vê
agora como tudo isso é ligado? SÓ COM
RELACIONAMENTOS do DIA-A-DIA você irá saber se
alguém ama a Luz e a Verdade, e então
é um filho de Deus. Algumas reuniões durante a
semana nunca permitirão a qualquer um saber se
alguém ama a Luz e se encontra fraco, ou se ele odeia a Luz
e então ainda não é Salvo. O plano de
Deus é um tesouro em vasos de barro. O plano de Deus
é um sacerdócio de crentes. O plano de Deus
é para o seu povo “admoestar um ao outro
diariamente”. Quando realmente vivemos isto juntos, um
benefício é que todos os verdadeiros filhos de
Deus se tornam cada vez mais maduros. Outro resultado de caminhar junto
como foi a intenção de Deus é que se
alguém não amar a luz, é exposto como
sendo um fingidor. Se não quiser
correção, se não se preocupar com o
que Jesus diz sobre estas coisas, se ficar bravo e arrogante,
então é exposto como sendo um Cristão
impostor. Torna-se claro que nunca realmente deu a sua vida a Jesus
porque a verdade é que não pode ter o
Espírito Santo e não ama a Luz (João
3, 1João 1, 3).
Se
construirmos dessa maneira—mudando as nossas vidas
egoístas ou preguiçosas, e realmente aprendermos
como amar um ao outro, como família, cada dia, assumindo a
responsabilidade para servir e amar um ao outro com a palavra de
Deus—então será uma Casa onde Jesus
poderá morar e poderá amar. Será uma
Casa com um bom projeto na qual será fácil para
Jesus e para todos nós morarmos e fazermos dela o nosso lar.
Jesus
disse que se colocarmos a Sua palavra em prática, quando as
tempestades vierem (e virão), a casa ficará
firme. Permanecerá de pé porque está
construída sobre a rocha de “colocar a Sua palavra
em prática” e não somente pensar ou
cantar sobre a Sua palavra. Se só cantarmos sobre ela,
orarmos, e falarmos sobre ela e não mudar a maneira que
vivemos para colocar em prática a Sua palavra um com o
outro, então quando as tempestades vierem a nossa casa
será colocada em ruínas e destruída,
não importa quão bonita ela aparente ser hoje.
É o que Jesus prometeu em Mateus 7. Portanto, seja firme em
construir como Ele constrói e FAZER algo sobre as Suas
Verdades. Obedeça-as, e as tempestades não
vão trazer danos a você.
Da
mesma maneira que um pequeno pássaro ou um pequeno coelho se
esconde debaixo de uma rocha quando as tempestades vêm,
você também pode se esconder no abrigo das asas de
Jesus se construir da maneira que Ele lhe pede. As tempestades
vão balançar arvores e mover objetos pesados.
Haverá estrondos e os raios vão cair. Mas se
construir da maneira de Jesus e olhar para Ele quando vierem,
estará seguro no abrigo das Suas asas. As tempestades
violentas passarão e o sol brilhará. Os
pássaros cantarão outra vez e a vida
voltará com um novo frescor. Será uma Casa muito,
muito forte e bem Projetada. Quando as tempestades vierem e assolarem a
Casa, ela resistirá porque foi feita somente de
bom material e porque o projeto foi bom. Muito pouco dano
será feito a essa Casa maravilhosa, e estaremos todos
seguros. Assim como o Pai foi muito específico sobre os
materiais e o projeto que Noé deveria usar para construir a
Arca, também Jesus tem um plano para os materiais e o
projeto para a Casa dEle. E o Seu Plano, na Nova Aliança,
não é um homem santo dando uma palestra para um
grupo de pessoas “marcando ponto” num culto, mas
suas vidas estão desconectadas. AGORA é
“cem mães, irmãos,
irmãs”—relacionamentos que
são profundamente interligados intimamente e diariamente
“do menor até o maior” de pessoas que
amam a Luz.
Estas
são as Boas Novas do Reino de Jesus. Ele disse:
“Meu Pai tem muito zelo pela casa que está sendo
construída.” O Pai deseja ardentemente que
construamos Sua casa da Sua maneira. Em muitos países e
cidades, raramente a casa é construída da maneira
que Jesus quer que ela seja construída. Em quase toda
“igreja” em quase todos os paises existem pessoas
que se ajuntam com rituais e tradições e dali
seguem caminhos diferentes para viverem suas vidas como bem entenderem.
Talvez pequem sem se importarem ou talvez tentem não pecar.
Mas não é uma casa porque não
são uma Família todos os dias, juntos.
É somente quando todas as pedras são
cimentadas uma na outra pelo cimento da prática do amor e da
vulnerabilidade, e construídas de acordo com o projeto de
Deus que se torna um lugar que Ele pode chamar de Seu lar. Mesmo que
você seja uma pedra viva muito boa e tente viver uma vida
santa, você ainda é somente uma pedra. Se eu
colocar essa pedra no chão, ainda não seria um
lar para Jesus. Ele não quer somente boas pedras individuais
espalhadas pelo campo. Devemos exigir de nós mesmos,
até mesmo nos forçar, para sermos unidos e
ajustados a outras pedras. Todos os dias precisamos exigir de
nós mesmos que sejamos unidos e ajustados com as outras
pedras, diariamente de acordo com o projeto de Deus para a Casa, ao
“levantarmos, ao sentarmos, ao andarmos pelo
caminho” juntos. Lavar roupa juntos e ir ao mercado juntos.
Ao trabalharmos no campo, fizermos tijolos, cortarmos lenha, ou
prepararmos as refeições, vamos fazer juntos
para que sejamos uma Família, em vez de muitos
indivíduos ou muitas famílias. É no
meio dessas atividades de vida cotidiana que construímos
nossa Fé, Esperança e Amor juntos. Essas
atividades cotidianas, compartilhadas juntos como Família,
são as “janelas da alma” que nos permite
realmente lavar um ao outro na água da Palavra,
diferentemente da religião faz-de-conta de
“freqüentar” cerimônias
religiosas e louvorzão com palestras de homens santos. Jesus
não está construindo nada além de
família.
Jesus
disse que se você realmente obedecer a Minha vontade,
terá cem pais, mães, irmãos,
irmãs—não cem vizinhos, mas cem membros
de família muito apegados. Essa é a vontade de
Deus. Estes são os ensinamentos de Jesus
Cristo—que Ele constrói Sua casa com bons
materiais. Materiais ruins não têm vez se
não mudarem quando escutarem as palavras de Jesus.
Construindo para Ser Forte
Coragem para Mudar
A
maioria das pessoas, depois de dez anos como Cristão num
lugar religioso controlado pelo clero e baseado em marcar
presença, não é muito mais forte do
que era após o primeiro ano. Isto não
é bom. Se nosso filho de um ano crescesse até os
dez anos mas ainda não fosse mais forte ou sábio
do que quando tinha um ano, isso seria muito triste. Se você
tivesse uma criança de 10 anos na sua família que
ainda estivesse fraca como uma de um ano, que ainda não
pudesse falar ou andar melhor que uma de um ano, como pai ou
mãe isto partiria seu coração,
não é mesmo?
Como
você acha que nosso Pai no céu se sente quando
todo Seu Povo deveria ser forte e sábio e “cheio
do Espírito Santo e de sabedoria” e
“deveria até mesmo poder já ensinar
outras pessoas”, “não mais
criancinhas” fazendo a obra de Deus...mas ainda muitos de
nós não somos mais fortes do que
crianças de um ano? Isso é verdade pelo mundo
afora, e parte o coração de Deus. Não
podemos cantar músicas o bastante nem
“pregar” sermões o bastante para mudar
isso, porque nós não temos construído
a Casa de Deus do modo de Deus.
Deus
projetou a Sua Casa para ser edificada de modo que o pecado possa ser
redimido e esmagado. A maneira de Deus “ter Igreja”
permite que relacionamentos sejam curados e pecado e fraqueza sejam ser
removidos. Isto é o coração de Deus
para Seu povo pelo mundo todo. Queremos falar sobre como boas pessoas
podem alcançar seu potencial agora.
Podemos permitir que os dons no Corpo de Cristo sejam ajustados para
formarem uma habitação de Deus, cheia de Sua
Glória. Deus tem uma maneira como Ele quer nos edificar para
que o poder do pecado seja esmagado em vida real e não
sejamos mais escravos de todas as nossas fraquezas. O plano de Deus
é construir relacionamentos e não ter problemas o
tempo todo. Deus tem um jeito maravilhoso de construir Sua Casa com
pessoas maravilhosas. Até hoje, religião no
mundo, no modo geral, tem construído a Casa de Deus
erroneamente, com homens sendo patrões e elevados a
posições intocáveis, e a
definição de “igreja” sendo
“freqüentar” reuniões.
Nós não sabíamos como construir, mas
agora nós precisamos aprender como construir. Deus disse que
precisamos “ver bem como edificamos”. Existem
verdades especiais que sempre estiveram na sua Bíblia que
podem mudar a sua vida e mudar a maneira que a Igreja é
expressada, para exaltar mais alto nosso Rei Jesus e ver o Sonho dEle
realizado!
Deus
quer construir a Sua Casa para que possamos todos ser mais forte
juntos. Ele quer construir a Sua Casa para que as portas do inferno
não mais prevaleçam. Deus quer construir a Sua
Casa para que os relacionamentos possam ser curados. Ele quer construir
a Sua Casa para que Ele possa ser mais livre para curar nossos corpos,
nossas mentes e as nossas almas. Ele quer construir a Sua Casa para que
possamos ser fortes e sábios, e as Boas Novas de Jesus
possam ser espalhadas com mais força do que antes.
Você
tem a coragem para ouvir essas coisas? Obedecerá a Palavra
de Deus ao ouvir essas coisas? Terá a coragem de mudar a sua
vida custe o que custar? Se você tiver a coragem de obedecer
e se ariscar, pode continuar a ler.
Jesus:Líder e Cabeça
Liderança de Jesus
Samuel X Saul
Em
paises por todo o mundo, temos todos feito um erro muito grave sobre
liderança na Igreja. Em muitos lugares a pessoa que estuda a
Bíblia no seminário ou instituto
bíblico, ou a pessoa que é bem sucedida nos
negócios ou que fala bem vai ser a pessoa que se torna o
líder ou o “pastor”. Temos visto na
Índia e em outros paises, muitas vezes, que a pessoa que tem
uma bicicleta e sabe ler é escolhida para ser o
líder. Isto não é como Deus faz! A
liderança de Deus não é baseada em
quem consegue ler, ou quem sabe mais, ou quem consegue falar melhor, ou
quem tem a melhor experiência de negócios, ou
aquele que é mais rico, educado, ou mesmo aquele que
é charmoso ou tem uma boa aparência ou que tem uma
bicicleta.
Deixe-me
descrever para você dois lideres muito diferentes um do
outro. Um é um líder de
coração, resultado de um relacionamento atual com
Deus. O outro é um líder por
posição que talvez tenha um título e
possivelmente seja “líder oficial”
à frente, o patrão oficial. Jesus disse que
liderança posicional não deveria
existir. Os líderes da Igreja são
aqueles que estão andando o mais próximo de Deus
HOJE. Se um irmão ou irmã não
está andando próximo de Deus hoje, talvez
não seja considerado muito como um líder. Se
alguém semana passada talvez não estivesse
tão perto de Deus, mas arrependeu-se do pecado em sua vida e
agora é mais capaz de ouvir Deus, ele é mais como
um líder essa semana do que era semana passada.
“Ser um líder” é resultado de
um relacionamento com Deus e com o povo de Deus. Não
é por causa de título ou de
posição. Temos muitos líderes na
cidade onde moro, mas não temos
“oficiais”. Um líder essa semana talvez
não esteja um na próxima semana. Jesus disse que
toda autoridade no céu e na terra pertence a ELE. Isso ainda
é verdade. Então, o tanto quanto podemos ouvir
Jesus, a quem pertence toda autoridade, vai ser o mesmo tanto de
autoridade que alguém tem—somente o tanto que ele
dá ouvidos a Jesus. Ponto final. Jesus disse que
“toda autoridade no céu e na terra”
pertence a ELE. Uma pessoa que não conhece ou obedece a
Jesus somente pode ser um líder alegórico. Talvez
precise-se obedecer de acordo com a consciência tal pessoa se
ela tiver uma “posição”, mas
realmente só é
“líder” conforme conheça, ame
e obedeça ao Cabeça, Jesus.
Na
Bíblia encontramos um exemplo desses dois tipos de
líderes que são muito diferentes um do outro. Os
dois, Samuel e Saul, eram líderes do povo de Deus, Israel.
Samuel era um homem de Deus que tinha influência em toda uma
nação porque conhecia Deus. Samuel teve muitas
das qualidades de um rei em Israelmas Samuel não era um rei!
Entretanto, Saul foi chamado de rei. Israel queria ter um reiqueria ter
um homem sendo o patrão. Eles queriam alguém para
tomar o lugar de Samuel, e queiram um “rei” como as
nações ao seu redor tinham. De alguma forma a
liderança pode aparentar ser similar, mas Samuel
não tinha uma
“posição” de autoridade.
Samuel tinha o seu relacionamento com Deus como base, e Saul tinha a
sua posição/cargo como sendo base. Samuel
não tinha nenhuma posição, casa
pastoral, nem salário. Ele não foi nomeado para o
“encargo” de rei. Samuel era simplesmente um homem
de Deus que era respeitado tanto quanto um rei, mas não
tinha nenhum cargo nem posição. Ele
não era um rei. Ele não era um
“pastor”. Simplesmente amava Deus de todo
coração. E porque ouvia Deus, ele tinha
influência. Ele não tinha nenhuma
posição... ele tinha influência. Se
um homem realmente conhece Deus, ele vai ajudar o povo de Deus. Se ele
for chamado por Deus, ele ativamente ajudará as pessoas.
Novamente direi: Um verdadeiro homem de Deus não tem nenhuma
posição... ele tem influência.
Jó, capitulo 29, é uma
descrição de um homem respeitado por Deus e
homens, e temido e odiado por satanás. Um homem assim
não precisa de nenhum cargo, titulo ou salário.
Se você for como Jesus, não precisará
de nenhum “poder”.
Como
um exemplo, se eu sou um marceneiro, eu trabalho com madeira.
Faço cadeiras, mesas ou estantes de madeira sendo um
marceneiro. Se eu sou um pedreiro, então eu faço
coisas com tijolos e massa. Algo que eu faço de tijolos e
massa é a prova de que eu sou pedreiro. Algo que eu
faço de madeira é prova de que sou um marceneiro.
Bem, na Bíblia a palavra “pastor” se
refere ao dom de pastor, funcionando diariamente
entre o povo de Deus entre outros donsnão como um chefe ou
“cabeça falante” numa
reunião. Onde está a prova de que eu sou um
pastor? A prova é que eu amo o povo de Deus! Ajudo-os dia e
noite. Não preciso de um cargo para fazer isso.
Não preciso de um título. Não preciso
ser o patrão. Eu simplesmente amo pessoas com o dom que
tenho e ajudo-as. A prova de que sou marceneiro é a cadeira
que fiz. A prova de que sou um pastor é que eu alimento o
povo de Deus todos os dias, e eles estão mais
próximos de Jesus por causa de mim. Quando vejo
alguém que faz parte do povo de Deus com fome, isso parte
meu coração. Quando vejo alguém que
faz parte do povo de Deus com problemas ou em perigo, o
coração de pastor dentro de mim corre
atrás dele para protegê-lo. Isso é
prova de que sou ungido por Deus para ser pastor. Não
preciso de um crachá. Não preciso de um
certificado pendurado na parede nem de um diploma de
seminário. Preciso de um coração para
amar e fazer o trabalho de Deus e então vou produzir fruto
sobrenatural em qualquer área que Ele tenha me preparado.
Você
é um marceneiro? Então, faça cadeiras.
Você tem o dom de pastor? Então ame as
pessoasdando-lhes comida, protegendo-as e ajudando-as. Isso se aplica
para qualquer dom! A prova de qualquer dom
é o fruto que produz.
Com
certeza, o oposto de tudo isso também se aplica.
É realmente impressionante o fato de que pagãos
nas áreas de ciência, medicina e
indústria exigem que pessoas com opiniões e
críticas, que se dizem autoridades em assuntos, tenham algo
para mostrar, algum fruto em suas próprias vidas que
demonstre que elas têm o direito de pontificar ou lecionar ou
condenar outros.
É
incrível como no mundo religioso existe muito menos
integridade do que até mesmo os pagãos
demonstram. Na religião, infelizmente, as pessoas
são frequentemente mais cegas e preconceituosas.
Crítica, conhecimento, julgamentos, e até
sabotagem de relacionamentos e calúnia fluem livremente
daqueles com fruto horrível em suas vidas,
famílias, e assembléias. Incrível, mas
verdade, ao observar a religião do homem de perto e
honestamente. Uma pessoa que faz tais coisas como mentir ou difamar ou
age como autoridade em engenharia, medicina, ou negócios
podem acabar sendo presos. Mas na religião ela pode
facilmente juntar ouvintes entre os medrosos, ingênuos ou
aqueles que podem ser coagidos, chantageados ou lisonjeados a submeter
à máquina infrutífera e às
“autoridades”. Estranho, mas verdade. Isso acontece
muito porque é assim que impérios maus
mantêm seus números. Medo e
bajulação, fofoca, indiretas, calúnia
ou chantagem emocional. Não é de surpreender,
então, que Jesus não se deu bem no mundo
religioso de Seus dias. Mas, podemos aprender com Ele e
abraçar as Escrituras e procurar por Fruto, não
rumores com segundas intenções, interesses
escondidos, orçamentos e egos para proteger.
