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Se
você tem dúvidas quanto a maneira que vivemos como
igreja orgânica, por favor preencha o formulário
abaixo, teremos o maior prazer em lhe responder. |
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Vocês se consideram
um grupo com uma nova visão de igreja para os nossos dias?
R- Não. Somos um grupo
que vive segundo os conceitos da igreja dos últimos dias que
teve início há dois mil anos. Não se
trata de uma nova visão, mas sim, de ter olhos para ver e
querer viver de acordo com o que já foi estabelecido
através do testemunho dos primeiros cristãos.
Estamos correspondendo com o que a igreja era antes do desvio e das
reformas.
Vocês acreditam que a
igreja moderna pós-reforma é ineficaz?
R- Não. Cremos que ela
é importante no ponto em que empregam esforços
para proliferar as boas novas do reino de Deus. Fora isso, quanto
às suas divergentes interpretações e
práticas, cada qual dará conta de si mesma diante
de Deus, o que nos preocupa é a falta de união
que estas diferenças causam dilacerando o corpo.
O que pensam sobre
"líderes" na igreja?
R- Pensamos que eles devem fluir
de forma natural bíblica, não imposta sob o aval
de um diploma de teologia e muito menos num processo de
fabricação milagrosa em seis meses. Acreditamos
em uma liderança funcional, do tipo que administra algo que
não lhe pertence, diferente da
líderança posicional que governa sobre ouvintes
passivos. Isso se aplica a pastores, profetas, evangelistas e mestres,
os quais bíblicamente não são
títulos, mas sim, funções que cada
qual deve desempenhar como quem serve, beneficiando todo o Corpo. Todos
os dons provém do Espírito Santo, que os reparte
com o propósito do fortalecimento da igreja. Ele
não separa alguns, de forma que os dons dados a estes,
sirvam para sufocar o serviço de outros, pois todos fomos
chamados para exercermos o sacerdócio que Jesus nos confiou
e juntos formamos o Corpo, a igreja.
Vocês não
possuem um pastor?
R- Cremos que todo o
cristão é de certa forma pastor de
alguém. A função de pastor, ou melhor,
de ancião segundo a bíblia, consiste
entre outras coisas em aconselhar, dar direção e
conhecimento aos demais irmãos mais novos na fé,
para que permaneçam fiéis, aprendendo e gerando
frutos. É natural que os mais novos peçam
conselhos ao mais velhos por estes terem uma experiência
maior. Assim, o pastor bíblico é reconhecido
naturalmente pela igreja, a medida que se compromete em suprir as
necessidades que compete a sua função.
Vocês condenam a
prática do dízimo?
R- Não, da mesma forma
que não condenamos a prática da
circuncisão, a qual é bem menos atraente para
olhos da igreja moderna, cada um vive a liberdade conquistada por Jesus
de acordo com a interpretação que dá a
ela.
Em primeiro lugar, a questão é que estamos
debaixo de um sacerdócio superior ao sacerdócio
levítico, que era um dos beneficiados (junto com os pobres,
viúvas e estrangeiros) através da
arrecadação dos dízimos de Israel na
velha aliança. Jesus estabeleceu uma nova
aliança, depois dEle não ficou pedra sobre pedra
do templo o qual os serviços do sacerdócio
levítico eram necessários. Por tanto parem de
utilizar este termo (levita) para aqueles que estão
envolvidos com a musica na igreja. Não existe mais
sacerdócio levítico na igreja. Se há
uma razão para sermos dizimista o foco deve estar nas
três classes que permanecem na Nova aliança:
pobres, viúvas e estrangeiros.
Em segundo lugar, 10% de toda a nossa renda demonstra um compromisso
pré estabelecido e inflexivel para com o Reino de Deus.
À exemplo da igreja dos primeiros cristãos que
vendiam suas terras e bens e depositavam tudo aos pés dos
discípulos, onde a bíblia diz que tudo tinham em comum e
que
não lhes faltava coisa alguma, o dízimo se torna a
expressão de alguém com quase nenhum comprometimento
consciente, se não imposto.
Finalizando, não somos contra o ato de dizimar. Apenas
estamos certos que de todos os recursos que o Senhor nos dá,
Ele sabe o que nos é suficiente e o que devemos investir no
reino, e temos certeza de uma coisa, na velocidade em que as almas
estão indo para o inferno nos nossos dias, para quem
está realmente comprometido com o reino de Deus, o
lógico seria investir 90% no reino e comprar o seu
pão com os outros 10%. Uma alma vale muito mais do que os
meus 90% acumulados numa pilha de vaidades durante o resto da minha
vida. É fácil dizer que uma alma vale mais que o mundo
inteiro, a questão é o quanto você está
disposto a abrir mão deste mundo por ela?