Bem, deu para entender. :)
Liderança de Jesus
Em Todo o Seu Povo
Cristianismo
falso por muitos anos tem rebaixado as pessoas. Toma poucas pessoas e
as coloca na frente como “líderes”,
deixando-as ricas, famosas e com poder, enquanto rebaixa a maioria das
pessoas. Nos Estados Unidos, na Índia, na Polônia,
na Romênia, no Brasil e em todas as partes do mundo
há Cristãos
“heróis” e há
Cristãos de “segunda classe”. Isso
é muito errado. Jesus até disse para os 12
apóstolos, em Mateus 23, não chamarem
ninguém de professor, de pai, de líder, de
mestre, de rabi, de pastor, de reverendo, porque vocês
são todos irmãos com um Pai! Não
há “heróis” em Cristianismo
Verdadeiro, exceto Jesus. Não deve haver chefes oficiais que
controlam as decisões, o dinheiro, e as pessoasexceto Jesus
em, e através Seu Povo, juntos pelo Seu Espírito.
A
Bíblia diz em Efésios 4 que quando Jesus foi ao
Céu e enviou o Seu Espírito, Ele pegou partes de
Si Mesmo e as espalhou por todo o Corpo de Cristo, a Igreja. Jesus
pegou todos os dons que Ele tinha (e Jesus tinha muitos dons
espirituais, não é?) e Ele os deu para o Seu povo
como um todo. Ele não pegou todos os dons que tinha e os
depositou no “pastor” ou em um “homem de
Deus”. As Escrituras dizem que Ele pegou todos os Seus dons e
os deu para todo o Seu corpo. A Bíblia diz que o
Espírito é depositado e dado como um Dom, como o
Espírito deseja, sobre a Igreja inteira. Se você
realmente é um Cristão, se você
abandonou sua própria vida por Jesus, então o
Espírito Santo dá a você um
dom muito especial.
E o
seu dom faz parte de Jesus. A Bíblia lista muitos tipos de
dons. O Espírito Santo, por exemplo, dá
misericórdia como um dom. O dom de misericórdia
é parte de Jesus que Ele deu a algumas pessoas. É
um dom sobrenatural. Todos nós deveríamos ter
misericórdia, não deveríamos? Mas
há uma misericórdia sobrenatural que é
um dom do Espírito Santo. E como toda a autoridade pertence
a Jesus e todos os dons que cada um de nós temos fazem parte
de Jesus, então devemos nos submeter aos dons que
estão em cada um de nós porque Jesus é
quem os depositou.
Dessa
forma, liderança está em todas as pessoas de
Deus. A Bíblia nos chama de Reino de sacerdotes. A
Bíblia não diz um Reino com sacerdotes, mas um
Reino de sacerdotes. Não há só um
grupo especial como os sacerdotes Levitas do Velho Testamento. Na Nova
Aliança todos que fazem parte do povo de Deus devem ser
sacerdotes um para o outro. A intenção de Deus
não é ter um homem santo especial que pode dar
sermões. A Bíblia diz que Jesus ascendeu ao
céu e Ele deu os seus dons a todo o
Seu povo. Ele fez um Reino de sacerdotes. Ele
pôs parte dEle em cada uma das pessoas dEle que
verdadeiramente é convertida, jovens ou velhos. É
por isso que precisamos dos dons um do outro. Precisamos de todos
os dons de Jesus. Existem centenas de dons, porque TUDO de Jesus foi
despejado na Sua Família. É por isso que Jesus
disse que todos nós devemos ser como irmãos entre
irmãos. Nós não precisamos de um homem
e um dom que fica na frente de nós. Nós
não devemos mais permitir isso. Todos os Seus verdadeiros
convertidos, aqueles em quem Ele Habita, que vivem consagrados
diariamente um com o outro e que são visivelmente dEle (Hb
3:12-14)TODOS são Sacerdotes!
Não
existe uma autoridade especial que está em um só
“homem de Deus” e todos os outros só
sentam e assistem. Por causa da maneira que os homens
construíram a igreja durante os últimos 1.800+
anos, estamos agindo como se houvesse só um dom—o
dom de “pastor”. (Ou talvez a todos os outros seja
permitido terem o “dom de dar dinheiro”!) Mas
“pastor” é só um dom! Se
construirmos erradamente, todos nós perdemos. Se um homem
é colocado à frente para ser o
“pastor”, e todos os outros só se sentam
e escutam o tempo todo, então ninguém compartilha
o seu dom. Eles só recebem os dons do
“pastor”. Isso é muito pobre e
corruptível! Se quisermos ver a grandeza de Deus, se
quisermos ver todas as nossas vidas mudadas e as vidas de nossas
crianças mudadas, precisamos de TUDO de Jesus. Os dons que
cada uma das irmãs e irmãos tem são
partes de Jesus. Até as crianças têm
dons que são partes de Jesus. Nós precisamos de
todos esses dons em nossas vidas. Somos todos irmãos. O
coração de Deus é que o dom que
você tem seja dado a mim e o dom que eu tenho seja dado a
você. Não devemos nos conformar com somente uma
parte de Jesus. Amém?
Você
entende agora por que dissemos que você tem que ter coragem?
As coisas precisam mudar! Você não pode continuar
fazendo o que você sempre tem feito. Terá que
decidir usar mais seus dons e convidar outros para fazer o mesmo.
Terá que decidir ser obediente e ter coragem. Se
você continuar a sentar-se na sua cadeira ou no
chão o tempo todo e não usar seus dons mais do
que tem usado, seus dons continuarão a se definhar.
“Aquele a quem foi dado confiança ou um dom,
terá que se mostrar fiel.” Você se
lembra do que aconteceu ao homem que enterrou o seu talento? Jesus
disse: “Servo mau e preguiçoso”.
É isso que Ele diz para nós quando não
fazemos o que devemos. Se eu não usar meu dom, ou se
você não usar o seu, seremos “maus e
preguiçosos”.
O que
aconteceria com você se fosse um corredor Olímpico
deitado numa cama e alguém pegasse uma corda e amarrasse em
volta de você? Mesmo que você fosse um atleta
campeão, se você fosse amarrado a uma cama seus
músculos atrofiariam e consequentemente você
morreria. Todo seu potencial seria perdido porque você foi
amarrado a uma cama por meses ou anos. Dá para ver como as
tradições dos homens anulam e roubam a Palavra de
Deus? O modo com que temos construído na Casa de Deus
durante 1800 anos tem amarrado a maioria das pessoas de Deus a uma
cama! Elas não puderam se levantar e correr e cumprir os
seus destinos porque homens têm construído
erroneamente, sem seguir a Palavra de Deus. Quando
construímos ou estruturamos a igreja numa maneira que exalta
um só homem ou “equipe de homens” e
apaga os dons dos outros, somos criminosos nos Tribunais Divinos por
causa dos danos e perdas que muitos sofrerão por causa do
“fermento na massa” e os Dons que não
estão sendo usados!
Normalmente
não é porque as pessoas são
“más” que se constrói
erradamente. Geralmente é porque simplesmente não
sabemos construir a Casa de Deus com o Padrão Dele. Durante
1800 anos o mundo Cristão tem confundido as
questões de quem é Cristão... de quem
é o líder... do que vida diária
deveria ser... e de como as reuniões deveriam ser. O Nosso
Pai quer restaurar essas coisas para vocês nas suas vidas
agora. Como a Palavra de Deus foi negligenciada nos dias do Rei Josias,
e a Verdade foi achada no entulho dos reinos e
tradições dos homens, assim hoje as Verdades de
Deus, que por tanto tempo foram ignoradas (mas sempre achada na
Bíblia) podem libertar homens. Deus mudará a sua
vida milagrosamente e mudará todos ao seu redor como
resultado. Essas são verdades muito poderosas e preciosas.
Não importa se tiver poucos ou muitos na sua cidade ou
vilarejo, “para o Senhor nenhum impedimento há de
livrar com muitos ou com poucos” como disse
Jônatas, o amigo íntimo de Davi..
“Aquele a quem foi dada confiança precisa provar
que é fiel”. Precisamos ter a coragem para fazer
algo sobre Verdade que ignoramos ou desobedecemos no passado. E Ele
Mesmo será seu Pastor, sua Fortaleza e seu Guarda Costa ao
você viver corajosamente por Ele.
Liderança de Jesus
Em Reuniões
Outra
coisa que precisamos ter a coragem para mudar é ter nossas
reuniões como a Bíblia descreve em
1Coríntios 14: “Quando vocês se
reunirem, irmãos, e a Igreja inteira está junta,
tudo deve ser feito para a edificação do Corpo.
Todos têm uma palavra de instrução, uma
canção, uma
revelação.” Quando vivemos desta
maneira, até mesmo o incrédulo cai com rosto em
terra e declara: “Deus está entre
vocês!”.
Não
tem nenhum patrão a não ser Jesus!
“Não chame ninguém de líder,
mestre, professor, ou pastor. Vocês são todos
irmãos.” Todos vocês têm Jesus
e Ele é igual em cada um de nós. Com certeza
haverá diferenças de maturidade, e alguns dons
são mais “públicos”, enquanto
outros são mais quietos ou menos visíveis em
situações públicas. Mas, todos
são disponíveis e tem oportunidade de se
manifestar. Às vezes precisamos da misericórdia
de Jesus e outras vezes precisamos do ensino de Jesus. Às
vezes precisamos das canções de Jesus, e
às vezes precisamos da ajuda de Jesus para resolver
problemas. Mas tudo igualmente faz parte de Jesus. Por favor, leia
1Coríntios 14:26-40. Não há
ninguém na posição de
patrão sem ser O Próprio Jesus. Reunimos-nos
já tendo “considerando como encorajar uns aos
outros ao amor e às boas obras.” (Hebreus
10:24-26). Gastamos tempo para pensar e orar sobre como podemos ajudar
um ao outro ao estarmos juntos, e cada um de nós assume a
responsabilidade de ser portador da Palavra de Deus e do Seu Amor.
Não tem nenhuma “pessoa especial” que
“automaticamente” é esperada para fazer
qualquer coisa, a não ser escutar e obedecer a Deus assim
como todos os outros. Enquanto alguém está a
falar um ensino de Jesus e todos vêm com uma palavra de
instrução ou canção ou
revelação, e uma outra pessoa receber uma
revelação do Senhor, aquele que está a
falar deve “terminar”se estivermos ouvindo e
obedecendo ao que Deus manda em vez das tradições
dos homens. A Bíblia tem sempre dito: “Quando
revelação vem à segunda pessoa, DEIXE
A PRIMEIRA SE SENTAR!”. Isso é o que diz
1Coríntios 14. Isto não agrada aqueles que
“gostam de ser o primeiro”, estar na frente e
querem ser vistos como sendo “mais espirituais” e
recolhem o dinheiro dos santos. Herdamos uma carga pesada de
tradições dos católicos romanos e dos
nossos antepassados “protestantes” e
“denominacionais” e pagãos. O
“padre” ou “pastor” ou
“mestre de cerimônias” ou
“oficial executivo” na frente falando para os
leigos “mais baixos”, todos os coitados, a
congregação, só sentada e escutando.
Provavelmente esta é a prática e
“doutrina” que Jesus disse que Ele odiava: a dos
“Nicolaítas” (traduzido, quer dizer
“aqueles que conquistam o Povo dEle”). Mas DEUS
disse que tudo isso precisa mudar, por motivo dEle e nosso.
Do
ponto de vista prático, quero sugerir a você que
se realmente quisermos honrar os dons que estão em cada um
de nós, e trazer à tona os dons que
estão em todo o Povo de Deus, então precisamos
mudar muitas coisas. Mesmo que possa soar simplório, uma
dessas coisas pode ser como nos sentamos quando nos reunimos juntos.
Quando Jesus estava aqui, Ele tinha um círculo de pessoas ao
Seu redor. “Ele disse para aqueles que estavam sentados ao
Seu redorQuem são minhas mães, irmãos
e irmãs?” (Marcos 3). Sentados em um
círculo ao Seu redor! Não seria a coisa mais
natural a fazer, quando nos ajuntamos para ouvir ELE, e não
um mero homem com dons limitados? Talvez isso soe muito
simplório para você, e até nem
pareça muito importante, mas asseguro que é. Ouvi
falar que as palavras em francês para
“púlpito” e
“sensualidade” são pronunciadas da mesma
maneira.
Quando
nos sentamos com todo mundo olhando para frente, toda a
atenção é dada a um homem.
Não somos mais iguais entre iguais. Eu me torno servil a
quem está no trono na minha frente como meu mestre, ou
condutor, facilitador, ou o policial de tráfego, o perito da
“classe” ou “culto”. Quando
colocamos as cadeiras em fileiras em vez de em círculo,
sentados ao redor de Jesus, é como virar um holofote para um
homem. Todos os outros se tornam como audiência e um homem
torna-se a atração. Isso é muito
errado, porque há muitos dons entre nós e
são todos partes de Jesus. Quando colocamos todos olhando
para frente, exaltamos só um dom. Quão orgulhoso
um homem seria se permitisse sempre ser “cacique”
ou estar “no holofote”.
No
exemplo abaixo, típico modelo religioso de
instituições e “igrejas em
casa”, há um mero homem que oficialmente
“toma conta” e tudo precisa passar por ele. Ele
é quem oficialmente começa, termina, ensina ou
“aponta” alguém para ensinar ou assumir
o “louvor”. Ele toma as decisões,
responde as perguntas e tem o controle do
“procedimento”. Isso não existe na
Bíblia (1Co 14:26) e está muito aquém
de produzir Fruto. Fermento na massa, Dons sufocados e a perda do
Senhorio de Jesus são inevitáveis nesse modelo.
Outro detalhe: esse “método”
não se encontra na Bíblia. Isso deve ter grande
peso.
Um
sistema de castas tipo clero-leigos e um “show”
pré-programado interativo é quase universal (em todo
as religiões, incluindo “cristianismo
cultural”) mas não está na
Bíblia nem no Coração e Mente de Deus.
Jesus teve palavras claras, fortes e até insultantes contra
um sistema cheio de tradições e pessoas
assalariadas e aqueles que se elevaram acima do Povo de Deus.
Até mesmo os “Doze Apóstolos do
Cordeiro” eram para ser simplesmente
“irmãos entre irmãos” no
“meio” dos Santos, não
“acima” deles, de acordo com Jesus. Deus
está desejando liderança como a de Samuel no meio
da Vida, sem título ou posição, mas
somente amor e dons conforme a necessidade. Caso contrário,
estaremos “rejeitando Deus” ao permitir e desejar
um modelo de “liderança” tipo Saul, de
acordo com a declaração de Deus a Samuel e a Seu
Povo. É claro que isso tudo é um passo radical
comparado com as tradições dos homens que
têm feito a cabeça da maioria durante toda sua
vida. Mas, até que reavaliemos os nossos caminhos pelas
Escrituras, os nossos resultados vão continuar a ser mornos
e cheios de fermento, que é a característica de
toda religião cultural moderna.
Aqui
está a essência de uma questão que
precisamos reconsiderar: Os nossos tempos juntos são
“sobre” Jesus ou “DE” Jesus?
Obediência, humildade e liberdade por parte de TODOS os
Santos fazem toda a diferença! “Porque
dEle, e por Ele, e para Ele são TODAS AS COISAS!” O
modelo de cristianismo inventado pelo homem de
“freqüentar” e “homem
santo” garante uma perda IMENSA. Jesus NÃO ganha o
Jeito DELE em você ou por você ou para
você como ELE quer quando homens controlam por meio de sua
“criatividade” e jogos de poder. O jeito baseado em
medo ou auto-promoção é
financeiramente lucrativo e eleva o ego da casta clero. Não
é de se surpreender então porque há
tanta energia e insultos quando estas coisas são mostradas a
muitos deles. É “a Pedra que os CONSTRUTORES
rejeitaram que se tornou a Pedra Angular”. Os
“construtores” são aqueles que
têm algo a perder. Ou pelo menos PENSAM que têm
algo a perder porque não têm confiado
suficientemente em Jesus ou em Seu Povo. Entretanto, é
absolutamente certo que Jesus proíbe (Mt 23, etc.)
estruturas de pirâmides feitas pelo homem e TODO tipo de
títulos religiosos que são tão comuns
hoje em dia. É vergonhoso e uma grande perda porque os Seus
Dons são desperdiçados e a Sua Voz não
é ouvida. E isso é verdade mesmo que o
“sermão” tenha sido
“bom” ou Bíblico ou a
“música” tenha sido
“Animada”. Não vamos cansá-lo
com as “estatísticas” do
“fruto” ruim relacionado ao cristianismo moderno,
apesar dos “sermões excelentes” e
“música animada”. A religião
baseada em marcar presença, controlada pelo clero,
não vem dEle, mesmo que seja
“para” Ele. Faz toda a diferença se as
“portas do inferno prevalecem” ou se são
CONQUISTADAS pela Sua Vida diária (1Co 12, At 2:42-47, Hb
3:12-14). Ele quer ser CABEÇA da Sua Igreja, não
um assunto entre aqueles reunidos em Seu Nome.
Mas, e
se todos os dons tivessem um lugar igual? Talvez haja alguém
com um dom de pastor que esteja sentado no círculo. Talvez
alguém com um dom de ensino esteja sentado aqui e um dom de
misericórdia sentado lá. O dom de ajuda talvez
esteja sentado aqui e alguém com o dom de profecia poderia
estar sentado aqui. Todos os dons têm um lugar igual porque
são todos Jesus!
Como
já vimos, Paulo em 1Coríntios 14 claramente
descreve o tempo quando “a igreja inteira”
está junta. Ele descreve o envolvimento de todos os Santos
que têm Jesus vivendo dentro deles. Cristãos, como
descrito alguns momentos antes na carta (Capítulo 12), que
estão vivendo todos os dias juntos debaixo do Seu Senhorio
deveriam continuar a viver como Sacerdotes quando
a igreja estiver junta em um lugar. Todos têm uma
oportunidade para ouvir Jesus e obedecer a Sua Liderança
momento a momento como Sacerdotes verdadeiros toda vez que a igreja
está reunida. Não existem homens ou mulheres
religiosos dominando o tempo ou definidos previamente para darem um
discurso pré-ensaiado ou um show musical. Esse modelo de
“Quando revelação vier à
segunda pessoa, deixe a primeira SE SENTAR!” está
de acordo com a ÚNICA Figura que o Novo Testamento
dá de Jesus como Cabeça numa Reunião
de Seu “Reino de Sacerdotes”. Todos os Dons
são derramados sobre o Corpo de Cristo, a Igreja, e podem
ENTRAR EM AÇÃO a QUALQUER momento.
“Quando revelação vier à
segunda pessoa, deixe a primeira SE SENTAR!” diz o Senhor.
Não há nenhum lugar para controlar quem ou o que
pode acontecer, coreografado anteriormente por razões de
oratória, música, entretenimento, ou controle.
Numa
Igreja que reconhece que Jesus é presentemente ativo,
envolvido, e Vivo, e não uma relíquia
histórica para ser estimada, venerada e discutida,
há Liberdade! Todos com Jesus vivo dentro deles demonstrando
isso na prática diariamente entre
outros que Crêem têm a responsabilidade de oferecer
seus Dons “para que o Corpo seja edificado”. Jesus
é derramado por INTEIRO no Seu Corpo, em TODOS os Seus Dons,
e qualquer Dom pode ser necessário a qualquer momento. Se um
jovem se abre sobre dificuldades no trabalho ou se uma irmã
admite que tem dificuldades com as crianças, os Dons de
Ensino, Encorajamento, Pastor, ou Ajuda podem todos vir a tona e ser
“a Revelação que vem à
segunda pessoa!” Esta é a única
“Foto” do tempo quando “a igreja inteira
está Junta” na Bíblia. E nessa
“foto” Jesus é permitido ser o
Cabeça VIVO da Sua própria igreja ao
invés de uma organização feita por
homens controlado por mero homens.
Cada
pessoa em que Cristo Vivo habita precisa ser Livre para ser movida e
usada por Jesus no meio do que está acontecendo naquele
instante. Somente ISSO é o “Corpo de
Cristo”. As “Reuniões”
são então aquilo que transborda do que
já acontece dia-a-dia “de casa em casa”
da Vida Juntos em Jesus. JESUS deve reinar e dirigir o Seu POVO e usar
Seus Dons O TEMPO TODO, nos lares e nas chamadas
“reuniões”. Homens vão tentar
imitar isso tornando-o apenas um momento simbólico de
“compartilhar” (sabe-se lá o que
é isso), mas mantendo-se no controle. Não aceite
nenhum esquema quando JESUS pode, em vez disso, viver por meio de todos
os Seus Dons e Seu Povo.
Isso
é sobre o SEU coração para
“um Reino de Sacerdotes”, com Jesus realmente sendo
Cabeça do Seu Corpo na prática. Mas, com certeza,
essa discussão não é sobre algum tipo
de versão infantil e nada Bíblica de
“todo mundo fala o que pensa”, cada um
“tem a sua vez” “fala o que dá
na cabeça” e “todos expressando alguma
coisa” ou “se você falou mais do que 5
minutos semana passada então não pode falar nada
essa semana” etc., etc. Certamente a Igreja dEle
não é uma “democracia”. A
Igreja dEle é para ser Teocrática onde
UNÇÃO, DONS e o PENSAMENTO DELE MOMENTO A MOMENTO
Reinam sobre as nossas interações de maneira
surpreendente e constantemente dinâmica. Às vezes
(não algo planejado) uma pessoa pode estar correspondendo
com Deus em voz alta por um período de tempo longo. Mas
não é algo “esperado” para
aquela vez ou qualquer vez.
Há liberdade e obediência a Seus
Caminhos em 1Co 14. Mas não esqueça que Paulo
também tratou nesse capítulo com
possíveis abusos por pessoas ignorando a chefia ou abusando
da sua “liberdade” por
ambição ou emoção ou falta
de sabedoria. Mais uma vez, lembre que o contexto inteiro de 1Co 14
inclui “capítulos” 10-13 onde o
Coração de Deus é que Seu Povo viva
como “um só Pão”, discernindo
o Corpo e vivendo DIARIAMENTE com vidas interligadas assim como a
mão é interligada aos dedos e ao punho. Nesse
contexto de VIDA Bíblica na igreja,
1Co 14 também pode ser obedecido. “Quando
revelação vier ao segundo, deixe o primeiro SE
SENTAR.” Nenhum “show” e nenhum
“homem santo” liderando o show. “Ele
é o mesmo ontem, hoje e para sempre!”
Não se pode permitir que o medo, a ganância, o
poder e a ambição de alguns roubem a
Herança do Seu Povo. Jesus está VIVO e
está FALANDO através dos Seus Dons
“como Ele quer” quando somos realmente o Seu Corpo,
em vez de encenando uma cerimônia num dia santo.
Sim,
talvez haja “supervisores” que servem e ajudam a
facilitar. E, sim, existe ocasiões em que é
preciso “proclamar” em lugares públicos
para os desCrentes como Paulo fez em certos ocasiões
relatado no livro de Atos. Mas, diferente de hoje, até
nessas ocasiões de “proclamar” houve
“diálogo” (a palavra em Grego para o que
aconteceu em Troas)não
“monólogo” ininterrupto. E esse tipo de
situação de
“proclamação” com os
desCrentes em Eféso ou Atenas não deve ser
confundido com os tempos quando “a igreja inteira
está Junta”. (Com certeza, entretanto, os
desCrentes vão muitas vezes estar presente quando a
Família de Deus estiver junta1Co 14.) Ocasiões
quando o Corpo de Cristo local está tendo um tempo especial
no mesmo lugar juntos é muito diferente de quando
alguém está “pregando na
praça” para uma massa de pessoas desCrentes. Um
exemplo é quando Paulo usou uma “escola”
pagã para poder falar com desCrentes sobre Jesus (Atos
19:8-10) levando a Palavra de Deus para “todos que estavam na
Província da Ásia”. Isso, claro,
é diferente de quando a igreja, as pessoas Redimidas e nas
quais Ele Habita, estão reunidas como em 1Co 12-14 ou Atos
20 onde Paulo “dialogou” (como mencionado na
palavra grega) com a sua Família até a madrugada
num contexto informal.
Jesus
deseja construir Sua Igreja contra a qual as portas do inferno
não mais prevalecerão! “ASSIM
é COMO todos os homens saberão que são
MEUS Discípulos.” Ele quer que NÓS nos
“tornemos uma habitação” para
Ele, diariamente interligados “unidos e ligados” e
“lutando como Um Homem pela Fé”. Por
meio dessa Expressão de Vida, intimidade diária
de “mãe, irmão,
irmã”, que tem o seu começo em Jesus,
É POSSÍVEL para todo Seu Povo (do transbordar de
vidas totalmente interligadas “diariamente”, Atos
2:42-47, 1Co 12-13) SER útil pelo Espírito de
Cristo, a qualquer momento. É realmente simples. :)
EXATAMENTE como era quando Ele esteve aqui conosco fisicamente, JESUS
é quem tem a última palavra. Quando
não estivermos impedindo o Seu Espírito com
planos feitos por homens, hierarquias, liturgias,
tradições, espetáculos e vidas
mundanas e independentes, Ele torna-se livre para se expressar e
expressar os Seus Dons, igual quando Ele estava presente fisicamente
aqui. O Seu Pensamento e Unção Atual, seja por um
momento ou “até a madrugada”,
é nossa paixão. “Quando
revelação vier ao segundo, deixe o primeiro se
sentar...!”
Liderança de Jesus
Na vida
Depois
de ter falado tudo isso, é essencial dizer de novo que NADA
disso realmente importa se não tem Qualidade de Vida
diária descrita em 1Co 12-13 como
condição prévia a capitulo 14. A
verdade é que sem Vida diária isso é
um tanto “perigoso”. Não podemos
simplesmente falar sobre “reuniões” sem
perder algo muito crucial. O Assunto abrange muito mais. É
sobre a Dinâmica de Vida de Jesus no Seu Povo. E pessoas
religiosas vivendo vidas mundanas, desConectadas,
egocêntricas são a razão por que o show
pre-programado por um homem santo tornou-se uma
“proteção” óbvia
de homens pecaminosos, fantasiosos, usando a sua
“liberdade” como palco para suas
próprias ambições. Qualidade de Vida
diária, 1Co 12-13, é um pré-requisito
e suposição para a Liberdade de 1Co 14.
Precisamos
ajuntar essas “fotos” mencionadas antes sobre o
tempo quando os Santos estão todos juntos como um
Sacerdócio, e não como uma
“congregação”, com a Vida
diária de Atos 2:42-47, 1Co 12, Hb 3:12-14 e “CEM
mães, irmãos e irmãs”, como
é para ser (Ef 3:11). Jesus disse que esse É o
Plano. É a Qualidade de Vida para a qual Ele
chamou o Seu Povo a viver Juntos que está em jogo aqui,
não meramente um “jeito para reunir”! Ele
deseja uma Herança, não uma
“reunião” ou uma troca de
“conhecimento” ou
“adoração emocionante”. O Seu
Coração é para um Homem Unido, um
Cristianismo Verdadeiro de Lucas 9:23-27, 57-62, “do menor
até o maior” vestidos com SEU Espírito.
Não
é sobre ser um pouco mais descontraído e
flexível nas nossas reuniões
pré-planejadas ou não, para depois dizer que foi
“guiado pelo Espírito”. Só
porque não sabemos de antemão o que iremos fazer
não quer dizer que as coisas então vão
ser “guiadas pelo Espírito”.
Dificilmente. Não é NADA assim. Mas como
“Janes e Jambres” quando os impostores
são vistos de perspectiva mundana aparentam ser similar
às coisas Reais.
A
diferença entre simplesmente reformar religião
denominacional versus viver na realidade de Jesus vivo e ressurreto...
é surpreendente. Modificar criativamente
“reuniões” e
“estrutura” (dentro de um prédio
religioso ou numa “casa”) não
é tão importante comparado com a Oportunidade que
Ele nos oferece hoje. Ele não está nos chamando
para uma estrutura “nova e
aperfeiçoada”. Ele está nos chamando
para um relacionamento cotidiano de comer juntos da Árvore
da Vida, com O Ungido! Ah, SIM, isso vai mudar
nossas “reuniões”, mas isso é
o Fruto, não o alvo. Simplesmente nos atualizando em
doutrinas novas e aperfeiçoadas, técnicas,
dinâmicas de grupo, jeitos de como morar próximos
um do outro, uma “bolsa comum” que não
é Bíblica, ou uma das inumeráveis
maneiras novas de tradição ou costume
é sem sentido, na realidade. O que realmente queremos (se
desejamos o que Ele Deseja!) é um Lugar onde JESUS pode
morar e “circular” (Ap 1-2) desimpedido como REI
Vivo e Reinando. Somente isso é VIDA ZOE (é o que
Jesus a chamou). SOBREnatural, Vida Celestial, de natureza
Indestrutível e Eterna, Realidade que é completa
em si só de um Reino Invisível de Poder e Verdade
e Amor e Vida. Jesus trouxe essa “Vida Plena”, Vida
de “Rios de Água Viva” para o Seu Povo
de uma outra dimensão, um Universo que não pode
ser visto com olhos humanos em freqüências de luz da
terra.
Vida
em Cristo Juntos não se trata de “como se
reunir”. O que Jesus trouxe à terra com uma Hoste
de Anjos não poderia ser tão banal e superficial
como isso. “Reuniões” onde mais pessoas
podem “participar”, foi por ISSO que Jesus morreu?
DE JEITO NENHUM! Jesus não veio à terra para nos
trazer uma nova maneira de se reunir ou “ter
igreja” ou começar algum “movimento
religioso”. Isso seria muito falho comparado com “Suas
Intenções, agora mediante a Igreja!
(Ef 3:10). Ele quer aniquilar, dizimar, e humilhar publicamente o
inimigo e transformar vida após vida após vida no
caráter, Vida, Sabedoria e Poder do Filho. Ele
“leva muitos filhos para Glória”
não simplesmente para Salvação. Jesus
está construindo a Sua IGREJA contra a qual as portas do
inferno NÃO prevalecerão. Pela Graça
de Jesus Cristo e de baixo da Sua Autoridade, estamos trazendo de volta
os nossos filhos, nossas filhas, famílias e vizinhos da
sedução e escravidão de
satanás. Vidas estão mudando. Ele nos trouxe um
Reino completamente novo para morar ao Seu lado, ar fresco para
respirar, olhos novos para ver, e um novo coração
para poder sentir e amar. E tudo na vida é afetado nessa
mudança, incluindo “reuniões”!
Dá
para ver que isso requer coragem? Você vê que exige
fé e obediência? Pode ver que isto
mudará sua vida se começar a viver nestas coisas?
Você não será mais amarrado
à cama! Somos um Reino de Sacerdotes todos os dias. E,
reuniões são uma coisa a mais, na verdade.
Noventa por cento do nosso crescimento vem da nossa vivência
juntos, e talvez apenas dez por cento venha das reuniões.
Isso significa que você tem que sair da sua casa e entrar nas
casas dos outros. Você pode levar água ou comida
ou roupa até a casa dos irmãos. Quando
você vê alguém se irritando com uma
criança, talvez seja necessário tirar um tempo e
conversar sobre isso e caminhar com ele. Quando vir orgulho na vida de
um deles, então coloque seu braço ao redor dele e
peça que não tenha orgulho. Quando vir
egoísmo na vida de um irmão, coloque seu
braço ao redor dele e diga: “Por favor,
não seja mais egoísta”. Nós
não fechamos os nossos olhos até a
próxima reunião. Vivemos no meio da vida um do
outro todos os dias como sacerdotes que fazem o trabalho de Deus e como
“cem mães, irmãos e
irmãs”. Isso, também, é um
mandamento absoluto de Deus em Hebreus 3 e em muitos outros lugares.
Hebreus
3:12-14: “Tomem então cuidado, irmãos,
para que nenhum de vocês se afaste para longe do Deus vivo,
levado pelo seu coração mau e
incrédulo. Pelo contrário, fiquem ao lado,
encorajem e admoestem uns aos outros todos os dias enquanto
dura esse tempo de ‘hoje’, a fim de que
ninguém endureça o seu
coração pelo engano do pecado. Porque se
mantivermos firmemente até ao fim a nossa
confiança no Senhor, como quando nos tornamos
cristãos, participamos de tudo o que pertence a
Cristo.”
Note
bem o que esta passagem diz, isto vem de Deus. Deus Todo-Poderoso diz a
você e a mim que devemos admoestar um ao outro e ajudar um ao
outro todos os dias. Devemos estar diariamente ao lado um do outro. O
Espírito Santo escolheu dizer “todos os
dias”. Ele não disse todos os domingos. Ele
não disse todos os domingos e nas quartas-feiras. Ele nem
mesmo disse em reuniões. Ele diz para se envolver no
nível de Verdade na vida um do outro todos os dias. Se
outros estão disponíveis ou poderiam estar, e
você escolher de não se envolver por causa de
estilo de vida, orgulho, egoísmo, ou escolha de moradia,
Deus diz que você vai endurecer e não vai poder
sentir o que Ele sente. Você estará enganado em
pensar que sabe o que é certo, mas realmente você
não sabe. É isso que as Escrituras
especificamente dizem! Ele não disse simplesmente para fazer
isto. Ele disse que se não fizer isso,
ficará muito machucado. Se eu não tenho
irmãos que falam diariamente comigo sobre minha
vida—diariamente—então
vou ficar duro. Eu serei
enganado. Talvez você diga: “Mas eu leio a minha
Bíblia todos os dias!” “Mas eu oro todos
os dias!” “A minha esposa é
Cristã e eu a vejo todos os dias!”. Não
foi isso que Deus disse. Você pode ler sua Bíblia
e pode orar todos os dias, mas se você não se
envolver todos os dias em vidas de outros, ficará mais e
mais duro, e cada vez mais enganado. Deus disse isso em Hebreus
3:12-14. Você acredita no que a Bíblia diz?
Acredita na pessoa de Deus?
Quem
escreveu a Bíblia? Deus! Deus diz que temos que nos envolver
na vida um do outro todos os dias. Se você me vê
sendo egoísta, você precisa vir e me dizer
“Irmão, não seja egoísta.
Isso deixa Jesus triste”. Se você me vê
sendo orgulhoso, por favor, me ajude e me faça lembrar que
Deus se opõe ao orgulhoso. Eu não quero que Deus
se oponha a mim! Você tem que me ajudar, porque eu
não consigo ver isso sempre. Ninguém consegue.
“Admoeste uns aos outros todos os dias a fim de que
ninguém endureça o seu
coração pelo engano do pecado.” Isto
é uma parte importante (e quase totalmente desobedecida
mundialmente) da nossa vida diária juntos. Isso é
umas das maneiras principais que você é um
sacerdote usando seus dons, e um “embaixador por Cristo, como
se Deus exortasse por seu intermédio”.
Se
você colocar em prática estas verdades que sempre
estiveram em suas Bíblias, ficará surpreendido ao
ver o quanto mais perto de Jesus você estará daqui
a dois anos. “Admoestem um ao outro todos os dias.”
Fiquem envolvidos “todos os dias” com as
crianças uns dos outros, nos casamentos e nos lugares de
trabalho. Vá até lá! É
necessário que você saia da sua “zona de
conforto” e vá até lá quando
você não teria feito assim antes! Sim, eu quero
dizer VOCÊ! :) Por favor, para Jesus! Fale a Palavra
“como vinda de Deus” na vida um do outro, de modo
prático, diariamente. “Então, quando
vocês se ajuntam, irmãos, todos têm
uma palavra de instrução, uma
canção, uma
revelação”. “Quando
revelação vier ao segundo, deixe o primeiro se
sentar.” Ao colocar isso em prática, talvez
descubra que alguns que você pensou que eram
Cristãos não amam Jesus o tanto quanto
você sempre pensou que amavam. Também pode ser que
ache alguns se tornando mais fortes e mais sábios do que
você antes poderia imaginar. Os meios de Deus
expõem os fraudulentos e os falsos e fazem o fraco muito
forte. Glória a Deus!