Como cristãos estamos aprendendo a administrar estes
recursos. Parte dele é para o pão de cada dia,
outra parte é para o reino, e se em algum momento sobra
algo, pedimos direção para saber se podemos
comprar doces e brinquedos (alimentar nossas vaidades), ou devemos
guardar, por que pode ocorrer uma seca no dia de amanhã.
Assim não limitamos a nossa dependência nEle. Se
Ele nos pede 10% é isso que daremos, não por
regra ou por medo, se Ele nos pede 5% ou mesmo o nosso tudo
é o que Ele terá, pois tudo vem dEle, e
é para Ele. Queremos apenas corresponder com Ele em
obediência e liberdade. Se comemos, se vestimos, se temos ou
não, tudo é por Ele e para Ele!
Obs.: Se você frequenta uma igreja a qual vive a
prática do dízimo, seja um fiél
dizimista, pois ainda que esta prática não se
encontre na nova aliança, o ato de obedecer a lei dos homens
está e você deve atentar para isso enquanto estiver ligado a uma doutrina denominacional. E mais uma
coisa, só deixe de dar 10% quando achar que está
pronto para dar 100% quando Deus lhe pedir. Dependência de
Deus é um dos atributos principais para aqueles que entendem
o seu reino.
Vocês
estão ligados "tem a cobertura" de algum
ministério?
R- Sim,
estamos ligados na
videira, Jesus. Nossa cobertura é o Seu sangue que nos lava
e nos purifica de todo o pecado. A bíblia diz: maldito o
homem que confia no homem. Particularmente conhecemos algumas pessoas,
considerados por muitos, "homens de Deus", mas não passam de
homens, alguns bem falhos por sinal. Quando paramos para analizar a
questão de cobertura percebemos que no final do imenso
emaranhado de quem está acima de quem, se chegarmos ao cara
do topo da pirâmide, veremos que ele esta abaixo de Jesus. O
sistema hierárquico é quase que uma torre de babel. Entre
as denominações, ninguém se entende, pois estão muito ocupados procurando um lugar no topo.
O sacrificio de Jesus nos deu acesso direto ao Pai, e como
aprendemos a abandonarmos a prática de nos dirigirmos a
santos de pau e pedra, entendemos que não tem
lógica achar que homens tem privilégios ao
interceder por outros diante do Pai. É uma
obrigação orarmos uns pelos outros, isso
é bíblico. Deus não tem filhos
preferidos, Ele tem apenas filhos. Devemos honrar aqueles que
são dignos de honra, mas isso não significa dizer
sim e amém pra tudo.
Vocês declaram ser um
pequeno grupo, que não possuem templos, mas se pessoas
começarem a chegar, haverá a necessidade de um
local maior, não haverá?
R- Não. Primeiro por
que não evangelizamos as pessoas pensando em
tê-las conosco. Não pregamos sobre como vivemos,
pregamos sobre Jesus. Tudo o que fazemos é lançar
as sementes, aguém vai regar e outro vai colher os frutos.
Não compete a nós determinarmos aonde elas
servirão a Deus, sendo assim aconselhamos as pessoas para
visitarem o maior número de igrejas evangelicas e depois
escolherem onde vão congregar. O caso de pessoas
permanecerem no nosso grupo é bem raro, pela simples
razão de que não é nada
fácil viver no caminho estreito ao qual Jesus falou, e
nós levamos isso muito a sério. Não
significa que nos consideramos cristãos de elite, apenas
entendemos que o nível da nossa entrega pessoal é
o que determina a qualidade de dicipulo que somos, e volto a repetir,
cada um vai dar conta de sí mesmo, por tanto, julgar ,neste
caso, é total imaturidade. Em segundo lugar a igreja dos
primeiros séculos se multiplicaram e não viram
necessidade alguma de construir um templo, você ja parou para
pensar por que? Simples, a igreja crescia de CASA em CASA. O recurso
que tinham não era para suprir o alto custo de um templo e
salários do clero, mas sim, para que nada lhes faltasse,
pois eles cuidavam dos seus e dos da sua própria CASA.
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