Estas
riquezas foram confiadas a você. Ponha em prática
por causa de Jesus. Você precisa definir o que um
Cristão realmente é de acordo com que Jesus
disse. Você tem que entender liderança e o que ela
realmente deve ser. Vivam suas vidas juntos, diariamente encorajando e
ajudando uns aos outros a crescerem. Ajudem uns aos outros a crescerem
e amarem mais Jesus ao longo de suas tardes e ao passar de suas noites.
Venham, e se reúnam em um círculo ao redor do Rei
Jesus.
A
Bíblia é 100% verdadeira por completo.
É sobre Jesus e Seus seguidores. São
Histórias de como eles sentiram dor e como eles aprenderam
nas suas experiências com Deus. Podemos com certeza aprender
das suas histórias, mas podemos também aprender
da mesma maneira que eles aprenderam: fitando os nossos olhos em Deus
juntos nas nossas vidas cotidianas. Nesse sentido, somos
também “cartas vivas”. Toda a leitura no
mundo nunca poderia nos mudar do modo que a experiência
conjunta de Vida pode nos mudar. Coisas profundas que queremos aprender
nunca chegam inteiramente ao nosso coração quando
são apenas lidas em um papel. Ao aprendermos coisas juntos
todos os dias, Jesus nos ensina as lições
profundas da vida que nunca aprenderíamos com todo o estudo
Bíblico do mundo, embora essas verdades estejam nas
Bíblias de todos. “O pilar e a
fundação da Verdade é a
ekklesia—a igreja” “A VIDA se torna a Luz
dos homens”.
A Vida
não foi feita para ser como uma escola primária
onde aprendemos idéias e depois acreditamos em certas coisas
ou em um “credo”. A verdade é que Deus
nos chamou para nos tornar os mesmos homens e mulheres de Deus como
aqueles que foram antes de nós—conectados ao mesmo
Deus como eles eram—profundamente apaixonados com o mesmo
Jesus como eles eram apaixonados. Para que isso aconteça,
nós não somente precisamos saber o que eles
sabiam, mas precisamos sentir o que eles sentiram. Para sentir o que
eles sentiram Deus precisa nos levar numa jornada similar à
deles. Então começamos essa jornada de aplicar
juntos a Palavra de Deus às nossas vidas. Caminhamos nessa
jornada com lágrimas nos olhos, com nossos pontos fracos e
fortes, amando um ao outro e ajudando um ao outro—nas horas
difíceis e nas horas legais—com nossos olhos em
nossa Esperança, nosso Messias. Estamos sempre prosseguindo,
confiantes que Deus vai nos sustentar e ajudar ao ficarmos juntos.
Se
você amar Jesus e construir da maneira correta, as portas do
inferno não irão mais prevalecer. O pecado
será derrotado. Fraquezas e doenças
serão curadas. Pecados serão perdoados. Bondade
levará muitos ao arrependimento. Relacionamentos
serão construídos ou restabelecidos,
além do que você poderia imaginar nos seus sonhos
mais maravilhosos. Você brilhará como as estrelas
no universo, resplandecendo a bondade de Deus. E a Noiva, a Igreja,
“irá se preparar” e estar pronta para
quando o Noivo voltar!! Amém?
A
Intenção de Deus...AGORA!
Eu
assisti um documentário uma vez sobre Albert Einstein. Na
introdução havia uma frase que dizia algo assim:
“Uma vez em um longo, longo, longo, período,
aparece um homem que vê o universo com olhos diferentes e
muda o universo em que vive.” Queremos colocar esse desafio
diante de você. Seja o tipo de pessoa que Vê o
universo, não por olhos naturais, mas por olhos Espirituais.
Aceite o desafio de ser uma daquelas pessoas que Hebreus 11 menciona.
Veja a visão de Deus de uma habitação
para Deus pelo espírito com glória cada vez
maior. Imagine com os olhos do coração, assim
como diz que os cristãos no livro de Hebreus
capítulo 11 visualizaram. Eles enxergaram a Cidade cujo
Arquiteto e Edificador é Deus e então
não ficaram satisfeitos com mais nada. Não
estavam dispostos a voltar para a cidade velha. Viram o Plano Celestial
a distancia e mesmo se não conseguissem apreender isso com
suas próprias mãos, mesmo se não
conseguissem ainda viver naquela Cidade que Deus havia destinado para
eles, eles não queriam retroceder. “Por essa
razão Deus não se envergonha de ser chamado o
Deus deles e eles Seu povo.”
Esse
mesmo desafio está diante de você e de mim.
Dê uma olhada no mundo ao seu redor, no universo que
você se encontra, e especialmente na
“igreja” que você se encontra e tenha um
zelo que o consome para a Casa do Pai. Deixe o Seu Zelo consumir
você de tal maneira que você estaria disposto a
ariscar tudo em sua vida para ver isso se cumprir no seu meio.
Você arriscaria a sua vida. Você arriscaria a sua
família (Salmo 69:8-9). Você arriscaria o seu
trabalho. Você arriscaria qualquer coisa
para Deus e Seus propósitos. Isso precisa ser o cerne do
nosso ser. Biblicamente falando, só existe esse tipo de
Cristianismo. Esse pensamento ou idéia não
é muito estimado, mas em Romanos 4 diz: “Aqueles com a fé
de Abraão são filhos de
Abraão”.
Então
qualquer que seja a situação ou igreja em que
você se encontra e onde quer que você esteja (seja
qual for o país ou lugar que você tenha ou diz ser
seu lar agora), você precisa ter muito, muito cuidado para
não aceitar algo que Deus não aceita.
Não aceite algo por preguiça,
ignorância da Palavra de Deus ou por falta de
visão ou pecado em sua própria vida que o cegou
ou deixou aleijado de tal maneira que se sente inadequado.
Não deixe aqueles que estão conformados com
Laodicéia chantageá-lo ou intimidá-lo
para que aceite a mornidão.
Talvez
você acredite que é somente
“leigo” e não tenha nada a oferecer.
Talvez você pense que a sua opinião não
importa muito porque há tantas pessoas por aí que
são sábias e mais estudadas, então
pensa: “Quem sou eu para discordar?” Só
quero encorajar você porque não importa quem
você seja, você tem algo a oferecer. Se
você já invocou o nome do Senhor e pediu a Ele
para controlar sua vida, você tem algo a oferecer. Se
você já pediu a Ele para lavar os seus pecados,
você tem algo a oferecer. O Desejo Dele é que, do
menor até o maior, todo homem possa conhecê-LO,
viver nos Seus conselhos e ter comunhão com Ele, em toda Sua
Plenitude, diariamente.
Uma
vez em um período muito, muito grande aparece um homem, ou
um povo, que está disposto a questionar o universo ao seu
redor e mudar o mundo em que vive. Hebreus 11 é sobre isso.
É para isso que Deus chamou cada um de nós a ser
se tivermos a coragem e a disposição, e se
estamos em comunhão com a cabeça.
Permaneça nEle e terá muito fruto como resultado.
Você pode ser a pessoa que faz a diferença no
mundo em que você vive.
Espero
que tenhamos esclarecido pelo menos um equívoco que tem
permeado a sociedade Cristã, a de pensar que se tornar um
Cristão é o final da história e
então que “freqüentar a igreja de sua
escolha no domingo” é a subsistência
até Jesus voltar e você ir para o Céu.
Quero exterminar totalmente esse pensamento porque não
é o pensamento de Deus. Deus chama esse conceito de
religião falso e Laodicéia, a qual O deixa a
ponto de vomitar.
“A intenção dessa
graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme
sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas
regiões celestiais.” Efésios
3:10
Essa
é a intenção de Deus AGORA MESMO! A
Sua vontade é de tornar conhecida a Sua multiforme sabedoria
mediante a Igreja. Não por meio
de indivíduos que são salvos, e não
por meio de uma sociedade impotente de pessoas que se reúnem
num dia programado durante a semana de terno e gravata... mas mediante
o tecido da vida, mediante uma comunidade de pessoas que
crêem que são “unidos e ligados pelo
auxílio de todas as juntas” por pessoas que os
dons são tão interligados que
“são membros um do outro”. Compactados,
“um só coração, uma
só mente, de um acordo e um só
propósito”. Esforce-se para essa visão
encontrada em Atos de crentes que não eram possessivos de
possessões, unidos”dedicados ao ensino dos
apóstolos e à comunhão, ao partir do
pão e às
orações”, e “diariamente nos
lugares públicos e de casa em casa”. Veja com
novos olhos o Povo de Deus como um organismounificado,
constituído de um tecido de Vida contra o qual as portas do
inferno não consigam prevalecer. Religião baseada
em “freqüência” é
aceitável para os hindus ou muçulmanos, mas
não é o que Jesus começou e ordenou.
A Sua
intenção é “que agora,
mediante a Ekklesia” por meio de um Organismo real e
não um monte de pessoas freqüentando algum lugar,
mas vidas que são interligadas, “confessando
pecados um para outro” “carregando as cargas uns
dos outros” e “amando um ao outro”.
É esse tipo de vida que pessoas podem enxergar. E
é a esse tipo de vida que Jesus estava se referindo quando
Ele falou que é pelo “amor que tem um para
outro” que “todos saberão” que
isso vem do céu (João 13). Ele disse que isso
iria “despojar os poderes e as autoridades”. A
intenção de Deus é agora “mediante
a Igreja” humilhar publicamente satanás
e todos os poderes e as autoridades. E Sua
intenção, de acordo com as escrituras,
é “AGORA” mediante
a igreja para pôr os seus inimigos debaixo de Seus
pés, não somente na Sua segunda vinda e no
supremo Reino Eterno, a obra completa de Deus, mas AGORA.
E, com
certeza, não estamos falando de utopia. E não
estamos falando sobre uma reforma social, não uma
idéia pós-milênio, e não
“teologia do domínio”. Não
sobre um show de poder, mas uma cruz... Estamos falando sobre um Povo
expressando Vida junto da mesma forma que Jesus expressou a vida dEle,
como Rei dos reis. Ele nasceu um filho bastardo numa manjedoura, andou
num burrinho emprestado, e praticamente não teve bens
própriosnão teve poder, nem
educação, nem plataforma política nem
mesmo “qualquer beleza ou majestade que nos
atraísse a Ele”. Estamos falando sobre ser
alguém que ama as pessoas onde estão, que pode
enxergar o coração do homem e os levarem
até a cruz. É sobre mostrar às pessoas
o escândalo da existência e da vida dEle, e
chamá-las para serem pescadores de homens. Para fazer parte
da Sua Casa, Sua “moradia”. Para se tornarem pedras
vivas. “Antes nem sequer eram um povo, mas agora
são o povo de Deus.” Esse é o desejo do
coração de Deus.
Receba
Jesus de Nazaré, com um Reino “não
desse mundo”, não como conquistador de Roma ou de
qualquer país que moramos, ou do sistema
“religioso”. Receba Ele simplesmente como o Rei
Carpinteiro que amava, perdoava e deu Sua própria Vida... e
que está disposto a virar mesas no templo e a fazer um
chicote se for necessário pelo amor por Seu Pai e pela Casa
dEle.
Jesus
estava disposto a enxergar o universo em que Ele morava com outros
olhos e por meio disso Mudá-lo, e Ele nos chama para ser
esse mesmo tipo de pessoa. Isso não é
transmissão de informação.
É um chamado para santidade, e
consagração aos propósitos de Deus e
um chamado para levantar a visão dEle nos seus
corações e suas vidas. Dobre seus joelhos e ore.
É um chamado não somente para mudar o universo
visível, mas também o universo
invisível. “A Sua intenção
é que agora
mediante a Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida
dos poderes e autoridades” e para todos os povos...
Então
deixe a brasa viva purificar seus lábios e seu
coração, olhe para Deus e clame:
“Eis-me aqui, Envia-me!”
O guia do apóstolo
Paulo para discipular cristãos carnais
Ninguém iria
discutir que era um “caso perdido”. Tentar ajudar
um grupo como aquele pessoal de Corinto se tornar maduro em Cristo?
Impossível. Aquela cidade imoral perto de Atenas era
conhecida no mundo inteiro pela sua decadência
bêbada. E a “igreja” lá?
Bem… houve casos de sucesso magnífico1 mas ainda
tinham muito refugo em esconderijos. O que fazer? O que Paulo faria com
as notícias de Cloe dizendo que as coisas não
estavam muito bem na igreja de Corinto?
Como você trataria um irmão
ou irmã que já é um Cristão
há algum tempo, mas ainda tem problemas com
vícios e não refreia os impulsos carnais? E com
irmãos que brigam um com o outro, e, acredite ou
não, até processam um ao outro? O que vamos
pensar daqueles que ainda estão tão
insensíveis a imoralidade sexual que decidem ignorar esses
casos ao invés de se opor a eles? Como você
trataria um irmão ou irmã com problemas desse
tipo? Seria duro? Excluiria eles? Ficaria na sua e
“não perderia seu tempo”?
Paulo, sem dúvida, sentiu na pele
algumas dessas possibilidades.
É muito importante prestar
atenção—o que Paulo fez…
funcionou! Dentro de seis a nove meses depois que ele levantou a
questão, ele pôde escrever para eles e dizer:
“Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse
respeito,” “todos vocês foram
obedientes”, “Alegro-me por ter plena
confiança em vocês”, “eu
estava orgulhoso de vocês, e vocês não
me decepcionaram” (2Co 7:11-16). Isto é sucesso
fenomenal!
Vamos considerar este assunto de fazer de homens e
mulheres que ainda estão espiritualmente fracos ou
até carnais discípulos de Jesus. Agora,
é importante lembrar enquanto você lê e
ora sobre estas palavras da vida do apóstolo Paulo que,
não foi tanto o que “ele fez”, mas muito
mais “quem ele era”. Por isso você vai
descobrir que a maioria das mudanças talvez precisa ser
feita na sua própria vida se quiser ser um vaso
útil pelo qual Deus possa trabalhar para trazer um milagre
na vida de alguém.
Não há nenhuma
fórmula, só a habilidade de Deus de criar do
nada, de trazer vida da morte. Muitas vezes Deus vai permitir que a
pessoa com quem você está orando e
“ensinando a obedecer” os mandamentos de Cristo,
seu “Lázaro”, ficar no fedor da morte
por um bom tempo para que seja bem claro a incapacidade do homem em
ressuscitar alguém dos mortos. Deus deleita-se em trazer
glória ao Seu nome tirando a pedra que está em
frente dos nossos mausoléus ornamentados e cumprindo o
impossível em nossas vidas. Não existe uma
fórmula mágica, só o EU SOU. Sua
missão, se a aceitar, é fazer do seu
coração um veículo para o Deus Eterno
em misericórdia e poder.
Então, qual é o
coração do apóstolo Paulo em como
lidar com um irmão ou irmã que ainda vive
buscando os prazeres deste mundo?
Manda
Bala! Desce o porrete!
É verdade que Paulo tratou severamente
com “qualquer que, dizendo-se irmão, mas que seja
imoral, avarento, idólatra (de trabalho, bens,
recreação ou família), caluniador
(alguém “ajudando Deus” com sua
crítica e reclamação constante),
alcoólatra, ou ladrão” (1Co 5:11). Ele
teve tal coragem e convicção da Verdade de Deus
que podia dizer com ousadia: “Pois as reuniões de
vocês mais fazem mal do que bem” (1Co 11:17). E
“Irmãos, não lhes pude falar como a
espirituais, mas como a carnais, como a crianças em
Cristo” (1Co 3:1). Ele teve a coragem de se opor e admoestar
toda desobediência e criancice perpétua. Sua
utilidade para Deus será determinada pela sua
disposição de pagar o preço em se
posicionar e não frivolamente deixar homens e mulheres
difamar o nome do Deus da Glória, negligenciar sua Santidade
e presumir em Sua graça. Como Paulo nosso irmão,
“um homem como nós”, devemos ter a
ousadia de nos envolver.
Agora, antes de mergulharmos de cabeça
nesta questão de “fazer a obra do
Espírito Santo (encorajar, exortar, admoestar) uns aos
outros todos os dias de modo que nenhum de vocês seja
endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3:13; 12:15),
precisamos cuidadosamente examinar o coração de
Paulo com a sua família em Corinto. É esse fator
que realmente vale mais quando ajudamos outros crescerem nAquele que
é o Cabeça.
Lembre-se, “vocês que
são espirituais deverão restaurá-lo
com mansidão” (Gl 6:1).
“Espiritual” não quer dizer que
você tem habilidade para liderar um estudo Bíblico
ou porque homens te fizeram diácono ou porque você
ganhou doze pessoas para Cristo no ano passado e nem porque
você prega em seminários (ou na esquina)
“muito bem”. Significa que você progrediu
muito no caminho pouco andado de ser “conformado à
imagem do Seu Filho” (Rm 8:29; 1Co 2:16). Você
é muito parecido com Jesus em personalidade, pensamentos,
paciência, oração, em ser servo para o
menor dos seus irmãos e irmãs e em sua atitude
para com bens materiais. “Desta forma sabemos que estamos
nele: aquele que afirma que permanece nele deve andar como Ele
andou” (1João 2:5-6).
O Espírito Santo diz:
“Vocês que são espirituais (cheios do
Espírito de Jesus) devem restaurar aquele que for
surpreendido em alguma transgressão com
mansidão”. A questão não
é que você precisa ter um relacionamento perfeito
com Jesus para discipular/disciplinar alguém. Mas
é essencial que você examine o seu
próprio coração primeiro,
“tire a viga do seu olho” e tenha certeza de que
você tem um coração que Deus pode usar
para realizar milagres.
O
coração de alguém que faz
discípulos
Aqui temos o coração de
Jesus numa pessoa chamada Paulo, um coração que
Deus pôde realizar o impossível:
Por isso resolvi não lhes fazer outra
visita que causasse tristeza. Pois, se os entristeço, quem
me alegrará senão vocês, a quem tenho
entristecido? Escrevi como escrevi para que, quando eu for,
não seja entristecido por aqueles que deveriam alegrar-me.
Estava confiante em que todos vocês compartilhariam da minha
alegria. Pois eu lhes escrevi com grande aflição
e angústia de coração, e com muitas
lágrimas, não para entristecê-los, mas
para que soubessem como é profundo o meu amor por
vocês. (2Co 2:1-4)
Quando cheguei a Trôade para pregar o
evangelho de Cristo e vi que o Senhor me havia aberto uma porta, ainda
assim, não tive sossego em meu espírito, porque
não encontrei ali meu irmão Tito. Por isso,
despedi-me deles e fui para a Macedônia. (2Co 2:12,13)
Pois quando chegamos à
Macedônia, não tivemos nenhum descanso, mas fomos
atribulados de toda forma: conflitos externos, temores internos. Deus,
porém, que consola os abatidos, consolou-nos com a chegada
de Tito, e não apenas com a vinda dele, mas
também com a consolação que
vocês lhe deram. Ele nos falou da saudade, da tristeza e da
preocupação de vocês por mim, de modo
que a minha alegria se tornou ainda maior. (2Co 7:5-8)
Preste atenção nesse detalhe
sobre um homem que Deus pode usar para transformar não
meramente ações externas, mas
corações—sim, era necessário
confrontá-los, mas ele odiava fazer isto! Aquilo
não trazia alegria para o seu dia e nem fazia o seu peito
estufar. Sim, ele os repreendeu seriamente. Se lermos somente aquelas
partes da sua carta, teremos a tendência de
julgá-lo por ser uma pessoa severa e sem amor. Mas a verdade
é que, se você pegar seus filhos brincando na
avenida e não discipliná-los é uma
prova que você não os ama (Hb 12:5-11).
Entretanto, um pai amoroso (um líder em Cristo ou um
irmão) odeia cada minuto da disciplina. Ele jamais poderia
imaginar se gabando de como fez um bom trabalho corrigindo este
rebelde. Provavelmente seria um segredo entre eles dois. Isto
é amor (1Co 13:4-7).
Paulo foi praticamente devastado por este encontro
com os Coríntios, mesmo eles sendo merecedores de tal
repreensão. Mesmo que precisasse fazer isso para que
tivessem comunhão com Deus e com os santos (IJo 1:3-7), um
homem ou mulher de Deus vai odiar o pensamento da necessidade de
confrontar um irmão peregrino (não importa o
quanto parece que ele precisa disso). Paulo falou que foi
“uma agonia” escrever uma carta para eles.
Causou-lhe “grande aflição” e
ele, literalmente, derramou “muitas lagrimas”
enquanto tentou escrever esta carta de repreensão e
instrução.
Lembre-se que foi dado a Paulo uma
“porta aberta” para pregar o evangelho em
Trôade (2Co 2:12). Mas ele ficou tão aturdido pelo
receio que a família em Corinto rejeitaria a sua palavra,
vinda do Senhor, o oráculo de Deus na sua carta (1Pe 4:11),
que ele finalmente virou as costas para a “porta
aberta” e decidiu procurar Tito para descobrir como eles
receberam a sua advertência. Ele não teve
“sossego” ou “descanso”. Teve
“conflitos externos, temores internos e nenhum
alívio,” e até se arrependeu de ter
mandado a repreensão. Toda esta dor não cessou
até que, finalmente, Tito transmitiu para Paulo que eles
ainda o amavam e tinham “saudade e zelo” por ele
ainda. O melhor de tudo isso é que a grande tristeza que a
sua repreensão trouxe para os Cristãos em Corinto
os levou a um maravilhoso arrependimento e foram “inocentes
neste assunto” dentro de seis a nove meses depois de escrever
para eles sobre seu mundanismo.
Esta é a questão:
É obvio que não podemos ficar passivos enquanto
outros estão colocando em risco o seu relacionamento com
Deus e vendendo o seu Destino nEle. Mas, se nós podemos
casualmente demolir alguém, até mesmo em
relação aos pecados mais óbvios, sem
chorar e sem nos angustiar, não estamos em
posição de dizer-lhes sequer a primeira palavra.
Examine o seu coração cuidadosamente. Se
você não tem pelo menos um desejo de ter
compaixão, então você não
tem a permissão de Deus para falar, não importa
se você está “certo” ou
não. “Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba
todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma
fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor,
nada disso me valerá” (1Co 13:2). Amem?!
Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de
poupá-los que não voltei a Corinto. (2Co 1:23)
Por isso resolvi não lhes fazer outra
visita que causasse tristeza. (2Co 2:1)
Paulo e todo homem ou mulher que Deus vai usar
sabe quando ser sábio e não forçar a
barra. Paulo sabia que tinha muito para fazer nesta cidade pecaminosa e
neste grupo de Cristãos imorais e mundanos.2 Ele
também sabia quando morder a sua língua. Chegou
um ponto que Paulo sabia que não deveria
“exasperar seus filhos”. Ele decidiu não
voltar e “fazer outra visita que causasse tristeza”
mesmo que ainda não tinha recebido o recado que eles se
arrependeram das áreas pecaminosas.
A moral da história é que
pode haver coisas que poderíamos dizer,
observações que poderíamos fazer sobre
um outro irmão ou irmã—coisas
verdadeiras e certas—mas pode haver ocasiões em
que dizer uma única palavra a eles poderia ser pecado. Paulo
sabia, assim como Jesus, e como nós precisamos aprender, que
quando somos um com o Pai através de Jesus, não
vamos falar sequer uma palavra por nós mesmos, nunca. (Jo
14:10-11, 24; 8:28-29; 17:21; Gl 2:20; Ef 6:19-20; Cl 1:9; 1Pe 4:11).
Todas as coisas que são verdadeiras não
são necessariamente certas e boas para serem faladas naquele
dado momento. Se submeta a Deus para que você sempre
faça o Seu desejo: para tratar da
situação com amor agora ou aos poucos durante um
período de seis meses ou nunca confrontar a pessoa, mas
simplesmente orar continuamente que Deus use algum meio para ajudar
eles a deixar o pecado. Você não é o
policial de Deus. O nosso Deus é como qualquer bom
Pai—Ele não vai ter outros disciplinando, ao
acaso, os Seus filhos (Ob 1:12; Sl. 50:21-22). Há um tempo
para repreender, possivelmente, em frente de todos os outros
irmãos (Gl 2:11-14; 1Tm 5:20; At 5:1-11). Há
também a hora de, quietamente, lavar os pés
até de um ladrão conhecido, como Jesus fez,
deixando Judas continuar como tesoureiro até o
último momento. Enquanto você permanecer leal a
Palavra de Deus e seu compromisso de representar o governo eterno de
Deus, por favor, seja também bom, tolerante e generoso (Rm
2:4; 2Tm 2:25-26; 1Ts 5:14; Lc 6:37-38). Aprenda como Paulo a fechar a
boca em certas ocasiões.
“Não que tenhamos
domínio sobre a sua fé, mas cooperamos com
vocês para que tenham alegria, pois é pela
fé que vocês permanecem firmes.” (2Co
1:24)
“Quanto ao irmão Apolo,
insisti que fosse com os irmãos visitar vocês. Ele
não quis de modo nenhum ir agora, mas irá quando
tiver boa oportunidade.” (1Co 16:12)
Observe este Apóstolo, cheio de poder,
operador de milagres, que tinha visto Cristo e alguns anos depois foi
transportado para o próprio céu (At 9; 22; 26;
1Co 15:8; 2Co 12:2). Até o próprio
Apóstolo Paulo se recusou a colocar palavras na boca de
alguém ou fazer as pessoas se conformarem a fazer as coisas
da maneira que ele achava que deveriam ser feitas. Certamente os
princípios de Deus nunca foram comprometidos (Gl 2:14; Tt
3:10; 1Co 5:9-13), mas a “mecânica” ou o
“como fazer” nunca foram impostos. Isto
é ilustrado acima quando Apolo se recusa seguir as
instruções fortes de Paulo (1Co 16:12).
Considere também a forte
advertência e o implorar de um reconhecido profeta de Deus
pelo nome de Agabo junto com um doutor (que escreveu um Evangelho)
chamado Lucas—foram recusados por Paulo (Atos 21:10-15).
O princípio
é—não devemos impor regras feitas por
homens em nenhuma área espiritual
(“namoro”, shortes, cota de estudo
Bíblico, etc…) não importa
quão lógico aparentam ser. Nem Jesus se colocou
como “Juiz” de coisas externas (Lc. 12:14). Como
Paulo disse, regras “não tem valor algum contra a
sensualidade,” elas só trazem
“morte” e não têm nenhum poder
para mudar o coração da pessoa, mas somente
modificam as suas ações para se conformar ao
padrão estabelecido (Cl 2:23; 2Co 3:6).
Porque Deus é o Juiz das
intenções do coração, mesmo
se as ações são boas (Mt 5:27-28),
é insensato focar em mudança de comportamento.
Paulo implorou com angústia aos Cristãos na
Galácia: “Será que vocês
são tão insensatos que, tendo começado
pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo
esforço próprio?” (Gl 3:3).
Paulo lembrou os Corintios claramente que ele
não tinha e não iria “ter
domínio” sobre a fé deles, mas se
ofereceu como um instrumento para eles gozarem e utilizarem em sua
busca de uma fé mais profunda em Cristo e um andar mais
completo nEle (2Co 1:24). Certamente “autoridade”
não é uma idéia contraria à
Bíblia (Hb 13:17, 7; 1Co 16:15-16; 2Co 13:10; 1Ts 5:12-13),
mas o objetivo de qualquer pessoa investir nas vidas dos outros
espiritualmente é ser uma ferramenta para elas acharem a sua
própria fé, não um martelo para
fazê-las a sua própria imagem, como os Fariseus
fizeram (Mt 23:15). Certamente, seja para todos um exemplo claro para
imitar (1Ts 1:6; 2:10, 14; 1Co 11:1; Fp 3:17, 4:9; 1Tm 4:11-16), mas
lembre-se das palavras de Jesus: “Você
não deixe ninguém te chamar mestre, pai, chefe
(discipulador?, etc.) porque você tem UM—E TODOS
VOCÊS SÃO IRMÃOS” (Mateus
23:5-12).
“Pois, se os entristeço, quem
me alegrará senão vocês, a quem tenho
entristecido? Escrevi como escrevi para que, quando eu for,
não seja entristecido por aqueles que deveriam alegrar-me.
Estava confiante em que todos vocês compartilhariam da minha
alegria. Pois eu lhes escrevi com grande aflição
e angústia de coração, e com muitas
lágrimas, não para entristecê-los, mas
para que soubessem como é profundo o meu amor por
vocês.” (2Co 2:3-4)
“Concedam-nos lugar no
coração de vocês. A ninguém
prejudicamos, a ninguém causamos dano, a ninguém
exploramos. Não digo isso para condená-los;
já lhes disse que vocês estão em nosso
coração para juntos morrermos ou vivermos. Tenho
grande confiança em vocês, e de vocês
tenho muito orgulho. Sinto-me bastante encorajado; minha alegria
transborda em todas as tribulações.”
(2Co 7:2-4)
“Eu lhe tinha dito que estava orgulhoso
de vocês, e vocês não me decepcionaram.
Da mesma forma como era verdade tudo o que lhes dissemos, o orgulho que
temos de vocês diante de Tito também mostrou-se
verdadeiro. . . . Alegro-me por poder ter plena confiança em
vocês.” (2Co 7:14,16)
Você pode imaginar tendo
“plena confiança”, tendo
“muito orgulho”, sendo “bastante
encorajado” e tendo “alegria que
transborda” com um homem que se embriaga na ceia do Senhor e
está cheio de si mesmo, de vanglória e de
materialismo? Como que você se sentiria com uma pessoa assim?
E com uma congregação que parece ser
caracterizada por uma “espiritualidade” maravilhosa
como esta? Você iria desistir e “sacudir o
pó dos seus pés”?
Ou, ficaria completamente confiante que elas iriam
dar meia volta e antes de ouvir que elas realmente desistiram de tais
coisas poder exaltá-las diante de outras pessoas? (2Co
7:14-16). Se você tem o coração de
Paulo, que freqüentemente teve o coração
de Cristo, você não irá criticar e se
queixar sobre as imperfeições dos
outros—mas irá ter orgulho da sua
família diante dos outros e ser inteiramente confiante do
seu futuro. Deus faz uma boa obra! Como você está
caminhando? Será que outros podem ver esta qualidade em
você? Eu tenho “plena
confiança” que irão!
Ora, é Deus que faz que nós
e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos
ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs seu
Espírito em nossos corações como
garantia do que está por vir. (2Co 1:21-22)
Ele os manterá firmes até o
fim, de modo que vocês serão
irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1Co
1:8)
Aqui está um cara chamado Paulo que
teve a educação e experiência de um
advogado, sabia as escrituras de trás pra frente, recebeu
instruções pessoalmente do Cristo ressurreto,
participou de numerosos milagres e trouxe milhares de homens e mulheres
a Cristo (Fp 3:5; At 26:24; 23:6; 20:35; Gl 1:14; Rm 15:18-19). Mesmo
com tudo isso, ele rapidamente reconheceu que ele como pessoa era
incapaz de fazer qualquer coisa na vida de alguém.
Somente Deus pode criar, purificar e dar poder.
Paulo dependeu de Deus para transformar suas palavras de pedras em
pão de vida para seus irmãos e irmãs.
Paulo sabia que somente Cristo podia realmente revelar o Pai e que
somente o mesmo Deus que fez ele forte poderia tornar os outros fortes
(Mt 11:24, 27; Fp 3:15; 2Tm 2:7; Cl 1:9-11; Ef. 1:17-19; 3:16-19; At
20:30-32; 1Jo 5:20). Ele entregou seus irmãos e
irmãs inteiramente para Aquele que poderia os
“manter firmes até o final” e
“completar aquilo que Ele começou neles”
(Hb 12:2,11; 13:20; 1Ts 5:23-24; 2Ts 3:3; Jo 3:21). O trabalho de Paulo
era para fielmente plantar as sementes, regá-las e
certamente fazer tudo no seu poder para dar a sua vida por eles (1Ts
2:8), mas ele humildemente reconheceu que a sua Teologia, argumentos,
persuasão, ou retórica—nada disso podia
fazer alguém mais maduro ou transformar a alma (Jo 1:1-12;
Rm 12:3). A única coisa que ele podia fazer é
carregar a semente da verdade num vaso de uma vida quebrantada e pura
(2Co 4:6-7; 2Tm. 2:20-21) e orar para que o Senhor da Seara desse
aumento nos corações abertos.
E para eu e você? Como poderia ser
diferente? Vamos ser fiéis, cheios de fé,
corajosos, implacáveis, puros como a ovelha
preciosa—e em oração deitar os nossos
fardos pelos irmãos aos pés do “Grande
Pastor das ovelhas”. Ele vai “os
aperfeiçoar em todo o bem para fazerem a vontade dele e
operar em nós o que lhe é agradável,
mediante Jesus Cristo…” (Hb 13:20-21).
O que se requer destes encarregados é
que sejam fiéis. (1Co 4:2)
Nós somos loucos por causa de Cristo,
mas vocês são sensatos em Cristo! Nós
somos fracos, mas vocês são fortes!
Vocês são respeitados, mas nós somos
desprezados! Até agora estamos passando fome, sede e
necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente,
não temos residência certa e trabalhamos
arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos
amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos,
suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até
agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo. (1Co
4:10-13)
Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os
que estão sendo salvos e os que estão perecendo.
Para estes somos cheiro de morte; para aqueles, fragrância de
vida. Mas quem está capacitado para tanto? (2Co 2:15-16)
Não há dúvida que
este nível de envolvimento corajoso na vida espiritual dos
outros custa caro. Não há dúvida
nenhuma que o preço para ser útil ao nosso Deus
antes da Sua volta pode incluir ser tratado brutalmente,
maldiçoado, caluniado ou até passar fome e sede
(Lc 6:24-26). Não há dúvida que se
somos “loucos por causa de Cristo” (ao
invés de resolutos, convencidos ou uma franquia de
maquinário religioso) iremos pagar um preço bem
alto.
Você aceita, em termos
práticos, de voluntariamente se tornar nada, “o
lixo do mundo”? Se você tiver a coragem de se
envolver no ministério de vida e verdades de Deus,
certamente será um aroma suave para aqueles com bom
coração. De igual modo, se você estiver
realmente envolvido no Trabalho de Deus, você será
o fedor da morte para aqueles com corações
impenitentes. Custará também como custou o Filho
do Homem. Como o poderoso apóstolo mesmo disse:
“Quem é suficiente para tal coisa?!” Ele
não foi leviano e nem nós deveríamos
ser.
É algo incrível fazermos
parte da guerra “contra os poderes e autoridades, contra os
dominadores deste mundo de trevas, contra as forças
espirituais do mal nas regiões celestiais”.
(2Coríntio10:3-4; Efésios 6:10-12)
Fale a verdade, quando você leu o
título deste livreto pensou que iria encontrar uma formula
capaz de tornar possível essa tarefa difícil de
discipular Cristãos carnais a terem um relacionamento com
Cristo, né? É a minha
oração que você realmente
reconheça que “o segredo” se acha
somente em uma única coisa: Que o seu
coração esteja escondido em Cristo e que
você esteja disposto a até morrer pelo
“menor destes” – “sendo ainda
pecadores”. O seu coração é
como o de Jesus: para redimir homens para Deus, mesmo com a sua
própria vida se necessário. Eis o segredo.
Faça disso o seu foco central, anseie o Deus da Palavra, a
Viva e ativa Palavra de Deus, e o Povo de Deus; assim você
não terá mais problemas que Paulo teve para
discipular Cristãos carnais. Prepare o seu
coração.
Enquanto que você toma passos firmes em dar a sua
vida para o seu Senhor e para seus irmãos e
irmãs, arrisque o impossível e o impopular e
deixe ser dito de você nos céus, como
também foi dito sobre um outro mero homem: (Atos
13:36)—“TENDO SERVIDO AO PROPÓSITO DE
DEUS EM SUA GERAÇÃO…”.
1.
(I Co 6:9-11)
2.
Anotação: Lc 14:33; Lc 9:57-62; Mt 10:32-39; At
3:22-23 não são contraditórias a 1Co
3:1. A reação dos Corintios para verdade
é a chave. Veja 2Co 7:8-16. A reação
de um verdadeiro discípulo quando é confrontado
com verdade—não é argumentar, ter mais
três anos no estudo grego, e bocejar. Por favor, leia estes
versículos cuidadosamente e descobrirá que
é absolutamente impossível alguém que
se chama de Cristão poder permanecer indiferente quando
confrontado com a Palavra de Deus.
Quando Jesus e os
discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus:
—Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde
o senhor for. Então Jesus disse: —As raposas
têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos.
Mas o Filho do Homem não tem onde descansar. Aí
ele disse para outro homem: —Venha comigo. Mas ele respondeu:
—Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.
Jesus disse: —Deixe que os mortos sepultem os seus mortos.
Mas você vá e anuncie o Reino de Deus. Outro homem
disse: —Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu
vá me despedir da minha família. Jesus respondeu:
—Quem começa a arar a terra e olha para
trás não serve para o Reino de Deus. (Lucas
9:57-62) Naquela mesma
ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a
comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários
galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a
Deus. Então Jesus disse: —Vocês pensam
que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que
eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo
a vocês que, se não se arrependerem dos seus
pecados, todos vocês vão morrer como eles
morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé,
que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês
pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em
Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que,
se não se arrependerem dos seus pecados, todos
vocês vão morrer como eles morreram. (Lucas 13:1-5) Então Jesus contou
esta parábola: —Certo homem tinha uma figueira na
sua plantação de uvas. E, quando foi procurar
figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem
que tomava conta da plantação: “Olhe!
Já faz três anos seguidos que venho buscar figos
nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira!
Por que deixá-la continuar tirando a força da
terra sem produzir nada?” Mas o empregado respondeu:
“Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu
vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no
ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der,
então mande cortá-la.” (Lucas 13: 6-9) Certa vez uma grande
multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e
disse: —Quem quiser me acompanhar não pode ser meu
seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua
mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus
irmãos, as suas irmãs e até a si
mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver
pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de
vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula
quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se
não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas
não pode terminar a construção.
Aí todos os que virem o que aconteceu vão
caçoar dele, dizendo: “Este homem
começou a construir, mas não pôde
terminar!” Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para
combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e
vê se está bastante forte para enfrentar o outro.
Se não fizer isso, acabará precisando mandar
mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para
combinar condições de paz. Jesus terminou,
dizendo: Assim nenhum de vocês pode ser meu
discípulo se não deixar tudo o que tem. (Lucas
14:25-33) Vocês lembram o
temporal que caiu naquele dia? Todos nós
estávamos conversando sobre a analogia das
“árvores”, sobre como aquelas que
não se dobraram são aquelas que não
resistiram quando os ventos fortes vieram. As árvores
rígidas, que não se dobraram, as
inflexíveis, essas foram destruídas pela
tempestade. Recentemente presenciei uma ocasião em que uma
mulher contava a outras pessoas sobre o crescimento que ela tinha
percebido em sua vida ao longo dos anos. Ela compartilhou com todos uma
definição de orgulho que descobriu ser bem
útil ao desejo de crescer e mudar. A
definição que ela deu foi que orgulho
é reservar para si mesmo o direito de ter a
última palavra ou a decisão final; é
se dar “o direito” de tomar a decisão
final. Essa foi a definição de orgulho. E, claro,
as Escrituras dizem em pelo menos três lugares que
“Deus se opõe ao orgulhoso e dá
graça ao humilde.” Deus é inimigo dos
orgulhosos. E se orgulho é “reservar para si o
direito de tomar a decisão final”, se orgulho for
isso, então há muitas pessoas que pensam ser
amigas de Deus mas que de fato são inimigas Dele, por Sua
própria definição. Considerem aquela atitude de
ser rígido, ser orgulhoso, egocêntrico,
independente e inflexível. É orgulho quando se
vive um tipo de vida comodista, na qual tomamos nossas
próprias decisões, estamos no controle de nossas
coisas, mimamos nossa própria carne e sorrimos procurando
viver pelo menor denominador comum. “Que posso fazer? Como
posso agir? Como posso me apresentar? O que eu poderia dizer ou fazer
para conseguir ‘escapar de fininho’ sem que
ninguém seja capaz de perceber algo de errado em mim? Ou
pelo menos, se disserem alguma coisa, vou poder sair ileso? Como posso
escapar com o mínimo de auto-sacrifício ou
crucificação do meu próprio bem,
crucificação de minhas necessidades, meus
direitos, meu tempo, ou de qualquer outra coisa?” Se essas
forem nossas atitudes, Jesus disse que as tempestades virão.
E quando esses temporais chegarem, se não estivermos
construindo sobre a rocha da obediência a Deus, mas ao
invés disso em cima da areia do “ir
levando”, então nós seremos arrancados
e não vai haver nenhum fruto. O “mais um
ano” vai se esgotar e a coisa vai ser atirada ao fogo.
Sua
Graça Ora, eu não acho que
Jesus foi legalista, o que vocês acham? Alguém
aqui de fato acredita que Jesus era um legalista? “Como
é que Ele se atreve a dizer tudo aquilo! Que coisa mais rude
e cruel: ‘odeie seu pai, mãe, irmão,
irmã’. Não posso nem dizer adeus
à minha família. Poxa, Jesus. Você
é legalista!” Conheço muita gente que
chamaria tudo isso aí de legalismo. Mas parece que de algum
jeito, já que rebaixamos as Escrituras ao nível
de simples “poesia”, nós nem mesmo
aceitamos o fato de que Jesus É que é Senhor, que
é Rei, e que está voltando para aqueles que
estão vestindo Sua camisa, ponto final. Parece que de algum jeito
nós criamos “um boneco de cera de
Jesus”, um que quando você dá corda
nele, quando puxa a cordinha, Ele diz coisas mas elas não
significam nada. Se alguém dissesse qualquer daquelas
palavras hoje, gente nos quatro cantos do mundo iria gritar:
“legalismo, legalismo!” Mas isso É
Jesus. Esse é o único Jesus que existe. E Ele
não está sendo legalista. Ele não
é um mestre cruel. Para aquele homem, naquele instante,
não havia qualquer outra Esperança. O
“uma coisa ainda falta” de cada um pode ser
diferente. O “jovem rico” tinha um problema de
apego ao dinheiro, aparentemente, em vez do apego à
família biológica que Jesus disse que outras
pessoas teriam que resolver. Deus não é nem
“anti-dinheiro” nem
“anti-família”, se essas
questões estiverem totalmente debaixo do Senhorio Dele em
todas as áreas de obediência,
emoção e decisão. Jesus é
ANTI tudo e qualquer coisa que poderia fazer alguém
não obedecê-Lo imediatamente porque as cordinhas
do coração, os preconceitos, os confortos e o
orgulho estão presos em algo menos do que ELE, nesta nossa
presente era decaída. Ele está dizendo que se
você não viver desse jeito, satanás vai
ter um gancho em você e você será
arrancado. Isso não é legalismo. Isso
é graça. “Estou dando a
você uma chance. Estou oferecendo Minha mão a
você. Estou trazendo Verdade em sua vida para poder libertar
você da escravidão do medo, dos desejos
próprios, do medo da morte, do medo de temporais, do medo da
pobreza, do medo da doença, do medo de perder os entes
queridos.” E se você não viver assim,
vai ser derrubado. Porque satanás vai encontrar um jeito de
acabar com você. Se você der a ele qualquer alvo
que não estiver debaixo da graça e do
conhecimento de Deus, seu compromisso total com Ele e morte do bem
próprio (“tome a SUA cruz e siga-Me” e
“negue-se a si mesmo”, “até a
morte”); se der a ele qualquer alvo, satanás vai
achar e enganar você. Isso não
é legalismo! Jesus não é legalista
como alguns se apressariam em chamá-Lo se Ele estivesse em
carne e osso dizendo essas coisas a tais pessoas, coisas sobre
áreas de suas vidas que não tivessem rendidas a
Ele. Jesus NÃO é legalista quando diz que
você deve renunciar às
afeições e prioridades de seu
coração que não sejam ELE. Ele
simplesmente sabe como esta “geração
má e perversa” pode enganar qualquer homem, mulher
ou adolescente que pense que “dá para ter as duas
coisas ao mesmo tempo.” Pelo contrário, isso vai
devorá-LOS. Perceba a linguagem de Jesus... não
é “legalismo” mas “Eu estou
dizendo a você que Sei como tudo isso funciona! Me escute!
Não dá para você abraçar o
mundo e a própria vida, os desejos, as muletas e os
confortos com as pernas e não terminar indo morar na casa do
Meu inimigo.” Isso é Jesus dizendo:
“Não construa essa torre sem calcular o custo.
Não entre nisso sem saber que vai custar tudo que
você tem para conseguir chegar até o
fim.” Essa é a natureza do Cristianismo.
“Você não pode me seguir. Você
não vai ser capaz de continuar a me seguir sem esse
compromisso.” Isso não é legalismo. Ele
está dizendo que você não vai conseguir
a menos que isso seja quem você é, e quem
você deseja ser. Qualquer um pode sentar num banco de igreja,
ou num sofá e ficar se enganando com
orações bonitinhas, sermões,
idéias e lanches improvisados. Mas, uma VIDA que
não é totalmente entregue a Ele, com todas as
suas afeições e prioridades, todo seu tempo,
recursos e amores, que não é consumida pelos
Propósitos DELE e não pelos próprios,
então esta pessoa já falhou ou vai falhar. Assim
disse o Senhor. “Esta deve ser a qualidade de sua
decisão de me seguir: Você abandone tudo. Você não
tem que sepultar seu pai, você não precisa criar
desculpas para ir dizer adeus à família. Me
seguir exigirá tudo de você. Você deixa
as redes lá, cheias de peixe, e você
vem.” Ele está dizendo que
esse tem que ser o seu coração e a sua atitude.
Não é legalismo, algo tipo:
“Faça isso... ou então, não
pode me seguir!” É mais: “Se
você não abandonar isso, se essas coisas ainda
dominam você de alguma maneira, você
está tentando viver duas vidas ao mesmo tempo. Nesse caso,
satanás vai encontrar um jeito de
enganá-lo.” Esse é o preço.
Ele já sabe o custo de segui-Lo, Ele sabe o que vai
acontecer se você não der a Ele todo seu
coração, alma, mente e força. E Ele
está dizendo: “Tome cuidado! Estou dando a
você um conhecimento do mundo invisível e de como
o inimigo opera. Se você der abertura a ele, cedo ou tarde
ele vai achá-la.” Jesus não
é nem um pouco legalista. Ele nos deu tudo que pertence
à vida e à piedade.
Seu Reino,
Suas Regras Repetir as palavras de Jesus
não faz de você um legalista. Repetir as palavras
de Jesus não faz de mim um legalista. Repetir as palavras de
Jesus é dizê-las como elas são, porque
todo o resto é engano. Aquilo que Jesus não disse
é engano. Quero deixar isso bem claro! Tudo o que Jesus
disse é Verdade, e qualquer coisa que não se
mantenha à altura do padrão que Jesus estabeleceu
é engano. Será que dá pra eu dizer
isso sem me meter em muita confusão? Jesus é quem
faz as regras. Este é Seu Reino, e ponto final. Existem
outros reinos por aí. Existe coceira nos ouvidos a rodo
aí fora. E existe um bom número de professores
querendo dizer algo a você diferente daquilo que Jesus de
Nazaré disse. Eles falam de um reino alternativo, um
universo paralelo que tem algo do mesmo vocabulário, mas que
não é Real, que não tem
substância em si. E Jesus disse que se
você tentar viver nesse reino alternativo, aquele reino de
imitação, falsificado, que possui o
vocabulário mas onde tudo não passa de
cópias de cera, se você tentar viver nesse reino,
o inimigo vai enganar você. Isso foi uma
advertência de Jesus que precisa ser real em nossos
corações. Não tem meio-termo.
Não dá para tentar ir levando com o menor
denominador comum, com aquilo que imaginamos vai deixar todo mundo
contente. “Opa, não mexa comigo! Tudo bem, vou
fazer isso aqui e aquilo lá e tentar tirar todo mundo do meu
encalço.” Não é bem assim.
Precisa vir do coração. Tem que vir do
coração. Deus sabe se eu vivo por fé
no Filho de Deus ou se eu vivo pelo meu próprio bem. Deus
sabe a diferença, não sabe? E adivinha qual
é o outro que também sabe? Satanás
também sabe. É como aconteceu com os sete filhos
de Ceva. Satanás conhecia a diferença entre Paulo
e Jesus e esses outros sujeitos que só estavam utilizando o
vocabulário. Ele sabia a diferença e
não teve medo de alguém que usou o
vocabulário mas que não vivia pela fé
no Filho de Deus. Quero chamar a
atenção de todos nós para a seriedade
de uma qualidade de vida no homem interior que ninguém pode
dar a você. Tentar esconder qualquer coisa de meros humanos,
como todos nós somos, não traz nenhum
benefício a você. Talvez você consiga
“passar de fininho”... talvez você se
esconda em algum outro lugar. Existe todo tipo de alternativa. Mas a
verdade é, todos nós vamos comparecer perante
Jesus. E essas são Suas palavras, e eu quero viver assim
porque Ele falou! Para mim não faz nenhum sentido tentar
alterar o significado das palavras de Jesus ou me esconder
atrás de outras palavras que Jesus disse. Ele disse estas
também. Acredito em todas as palavras que Ele disse. E estas
palavras também são verdade, e eu quero viver
desse modo. Não existe uma espécie de
“nova aliança” que exclui os
ensinamentos de Jesus. Jesus não é um profeta da
velha aliança; Ele é a
personificação da Nova Aliança. Essas
coisas são verdadeiras. Elas continuam verdadeiras hoje e
continuarão verdadeiras para sempre. Isso é a
personificação da Verdade. Ele é a
Verdade! Não existe maneira de contornar isso.
Não há meio de pular por cima disso, e
não existe meio de criar uma nova aliança onde
essas coisas não se apliquem mais. Jesus é a
Verdade. Não existe caminho até o Pai exceto por
Ele e através Dele.
Qual a
Qualidade do Seu Coração? Se ainda há
áreas do seu coração que
você entregou ao tempo para que ele resolva e pensou que
está tudo bem... contanto que ninguém diga
qualquer coisa, e, mesmo que diga, você simplesmente fica
enrolando até que elas desapareçam. Se seu
coração é assim, então
você está deixando de perceber algo muito, muito
importante aqui. Você não está
percebendo o fato de que Jesus quer que você vá
até o fim com Ele. E, se você não viver
dessa maneira, então satanás vai destruir
você. O fato é que os temporais estão
vindo. Temporais muito maiores estão se aproximando, muito
mais ferozes, fatais, potencialmente muito piores do que tudo que
já passamos até aqui. E a maneira como
satanás faz as coisas... é sempre com truques de
espelhos onde ele trapaceia, engana, justifica e acusa os outros para
justificar o próprio eu. Você fica muito
vulnerável a essas coisas se não viver exatamente
como Jesus disse para viver aqui, adotando a Verdade do jeito que Jesus
disse para adotarmos. Se existe qualquer ponto
“fraco” no seu coração por
causa de alguma coisa à qual você está
se segurando, algo a que você está se prendendo,
que você está justificando para si mesmo ou em
relação ao qual você se compara a
outras pessoas, então satanás vai descobrir
você. Os temporais virão e aí, nessa
hora, eles vão mostrar o quanto você vale. E fique
certo de que sempre vai ser culpa de “outra pessoa”
pois satanás vai garantir que você se sinta dessa
maneira em relação a tudo. Ele vai enviar um bom
número de “sábios” para dizer
a você o que seus ouvidos estão coçando
para ouvir. E, de fato, Paulo disse que se você
não ama a Verdade, se você não amar a
Verdade com amor ágape, mas preferir outras coisas, ele
disse que o próprio Deus enviará uma poderosa
sedução para que você acredite na
mentira. Deus não quer nenhum
meio-termo. Se você não ama a Verdade o bastante a
ponto de aplicá-la a seu próprio
coração e viver uma vida crucificada, se o que
você deseja é um tipo alternativo de Cristianismo,
então o próprio Deus enviará uma
poderosa sedução para que você acredite
na mentira (2Ts 2). A natureza disso é sobrenatural,
não é como geografia ou química onde
há apenas um certo conjunto de fatos que ou você
conhece, ou não conhece. A Verdade Espiritual não
funciona bem assim. Se seu coração é
duro, se sua consciência está cauterizada com
ferro quente, se você prefere a mentira, se você
quer qualquer outra verdade além daquela que Jesus de
Nazaré ensinou, então Deus vai assegurar que
você acredite nela com todo seu
coração. Você nem precisa ser um
hipócrita pois Deus vai garantir que você acredite
na mentira. Ele enviará um engano para fazer com que
você acredite na mentira. Tudo isso está
ligado à qualidade do seu coração,
não à sua habilidade intelectual para compreender
e classificar, filtrar e processar. Está resumido na
qualidade do seu coração. Você quer ser
um doulos, um escravo? Você quer entregar sua vida?
Você está disposto a dizer: “que os
mortos enterrem seus próprios mortos”?
Você está disposto a odiar sua mãe,
irmão, irmã? Está disposto a deixar
terras, posses e coisas para trás? Você
está disposto a largar seus direitos, ou será que
você precisa dar a palavra final? Você quer
reservar para si o direito de tomar a decisão final?
Você precisa disso? Porque se você precisa,
então você tem “mais um ano”.
E eu oro para que você use ele bem. É Para Adorar! “Isso não
nada a ver COMIGO!” E eu fico muito feliz! Isso tem a ver com
Deus, e Seu poder. Eu só preciso decidir entregar minha vida
a Ele e deixá-Lo fazer Seu trabalho, e aí sim,
“morrer é lucro”. Eu não
tenho que viver, eu mesmo, minha
“própria” vida. Esse pensamento é
bastante libertador. Ele nos livra de vários cativeiros, do
medo e do peso que teríamos que carregar se tudo isso
tivesse a ver com nós mesmos. Eu lembro em João 4
o que Jesus, bem cedo em Sua caminhada visível no planeta
terra, falou sobre adoração. Ele disse:
“Meu pai procura adoradores.” Bom, essa
provavelmente foi a última vez em que Ele usou a palavra,
que eu saiba, pelo resto de sua vida física neste planeta.
Ele falou que as pedras ao longo da estrada gritariam de louvor se Seu
povo não o fizesse, e outras poucas coisas desse tipo. Mas
esta é uma afirmação muito importante:
“Meu Pai procura adoradores.” Isso soa muito
universal, muito abrangente. É como se tudo mais tivesse a
ver com isso. E tudo isso, de fato, tem a ver com
adoração! Mas então POR QUE Jesus
passou tanto tempo dizendo: “a menos que renuncie a tudo
quanto tem, você não pode ser meu
discípulo. A menos que perca sua vida, você nunca
a encontrará. A menos que negue a si mesmo, a menos que pare
de reservar para si próprio o direito de tomar a
decisão final e de ter a palavra final, a menos que pare de
fazer isso... Você não pode ser Meu seguidor!
Você não pode ser um
Cristão.” Por que razão Ele ficava
dizendo esse tipo de coisa, se tudo “tem a ver” com
adoração? Bem, a verdade é que
adorar é “oferecer seu corpo como um
sacrifício vivo”, como Paulo concluiu para
nós mais tarde. E isso bem depois que ele disse para
considerar a profundidade, a largura, a majestade de Deus...
“considerem Seus caminhos que estão
além da compreensão ...”, uma
afirmação cheia de
adoração. E daí Paulo segue em frente
e diz: “portanto, por causa da misericórdia de
Deus, ofereçam seus corpos como um sacrifício
vivo. Parem de se conformar aos padrões do mundo”.
Ele foi bem prático conosco outra vez! A essência de viver
uma vida de adoração que é
aceitável a Deus, “adoração
aceitável”... o caminho para ser livre do fardo
que faz da adoração hipocrisia ou uma
auto-ilusão, ou alguma mera declaração
teológica, mas não algo que flui abundantemente
de um coração livre, é que
nós morramos para o mundo e o mundo para nós.
Nós, em realidade, colocamos aquelas coisas diante Dele e
renunciamos àquilo que possui uma influência em
nossas vidas. Nós paramos de adorar essas coisas.
Nós paramos de adorar nossa carne e nosso conforto;
nós paramos de adorar o que nos traz segurança
nas tempestades, e o ronco do estômago, a fome;
nós paramos de adorar nossos filhos e nossos parentes;
nós paramos de adorar nossa educação,
nossa formação acadêmica e nossa
necessidade de sobrevivência; paramos de adorar nossa
necessidade de estar certos e nossa necessidade de ser inteligentes,
nossa necessidade de ser amados. Nós cessamos de adorar
todas essas coisas, e, pela primeira vez, somos livres para adorar a
Deus. É por isso que Jesus
falou tantas coisas que parecem “legalismo”. Aquilo
não era legalismo! Ele estava dizendo:
“Vocês precisam abrir mão dessas coisas
para ter meu Pai. Vocês não podem ter as duas
coisas ao mesmo tempo.” “Eu não terei
outros deuses perante Mim.” “Eu sou um Deus
ciumento.” Ele está à procura de um
coração que pertença única
e exclusivamente a Ele, e que não esteja agarrado
à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal,
querendo ser como Deus, exigindo nossos direitos,
privilégios, espaço, opinião e mimos
para a carne. Deus está à procura de nossa
disposição para renunciar a tudo aquilo e confiar
Nele, despidos e sem qualquer vergonha diante do Pai. Sem necessidade
de coisa alguma, verdadeiramente sem necessidade de qualquer coisa
exceto da comunhão com Ele e de Sua amizade. Impelidos
continuamente por isso e continuamente entregues a isso, fundamental e
simplesmente controlados em todos os aspectos de nossas vidas pela
comunhão com o Pai. Adorar tem a ver com isso. E a razão por que
Jesus disse todas aquelas coisas difíceis de ouvir
é porque elas estão intimamente relacionadas
à verdadeira adoração. De fato, a
única forma de ter adoração verdadeira
é ter apenas um Deus. “O Senhor Seu Deus
é o Único Deus.” “E
amarás o Senhor Seu Deus de todo seu
coração, toda sua alma, força e
mente.” E esse é o único modo,
ó Israel, pelo qual vocês podem verdadeiramente
ver e amar o Único Deus. “Felizes os puros de
coração, pois verão a Deus.”
“Sem santidade ninguém verá o
Senhor.” Isso é uma
afirmação bastante absoluta. Não
dá para ser mais absoluto do que isso. Sem a qualidade de
ser separado, sem uma vida separada para o Pai e longe de todo o lixo,
você não vai ver o Senhor. Você
não pode vê-Lo. Você não
consegue ver o Reino, e você não vai ser capaz de
ver Deus nem de experimentar Sua presença em sua vida do
jeito que Ele desejaria. Não fique se
Contorcendo porque o Negócio é BOM! “Meu Pai procura
adoradores.” E agora eu vou passar o resto de minha vida,
Jesus disse, mostrando a vocês como serem livres das coisas
que vocês vêm adorando, para que vocês
possam experimentar o amor Dele e se jogar nos Seus braços.
Isso é uma coisa boa, não ruim. É um
privilégio; é um “posso
participar” e não um “precisa
ser”. É uma oportunidade que a face da terra nunca
viu antes pois eles só se importavam com a
satisfação de sua própria carne. Eles
eram escravos de sua carne e escravos da
conseqüência dessa escravidão, cativos do
pecado e da pena pelo pecado. E eles eram sem esperança no
mundo, como Paulo disse. Mas então Deus, rico em
misericórdia, abriu o caminho por onde nós
podemos ser livres da carne. Jesus disse aos Fariseus:
“Vocês não têm
espaço para Mim em seus
corações.” E também foi Ele
quem passou seus três anos de sua vida pública
dizendo: “Eu quero mostrar a você que vale
à pena ser livre, e que você pode ser livre porque
Eu vou viver isso bem na frente de você.” E
é isso que Ele nos chamou e nos deu a oportunidade de fazer,
e nos deu o privilégio e o equipamento necessário
para sermos capazes de fazê-lo. Mas existem algumas
decisões que precisamos tomar. Ele não passou
tanto tempo aqui ensinando a troco de nada. Ele poderia ter andado por
aí com uma varinha mágica, não
é mesmo? “Você aí,
você tá livre. Agora você, e
você também tá livre.” Ele
passou aquele tempo todo ensinando porque nós fomos feitos
à semelhança de Deus, recebendo a oportunidade de
crescer no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A
nós foi dada a oportunidade de crescer no entendimento. As
contínuas orações de Paulo eram para
que o Pai desse entendimento, para que o Pai desse
revelação, A FIM DE QUE nós
pudéssemos viver uma vida que é digna Dele. Digna
do chamado que traz prazer ao Pai, e uma herança para Jesus. Ele nos traz entendimento
porque somos feitos em Sua imagem e então livres para
escolher. Ele nos traz entendimento para que possamos ver coisas como
Ele vê e assim nos lançamos voluntariamente em
Seus braços, deixando para trás os cuidados e as
preocupações do mundo e o engano das riquezas, e
não amar o mundo, amar a nós mesmos e a
necessidade de ter o direito de tomar a decisão final. Ele
nos dá a oportunidade, e com Sua graça e bondade
abre o caminho para nos deixar conhecê-Lo,
experimentá-Lo e viver em comunhão com Ele sem
sermos controlados pelo lixo do resto. É assim que essas
coisas são reconciliadas. É uma oportunidade que
Ele nos traz, e Ele nos mostra os obstáculos e as ervas
daninhas que nós voluntariamente, por nosso
próprio livre-arbítrio, podemos arrancar. “Ouve, ó
Israel, o Senhor Seu Deus é o Único Deus.
Único Deus.” Portanto, amai-O de todo o vosso
coração, alma, mente e forças.
Adorem-No. Somos separados para adorá-Lo em
Espírito e em Verdade. Se o Espírito de Deus
está apagado dentro de você, então tudo
o que pode fazer é repetir palavras e obter uma
sensação emocional para si mesmo. Se
não for algo baseado na Verdade, então
é engano. Assim, adorá-Lo em Espírito
e em Verdade significa viver a vida que Jesus viveu. Como o
Apóstolo João disse, sessenta anos depois:
“Qualquer um que diz que vive Nele deve andar como Jesus
andou.” É essa a oportunidade que Ele colocou
diante de nós. Eu quero viver isso junto com vocês. Pai nosso, pedimos a
Você que nos ajude. Com imensa gratidão em nossos
corações, reconhecemos o favor que Você
tem nos mostrado. Nós éramos mortos em nossas
transgressões e em nossos pecados, sem esperança
no mundo. Escarnecedores cegos e ignorantes, vivendo em
rebelião e descrença; isso era tudo que
nós éramos. Tudo o que tínhamos a
oferecer era tolice. E, mesmo assim, Você tocou nossos
corações tornando-os em carne apesar da nossa
própria habilidade, da nossa força de vontade, do
convencimento ou persuasão de meros humanos ao nosso redor.
Você, Você mesmo, estendeu Sua mão para
dentro de nossos corações, nos tocou, nos tornou
sensíveis transformando nossos
corações de pedra em
corações de carne e nos dando a oportunidade de
ver e conhecer Você.
Agora nós queremos ir além
de simplesmente experimentar a Sua salvação.
Queremos passar para o reino dos que são Seus adoradores,
amando Você e sendo separados para Seus propósitos
e separados para Seu prazer. Ajude-nos a ver como é
possível viver tudo isso. Pai, nós não
estamos presos por qualquer lei. Nós não estamos
presos a qualquer julgamento exterior. Nós não
estamos presos às opiniões dos homens ou por um
sistema legal. Nós estamos presos a uma aliança
de amor e a um desejo de devolver a Você o amor que
Você primeiro nos mostrou, tirando-nos da
escuridão em primeiro lugar. Embora estivéssemos
mortos em nossas transgressões e pecados, Você nos
amou e sacrificou a Si mesmo por nós. E amor maior que esse
ninguém possui, que dar a própria vida por seu
amigo. Como Você tenha feito isso por nós,
queremos fazer isso por Você e uns pelos outros. Queremos
renunciar à nossa própria vida e a todas as
exigências que temos dessa vida, para colocar isso em Suas
mãos onde tudo certamente vai guardar seguro até
o último dia. Amém.
Existem dois tipos de
líderes. Um é um líder de
coração, resultado de um relacionamento atual com
Deus. O outro é um líder por
posição que talvez tenha um título e
possivelmente é a “pessoa oficial”
à frente, o patrão oficial. Jesus disse que um
líder por posição não
deveria existir. Existe liderança do tipo Samuel e por outro
lado liderança tipo Saul. Samuel teve muitas das qualidades
de um rei em Israel. Saul foi chamado de um rei. Em alguns aspectos,
estas posições de liderança parecem
similares, mas Samuel liderava baseado em um relacionamento com Deus e
Saul liderava baseado em sua
posição/cargo1∗. Os líderes
da Igreja na cidade onde eu moro são aqueles que
estão andando mais próximos de Deus HOJE. Se um
irmão ou irmã não está
andando próximo de Deus hoje, ele não
é considerado muito como um líder. Se uma pessoa
que na semana passada talvez não estivesse tão
perto de Deus, mas hoje se arrependeu do pecado em sua vida e agora
é mais capaz de ouvir Deus, ela está mais
próxima de ser um líder essa semana do que estava
na semana passada. “Ser um líder”
é resultado de um relacionamento com Deus e o povo de Deus.
Não é resultado de uma
posição. Então temos muitos
líderes na cidade onde moro, mas não temos nenhum
“cargo”. Um líder essa semana talvez
não seja um na próxima semana. Jesus disse que
toda autoridade no céu e na terra pertence a ELE. Isso ainda
é verdade. Então, o tanto que podemos ouvir
Jesus, a quem pertence toda autoridade, vai ser o mesmo tanto de
autoridade que um homem tem—somente o tanto que ele
dá ouvidos a Jesus. Ponto final.
Gerado da
preguiça Existe em cada um de
nós um traço de preguiça que nos faz
querer esconder por trás do pano de fundo e deixar outra
pessoa resolver as nossas batalhas por nós. É por
isso que surgiu a divisão entre cleros e leigos. Bem cedo na
história da igreja, voltando no segundo século a
1800 anos atrás, pessoas começaram a querer um
rei para reinar sobre elas. Queriam ter um “homem
santo” para estar à frente da igreja. Talvez esse homem tivesse um
relacionamento íntimo com Deus, mas o povo de Deus ao
invés de querer que todos fossem sacerdotes, preferiu ter um
“homem santo” para lutar as suas batalhas. Eles
queriam pegar um homem e fazer dele o rei da igreja. E talvez esse
homem fosse um homem muito bom. O problema não é
o relacionamento que esse homem tinha com Deus; é bom que
todo homem tenha um relacionamento com Deus. Talvez esse homem tivesse
um dom forte e válido, mas quando ele é designado
como sendo especial e chamado como o “patrão da
igreja”, aí temos um problema. Este lugar
é somente de Jesus. Jesus é o único
patrão de qualquer Igreja Verdadeira. Um
“pastor” não deve ser o
patrão de uma igreja; não há nenhum
patrão a não ser Jesus. Israel queria ter um rei;
queria ter um homem como o patrão. Eles queriam
alguém para tomar o lugar de Samuel—mas Samuel
não era um rei! Samuel era um homem de Deus que tinha
influenciado toda uma nação porque conhecia Deus.
Isso não era uma posição de autoridade
para Samuel. Samuel não tinha nenhum cargo, assessor, nem
salário. Ele não foi apontado para uma
posição como rei. Samuel era simplesmente um
homem de Deus tão respeitado quanto um rei, mas
não tinha nenhum cargo nem posição.
Ele não era um rei. Ele não era um
“pastor”. Ele simplesmente amava Deus de todo seu
coração e porque podia ouvir Deus, ele tinha
influência. Ele não tinha nenhuma
posição…ele tinha
influência. Se um homem realmente conhece Deus, ele vai
ajudar o povo de Deus. Se ele for chamado por Deus, ele vai ajudar
pessoas. Um verdadeiro homem de Deus não tem nenhuma
posição, ele tem influência. Se eu sou um marceneiro, eu
trabalho com madeira. Faço cadeiras, mesas, ou estantes de
madeira se eu sou um marceneiro. Se eu sou um pedreiro,
então eu faço coisas com tijolos e massa. Algo
que eu faço de tijolos e massa é a prova que eu
sou pedreiro. Algo que eu faço de madeira é prova
que sou um marceneiro. Onde está a prova que eu sou um
pastor2∗? A prova é que eu amo o povo de Deus! Eu
o ajudo. Não preciso de um cargo para fazer isso.
Não preciso de um título. Não preciso
ser o patrão. Eu simplesmente amo pessoas com o dom que
tenho e as ajudo. A prova que sou marceneiro é a cadeira que
fiz. A prova que sou um pastor é que eu alimento o povo de
Deus todos os dias. Quando vejo alguém que faz parte do povo
de Deus com fome, isso parte meu coração. Quando
vejo alguém que faz parte do povo de Deus com problemas ou
em perigo, o coração de pastor dentro de mim
corre atrás dele para protegê-lo. Isso
é prova que sou ungido de Deus para ser pastor.
Não preciso de um crachá. Não preciso
de um certificado pendurado na parede nem de um diploma de
seminário. Preciso de um coração para
amar e fazer a obra de Deus. Você é um marceneiro?
Faça cadeiras. Você tem o dom de pastor? Ame
pessoas. Alimente-as, proteja-as, e ajude-as.
“Vocês
ME rejeitaram!” Isso é verdade sobre
qualquer dom. Mas os homens destroem muito do Cristianismo porque
querem um rei. Samuel não era um rei; era um homem de Deus.
Saul era um rei e ele destruiu o povo de Deus. Deus disse:
“Eles não rejeitaram você, Samuel; eles
rejeitaram Deus”. Quando queremos ter um homem como
patrão, estamos rejeitando Deus. Samuel teve uma grande
influência porque ele conhecia Deus, não porque
tinha a posição de rei. Eles parecem muito um com o
outro, não é mesmo? Alguém de um outro
país podia vir a Israel e dizer: “Vocês
têm um rei! Samuel é seu rei!” Israel
iria responder: “Bem, eu sei que ele parece com um rei porque
todos o respeitam e estimam muito, mas ele não é
um rei. Não temos nenhum rei senão Deus. O fato
é que Samuel conhece Deus muito bem. Então
nós o respeitamos e o amamos.” Outras
nações pensavam que Israel tinha um rei, Rei
Samuel. Mas ele não era um rei. Ele era um homem de Deus.
Ele não tinha nenhuma posição. Ele ia
ali, ia acolá, ele desaparecia, e depois voltava. Reis
não fazem isso. Homens de Deus fazem isso. Israel queria
colocar alguém no lugar de Samuel quando ele ficasse velho.
Eles queriam ter um rei como as outras nações (ou
como as outras denominações)! Quando queremos que
alguém seja patrão sobre nós,
alguém para lutar as nossas batalhas, então
rejeitamos a Deus. 1 Samuel 8:7: “Não foi a
você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como
rei.” Não devemos tentar ter homens sendo nosso
patrão. Devemos amar os Samueis que estão em
nosso meio que conhecem Deus. Devemos respeitá-los e
imitá-los embora não devemos aceitar nenhuma
posição de patrão a não ser
o Próprio Jesus. Discernimos a voz de Jesus em Samuel. E,
como diz em ICoríntios 14, quando
revelação vem ao próximo
“Samuel”, o primeiro “Samuel”
deve sentar-se. Isso é muito bom.
As
conseqüências Gostaria que ouvisse o que
acontece quando tem um rei sobre você. Quando quer ter um
“manda-chuva”, um clero. Aqui está o
fruto ruim que vem disso: “Ele disse:
‘O rei que reinará sobre vocês
reivindicará como seu direito o seguinte: ele
tomará os filhos de vocês para servi-lo em seus
carros de guerra e em sua cavalaria, e para correr à frente
dos seus carros de guerra. Colocará alguns como comandantes
de mil e outros como comandantes de cinqüenta. Ele os
fará arar as terras dele, fazer a colheita, e fabricar armas
de guerra e equipamentos para os seus carros de guerra.
Tomará as filhas de vocês para serem perfumistas,
cozinheiras e padeiras. Tomará de vocês o melhor
das plantações, das vinhas e dos olivais, e o
dará aos criados dele. Tomará um
décimo dos cereais e da colheita das uvas e o
dará a seus oficiais e a seus criados. Também
tomará de vocês para seu uso particular os servos
e as servas, e o melhor gado e dos jumentos. E tomará de
vocês um décimo dos rebanhos, e vocês
mesmos se tornarão escravos dele. Naquele dia,
vocês clamarão por causa do rei que
vocês mesmos escolheram, e o Senhor não os
ouvirá.’ Todavia, o povo recusou-se a ouvir Samuel
e disse: ‘Não! Queremos ter um rei. Seremos como
todas as outras nações; um rei nos
governará, e sairá à nossa frente para
combater em nossas batalhas.’” (I Samuel 8:11-20) Quando queremos ter um rei
sobre nós, quando queremos ter um patrão oficial
na igreja, ele vai roubar nossa visão, roubar nossos filhos
e nosso dinheiro, e nos fará suas marionetes. Essas coisas
não são boas. Mas acontecem no meio religioso
pelo mundo afora. Em todo país que já temos ido,
onde tem clero/leigo, onde há duas classes de
Cristãos—os patrões e as pessoas
normais—os corações das pessoas
são roubados. Os dons não sobressaem. O dom de
misericórdia e o dom de ajuda são esmagados. O
dom de ensino e o dom de generosidade…estas coisas
são esmagadas. Quando um homem é o chefe ao
invés de Jesus, os corações das
pessoas são roubados. O povo de Deus prosperou
debaixo de Samuel porque ele não tinha uma
posição, ele tinha um dom. Parece só
uma pequena mudança de Samuel para Saul porque os dois
parecem reis. Mas um é um dom e o outro é uma
posição. Quando é um dom, o povo de
Deus prospera. Quando eles têm uma
posição sobre eles, o povo de Deus é
esmagado, de acordo com a Palavra de Deus. Deus ainda pode tirar um
proveito disso. Davi foi um bom rei. Algumas coisas boas podem vir
quando o sistema for ruim. Mas Deus disse: “Eu tenho uma
maneira melhor. A minha maneira é Samuel, não
Saul.” Ele disse: “Posso fazer umas coisas boas se
tiver um rei, mas quando os problemas vierem, clamarão a
Mim, mas não responderei”. É isso que
tem acontecido nas denominações porque constroem
ao redor do dom de um homem e fazem de um homem seu rei. Ele poderia
ter sido um Samuel, mas eles o fizeram um Saul. E ele aceitou que eles
o fizessem um rei. Algumas coisas boas ainda podem
acontecer, mas no dia da sua calamidade, eles vão clamar a
Deus e Ele não os ouvirá e as coisas
cairão aos pedaços. Vai haver interesses
partidários, disputas de poder e vai haver fofoca e
calúnias, e todas essas maldições que
Deus disse que iriam acontecer. Embora Deus possa fazer muitas coisas
boas em qualquer situação, queremos somente o
melhor. Não é verdade? Deus pode
abençoar qualquer coisa em Sua misericórdia, Sua
bondade e Sua paciência. Mas vamos construir de Sua maneira
para que possamos receber a benção completa!
Vamos ter muitos Samueis entre nós ao invés de um
Saul. Amém?
Uma outra coisa que poderia acontecer é quando um
homem vai para seminário para receber um título
religioso, mesmo que seu coração possa estar
sincero, ele talvez seja forçado pelo título a
fazer de conta que é algo que não é.
Ele poderia ter muitas dificuldades em seu lar, no seu casamento, com
seus filhos, com aqueles que moram com ele, ou com seus pais. Mas
porque ele tem um título religioso, as pessoas
irão respeitá-lo ao invés de
simplesmente vê-lo como um irmão entre
irmãos. Ele terá que agir de certa maneira que
é diferente da maneira que ele age em casa ao
invés de simplesmente ser um irmão entre
irmãos. Tem algo dentro de nós que torna
difícil questionar a vida do
“patrão”. Então os
líderes em uma igreja não deveriam querer
títulos que pusessem uma barreira para as
colocações e ajuda de outros em suas vidas.
1
∗ A palavra “cargo” referida aqui
poderia ser definida como sendo qualquer coisa que é
automaticamente “oficial” entre o Povo de Deus,
quer numa célula ou numa instituição.
2
∗ Na Bíblia, esta palavra
“pastor” refere-se a um dom de pastoreio vivido
diariamente entre o povo de Deus juntamente com outros
dons—não um patrão ou palestrante.
Eu gostaria de sugerir que
nós, apesar até mesmo da perfeita
inteligência e compreensão a respeito de cada
área de desenvolvimento humano do um ponto de vista
físico e espiritual, nunca seremos capazes de controlar o
resultado final de nossos esforços. Em outras palavras,
sempre vai haver um encontro face a face com um Deus vivo.
Não podemos “fazer isso por eles”. Como
nós, eles “nascerão, não por
descendência natural, nem pela vontade da carne, nem da
vontade de algum homem, mas de Deus”. Não tem
outra maneira, precisa ser: nascido de Deus e não por
decisão humana, nem por herança natural, nem por
vontade do marido. Não seremos capazes de fazê-los
nascer de Deus, não importa quão exata a nossa
percepção dos caminhos de Deus seja.
Não podemos fazer isso por eles. Eles precisam ter o seu
encontro com o Deus vivo.
Temos, porém, uma
responsabilidade como “pais segundo a carne” (Hb
12:5-11; Lucas 11:11-13) de “treiná-los no caminho
por onde devem andar”. Especificamente, precisamos ter
certeza de que eles conhecem a inalterável e
invariável Lei que diz: “o homem colhe aquilo que
planta”. Pode não ser hoje, mas no tempo certo eu
garanto que todo homem vai colher o que plantou. É
inalterável. É como a lei da gravidade
— vai acontecer; o homem colhe o que planta. Se
você plantar milho, não vai colher um carvalho.
É impossível. Não vai acontecer. Se um
homem de certa espécie se ocupa na
propagação desta espécie, adivinhe
só, ele vai propagar somente esta espécie! A
semente é que determina o resultado. Vai ser sempre assim...
sempre vai colher o que plantou. Jamais alguém planta uma
semente de abóbora e ela germina um repolho.
De Gênesis, capítulo um, passando pelos ensinos de
Jesus (Lucas 6:43-45 etc.) e até o fim da Bíblia:
“O homem colhe aquilo que planta” “em
tempo oportuno”.
Um
Preço Precisa Ser Pago Todas as Vezes
É bom relembrar, por mais
estranho que isso possa parecer, que nosso trabalho com nossos filhos não
é obter “resultados”, mas
sim ter certeza de que eles vejam a consistência de pagar o
preço cada vez que plantarem sementes, seja “para
a carne”, seja “para o
Espírito” (Uma
observação à parte, que vale varias
páginas para alguns pais: NUNCA, NUNCA, NUNCA discipline uma
criança quando você estiver com ira
egoísta). Sem essa
visão, o comportamento externo pode ser convenientemente
alterado para escapar da punição ou para
manipular e extrair uma reação de você,
porém o coração não vai
mudar para com Deus! Que preço a pagar por nossa
negligência e preguiçosa inconsistência!
Precisamos discipular nossos filhos
para que entendam que se semearem para a carne, irão colher
destruição. Quando eles pecarem há um
preço que precisa ser pago. Quando somos inconsistentes por
causa de preguiça ou falta de sensitividade ao disciplinar
as crianças, estamos ensinando que elas não
vão colher o que plantarem. Se simplesmente deixamos as
coisas passarem, ou damos apenas uma palmadinha nelas e dizemos
“comporte-se”, ou se dissermos para não
fazerem uma coisa, mas ignoramos quando mesmo assim fazem porque
estamos ocupados demais com nossos afazeres, estamos ensinando a elas
que não vão colher o que plantar. “Eu
posso semear qualquer coisa que quiser e tirar uma boa colheita. Posso
ser preguiçoso, posso plantar urtiga e colher
trigo”. É isso que estamos comunicando a elas
quando há disciplina inconsistente na
criação das nossas crianças.
Quando não somos atentos
e não demonstramos consistência
ensinamos a elas que podem quebrar a lei do semear e colher, quando de
fato elas não podem quebrá-la, porque Deus, seu
verdadeiro Pai, vai trazer a colheita ruim na vida delas, quer saibam
ou não, no tempo oportuno.
Nosso trabalho é
continuamente colocar microcosmos diante delas. Temos que mostrar a
elas numa escala menor aquilo que é verdade no plano
espiritual. Devemos ter consistência com assuntos
físicos e materiais para que saibam que, nos assuntos
espirituais e do coração, elas irão
colher aquilo que plantarem.
O Reino
Está Dentro de Vocês
Ao criarmos os filhos na disciplina e
admoestação do Senhor, ensinamos a eles os
princípios do mundo material, os auxílios visuais
que vão permitir que entendam os princípios
“nem-aqui-nem-acolá-mas-dentro-de-vocês”
do coração.
Todo o Velho Testamento é
uma sombra da realidade que está em Cristo. A velha
aliança toda é um auxílio visual no
mundo material para a realidade que é verdadeira no Reino de
Deus e que esse Reino não é encontrado aqui nem
ali, mas dentro de vocês! O velho reino era de sistemas
sacrificiais, templos, etc. Hoje o Reino de Deus não
consiste de um Deus que habita em templos feitos por homens, de tijolos
e argamassa e nem em prédios religiosos. Ele habita em
homens. O reino não é aqui nem acolá.
Não é num horário
“x” no domingo.
Está dentro de vocês! O
sacrifício é vivo e não mais um
cordeiro, bode ou touro. O Reino não é mais na
velha aliança de coisas materiais, mas agora é
dentro de vocês. É uma realidade
espiritual.
O povo de Deus sempre foi chamado de
“os filhos de Israel”. Você já
havia notado isso? Isso quer dizer o seguinte: Deus referiu-se a eles
como filhos, e de fato eles são uma figura de filhos hoje. A
lei do semear e colher e a própria lei em si, os mandamentos
e o sistema de sacrifícios, tudo isso é relativo
à sua posição como filhos enquanto
são escravos dentro de casa. Enquanto é
criança, diz em Gálatas 4, é como um
escravo dentro da casa, mesmo que toda a herança
pertença a você. É somente quando
alcança o huios,
condição de filho, que você realmente
entende a herança que lhe pertence.
“Moisés disse a
vocês: ‘Não
matarás’. Mas Eu digo: ‘Se odiar,
você já cometeu homicídio’.
Moisés disse a vocês: ‘Não
cometam adultério’. Mas Eu digo: ‘Se
violar sua vontade, se violarem seu coração,
vocês já cometeram adultério. Se
já cobiçou você já cometeu
adultério.’” O cumprimento da lei no
Reino de Deus tem a ver com questões do
coração. Deus não está
interessado em mudança de comportamento. Ele quer sua
vontade e seu coração.
Nós ensinamos os nossos
filhos ao mostrar a lei do semear e colher no mundo material. Fazendo
assim, nós estamos ensinando a eles a lei do semear e colher
no mundo espiritual. Se formos inconsistentes no mundo material, eles
não acreditarão na justiça e na
santidade de Deus no mundo espiritual, a menos que tenham uma
revelação e ainda mais, provavelmente, em suas
próprias vidas uma tremenda queda. Pode acontecer, como
aconteceu com a maioria de nós. Nós
não crescemos entendendo nenhuma dessas coisas.
Vamos Acertar
Isso JÁ
A maioria de nós
não teve pais que nos ensinaram tais coisas. Apesar disso,
de certo modo Deus, por Seu coração paterno,
interveio e nos mostrou algumas dessas coisas assim mesmo. Nossa
função é voltar nossos
corações às crianças e as
crianças ao Pai, para que tenhamos uma
geração de crianças livres da
corrupção dos padrões do mundo.
Queremos que elas peguem a tocha a passos largos, correndo a toda
velocidade para a glória de Deus, apressando o retorno de
Jesus Cristo! NÃO queremos que
elas precisem desfazer todas as coisas ruins que passamos a elas.
É supremo, importante e
imperativo na minha cartilha que acertemos essas coisas AGORA, mesmo
que não as tenhamos aprendido antes. O
Coração Paterno de Deus pode superar nossas
incapacidades, e é bom saber disso porque provavelmente
nós nunca iremos ter todas essas coisas perfeitamente
ajustadas. O Coração Paterno de Deus é
capaz de superar essas coisas, mas se nós pudermos ensinar
as crianças isso aqui e agora, nas sombras do mundo
físico, então Deus poderá ter melhor
acesso para tomar posse dos seus corações no
mundo espiritual.
Nosso trabalho com nossas
crianças não é obter resultados, mas
ter certeza de que elas vejam que se plantarem uma semente,
irão ter uma colheita todas as vezes. Se não
agirmos com consistência, não estaremos ensinando
a elas como realmente mudar seus corações. A
única coisa que aprenderão será como
nos manipular. Conversas como: “Pai, eu te amo
taaaaaanto...”; “O que é que
você quer?”; “As chaves do carro,
pai.” Viu só como acontece? Isso acontece porque
elas não aprenderam a consistência da santidade e
do julgamento, do conhecimento, da sabedoria e da vastidão
de Deus. E isso acontece porque nós não agimos
com consistência! Elas podem nos manipular muito bem; e sabem
que vai dar certo. No fim, elas acabam pensando que podem manipular
Deus do mesmo jeito, até que venha uma
revelação maior e provavelmente com isso uma
tremenda queda na vida delas. Que
preço a pagar por nossa negligência e
inconsistência preguiçosa!
Graça
Junto com isso, à medida
que seu amor e misericórdia vêm à tona
em face à “ignorância” dos
seus filhos, você pode querer demonstrar a Graça
de Deus. (l Timóteo 1:13: “... a mim que
antigamente cheguei a blasfemar, que persegui os cristãos e
que os caluniei. Mas Deus teve misericórdia de mim, porque
eu fazia isso por ignorância e incredulidade.”)
Quando nossos filhos são ignorantes e andam em
incredulidade, enquanto não possuem o entendimento de toda a
justiça de Deus, nós podemos, por nossa
misericórdia (por nosso coração de
mãe ou pai), conceder-lhes misericórdia e
mostrar-lhes bondade. Você pode resolver demonstrar a
graça de Deus em vez de tremenda consistência na
disciplina cada vez que elas até mesmo olharem torto para
nós.
Pode haver tempos quando a
graça vai ser a ordem do dia. Contudo,
“Graça” não é
“fazer vista grossa” com o pecado e ser negligente
ou “amorosamente” fingir que nada aconteceu, mas
sim permitir que outra pessoa pague o preço pela
transgressão no lugar de quem a cometeu. Você
precisa entender que graça não é
ignorar o pecado. Graça é deixar outra pessoa
pagar o preço. O pecado nunca é ignorado. O
salário do pecado é a morte, sempre.
Não há nunca uma exceção
para isso. Nós sempre iremos colher aquilo que plantamos.
Não há nunca uma exceção
para isso, a menos que deixemos outra pessoa se tornar
maldição por nós, a menos que
alguém se torne pecado por nós para que nos
tornemos Sua justiça (2Co 5:21).
A Lei
Inteiramente
A Justiça Divina e a Lei do
Semear e Colher não permitem que a
“transgressão da lei” fique sem
resposta, nem mesmo uma única vez. A Palavra de Deus
é muito clara nesse ponto (Ap 21:27; Rm 3:23; Rm 6:23; Tg
2:10-11; Gl 3: 10-14).
Tiago 2:10-11 diz que se
você tropeçou em um só ponto cometendo
o mais leve pecado, torna-se culpado de quebrar a lei inteiramente. Se
você acabou de ter uma atitude ruim, se sentiu desgosto do
seu chefe, se já cometeu o mais leve engano (como por
exemplo não falar toda a verdade), então a
Palavra de Deus diz que você é culpado de violar a
lei inteiramente. É a mesma coisa ser um estuprador e
assassino porque você será julgado como um
estuprador e assassino por ter feito uma careta uma única
vez. Você é culpado de quebrar a lei inteiramente
se tropeçar mesmo que seja em um único ponto.
Por que é assim? Porque
quando você viola a lei num único ponto,
você está brandindo seu punho contra Deus.
Você disse: “Deus, você não
tem o direito de me dizer o que fazer”. Isso é uma
violação de Sua santidade e, portanto, uma
violação de Sua pessoa! É uma
violação de Sua pessoa descartar por completo
tudo sobre Deus e fazermos uma lei para nós mesmos.
“Sou eu quem define o que é bom e o que
é mau. Eu vou definir que isto é um pecadinho e
esse outro é um pecadão. Isto é
importante, isso não é. Isto pode, e isso
não pode. Não é certo matar, mas
não tem importância um olhar torto para
alguém. Não tem problema falar mal do meu chefe
ou ter uma atitude ruim ou falar mal do meu vizinho”.
Deus diz que é homicídio.
Moisés disse a
vocês: “Não
matarás”. Mas eu digo: “Se xingar seu
irmão você é culpado de
homicídio”. A essência do desrespeito
à lei é que nós nos tornamos lei para
nós mesmos. Nós violamos a santidade de Deus. Se
violarmos a santidade de Deus, somos totalmente culpados de violar cada
ponto da lei e assim temos um problemão porque o
salário de infri